Versículo em destaque
Marcos 3:22 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Também os escribas que haviam descido de Jerusalém diziam: “Ele está possuído por Beelzebul: é pelo príncipe dos demônios que ele expulsa os demônios”. "
Marcos 3:22
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
20 Em seguida, dirigiram-se a uma casa. Ali, de novo, afluiu tanta gente que nem podiam tomar alimento.
21 Quando os seus souberam disso, saíram para retê-lo, pois diziam: “Ele está fora de si”.
22 Também os escribas que haviam descido de Jerusalém diziam: “Ele está possuído por Beelzebul: é pelo príncipe dos demônios que ele expulsa os demônios”.
23 Mas, depois de convocá-los, dizia-lhes em parábolas: “Como pode Satanás expulsar a Satanás?
24 Pois, se um reino estiver dividido contra si mesmo, não poderá durar.
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Aqui vemos o insulto perverso que os escribas ligaram à obra de Cristo de expulsar demônios, tentando escapar da força do milagre e justificar sua incredulidade. Esses escribas tinham descido de Jerusalém (Marcos 3:22). Parece que fizeram essa longa viagem justamente para tentar impedir a propagação do ensino de Cristo. Trabalharam com empenho para causar dano. Vindo de Jerusalém, onde estavam os escribas mais instruídos e influentes, e onde podiam conspirar uns com os outros contra o Senhor e seu Ungido, eles estavam em melhor posição para semear confusão.
A reputação desses escribas pesava não só entre o povo simples do interior, mas também entre os escribas das regiões. Muitos talvez jamais tivessem concebido uma acusação tão feia a respeito dos milagres de Cristo, se os escribas de Jerusalém não tivessem plantado essa ideia em suas mentes. Eles não podiam negar que Jesus expulsava demônios; isso deixava claro que ele era enviado por Deus. Então sugeriram que ele tinha Belzebu do seu lado, que era aliado dele, e que expulsava os demônios pelo príncipe dos demônios.
Diziam que não havia truque oculto na obra de Cristo, mas um acordo: Satanás não estaria sendo expulso à força, mas sairia de comum acordo. Nada, porém, na forma como Jesus expulsava os demônios dava qualquer motivo de suspeita. Ele agia com autoridade. Mas quem se recusa a crer nele torcerá até as provas mais claras para usá-las contra ele.
Cristo respondeu com sabedoria e mostrou o quanto essa acusação era tola. Satanás é astuto demais para, de bom grado, entregar o próprio reino. Se Satanás expulsa Satanás, o seu reino fica dividido contra si mesmo e não pode subsistir (Marcos 3:23-26). Jesus chamou os acusadores para junto de si porque desejava convencê-los. Tratou-os com plena franqueza e mansidão. Argumentou com eles para que toda boca ficasse fechada.
Era evidente que o ensino de Cristo atingia em cheio o reino do diabo. O alvo de sua pregação era quebrar o poder de Satanás e destruir o domínio que ele exercia sobre as almas. E era igualmente evidente que a expulsão de demônios confirmava e fortalecia esse ensino. Por isso, não faz sentido pensar que Satanás ajudaria uma obra assim. Todos sabem que Satanás não é tolo, e não agirá contra o próprio interesse.
Cristo também é sábio. Como está em guerra contra Satanás, atacará suas forças onde quer que as encontre, tanto nos corpos quanto nas almas das pessoas (Marcos 3:27). O propósito de Cristo é entrar na casa do valente, tirar-lhe o poder que exerce no mundo e tomar para si os seus bens, para o seu próprio serviço. Por isso é totalmente coerente que Cristo amarre o valente, impeça-o de falar quando quer falar e de ir onde quer ir. Desse modo, mostra que a vitória já está conquistada.
Depois Jesus lhes deu uma advertência muito séria para que tomassem cuidado com palavras tão perigosas. Talvez eles as tratassem como simples hipóteses, ou como conversa de gente “livre pensadora”, mas, se se apegassem a essa acusação, isso traria consequências fatais. Seria um pecado contra sua última e mais forte oportunidade de voltar atrás, e, por isso, seria imperdoável. O que poderia levá-los ao arrependimento por blasfemar contra Cristo, se desprezassem uma prova tão forte com uma desculpa tão fraca?
O evangelho, de fato, promete perdão para os maiores pecados e para os piores pecadores, porque Cristo comprou esse perdão (Marcos 3:28). Muitos que zombaram de Cristo na cruz — blasfemando contra o Filho do Homem da maneira mais extrema — alcançaram misericórdia, e o próprio Cristo orou: “Pai, perdoa-lhes”. Mas ali se tratava de blasfêmia contra o Espírito Santo, porque era o Espírito Santo quem capacitava Cristo a expulsar demônios, e eles diziam que ele fazia isso por um espírito imundo (Marcos 3:30).
Ao seguir esse caminho, eles resistiam a toda obra clara do Espírito Santo, até mesmo depois da ascensão de Cristo. Rejeitariam todas essas evidências e, depois disso, não haveria mais prova alguma capaz de conduzi-los ao arrependimento. Assim, jamais receberiam perdão, mas permaneceriam debaixo de eterna condenação. Estavam em gravíssimo perigo daquele castigo duradouro, do qual não há escape nem alívio.
Deste capítulo
Marcos 3:1
"Noutra vez, ele entrou na sinagoga, e ali se encontrava um homem que tinha a mão seca."
Marcos 3:2
"Ora, estavam observando-o para ver se o curaria no dia de sábado, a fim de acusá-lo."
Marcos 3:3
"Ele diz ao homem da mão seca: “Venha para o meio”."
Marcos 3:4
"Então, pergunta-lhes: “É permitido fazer o bem ou o mal no sábado? Salvar uma vida ou matar?”. Mas eles permaneciam calados."
Marcos 3:5
"Então, lançando sobre eles um olhar indignado e entristecido com a dureza de seus corações, diz ao homem: “Estenda a sua mão!”. Ele a estendeu, e a mão foi curada."
Marcos 3:6
"Saindo dali, os fariseus deliberaram imediatamente com os herodianos sobre como haviam de prendê-lo."
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