Versículo em destaque
João 20:26 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Oito dias depois, seus discípulos estavam outra vez no mesmo lugar, e Tomé estava com eles. Estando trancadas as portas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja com vocês!” "
João 20:26
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
24 Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando Jesus veio.
25 Os outros discípulos lhe disseram: “Vimos o Senhor.” Mas ele lhes respondeu: “Se eu não vir nas mãos dele o sinal dos pregos, não puser o meu dedo no lugar dos pregos e não introduzir a minha mão no lado dele, não acreditarei!”
26 Oito dias depois, seus discípulos estavam outra vez no mesmo lugar, e Tomé estava com eles. Estando trancadas as portas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja com vocês!”
27 Depois disse a Tomé: “Coloque aqui o seu dedo e veja as minhas mãos. Ponha a sua mão no meu lado. Não seja incrédulo, mas homem de fé.”
28 Tomé lhe respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!”
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Aqui temos outra aparição de Cristo aos seus discípulos depois da ressurreição, desta vez com Tomé presente. Primeiro, vale notar quando Cristo repetiu essa visita. Foi “oito dias depois”, isto é, na semana seguinte, no mesmo dia, que era o primeiro dia da semana. Ele retardou um pouco essa nova aparição para mostrar que não tinha ressuscitado para viver entre eles do mesmo modo de antes. Agora ele era como alguém de outro mundo, visitando este apenas em momentos especiais, como fazem os anjos.
Não devemos ser curiosos demais a respeito de onde Cristo esteve durante esses oito dias. É tolice perguntar e presunção querer decidir. Onde quer que estivesse, certamente era servido pelos anjos. No início do seu ministério ele ficou quarenta dias sem ser visto, enquanto era tentado pelo diabo (Mateus 4:1-2). Agora, no início da sua glória, ele ficou, na maior parte do tempo, quarenta dias sem ser visto, assistido por anjos bons.
Ele também esperou sete dias por outro motivo: para repreender Tomé por sua incredulidade. Tomé havia faltado à reunião anterior dos discípulos, e agora precisava esperar antes de ter outra oportunidade. Quem perde uma maré pode ter de esperar algum tempo pela próxima. Tomé provavelmente teve uma semana muito triste, cheia de dúvidas e abatimento, enquanto os outros discípulos estavam cheios de alegria, e isso por culpa dele mesmo.
Cristo ainda demorou para provar a fé e a paciência dos demais discípulos. Eles tinham feito grande progresso quando se convenceram de que tinham visto o Senhor. Então se alegraram. Mas será que manteriam essa fé quando deixassem de vê‑lo por vários dias? Assim Cristo foi, pouco a pouco, desmamando-os da dependência excessiva da sua presença corporal.
Ele também honrou o primeiro dia da semana, deixando claro que esse dia deveria ser observado em sua igreja como o sábado cristão, o dia semanal de descanso santo e de ajuntamentos santos. A regra de que um dia em cada sete deve ser guardado como santo vem desde o princípio, tão antiga quanto o estado de inocência. E aqui Cristo deu sinais suficientes de que, no reino do Messias, o primeiro dia da semana seria o dia especial. Ele se encontrou com seus discípulos nesse dia mais de uma vez, em uma reunião de caráter religioso. É bem provável que, na primeira aparição, ele tenha marcado o próximo encontro para o mesmo dia da semana seguinte e prometido estar com eles. É provável também que ele tenha aparecido a eles em todos os primeiros dias da semana durante aqueles quarenta dias. Desde então, a igreja tem transmitido, de geração em geração, a observância religiosa desse dia. Este é o dia que o Senhor fez.
Notamos também onde e como Cristo fez essa visita. Foi em Jerusalém, com as portas fechadas, como antes, porque os discípulos ainda temiam os judeus. Eles permaneceram ali para guardar a festa dos pães asmos por sete dias, e essa festa terminara no dia anterior a este. Porém eles não partiram para a Galileia no primeiro dia da semana, porque era o sábado cristão, e permaneceram até o dia seguinte.
