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João 14:12 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Em verdade, em verdade digo a vocês: aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai. "

João 14:12

menu_book Versículo no contexto

10 Vocês não creem que estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que digo a vocês não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem realiza suas próprias obras.

11 Acreditem no que digo: estou no Pai, e o Pai está em mim. Acreditem nisso ao menos por causa dessas obras.

12 Em verdade, em verdade digo a vocês: aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai.

13 E tudo o que vocês pedirem ao Pai em meu nome, eu o farei para vocês, para que o Pai seja glorificado no Filho.

14 Qualquer coisa que vocês me pedirem em meu nome, eu a farei para vocês.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Os discípulos estavam profundamente tristes com a ideia de perder o seu Mestre e também ansiosos quanto a si mesmos. Enquanto Jesus estava com eles, ele os sustentava, encorajava e mantinha firmes. Se ele se fosse, pareciam imaginar-se como ovelhas sem pastor, presas fáceis para qualquer que quisesse atacá-los.

Para acalmar esses temores, Cristo os assegura de que receberiam poder suficiente para permanecer firmes. Como Cristo tem todo o poder, seus seguidores receberiam grande poder em seu nome, tanto no céu quanto na terra. Primeiro, ele fala do grande poder na terra (João 14:12): “Aquele que crê em mim, como sei que vocês creem, fará também as obras que eu faço”. Isso não enfraquece a prova anterior de Cristo de que suas obras mostravam que ele era um com o Pai. Pelo contrário, fortalece essa prova, porque os milagres que os apóstolos realizaram foram feitos em seu nome e mediante a fé nele. Isso mostra ainda mais claramente o seu poder, pois ele não apenas fazia milagres pessoalmente, mas também concedia a outros poder para realizá-los.

Ele lhes diz duas coisas. Primeiro, que seriam capacitados a fazer as mesmas obras que ele fizera, e com maior plenitude do que quando os havia enviado da primeira vez (Mateus 10:8). Cristo curou enfermos, purificou leprosos e ressuscitou mortos? Assim fariam eles também. Ele convenceu pecadores e atraiu multidões a si? Assim fariam eles também. Embora ele estivesse partindo, a obra não pararia nem fracassaria, mas continuaria firme e vitoriosa. Nesse sentido, ela ainda continua.

Segundo, fariam obras maiores do que estas. No campo da natureza, realizariam milagres que, para nós, parecem ainda mais extraordinários. Nenhum milagre é pequeno, mas alguns nos parecem maiores do que outros. Cristo curava pelo toque da orla de sua veste, mas Pedro curava com a sua sombra (Atos 5:15), e Paulo com lenços e aventais que o haviam tocado (Atos 19:12). Cristo realizou milagres durante dois ou três anos em uma só nação, mas seus seguidores, em seu nome, fizeram milagres por muitas gerações e em muitas terras. E, se houvesse necessidade, a oração da fé poderia até remover montanhas.

No campo da graça, alcançariam vitórias ainda maiores por meio do evangelho do que as que se viram enquanto Cristo esteve na terra. O fato de tanta gente no mundo ter sido trazida a Cristo, apesar de tanta fraqueza aparente, foi o maior de todos os milagres. Isso provavelmente aponta de modo especial para o dom de línguas. Esse dom foi o resultado imediato da efusão do Espírito, um milagre duradouro na mente, onde as palavras são formadas. Serviu ao glorioso propósito de espalhar o evangelho entre todas as nações em sua própria língua. Foi um sinal maior para os incrédulos (1 Coríntios 14:22) e teve mais força para persuadi-los do que qualquer outro milagre.

Cristo dá a razão para isso: “porque eu vou para meu Pai”. Em primeiro lugar, porque, ao partir, eles precisariam desse poder, para que a obra não sofresse com a sua ausência. Em segundo lugar, porque, indo ao Pai, ele estaria em posição de lhes conceder esse poder, já que enviaria o Consolador, do qual receberiam poder (Atos 1:8). As obras poderosas que fizeram em nome de Cristo faziam parte da glória do seu estado exaltado depois que subiu às alturas (Efésios 4:8).

