Versículo em destaque
João 14:15 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Se vocês me amam, guardarão os meus mandamentos. "
João 14:15
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
13 E tudo o que vocês pedirem ao Pai em meu nome, eu o farei para vocês, para que o Pai seja glorificado no Filho.
14 Qualquer coisa que vocês me pedirem em meu nome, eu a farei para vocês.
15 Se vocês me amam, guardarão os meus mandamentos.
16 E eu rogarei ao Pai, e ele dará a vocês outro Paráclito, para que permaneça eternamente com vocês.
17 É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vocês o conhecerão, porque permanecerá com vocês e estará em vocês.
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Cristo não apenas colocou diante deles coisas que os consolariam, mas também prometeu enviar o Espírito. A obra do Espírito seria consolá-los e gravar essas verdades em seus corações. Antes de dar essa promessa, ele primeiro os lembra do dever deles: “Se me amais, guardai os meus mandamentos” (João 14:15).
Guardar os mandamentos de Cristo aqui significa uma vida de piedade em geral e, em particular, um serviço fiel e cuidadoso como apóstolos. Percebe-se que, mesmo enquanto Cristo os consola, ele ainda assim ordena que obedeçam. Não devemos esperar consolo fora do caminho do dever. A mesma palavra que exorta também pode consolar.
Quando os discípulos estavam preocupados com o que deveriam fazer depois que seu Mestre fosse embora, Cristo lhes disse que guardassem seus mandamentos, e então nada poderia realmente lhes fazer mal. Em tempos difíceis, a preocupação com o que vai acontecer hoje deve ser engolida pela preocupação com o que devemos fazer hoje. Quando demonstraram amor a Cristo entristecendo-se com a sua partida, ele lhes mostrou que o verdadeiro amor se manifesta em obediência, não apenas em lágrimas e tristeza. Serviço cuidadoso e obediência plena são melhores do que sacrifícios ou demonstrações de emoção. “Se me amas, apascenta os meus cordeiros” (João 21:15).
Mesmo depois de Cristo lhes dar preciosas promessas sobre a oração respondida e a vinda do Consolador, ele coloca esse limite sobre essas promessas: elas são para os que guardam seus mandamentos por amor a ele. Cristo não se levantará em defesa de ninguém que não esteja disposto a ser guiado por ele. Se seguimos a direção do Espírito, também teremos o consolo do Espírito.
Cristo então promete essa grande bênção: outro Consolador (João 14:16-17). Essa é uma das grandes promessas do Novo Testamento, adequada à tristeza e à necessidade presente dos discípulos. A palavra usada indica um advogado, alguém que fala em nosso favor e nos auxilia. Também pode significar mestre, encorajador ou protetor.
O Espírito seria outro advogado. Enquanto Cristo estava com eles, falava por eles quando era necessário. Agora que ele estava indo embora, eles não ficariam à mercê do silêncio imposto pelos inimigos, porque o Espírito do Pai falaria neles (Mateus 10:19-20). O Espírito seria também outro mestre e encorajador, conduzindo-os ao dever. Dessa forma, ele os instruiria e os protegeria.
Ele é chamado também de outro Consolador. Cristo havia sido esperado como o consolo de Israel, e um dos nomes judaicos para o Messias significava “o Consolador”. Cristo havia consolado seus discípulos enquanto esteve com eles e, agora, em seu momento de maior necessidade, promete outro que tomará o seu lugar. O Pai o dará, e Cristo diz: “Eu rogarei ao Pai.” Isso mostra que o dom do Espírito vem por meio da mediação de Cristo, isto é, por meio de sua obra como aquele que intercede entre Deus e os seres humanos. Cristo é Rei e Sacerdote: como Sacerdote, intercede por nós; como Rei, recebe autoridade do Pai.
Essa bênção durará para sempre. Isso significa que o Espírito estaria com eles por toda a sua vida, de modo que nunca ficariam sem Consolador. Eles não continuariam chorando a sua partida, como lamentavam agora a saída de Cristo. Não era adequado que Cristo permanecesse com eles da mesma forma para sempre, porque eles eram destinados a um serviço público e teriam de sair pelo mundo. Precisavam de um Consolador que pudesse estar com todos eles em todos os lugares, por mais espalhados ou aflitos que se encontrassem. A promessa alcança também os que lhes sucederiam na fé cristã e no ministério. No sentido mais pleno, aponta para o consolo duradouro que Deus dá ao seu povo, o qual se torna sua alegria e prazer eternos.
