Versículo em destaque
João 10:39 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Então procuraram prendê-lo, mas ele se esquivou das mãos deles. "
João 10:39
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
37 Se eu não faço as obras de meu Pai, não creiam em mim.
38 Mas, se as faço, e se vocês não quiserem crer em mim, creiam nas minhas obras, para que saibam e reconheçam que o Pai está em mim e eu no Pai.”
39 Então procuraram prendê-lo, mas ele se esquivou das mãos deles.
40 Ele se retirou novamente para além do Jordão, para o lugar onde João começara a batizar, e lá permaneceu.
41 Muitos foram até ele e diziam: “João não fez milagre algum,
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As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
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Aqui vemos o resultado da discussão de Jesus com os judeus. Alguém poderia esperar que suas palavras os convencessem e amolecessem seus corações, mas eles permaneceram endurecidos. O texto mostra que eles partiram para a violência contra ele: “procuravam, pois, prendê-lo outra vez” (João 10:39).
Eles fizeram isso, primeiro, porque ele havia respondido plenamente à acusação de blasfêmia e se declarado inocente. Eles já não podiam, sem vergonha, insistir em apedrejá-lo, então planejaram prendê-lo e acusá-lo como inimigo do Estado. Quando a multidão havia impedido a tentativa anterior de matá-lo, eles passaram a tentar o que podiam fazer pelos meios legais. Veja (Apocalipse 12:13). Ou, em segundo lugar, porque ele continuava a dar o mesmo testemunho sobre si mesmo, eles perseveravam em sua maldade contra ele. O que já tinha dito antes, ele continuava, em essência, a dizer, porque uma testemunha fiel não volta atrás naquilo que já declarou. Assim, com o mesmo “motivo de ofensa” aos olhos deles, revelaram o mesmo ódio e justificaram uma tentativa de apedrejá-lo com outra tentativa de prendê-lo. Esse é o caráter de um espírito perseguidor: sua estratégia é cobrir um ato mau com outro, para que o primeiro não seja exposto.
Vemos também como ele escapou, retirando-se dali. Não foi uma retirada vergonhosa, como se houvesse algo de fraco ou meramente humano nisso, mas uma retirada nobre, que manifesta grande poder divino. Ele se livrou deles não porque algum amigo o socorreu, mas pela sua própria sabedoria. Ele como que lançou um véu sobre si, ou colocou uma névoa diante dos olhos deles, ou conteve as mãos daqueles cujo coração não quis mudar. Nenhuma arma forjada contra o Senhor Jesus prosperará (Salmo 2:4). Ele escapou, não porque temesse o sofrimento, mas porque sua hora ainda não havia chegado. E aquele que sabia como livrar a si mesmo certamente sabe como livrar os piedosos da tentação e abrir para eles uma porta de escape.
Vemos ainda como ele aproveitou o tempo em que se retirou. “Tornou, pois, a ir para além do Jordão” (João 10:40). O Pastor das nossas almas não veio para permanecer num único lugar, mas para ir de lugar em lugar, fazendo o bem. Esse grande ajudador nunca estava fora de lugar, porque onde quer que fosse havia obra a ser feita. Jerusalém era a cidade real, mas ele muitas vezes fez visitas de graça ao interior, não só na Galileia, sua terra, mas também em outras regiões, até mesmo além do Jordão.
Note, em primeiro lugar, o abrigo que encontrou ali. Ele foi para uma parte mais tranquila do país e ficou ali. Nesse retiro encontrou um pouco de descanso, que não conseguira achar em Jerusalém. Mesmo que perseguidores expulsem Cristo e seu evangelho de uma cidade ou de uma terra, não conseguem expulsá-lo do mundo. Jerusalém não se reuniu a ele, nem se reuniria, e ainda assim Cristo permaneceu e permaneceria glorioso. Sua ida para além do Jordão também apontava para o fato de que o reino de Deus seria tirado dos judeus e dado aos gentios. Cristo e seu evangelho muitas vezes têm sido mais bem recebidos entre gente simples do campo do que entre os sábios, poderosos e nobres (1 Coríntios 1:26-27).
Note, em segundo lugar, o fruto que ele encontrou ali. Ele não foi para lá apenas para se proteger, mas para fazer o bem naquele lugar. Escolheu ir para onde João havia batizado pela primeira vez (João 1:28), porque ainda restariam ali impressões do ministério e do batismo de João, que preparariam as pessoas para receber Cristo e sua doutrina. Não fazia ainda três anos que João batizara ali, e o próprio Jesus tinha sido batizado em Betábara. Cristo foi ali para ver que fruto permanecia de tudo o que João Batista havia feito entre eles, e o que ainda lembravam do que tinham ouvido e recebido.
