Jeremias 50:1
Palavra do Senhor pronunciada contra a Babilônia, país dos caldeus, por intermédio do profeta Jeremias.
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46 versículos | Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Palavra do Senhor pronunciada contra a Babilônia, país dos caldeus, por intermédio do profeta Jeremias.
“Proclamem o que digo a vocês e publiquem-no entre as nações! Ergam um sinal; anunciem-no! Não ocultem nada e exclamem: ‘Babilônia foi tomada!’. Bel cobriu-se de confusão; Merodac foi destroçado; seus ídolos foram confundidos, e suas imundícies, abatidas.
Porque um povo vindo do Norte avança contra ela, o qual fará de seu território um deserto inabitado, de onde animais e homens fugirão e desaparecerão.
Naqueles dias, naqueles tempos – oráculo do Senhor –, os israelitas e os judeus voltarão e caminharão em lágrimas, procurando o Senhor, seu Deus;
eles se colocarão à procura de Sião e voltarão o rosto para lá. ‘Venham! Unamo-nos ao Senhor por uma aliança eterna que jamais será esquecida!’
Meu povo era como um rebanho de ovelhas perdidas. Seus pastores as tinham perdido ao acaso pelas montanhas; elas caminhavam por montanhas e colinas, esquecendo-se de seu aprisco.
Todos os que as encontravam as devoravam; e seus inimigos diziam: ‘Não há mal algum nisso, pois pecaram contra o Senhor, verdadeiro aprisco e esperança de seus pais’.
Fujam do recinto da Babilônia, abandonem a Caldeia! Sejam como os cabritos à frente do rebanho,
porque vou suscitar e conduzir contra a Babilônia uma coligação de grandes nações vindas do Norte. Elas se enfileirarão contra ela e a vencerão. Suas setas são como as de um guerreiro hábil, que não dispara sem atingir o alvo.
A Caldeia será entregue à pilhagem, e os que a saquearem se fartarão – oráculo do Senhor.”
Sim, alegrem-se! Vocês podem ficar contentes, saqueadores de minha herança! Sim, saltem como uma novilha na campina e relinchem como um garanhão!
A mãe de vocês ficará coberta de confusão. Aquela que os gerou ficará vermelha de vergonha; ela é colocada no último lugar entre as nações, porque não passa de um deserto desolado e pantanoso.
A cólera do Senhor a priva de seus habitantes, deixando-a reduzida a um estado de solidão. Quem passar pela Babilônia e contemplar sua queda assobiará de espanto.
Marchem para atacar a Babilônia, todos vocês, arqueiros! Atirem contra ela sem poupar as flechas, pois ela pecou contra o Senhor.
De todos os lados, lancem contra ela o grito de guerra! Ela estende a mão; suas torres e muralhas desmoronam, pois esse é o castigo do Senhor. Vinguem-se dela, fazendo o mesmo que ela fez.
Exterminem na Babilônia aquele que semeia e aquele que maneja a foice no tempo da colheita, diante da espada devastadora. Que cada um volte para o seu povo e fuja para a sua terra.
Israel é como uma ovelha desgarrada, perseguida por leões. Um a devorou: o rei da Assíria; e outro lhe partiu os ossos: Nabucodonosor, rei da Babilônia.
Por isso, assim diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: “Vou castigar o rei da Babilônia e sua terra, assim como castiguei o rei da Assíria.
Trarei novamente Israel para suas pastagens, a fim de que entre nas pastagens do Carmelo e de Basã; e nos montes de Efraim e de Galaad ela se fartará.
Naqueles dias e naqueles tempos – oráculo do Senhor –, a iniquidade de Israel será procurada, mas terá desaparecido; também será procurado o pecado de Judá, mas não o acharão, porque perdoarei ao resto que eu tiver poupado.
Suba contra a terra de Merataim e contra a população de Facud. Devaste, extermine – oráculo do Senhor – e execute todas as minhas ordens”.
Tumulto de guerra no país, desastre imenso.