Cristo também fala de grande poder no céu: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei” (João 14:13, João 14:14). Assim como Israel foi príncipe diante de Deus, esses discípulos fariam grandes obras porque tinham íntima participação em Cristo, e ele, no Pai.

Note-se primeiro o meio pelo qual manteriam comunhão com ele e receberiam poder dele depois que fosse para o Pai: a oração. Quando amigos queridos precisam se separar, combinam como manter contato. De forma semelhante, quando Cristo estava indo para o Pai, mostrou aos discípulos como poderiam “escrever-lhe” a qualquer momento e enviar-lhe seus pedidos com segurança, sem risco de se perderem. “Façam-me ouvir de vocês por meio da oração, a oração da fé, e vocês ouvirão de mim por meio do Espírito.” Esse sempre foi o modo de falar com o céu, desde que se começou a invocar o nome do Senhor; mas a morte de Cristo abriu esse caminho de modo mais amplo, e ele continua aberto para nós.

Aqui se exige humildade: “Pedireis”. Mesmo tendo deixado tudo por Cristo, não podiam reivindicar nada como direito. Precisavam vir como mendigos humildes, ou morreriam de fome e pereceriam. Ao mesmo tempo, há aqui ampla liberdade: “Pedireis tudo”, tudo o que for bom e conveniente para vocês. Peçam ajuda na obra, palavras sábias, livramento de inimigos, poder para operar milagres quando necessário, êxito no ministério e na conversão de almas, direção e proteção. Diferentes necessidades surgirão, mas todas podem ser apresentadas ao trono da graça.

Eles deviam apresentar seus pedidos em nome de Cristo. Pedir em nome de Cristo significa, primeiro, confiar em seu mérito e em sua intercessão, e depender dessa súplica. Os crentes do Antigo Testamento já apontavam para isso quando oravam “por amor do Senhor” (Daniel 9:17) e “por amor do teu ungido” (Salmo 84:9). O evangelho nos dá uma visão mais clara da mediação de Cristo, isto é, do seu ofício de nos conduzir a Deus, para que possamos pedir mais abertamente em seu nome. Quando Cristo ensinou a Oração do Pai Nosso, esse ponto ainda não foi incluído, porque os discípulos ainda não compreendiam plenamente essa verdade. Entenderam melhor depois, quando o Espírito foi dado. Se pedirmos em nosso próprio nome, não podemos esperar sucesso, pois, como estranhos, não temos nome no céu, e, como pecadores, temos lá um mau nome. Mas o nome de Cristo é bom, conhecido no céu e precioso ali.

Em segundo lugar, pedir em seu nome significa buscar a sua glória e fazer disso o alvo mais elevado da oração. As orações deles seriam respondidas: “Tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei” (João 14:13). E de novo: “Eu o farei” (João 14:14). Podiam ter certeza disso. Ele não apenas veria que se fizesse, ou daria ordens para que se fizesse. Ele mesmo o faria, pois tem não só a posição de intercessor, mas também o poder de Rei soberano, que está sentado à direita de Deus, o lugar de ação, e governa todas as coisas no reino de Deus. Pela fé em seu nome, podemos receber tudo o que de fato necessitamos e pedimos de modo justo.

A razão de suas orações serem tão eficazes é “para que o Pai seja glorificado no Filho”. Esse é o alvo que deveriam ter diante de si ao pedir. Todos os nossos desejos e orações devem convergir aqui como para o seu centro. Tudo deve ser direcionado a isso: que Deus em Cristo seja honrado em nosso serviço e em nossa salvação. “Santificado seja o teu nome” é uma oração que Deus responde, e vem em primeiro lugar porque, se o coração é sincero nesse pedido, de certo modo consagra também todos os outros.

Cristo concede esses dons com esse propósito, e fará o que eles pedirem por essa razão, para que a glória do Pai no Filho seja manifestada. A sabedoria, o poder e a bondade de Deus se mostraram no Redentor quando, por poder recebido dele e usado em seu nome e serviço, seus apóstolos e ministros puderam realizar coisas tão grandiosas. Isso foi visto tanto nas provas que confirmavam o seu ensino quanto no êxito de sua obra.

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