Versículo em destaque
Marcos 12:18 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Vieram, então, ao encontro dele os saduceus, que afirmam não haver ressurreição, e perguntaram-lhe: "
Marcos 12:18
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
16 Apresentaram-no a ele. E ele lhes perguntou: “De quem são esta imagem e a inscrição?” “De César”, responderam-lhe.
17 Então Jesus lhes respondeu: “Deem, portanto, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. E ficaram admirados com ele.
18 Vieram, então, ao encontro dele os saduceus, que afirmam não haver ressurreição, e perguntaram-lhe:
19 “Mestre, Moisés nos prescreveu: Se o irmão de alguém morrer e deixar mulher sem filhos, seu irmão deve casar-se com a viúva e gerar descendência para seu irmão.
20 Havia sete irmãos. O primeiro se casou e morreu sem deixar descendência.
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Os saduceus, que se pareciam com os deístas daquele tempo, vieram para atacar Jesus. Ao que tudo indica, não estavam tentando ferir seu corpo, como mais tarde fizeram os escribas, fariseus e principais sacerdotes. Eles não eram, em primeiro lugar, fanáticos ou perseguidores, mas céticos e incrédulos, e o objetivo deles era enfraquecer o ensino de Jesus e impedir que ele se espalhasse.
Eles negavam a ressurreição, o mundo dos espíritos e qualquer recompensa ou castigo futuro depois da morte. Jesus havia assumido como tarefa provar e defender essas grandes verdades, e tinha levado esse ensino muito mais longe do que havia sido levado antes. Por isso, os saduceus tentaram apanhá-lo com uma pergunta.
Eles usaram a antiga lei segundo a qual, se um homem morresse sem filhos, seu irmão deveria casar-se com a viúva (Marcos 12:19). Então imaginaram um caso em que sete irmãos, um depois do outro, se casavam com a mesma mulher (Marcos 12:20). Provavelmente queriam zombar dessa lei e, assim, fazer com que toda a lei de Moisés parecesse tola e incômoda.
Os que negam a verdade de Deus frequentemente procuram também lançar descrédito sobre as leis e ordenanças de Deus. Mas, aqui, o alvo principal deles era tornar a ressurreição algo ridículo. Imaginavam que, se existe uma vida futura, ela teria de ser exatamente como esta, e então julgavam ter encontrado um problema insolúvel: ou a mulher teria sete maridos no outro mundo, o que eles chamariam de absurdo, ou ninguém conseguiria dizer de quem ela seria esposa.
Percebe-se como eles trabalharam com sutileza contra a verdade. Não disseram abertamente: “Não há ressurreição”. Nem sequer pareciam questioná-la de forma direta. Pelo contrário, agiam como se acreditassem nela e apenas quisessem ajuda para entendê-la. Fingiam ser aprendizes quando, na realidade, estavam tentando desferir um golpe mortal nessa doutrina. Esse é um truque comum de hereges e de “saduceus”: embaralham e confundem a verdade que não ousam negar frontalmente.
Cristo lhes respondeu com clareza e firmeza. Era um assunto importante, e ele não o descartou como irrelevante. Falou de maneira extensa, de modo que, mesmo que eles não fossem corrigidos, outros ouvintes pudessem ser fortalecidos.
Em primeiro lugar, ele disse aos saduceus que eles estavam errados e mostrou que o erro deles vinha da ignorância. Os que zombam da ressurreição costumam querer parecer os únicos verdadeiramente inteligentes, chamando a si mesmos de “pensadores livres”. No entanto, são justamente eles que estão em cativeiro, os mais parciais em seu modo de pensar.
Ele perguntou: “Porventura não errais vós?” O erro deles vinha de duas causas. A primeira, não conhecerem as Escrituras. Não que os saduceus jamais as tivessem lido, ou que não tivessem familiaridade com elas. Mas não as entendiam corretamente. Distorciam o seu sentido, ou então se recusavam a aceitá-las como palavra de Deus e colocavam seu próprio raciocínio acima da Escritura.
Um conhecimento correto da Escritura, fonte e fundamento da religião revelada, é a melhor proteção contra o erro. Guarde a verdade da Escritura, e ela o guardará.
A segunda causa era não conhecerem o poder de Deus. Eles não podiam negar que Deus é todo-poderoso, mas se recusavam a aplicar essa verdade à questão em pauta. Davam ouvidos a objeções que só parecem fortes quando se esquece o poder divino. Se tivessem segurado firme a certeza do poder onipotente de Deus, essas objeções teriam perdido a força. O poder pertence a Deus (Salmo 62:11; Romanos 4:19-21).