Desta vez Tomé estava com eles; embora antes tivesse se afastado, não o fez de novo. Quando perdemos uma oportunidade, devemos estar ainda mais prontos para aproveitar a próxima e compensar o que foi perdido. É um bom sinal quando a perda de uma ocasião faz crescer em nós o desejo pela seguinte. É mau sinal quando isso nos torna mais descuidados. Os discípulos acolheram Tomé entre eles e não o pressionaram de imediato a crer na ressurreição de Cristo como eles criam, pois esse assunto ainda lhes era compreendido de modo imperfeito. Eles não o arrastaram para uma discussão, mas o acolheram para vir e ver.
Cristo não apareceu a Tomé para consolá‑lo em particular até encontrá‑lo em companhia dos outros discípulos. Assim ele mostrou sua aprovação às reuniões cristãs e aos ajuntamentos ministeriais, pois é ali que ele está no meio deles. Ele também quis que todos os discípulos fossem testemunhas tanto da repreensão a Tomé quanto da ternura do próprio Cristo para com ele.
Cristo veio até eles e pôs‑se no meio, e todos o reconheceram, assim como já tinham feito antes (João 20:19). Ele era o mesmo, não havia mudado. Veja-se a humildade de nosso Senhor Jesus. As portas do céu estavam prontas para se abrirem a ele, e ali poderia estar no centro da adoração dos anjos. Mas, por amor à sua igreja, ele permaneceu na terra e visitou as pequenas reuniões particulares de seus pobres discípulos. Ele ainda está no meio deles.
Ele os saudou com bondade, como antes: “Paz seja convosco.” Isso não foi mera repetição vazia. Mostrou a paz rica e segura que Cristo concede e a continuidade da bênção que ele derrama sobre o seu povo. Seus dons não falham. São novos a cada manhã e novos a cada encontro.
Em seguida, o relato registra o que se passou entre Cristo e Tomé nessa reunião, embora possamos supor que ele tenha dito muito mais aos demais. Cristo demonstrou grande bondade a Tomé. Ele o destacou e falou diretamente com ele: “Põe aqui o teu dedo e olha para as minhas mãos. Se ainda for preciso, estende a tua mão e coloca‑a no meu lado.” Isso foi uma clara repreensão à incredulidade de Tomé, porque Cristo repetiu para ele as suas próprias palavras. Tomé as tinha dito, e Cristo as ouvira, embora invisível. Isso deveria tê-lo envergonhado. Não há palavra incrédula em nossa boca, nem pensamento incrédulo em nossa mente, que esteja oculto ao Senhor Jesus (Salmo 78:21).
Ao mesmo tempo, Cristo se inclinou à fraqueza de Tomé de duas maneiras. Primeiro, permitiu que Tomé estabelecesse as condições, ainda que se tratasse de algo realmente desnecessário. Pessoas importantes não gostam de ser dirigidas pelos que estão abaixo delas, especialmente quando elas mesmas estão fazendo um favor. Contudo, Cristo se dispôs a ajustar-se ao desejo de Tomé, em vez de deixá‑lo na incredulidade. Ele não esmagará a cana quebrada, mas tornará a trazer o que andava desgarrado (Ezequiel 34:16). Devemos tratar assim também os crentes fracos, suportando suas fraquezas (Romanos 15:1-2).
Segundo, ele permitiu que suas feridas fossem tocadas, chegando ao ponto de deixar Tomé colocar a mão no seu lado, se isso fosse, enfim, o que o levaria a crer. Para fortalecimento da nossa fé, Cristo instituiu uma ordenança que mantém viva a lembrança de sua morte. Sua morte foi vergonhosa e humilhante, e alguém poderia pensar que deveria ser esquecida. Contudo, porque nela se manifesta tão claramente o seu amor e porque ela oferece motivos tão fortes para confiarmos nele, ele estabeleceu o seu memorial para ser perpetuamente observado.