O resultado foi, em parte, o que se podia esperar. Muitos foram ter com ele (João 10:41). Quando os meios de graça retornam a um lugar depois de algum tempo de ausência, muitas vezes despertam as pessoas com força. Alguns entendem que Cristo permaneceu em Betábara, a “casa da passagem”, onde os barcos atravessavam o Jordão, de modo que as multidões que iam e vinham por ali podiam ouvi-lo. Assim, muitos que não se dariam ao trabalho de ir até ele, ainda assim o ouviam quando ele se colocava no caminho por onde naturalmente passavam.
Além disso, falaram bem dele e procuraram motivos para crer nele, enquanto o povo de Jerusalém procurava objeções. Disseram com acerto: “Na verdade João não fez sinal algum, mas tudo quanto João disse deste era verdade”. Eles consideraram duas coisas, ao lembrar o que tinham visto e ouvido de João e comparar com o ministério de Cristo. Primeiro, perceberam que Cristo era muito maior do que João em poder, porque João não fez milagre nenhum, mas Jesus fez muitos. Disso fica fácil concluir que Jesus é maior do que João. E, se João foi um profeta tão grande, quão grande deve ser Jesus! Cristo é melhor conhecido e honrado quando comparado com outros, porque essa comparação revela que ele está infinitamente acima deles. Embora João tenha vindo no espírito e poder de Elias, ele não realizou milagres como Elias, para que o povo não ficasse em dúvida entre ele e Jesus. A honra dos milagres foi guardada para Cristo como uma joia de coroa, prova clara e incontestável de que, embora viesse depois de João, era maior do que João.
Em segundo lugar, perceberam que Cristo correspondia plenamente ao testemunho que João havia dado dele. João não apenas não fez milagre algum para desviar o povo de Cristo, mas falou muito para conduzi-los a Cristo e como que entregá-los a ele, como aprendizes ao seu mestre. Isso agora voltava à memória deles. Tudo o que João disse a respeito deste homem era verdade: que ele seria o Cordeiro de Deus e batizaria com o Espírito Santo e com fogo. João havia falado coisas grandiosas a respeito dele, que tinham elevado suas expectativas. Assim, embora não tivessem sido zelosos o bastante para ir até a sua própria terra à sua procura, quando ele veio à terra deles e trouxe o evangelho até à sua porta, reconheceram que ele era tudo o que João tinha anunciado. Quando passamos a conhecer Cristo pessoalmente, pela experiência, descobrimos que tudo o que a Escritura diz a respeito dele é verdadeiro. E mais: a realidade é maior do que o relato (1 Reis 10:6-7).
João Batista já estava morto e ausente, mas seus ouvintes ainda se beneficiavam do que tinham ouvido antes. Comparando o que tinham ouvido naquela época com o que agora viam, recebiam um duplo proveito. Primeiro, eram confirmados na crença de que João era profeta, pois ele havia predito essas coisas e falara da grandeza que Jesus alcançaria, embora o início do seu ministério parecesse tão pequeno. Segundo, eram preparados para crer que Jesus era o Cristo, porque viam nele aquilo que João havia anunciado. Assim aprendemos que o êxito e o poder da verdade pregada não terminam com a vida do pregador, nem cessam com sua morte. O que parecia água derramada na terra pode, depois, ser ajuntado de novo (Zacarias 1:5-6).
E naquele lugar muitos creram nele.
Crendo que aquele que realizava tais milagres, e em quem se cumpriam as predições de João, era de fato o que dizia ser, o Filho de Deus, muitos se entregaram a ele como seus discípulos (João 10:42). Duas coisas merecem ser notadas aqui. Primeiro, muitos creram nele. Os que em Jerusalém receberam e abraçaram sua doutrina foram como os poucos cachos deixados depois da colheita, mas os que creram na região além do Jordão foram como uma grande colheita ajuntada para ele.
Segundo, é importante notar onde isso aconteceu. Foi exatamente no lugar onde João havia pregado e batizado, e onde tivera grande êxito. Ali muitos creram no Senhor Jesus. Onde a mensagem de arrependimento já foi bem recebida, a mensagem de reconciliação, isto é, de paz com Deus por meio do evangelho, costuma ser bem acolhida também. Onde João é bem-vindo, Jesus não será rejeitado. A trombeta do jubileu soa mais doce para aqueles que, no dia da expiação, humilharam-se por causa do seu pecado.
Deste capítulo
João 10:1
"“Em verdade, em verdade digo a vocês: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador."
João 10:2
"Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas."
João 10:3
"A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem."
João 10:4
"Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas; e as ovelhas o seguem, pois conhecem a sua voz."
João 10:5
"Mas não seguem o estranho; pelo contrário, fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.”"
João 10:6
"Jesus lhes contou essa parábola, mas eles não entendiam do que ele queria falar."
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