O mesmo poder que fez alma e corpo, e os manteve unidos na vida, pode preservar o corpo em segurança e a alma em atividade quando separados. E pode também uni-los novamente. O braço do Senhor não está encolhido. Vemos o poder de Deus no retorno da primavera (Salmo 104:30), no grão que, após ser lançado à terra como que morto, volta a brotar (João 12:24), na restauração de um povo quebrado à paz e à prosperidade (Ezequiel 37:12-14) e em tantas pessoas ressuscitadas tanto no Antigo como no Novo Testamento. Vemo-lo de modo supremo na própria ressurreição de Cristo (Efésios 1:19-20). Todos esses são sinais da nossa própria ressurreição pelo mesmo poder (Filipenses 3:21).
Em segundo lugar, Jesus desarma a objeção deles mostrando a verdadeira natureza da vida futura (Marcos 12:25). “Quando ressuscitarem dentre os mortos”, disse ele, “nem casarão nem se darão em casamento.” Assim, é inútil perguntar: “De quem ela será esposa?” O vínculo do casamento, embora dado nesta vida terrena, não existirá no céu.
Turcos e incrédulos podem imaginar prazeres sensuais em seu falso paraíso, mas os cristãos sabem que não é assim. “Carne e sangue não podem herdar o reino de Deus” (1 Coríntios 15:50). Esperamos algo muito maior: plena satisfação no amor de Deus e em ser conformado à sua imagem (Salmo 17:15). No céu, o povo de Deus é “como os anjos que estão nos céus”, e os anjos não se casam nem geram filhos.
Não é de surpreender que nos enredemos em confusões sem fim quando tentamos medir o mundo espiritual pelos padrões deste mundo. Cristo, portanto, eleva a nossa mente acima das ideias terrenas e mostra que a vida futura é de outra ordem.
Em terceiro lugar, ele prova a vida futura e a bem-aventurança dos justos nela a partir da aliança de Deus com Abraão. Deus honrou essa aliança depois que Abraão já tinha morrido (Marcos 12:26-27). Jesus recorreu à Escritura: “Não tendes lido no livro de Moisés?” Temos uma vantagem quando falamos com pessoas que já leram a Bíblia, embora muitos que a leem a deturpem, como esses saduceus, para sua própria ruína.
Jesus os direciona ao que Deus disse a Moisés na sarça: “Eu sou o Deus de Abraão.” Ele não disse: “Eu fui o Deus de Abraão”, mas: “Eu sou o Deus de Abraão.” Deus continuava sendo a porção e a felicidade de Abraão, o seu Deus todo-suficiente.
Não faria sentido Deus manter essa relação com Abraão, e declará-la de forma tão solene, se Abraão tivesse sido aniquilado e deixado de existir. Nem o Deus vivo poderia ser porção e felicidade de alguém que estivesse morto para sempre. Somos levados, então, a concluir que a alma de Abraão continua viva e atuante em um estado separado após a morte.
Isso significa que o corpo deve ressuscitar em algum momento, porque a alma humana tem um vínculo tão profundo e natural com o corpo que uma separação completa e definitiva não se harmonizaria com a paz e o descanso, muito menos com o gozo bem-aventurado, das almas que têm o Senhor como seu Deus. Ao final, Jesus conclui: “Por isso vós errais muito.” Os que negam a ressurreição estão em erro profundo, e isso precisa ser dito claramente.
Deste capítulo
Marcos 12:1
"E começou a falar-lhes por meio de parábolas: “Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma cerca, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a vinhateiros e ausentou-se daquela terra."
Marcos 12:2
"No devido tempo, enviou um servo aos vinhateiros para receber deles uma parte do produto da vinha."
Marcos 12:3
"Eles, porém, prenderam-no, feriram-no e mandaram-no de volta de mãos vazias."
Marcos 12:4
"Enviou-lhes novamente outro servo; também este feriram na cabeça e cobriram de afrontas."
Marcos 12:5
"O senhor ainda lhes enviou um terceiro, mas eles o mataram. E enviou outros mais, dos quais feriram alguns e mataram outros."
Marcos 12:6
"Ainda lhe restava seu filho único, a quem amava muito. Por último, enviou-o também para ir ao encontro deles, dizendo: Terão respeito pelo meu filho!…"
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