Na ordenança em que anunciamos a morte do Senhor, somos, por assim dizer, convidados a pôr o dedo nos sinais dos cravos. Cristo estende para nós uma mão de ajuda e convite, e diz, em efeito: “Estende aqui a tua mão.” Suas palavras finais a Tomé são profundamente comoventes: “Não sejas incrédulo, mas crente.” O sentido no original é: “Não te tornes um incrédulo”, como se Tomé pudesse ter ficado fixado na incredulidade, se não cedesse naquele momento. Esse aviso fala a todos nós: não sejamos incrédulos. Se formos incrédulos, estaremos sem Cristo, sem graça, sem esperança e sem alegria. Que possamos dizer: “Senhor, eu creio; ajuda a minha incredulidade.”
Tomé agora dá sua resposta de fé a Jesus Cristo. Envergonhado de sua dúvida anterior, exclama: “Senhor meu e Deus meu” (João 20:28). Não é dito se ele realmente chegou a pôr o dedo nos sinais dos cravos. Parece que não, pois Cristo diz: “Porque me viste, creste” (João 20:29), de modo que a visão foi suficiente. A fé agora sai vitoriosa depois do seu conflito com a incredulidade.
Tomé está plenamente satisfeito de que Cristo ressuscitou. O mesmo Jesus que foi crucificado está vivo, e é de fato ele. A lentidão de Tomé em crer pode fortalecer nossa fé, porque mostra que as testemunhas da ressurreição de Cristo não eram pessoas ingênuas. Foram cuidadosas o bastante para se conter até terem a prova mais clara que podiam exigir. Assim, “do comedor saiu comida”, isto é, de algo que parecia prejudicial Deus fez surgir bem.
Tomé, portanto, creu que Cristo é Senhor e Deus, e nós devemos crer o mesmo. Devemos crer na sua divindade, que ele é Deus. Não é um simples homem transformado em deus, mas Deus feito homem, como João afirma logo no início (João 1:1). Aquele que fundou nossa santa religião possui a sabedoria, o poder, o governo e a imutabilidade de Deus, o que era necessário, pois ele não apenas iniciaria essa religião, mas seria também o seu fundamento e a fonte de sua vida.
Devemos igualmente crer na sua mediação, que ele é o Senhor, o único Senhor (1 Coríntios 8:6; 1 Timóteo 2:5). Ele tem plena autoridade, como quem possui todo o poder para agir em favor de outrem, para resolver as grandes questões entre Deus e os homens. Ele põe fim ao conflito que, de outro modo, nos arruinaria, e estabelece a paz necessária para a nossa verdadeira felicidade. Veja (Atos 2:36; Romanos 14:9).
Tomé também consentiu em receber Cristo como seu Senhor e seu Deus. Na fé, a vontade precisa concordar com as condições do evangelho, e não apenas a mente concordar com a verdade do evangelho. Precisamos receber Cristo como o Pai o designou para ser em nosso favor. “Meu Senhor” aponta para Adonai, meu amparo e sustento. “Meu Deus” aponta para Elohim, meu governante e juiz. Como Deus constituiu Cristo como o mediador, o árbitro e intermediário, devemos aprovar essa escolha e entregar-nos inteiramente a ele. Este é o ato vivo da fé: “Ele é meu” (Cantares 2:16).
Tomé fez essa confissão pública diante daqueles que tinham visto suas dúvidas anteriores. Ele a dirigiu a Cristo, e, para completar o sentido, podemos entender: “Tu és o meu Senhor e o meu Deus”. Ou, falando aos outros discípulos: “Este é o meu Senhor e o meu Deus”. Se recebemos Cristo como nosso Senhor e nosso Deus, então precisamos ir a ele e dizer isso, como Davi fez (Salmo 16:2), entregando-nos a ele como ato pessoal e decidido. E também devemos dizê-lo aos outros, como quem se alegra em pertencer a Cristo. Tomé fala com afeto ardente, agarrando-se a Cristo com todo o coração: “Meu Senhor e meu Deus”.
