Versículo em destaque
João 4:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" O Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele recrutava e batizava mais discípulos do que João "
João 4:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 O Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele recrutava e batizava mais discípulos do que João
2 (embora não fosse Jesus quem batizava, mas os seus discípulos).
3 Deixou a Judeia e voltou para a Galileia.
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Lemos que Cristo veio para a Judeia depois de ter guardado a festa em Jerusalém (João 3:22). Agora, ele deixou a Judeia quatro meses antes da colheita, como é dito mais adiante (João 4:35). Assim, é provável que tenha permanecido na Judeia por cerca de seis meses, edificando sobre o fundamento que João já havia lançado ali. Não temos um relato completo de seus sermões e milagres nesse período, apenas este resumo geral em João 4:1.
Em primeiro lugar, ele fazia discípulos. Convencia muitos a aceitarem seu ensino e a segui-lo como mestre enviado por Deus. Seu trabalho era bem-sucedido, embora enfrentasse oposição (Salmo 110:2, 3). A expressão “fazer discípulos” tem o sentido de “discipular”, isto é, formar seguidores. Compare com (Gênesis 12:5). Refere‑se às almas ganhas, aos prosélitos conquistados. Este é um direito especial de Cristo: primeiro trazer pessoas aos seus pés, depois moldá-las segundo a sua vontade. Um cristão é “feito” cristão, não nasce cristão por natureza.
Em segundo lugar, ele batizava aqueles que fazia discípulos, admitindo-os por meio da lavagem com água, embora ele mesmo não o fizesse diretamente, mas por meio de seus discípulos (João 4:2). Ele agia assim por vários motivos. Queria mostrar uma diferença entre o seu batismo e o de João, pois João batizava pessoalmente a todos, enquanto Cristo atuava como Senhor e usava servos. Quis também dedicar-se mais à pregação, que é a obra mais elevada (1 Coríntios 1:17). Honrou seus discípulos dando-lhes essa tarefa e treinando-os para serviços futuros. Se tivesse batizado alguns com as próprias mãos, muitos poderiam vangloriar-se disso e desprezar os demais, o que ele quis evitar, assim como Paulo depois (1 Coríntios 1:13, 14). Além disso, pretendia reservar para si a honra maior de batizar com o Espírito Santo (Atos 1:5). Isso nos ensina que o poder dos sacramentos não vem da pessoa que os administra. Mostra também que aquilo que seus ministros fazem segundo a sua ordem ele considera como feito por ele mesmo.
Em terceiro lugar, ele fazia e batizava mais discípulos do que João, não apenas mais do que João fazia naquele momento, mas mais do que João jamais fizera. O trato de Cristo com as pessoas era mais atraente que o de João. Seus milagres eram convincentes, e as curas que concedia gratuitamente exerciam grande fascínio.
Em quarto lugar, os fariseus ouviram falar disso. Fizeram chegar até eles a notícia de quantos ele batizava, porque o vigiavam de perto desde o início e mantinham espiões ao seu redor. Observe-se duas coisas. Quando os fariseus pensaram ter se livrado de João, que nessa altura já estava preso, Jesus aparece e se torna para eles um problema ainda maior do que João havia sido. As testemunhas voltam a se levantar. Além disso, o que os irritava era o fato de Cristo fazer tantos discípulos. O êxito do evangelho desperta seus inimigos, e é um bom sinal de que ele está avançando quando os poderes das trevas se enfurecem.
Em quinto lugar, nosso Senhor Jesus sabia perfeitamente o que estavam contando sobre ele aos fariseus. Os informantes provavelmente queriam permanecer ocultos, e os fariseus não desejavam que seus planos viessem à luz. Mas ninguém pode esconder segredos do Senhor (Isaías 29:15), e aqui Cristo é chamado de Senhor. Ele sabia o que se dizia aos fariseus, e provavelmente aquilo era exagerado. É improvável que Jesus já tivesse batizado mais do que João, mas foi relatado assim para fazê-lo parecer mais ameaçador. Compare com (2 Reis 6:12).
Em sexto lugar, por causa disso, nosso Senhor Jesus deixou a Judeia e foi novamente para a Galileia.
Ele deixou a Judeia porque ali era provável que fosse perseguido, até a morte. Os fariseus estavam furiosos contra ele, e sua política ímpia era destruir o “menino” em seus primeiros dias. Para frustrar tais planos, Cristo deixou aquela região e foi para um lugar onde sua obra provocaria menos furor do que sob a vigilância estreita deles. Primeiro, sua hora ainda não havia chegado (João 7:30), o tempo fixado no plano de Deus e nas profecias do Antigo Testamento para que o Messias fosse cortado. Ele ainda não havia completado seu testemunho, portanto não se entregaria de forma desnecessária. Segundo, os discípulos que havia reunido na Judeia ainda não eram fortes o bastante para suportar perseguições, por isso não os exporia a isso. Terceiro, ele dava o exemplo da própria regra que mais tarde ensinaria: “Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra.” Não somos obrigados a sofrer quando podemos evitar o sofrimento sem pecar. Assim, embora jamais devamos mudar a fé para salvar a própria vida, podemos mudar de lugar. Cristo protegeu a si mesmo, não por um milagre, mas de modo comum e humano, para orientar e encorajar o seu povo sofredor.
Ele foi para a Galileia porque tinha obra a realizar ali, com muitos amigos e menos inimigos. Foi para lá, em primeiro lugar, porque o ministério de João já havia preparado o caminho naquela região. A Galileia, sob o governo de Herodes, foi o último lugar onde João batizara. Em segundo lugar, o encarceramento de João havia aberto caminho para ele ali. Com João agora preso, o povo já não dividiria sua atenção entre ele e Cristo. Desse modo, tanto a liberdade quanto a restrição de bons ministros cooperam para o progresso do evangelho (Filipenses 1:12). Mas que tipo de segurança ele buscava indo para a Galileia? Herodes, que havia perseguido João, jamais se tornaria protetor de Jesus. Está correto o comentário de que as pessoas piedosas, nesta vida, têm lugares para onde podem fugir, mas não possuem refúgio verdadeiro senão em Deus mesmo.
Deste capítulo
João 4:2
"(embora não fosse Jesus quem batizava, mas os seus discípulos)."
João 4:3
"Deixou a Judeia e voltou para a Galileia."
João 4:4
"Ora, ele precisava passar por Samaria."
João 4:5
"Chegou, então, a uma localidade da Samaria chamada Sicar, perto das terras que Jacó havia dado a seu filho José."
João 4:6
"Ali ficava o poço de Jacó. Jesus, cansado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia."
João 4:7
"Veio uma mulher da Samaria tirar água. Jesus lhe pediu: “Dá-me de beber”."
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