Versículo em destaque
Marcos 8:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Naqueles dias, como a multidão fosse novamente numerosa e não tivessem o que comer, Jesus convocou os discípulos e lhes disse: "
Marcos 8:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Naqueles dias, como a multidão fosse novamente numerosa e não tivessem o que comer, Jesus convocou os discípulos e lhes disse:
2 “Tenho compaixão deste povo. Já faz três dias que perseveram comigo e não têm o que comer.
3 Se eu os mandar em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe!”
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Um milagre muito semelhante já tinha sido narrado antes neste evangelho (Marcos 6:35), e o mesmo milagre também é registrado em (Mateus 15:32). Aqui há pouca ou quase nenhuma diferença nos detalhes. Ainda assim, vale notar alguns pontos.
Nosso Senhor Jesus era seguido por uma grande multidão. A multidão era muito numerosa (Marcos 8:1). Embora escribas e fariseus se esforçassem para manchar o seu nome e enfraquecer sua influência, o povo comum, mais honesto e por isso mais sábio que seus líderes, ainda o estimava muito. Podemos supor que a maior parte dessa multidão vinha das camadas mais pobres. Cristo muitas vezes conversava com esse tipo de gente e os recebia de boa vontade. Assim ele se humilhou, “aniquilou-se a si mesmo” e encorajou os mais humildes a virem a ele em busca de vida e graça.
Os que o seguiam enfrentavam dificuldades reais para fazer isso. Ficaram com ele três dias e não tinham o que comer, o que era algo bem duro. Que nenhum fariseu se atreva a dizer que os discípulos de Cristo não jejuam. Provavelmente alguns tinham levado alimento de casa, mas, a essa altura, já havia acabado. Eles ainda tinham um longo caminho de volta, e, mesmo assim, permaneceram com Cristo e não falaram em ir embora até que ele mesmo os despedisse. O verdadeiro zelo considera leves as dificuldades encontradas no caminho do dever. Quem tem um rico banquete para a alma pode se contentar com uma alimentação simples para o corpo. Havia um dito entre os puritanos: “Pão grosseiro e o evangelho são um bom banquete”.
Assim como Cristo tem compaixão de todos os que estão em necessidade, ele mostra cuidado especial pelos que se desgastam por zelo e diligência em esperá-lo. Cristo disse: “Tenho compaixão desta multidão”. Os fariseus orgulhosos olhavam para eles com desprezo, mas o Jesus humilde os contemplava com pena e ternura, e assim deveríamos honrar todas as pessoas. Contudo, o que ele nota de modo especial é isto: “Já três dias estão comigo e não têm o que comer”. Quaisquer perdas ou dificuldades que suportamos por amor a Cristo, ele fará com que, de um modo ou de outro, sejam compensadas. Os que buscam ao Senhor não serão privados de bem algum por muito tempo (Salmo 34:10). Veja a simpatia de Cristo em (Marcos 8:3): “Se os enviar em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe”. Cristo conhece e considera nossa fraqueza e também cuida do corpo. Se o honramos, de fato seremos alimentados. Ele percebeu que muitos tinham vindo de grande distância. Quando vemos grandes multidões ouvindo a Palavra pregada, é consolador lembrar que Cristo sabe de onde vieram, mesmo quando nós não sabemos. “Conheço as tuas obras, e onde habitas” (Apocalipse 2:13). Cristo não quis mandá-los embora com fome, pois normalmente ele não despede de mãos vazias os que vêm a ele do modo correto.
As dúvidas dos cristãos às vezes servem para destacar a grandeza do poder de Cristo. Os discípulos não conseguiam imaginar de onde tanta gente conseguiria pão suficiente no deserto (Marcos 8:4). Essa mesma dificuldade tornou o milagre ainda mais admirável, porque aquilo que os discípulos julgavam impossível, Cristo o realizou.
Cristo age em favor de seu povo quando as coisas chegam ao último extremo. Quando eles já estavam a ponto de desfalecer, Cristo providenciou para eles. Ele não os supriu antes, para que ninguém pensasse que o seguiam apenas por causa do pão. Ele os alimentou quando estavam completamente abatidos, e então os despediu.
A generosidade de Cristo nunca se esgota, e ele repetiu esse milagre para mostrar que continua o mesmo em socorrer e suprir os que esperam nele. Seus dons são renovados na medida em que nossas necessidades são renovadas. No primeiro milagre, Cristo usou todo o pão que havia, cinco pães, e alimentou cinco mil homens. Aqui ele faz o mesmo. Ainda que alguém pudesse raciocinar: “Se cinco pães alimentaram cinco mil, então quatro podem alimentar quatro mil”, ele tomou os sete pães e alimentou os quatro mil com eles. Ele nos ensina a aceitar as circunstâncias como são, a nos adaptar a elas e usar o que temos da melhor forma possível. Aqui, como com o maná no deserto, vale aquilo: “O que colheu muito não teve demais, e o que colheu pouco não teve falta”.
Na casa de nosso Pai, e na casa de nosso Mestre, há pão com fartura, e até sobrando. Há plenitude em Cristo, e ele reparte essa plenitude a todos os que recebem das suas mãos. De sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça (João 1:16). Quem tem Cristo como sustento não precisa temer necessidade.
É bom que os que seguem a Cristo permaneçam juntos. Esses seguidores ficaram como um só corpo, cerca de quatro mil reunidos, e Cristo alimentou a todos. As ovelhas de Cristo devem permanecer com o rebanho e seguir pelo caminho traçado por suas pisadas, e assim, de fato, serão alimentadas.
Deste capítulo
Marcos 8:2
"“Tenho compaixão deste povo. Já faz três dias que perseveram comigo e não têm o que comer."
Marcos 8:3
"Se eu os mandar em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe!”"
Marcos 8:4
"Seus discípulos lhe responderam: “Como alguém poderá fartá-los de pão aqui no deserto?”"
Marcos 8:5
"Mas ele lhes perguntou: “Quantos pães vocês têm?” “Sete” — responderam."
Marcos 8:6
"Mandou então que o povo se assentasse no chão. Tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e os entregou a seus discípulos para que os distribuíssem; e eles os distribuíram ao povo."
Marcos 8:7
"Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençoou e mandou que também os distribuíssem."
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