Cristo então dá o seu veredito sobre todo o caso (João 20:29): “Tomé, porque me viste, creste; bem-aventurados os que não viram e creram”. Cristo aceita Tomé como um crente. Crentes verdadeiros e sinceros, ainda que lentos e fracos, são mesmo assim acolhidos com bondade pelo Senhor Jesus. Aqueles que resistiram por muito tempo, se por fim se rendem, o encontrarão pronto a perdoar. Tão logo Tomé concorda com Cristo, Cristo o conforta e o faz saber que agora ele crê.
Ao mesmo tempo, Cristo repreende com mansidão Tomé por sua incredulidade anterior. Tomé tinha motivo para se envergonhar, primeiro, por ter sido tão lento para crer e, com isso, tão demorado para receber o próprio consolo. Aqueles que vêm a Cristo com sinceridade percebem muitos motivos para lamentar não o terem feito mais cedo. Segundo, foi preciso muito esforço para finalmente levá-lo à fé. Se nenhuma evidência é aceita além da que nossos próprios sentidos nos dão, e se cremos apenas no que vimos pessoalmente, toda a convivência humana e a vida diária entrariam em colapso. Se esse fosse o único tipo de prova permitido, como o mundo poderia ser conduzido à fé em Cristo? Por isso Tomé é com justiça corrigido por dar tanto peso ao ver.
Cristo também louva a fé dos que creem com menos provas visíveis. Tomé, como crente, foi realmente bem-aventurado, mas mais ainda o são aqueles que não viram. Isso não quer dizer que as coisas cridas sejam visíveis, pois os próprios objetos da fé são invisíveis (Hebreus 11:1; 2 Coríntios 4:18). Quer dizer que eles não viram as bases exteriores que despertaram a fé em outros, especialmente os milagres de Cristo e sua ressurreição, e, mesmo assim, creem nele. Isso pode olhar para os crentes do Antigo Testamento, que não viram o que os crentes posteriores veriam, mas confiaram na promessa feita aos pais e viveram por essa fé. E também pode olhar para os crentes vindouros, em especial os gentios, que nunca viram Cristo em carne, como os judeus viram.
Esse tipo de fé é mais digno de louvor do que a fé dos que viram e creram. Primeiro, mostra um espírito melhor no crente. Crer sem ver demonstra maior esforço em buscar a verdade e maior abertura em recebê-la. Quem crê depois de ver teve sua resistência vencida de forma quase forçada. Mas quem crê sem ver, como os bereanos, revela uma disposição mais nobre. Segundo, mostra uma obra maior da graça divina. Quanto menos visível é a evidência, mais claramente a fé aparece como obra do Senhor. Pedro é bem-aventurado em sua fé porque “não foi carne e sangue” que lho revelaram (Mateus 16:17). A carne e o sangue têm participação maior na fé dos que veem e creem do que na fé dos que não veem e, contudo, creem. Dr. Lightfoot cita um rabino que dizia que um convertido é mais agradável a Deus do que todos os milhares de Israel que estiveram diante do Sinai, porque eles viram e receberam a lei, mas o convertido não vê e mesmo assim a recebe.
O evangelista então acrescenta uma nota de encerramento ao seu relato, como quem se aproxima do fim de sua história (João 20:30,31). Ele nos assegura que muitas outras coisas aconteceram, todas dignas de serem escritas, embora não estejam incluídas neste livro. Muitos sinais foram realizados. Alguns entendem isso de todos os sinais que Jesus operou em toda a sua vida, todas as palavras maravilhosas que falou e todas as obras extraordinárias que fez.
Mas é mais provável que se refira, em especial, aos sinais que Jesus realizou depois da ressurreição, pois esses sinais foram vistos apenas pelos discípulos, que são os mencionados aqui (Atos 10:41). Muitas de suas aparições não foram registradas, como vemos em (1 Coríntios 15:5-7). Ver também (Atos 1:3).
Podemos usar esse testemunho geral para fortalecer nossa fé. Houve muitos outros sinais e, quando os somamos aos relatos que temos, a evidência fica ainda mais robusta. Aqueles que registraram a ressurreição de Cristo não estavam juntando provas frágeis e preenchendo o resto com suposições. Eles tinham provas em abundância e mais testemunhas do que precisariam.