Esse Consolador é o Espírito da verdade, a quem eles conheciam (João 14:16-17). Eles poderiam pensar que seria impossível ter um Consolador à altura do Filho de Deus, mas Cristo afirma que teriam o Espírito de Deus, igual em poder e glória ao Filho. Ele é Espírito, por isso atua de maneira espiritual, interior e invisível, operando no coração humano.
Ele é o Espírito da verdade. Será fiel a eles e a tudo o que assumiu realizar. Ele lhes ensinará a verdade, abrirá sua mente para entendê-la, fortalecerá sua fé nela e aprofundará seu amor por ela. Os gentios haviam sido conduzidos a graves erros pela idolatria, e os judeus, pelas suas tradições; mas o Espírito da verdade guiaria os discípulos a toda a verdade e, por meio do ministério deles, também guiaria outros. Cristo é a verdade, e esse é o seu Espírito, o Espírito com o qual ele foi ungido.
O mundo não pode recebê-lo, mas os discípulos o conhecem. Por isso ele permanece com eles. Os discípulos de Cristo são diferentes do mundo, porque foram chamados para fora do mundo que jaz no maligno. Eles pertencem a outro mundo, não a este.
É triste quando as pessoas estão tão presas ao mundo que não podem receber o Espírito da verdade, isto é, o Espírito Santo que revela a verdade de Deus. O espírito do mundo e o Espírito de Deus são completamente opostos (1 Coríntios 2:12). Quando o espírito do mundo domina uma pessoa, o Espírito de Deus é deixado de fora. Mesmo os governantes deste século, embora tivessem muitas vantagens para conhecer a verdade, foram cegados pelo apego ao poder terreno e, por isso, não entenderam as coisas de Deus (1 Coríntios 2:8).
As pessoas não podem receber o Espírito da verdade porque não o veem nem o conhecem. Para elas, os consolos que o Espírito dá parecem loucura, assim como a cruz de Cristo um dia lhes pareceu loucura, e as grandes verdades do evangelho são tratadas como coisas estranhas e difíceis de entender. Essas realidades estão muito além da visão natural. Quando se fala a pessoas mundanas sobre a obra do Espírito, é como falar em língua estrangeira.
A melhor maneira de conhecer o Espírito da verdade é pela experiência. Jesus diz: “Vós o conheceis, porque habita convosco.” Cristo tinha vivido entre os discípulos, e pelo caminhar tão próximo com ele eles não podiam deixar de conhecer algo do Espírito da verdade. Já haviam recebido o Espírito em certa medida. O que lhes deu forças para deixar tudo e seguir a Cristo, permanecer com ele em suas provações, pregar o evangelho e operar milagres? Foi o Espírito habitando neles. As experiências do povo de Deus confirmam suas promessas. O que parece impossível para outros é fato evidente para eles.
Os que conhecem o Espírito pela experiência também têm confiança de que ele permanecerá com eles: “Ele habita convosco e estará em vós.” O bendito Espírito normalmente não muda de morada. Aqueles que o conhecem aprendem a valorizá-lo, acolhê-lo e dar-lhe lugar. Assim, ele estará neles, como a luz no ar, a seiva na árvore ou a alma no corpo. Sua comunhão com ele será íntima, e sua união com ele não será rompida.
O dom do Espírito Santo é um dom especial, dado aos discípulos de Cristo de maneira diferente do que ao mundo, a eles e não ao mundo. É como o maná escondido e a pedrinha branca, dons secretos de favor e aprovação. Nenhum consolo é maior do que aquele que não faz alarde nem barulho. Essa é a bondade que Deus manifesta ao seu povo escolhido. É a herança dos que temem o seu nome.
Deste capítulo
João 14:1
"“Não se perturbe o coração de vocês. Vocês creem em Deus; creiam também em mim."
João 14:2
"Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fosse assim, e eu teria dito a vocês; pois vou preparar um lugar para vocês."
João 14:3
"Depois de ir e preparar um lugar para vocês, voltarei e levarei vocês comigo, para que, onde eu estou, vocês também estejam."
João 14:4
"E vocês conhecem o caminho para ir aonde vou.”"
João 14:5
"Tomé lhe disse: “Senhor, não sabemos para onde tu vais. Como podemos conhecer o caminho?”."
João 14:6
"Jesus lhe respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim."
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