Como foi despedaçado o martelo que feria o mundo inteiro? Como a Babilônia se transformou em objeto de espanto entre as nações?
Lancei a rede sobre você e, sem saber, você foi colhida de surpresa, ó Babilônia. Eis que você foi apanhada e presa por ter provocado o Senhor.
O Senhor abriu seu arsenal para dele tirar as armas de sua indignação, porque o Senhor dos exércitos tem algo a fazer contra a terra dos caldeus.
Venham contra ela de todos os confins, abram seus celeiros, amontoem em feixes e exterminem tudo, sem deixar coisa alguma.
Matem todos os seus touros! Que desçam ao matadouro! Ai deles, porque seu dia chegou, o tempo de seu castigo!
Ouviram-se os gritos dos fugitivos e daqueles que escaparam da terra da Babilônia, a fim de anunciarem em Sião a vingança do Senhor, nosso Deus, a vingança que ele toma por seu templo.
Convoquem contra a Babilônia os arqueiros, todos os que retesam o arco, e sitiem-na, para que ninguém possa escapar. Tratem-na segundo sua conduta, tirem dela tudo o que ela fez, porque ela se levantou contra o Santo de Israel.
Por isso, seus jovens cairão nas praças, e todos os seus guerreiros perecerão naquele dia – oráculo do Senhor.
É contra você que me volto, ó insolente – oráculo do Senhor Javé dos exércitos –, chegou o seu dia, o tempo de seu castigo.
A insolente ficará atordoada e cairá sem que ninguém mais a levante. Eu lançarei fogo em suas cidades, e tudo ao redor será devorado.
Assim diz o Senhor dos exércitos: Os israelitas andam oprimidos, assim como os judeus. Aqueles que os levaram ao cativeiro os mantêm presos, recusando-se a libertá-los.
Contudo, seu vingador é forte, e seu nome é Senhor dos exércitos; ele lhe defenderá a causa com ardor, a fim de que a calma volte ao país e ele faça tremer os habitantes da Babilônia.
À espada os caldeus – oráculo do Senhor –, a população da Babilônia, seus chefes e seus sábios!
À espada seus adivinhos mentirosos, para que enlouqueçam! À espada seus guerreiros, para que o terror se apodere deles!
À espada seus cavalos e seus carros, e toda a massa de povo que nela se encontra, para que se tornem como mulheres! À espada seus tesouros, para que sejam saqueados!
À espada suas águas, para que se esgotem! Pois é uma terra de ídolos, de gente apaixonada por seus espantalhos!
Por isso, as feras farão ali sua morada com os chacais, e os avestruzes estabelecerão ali sua habitação. Ela jamais será habitada e ficará deserta para sempre.
Acontecerá com ela como no tempo em que Deus destruiu Sodoma, Gomorra e as cidades vizinhas – oráculo do Senhor. Ninguém mais habitará ali, e nenhum ser humano a povoará.
Eis que um povo vem depressa do Norte: uma grande nação e numerosos reis se levantam dos confins da terra,
armados de arcos e de setas. São cruéis e não têm piedade; o barulho que fazem se assemelha ao rugido do mar. Montados em cavalos, alinham-se em ordem de batalha contra você, filha da Babilônia.
Ao lhe chegar tal notícia, o rei da Babilônia deixou os braços penderem, e a angústia o oprimiu, como a dor de uma mulher ao dar à luz.
Como um leão, o inimigo se lança dos espinheiros do Jordão para uma pastagem perpétua; assim também, em um instante, eu os farei desaparecer e estabelecerei ali aquele que escolhi. Pois quem se iguala a mim? Quem poderia citar-me em juízo? Qual pastor poderia enfrentar-me?
Escutem, portanto, a decisão do Senhor a respeito da Babilônia e seus desígnios contra a Caldeia: Sim, serão arrastadas à morte como cordeiros fracos, e seus campos serão devastados.
Ao estrondo da queda da Babilônia, a terra se comoveu, e seu eco chegou até entre as nações.
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