Os discípulos que viram esses outros sinais deviam pregar a ressurreição de Cristo aos demais. Por isso era justo que tivessem prova em grande abundância, para que tivessem forte consolo enquanto arriscavam a vida e tudo o que tinham sobre essa mensagem. Não devemos perguntar por que todos esses sinais não foram escritos, ou por que não foram acrescentados mais. Basta que assim pareceu bem ao Espírito Santo, que inspirou o relato.
Se este fosse apenas um livro humano, provavelmente estaria carregado de muitas testemunhas e longas argumentações para provar a ressurreição de Cristo. Mas trata-se de uma história divina, por isso os escritores falam com serena confiança. Relatam o que é suficiente para convencer corações dispostos e condenar a incredulidade obstinada, e, se isso não bastar, mais evidências não adiantariam. As pessoas fazem de tudo para conquistar a confiança alheia, mas Deus não precisa disso, porque é ele quem dá a fé.
Se esta história tivesse sido escrita apenas para satisfazer curiosidade, seria mais longa e cheia de detalhes. Mas foi escrita para conduzir à fé. Por isso, foi dito o bastante para esse fim, quer as pessoas atendam, quer recusem ouvir.
Esses relatos são apresentados aqui e no capítulo seguinte para que se creia com base neles, e para que se creia que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, declarado com poder como tal por sua ressurreição (João 20:31). Esse foi o propósito dos escritores dos evangelhos. Alguns escrevem livros por distração, por dinheiro ou por prestígio, e outros para beneficiar o mundo com conhecimento útil. Mas os evangelistas escreveram sem qualquer alvo de ganho terreno, para si ou para outros. Seu propósito foi levar as pessoas a Cristo e ao céu, fazendo isso por meio de persuadi-las a crer. E usaram o melhor método possível: entregaram ao mundo uma mensagem divina, apoiada por provas adequadas.
Esse é também o dever dos que leem e ouvem o evangelho. Eles precisam crer e acolher o ensino de Cristo e o testemunho que Deus deu acerca de seu Filho (1 João 5:11). A grande verdade a ser crida é que Jesus é o Cristo, o Messias prometido, aquele esperado pelos crentes do Antigo Testamento, ungido por Deus para ser Rei e Salvador. E é também o Filho de Deus, não apenas em sua obra como Mediador, aquele que se coloca entre Deus e os homens, mas antes disso, em sua própria natureza divina. Se ele não fosse pessoa divina, cheio do poder de Deus e participante de sua glória, não seria apto para a obra de nos redimir, nem para a coroa que pertence ao Redentor.
A grande bênção que devemos esperar é esta: que, crendo, tenhamos vida em seu nome. Isso orienta a nossa fé para a vida colocada diante de nós, a coroa da vida e a árvore da vida. A vida oferecida na aliança feita conosco em Cristo deve ser considerada nossa maior alegria e a recompensa abundante por todo serviço e sofrimento.
Isso também nos anima a crer. As pessoas se dispõem a arriscar muito quando enxergam um grande ganho adiante, e nenhum ganho é maior do que o que o evangelho oferece, as palavras desta vida (Atos 5:20). Inclui tanto a vida espiritual, que nos faz semelhantes a Deus e nos traz à comunhão com ele, quanto a vida eterna, que é vê-lo e desfrutá-lo para sempre. Ambas vêm por meio do nome de Cristo, por seu mérito e poder, e ambas estão plenamente asseguradas para todos os verdadeiros crentes.
Deste capítulo
João 20:1
"No primeiro dia depois do sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu que a pedra havia sido removida do sepulcro."
João 20:2
"Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: “Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o colocaram!”"
João 20:3
"Então Pedro saiu com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro."
João 20:4
"Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro."
João 20:5
"Ele se inclinou e viu ali os panos no chão, mas não entrou."
João 20:6
"Chegou Simão Pedro, que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos no chão."
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