Versículo em destaque
Levítico 18:6 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Nenhum de vocês se achegará àquela que lhe é próxima por sangue, para descobrir a sua nudez. Eu sou o Senhor. "
Levítico 18:6
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
4 Vocês praticarão os meus preceitos, observarão as minhas leis e obedecerão a elas. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês.
5 Vocês observarão os meus preceitos e as minhas leis, pois o homem que o observar viverá por eles. Eu sou o Senhor.
6 Nenhum de vocês se achegará àquela que lhe é próxima por sangue, para descobrir a sua nudez. Eu sou o Senhor.
7 Você não descobrirá a nudez de seu pai, nem a de sua mãe. Ela é sua mãe; você não descobrirá a nudez dela.
8 Você não descobrirá a nudez da mulher de seu pai; é a nudez de seu pai.
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Essas leis se relacionam com o sétimo mandamento e continuam válidas também sob o evangelho. Elas estão de acordo com a própria luz e lei da natureza. Paulo trata de um caso, o de um homem que tinha a mulher de seu pai, como um pecado tão chocante que mal era nomeado entre os gentios (1 Coríntios 5:1). Alguns dos tipos de incesto proibidos aqui chegaram a acontecer entre povos pagãos, mas ainda assim eram julgados como algo errado e repugnante, exceto entre nações já brutalizadas e entregues a paixões vergonhosas.
Observe o que é proibido com esses parentes próximos: “chegar-se” para “descobrir a sua nudez” (Levítico 18:6). O alvo principal é proibir o casamento com esses parentes. O casamento é uma instituição divina e, juntamente com o sábado, é das mais antigas, tão antiga quanto a própria vida do homem na terra. Foi estabelecido para o consolo da vida humana e para a multiplicação correta e honrosa da raça humana, de modo condizente com a dignidade do ser humano acima dos animais. Sendo o casamento honroso para todos, essas leis servem para sustentar essa honra.
Era apropriado que uma ordenança divina tivesse regras e limites divinos, especialmente porque essa é uma área em que a natureza humana corrompida é particularmente teimosa e impulsiva. Essas proibições não apenas têm por trás de si uma autoridade incontestável, mas também são sábias e justas. Pelo casamento, dois se tornam uma só carne. Assim, aqueles que já são uma só carne pela própria natureza não podem, com sentido, tornar-se uma só carne pelo casamento, pois o casamento foi instituído para unir pessoas que antes não estavam unidas. Além disso, o casamento coloca marido e esposa em um mesmo nível. A Escritura apresenta a esposa como companheira do homem, tirada do seu lado. Portanto, se pessoas que já se encontram em uma relação natural de superioridade e inferioridade fossem unidas em casamento, essa ordem seria invertida pelo vínculo conjugal, e isso não deve acontecer.
A diferença entre senhor e servo, ou entre nobre e plebeu, se baseia em costume e convenção, de modo que o casamento pode aboli-la sem dano. Mas a diferença entre pais e filhos, tios e sobrinhas, tias e sobrinhos, seja por sangue ou por afinidade, está inserida na própria natureza. Essa espécie de ordem é permanente, e o casamento não pode legitimamente apagá-la. O casamento veio depois da ordem natural, por isso não pode anulá-la. Entre iguais, apenas irmãos e irmãs são proibidos um ao outro, seja por laços plenos, meio-sangue ou por afinidade. Nesse caso não há a mesma contradição direta à natureza como nas outras situações, pois os filhos de Adão precisaram casar-se com suas irmãs para que o gênero humano continuasse. Ainda assim, Deus tornou isso proibido e abominável por uma lei positiva, para impedir intimidades pecaminosas entre os que crescem juntos na mesma casa e que não poderiam casar-se sem destruir um dos propósitos do casamento, que é o alargamento das amizades e dos laços de interesse e convivência.
Se cada homem se casasse com sua própria irmã, como naturalmente tenderia a acontecer geração após geração, se isso fosse permitido, cada família se tornaria um pequeno mundo fechado em si, e as pessoas esqueceriam que somos membros uns dos outros. Mesmo entre os pagãos mais sérios, isso sempre foi visto como algo vergonhoso e abominável, e aqueles que não tinham essa lei escrita ainda assim tinham algum senso disso gravado na consciência. Usar a ordenança do casamento para sustentar uniões incestuosas não serve de desculpa nem diminui a culpa; apenas acrescenta o pecado de profanar a ordenança de Deus, empregando aquilo que foi feito para fins santíssimos em propósitos dos mais vis.
Mas a impureza com qualquer desses parentes fora do casamento também está claramente proibida aqui, e isso é tão intencional quanto a proibição do próprio casamento. O mandamento alcança igualmente comportamentos lascivos, insinuações e tudo o que se aproxima da aparência desse mal. Os parentes devem amar-se e desfrutar de conversa franca e natural uns com os outros, mas sempre em pureza. E quanto menos os outros suspeitam de algo mau, tanto mais cuidadosos devem ser os próprios envolvidos, para que Satanás não encontre vantagem. Ele é um inimigo astuto e procura toda oportunidade contra nós.
A maior parte dos parentes proibidos é nomeada de forma clara. A regra geral é esta: se a um homem é proibido casar-se com certos parentes seus, também lhe é proibido casar-se com parentes equivalentes de sua esposa, já que os dois são uma só carne. A lei contra casar-se com a mulher do irmão (Levítico 18:16) tinha uma exceção especial no estado judaico. Se um homem morresse sem filhos, seu irmão ou parente mais próximo deveria casar-se com a viúva e suscitar descendência para o falecido (Deuteronômio 25:5). Essa regra se ajustava apenas àquela forma específica de organização nacional. Tendo cessado o motivo dessa exceção, ela também cessou, e a lei permanece em vigor: o homem não deve casar-se com a viúva de seu irmão.
O mandamento de Levítico 18:18, que proíbe tomar uma mulher juntamente com sua irmã, parte de uma forma tolerada de poligamia, como algumas outras leis daquele tempo (Êxodo 21:10; Deuteronômio 21:15). Mas proíbe que um homem se case com duas irmãs, como Jacó fez, porque é muito provável que o ciúme e o conflito sejam ainda maiores entre mulheres que já são tão próximas. Se a irmã da esposa é tomada como concubina, isto é, como uma espécie de esposa secundária, nada poderia ser mais doloroso para a primeira esposa, tanto durante sua vida quanto enquanto ela viver.
Deste capítulo
Levítico 18:1
"O Senhor disse a Moisés:"
Levítico 18:2
"“Diga aos israelitas o seguinte: Eu sou o Senhor, o Deus de vocês."
Levítico 18:3
"Vocês não procederão conforme os costumes do Egito, onde habitaram, nem conforme os de Canaã, para onde conduzi vocês; não seguirão os costumes deles."
Levítico 18:4
"Vocês praticarão os meus preceitos, observarão as minhas leis e obedecerão a elas. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês."
Levítico 18:5
"Vocês observarão os meus preceitos e as minhas leis, pois o homem que o observar viverá por eles. Eu sou o Senhor."
Levítico 18:7
"Você não descobrirá a nudez de seu pai, nem a de sua mãe. Ela é sua mãe; você não descobrirá a nudez dela."
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