Versículo em destaque
Isaías 9:8 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Todo o povo conhece seus efeitos, Efraim e os habitantes de Samaria, que dizem em seu orgulho e em sua pretensão: "
Isaías 9:8
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
6 Seu império será grande, e a paz não terá fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos.
7 O Senhor profere uma palavra contra Jacó, e ela cairá sobre Israel.
8 Todo o povo conhece seus efeitos, Efraim e os habitantes de Samaria, que dizem em seu orgulho e em sua pretensão:
9 “Os tijolos caíram, mas nós edificaremos com pedras lavradas; os sicômoros foram cortados, mas nós os substituiremos por cedros”.
10 O Senhor sustentou seus inimigos contra ele e estimulou seus adversários.
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Estas são advertências severas, dirigidas primeiro a Israel, o reino das dez tribos, especialmente a Efraim e Samaria. A ruína daquele reino é anunciada aqui, junto com a triste confusão que levou a isso, e tudo aconteceu em poucos anos. Mas a advertência vai além: alcança todo inimigo do trono e do reino de Cristo, o Filho de Davi, e declara o juízo contra toda nação que se esquece de Deus e rejeita o governo de Cristo.
O Senhor enviou uma palavra a Jacó por meio de seus profetas. Ele avisa antes de ferir. Ele lhes deu aviso do que faria, para que pudessem encontrá‑lo no caminho de seus juízos, mas não deram atenção. Assim, o aviso “caiu” sobre Israel, porque nenhuma palavra de Deus falha. Veio sobre eles como tempestade de chuva e saraiva, descendo de cima, impossível de escapar. “Ela caiu em Israel” indica que era tão certa como se já tivesse acontecido, e eles aprenderiam pela experiência o que se recusaram a aprender ouvindo.
Os que querem permanecer ignorantes da ira de Deus contra o pecado serão levados a conhecê‑la à força.
O povo de Israel também se havia endurecido no pecado. Primeiro, desafiaram a justiça de Deus e agiram como se pudessem igualar‑se a ele. Em seus corações orgulhosos e teimosos diziam, na prática: “Que Deus faça o pior; nós continuaremos de pé. Se ele derrubar nossas casas, nós as reconstruiremos mais fortes e mais belas. Se as casas de tijolos forem destruídas, reconstruiremos com pedras lavradas. Se os sicômoros forem cortados, os trocaremos por cedros.” Pensavam que poderiam transformar os juízos de Deus em vantagem própria e até lucrar com eles. Mas caminham rapidamente para a ruína aqueles cujo coração permanece orgulhoso debaixo da disciplina de Deus. Deus se oporá àqueles que continuam se opondo a ele e agem como se fossem mais fortes do que ele.
Em segundo lugar, recusaram‑se a mudar quando Deus já os havia corrigido. Não voltaram para aquele que os feria, isto é, não se arrependeram, não se desviaram do pecado, nem retornaram ao seu dever. Não buscaram o Senhor dos Exércitos. Ou eram ímpios, sem verdadeira religião, ou eram idólatras, correndo atrás de deuses que eles mesmos inventaram. Quando Deus nos fere, seu propósito é nos fazer voltar para ele e levá‑nos a buscá‑lo. Se juízos menores não produzem isso, juízos maiores podem vir em seguida. Deus fere para não ter de destruir.
Em terceiro lugar, todo o seu modo de vida havia se corrompido, e a irreverência se espalhara por toda parte. As próprias pessoas que deveriam ter ajudado na reforma foram as que ajudaram a arruiná‑los. Seus líderes os extraviaram tolerando a perversidade, aprovando os perversos e dando maus exemplos. Não é de admirar que o povo os seguisse no erro e na destruição. É triste quando os “médicos” de uma nação se tornam sua pior doença. Aqueles que chamam tal povo de “abençoado”, ou os adulam e os acalmam em seu mal, também os conduzem ao engano. Pessoas que nos elogiam quando fazemos o que é errado deveriam deixar‑nos inquietos.
A maldade se tornara generalizada. Todos agiam como hipócritas e malfeitores. Se havia alguém verdadeiramente bom, não ousava mostrar isso, porque toda boca falava tolices e maldade. Todos eram profanos em relação a Deus e nocivos para o próximo. Essas duas coisas costumam andar juntas, pois quem não teme a Deus também não se importa com a maneira como trata os outros. Então a boca fala loucuras, mentiras e insultos, porque o coração está cheio delas.
Esses pecados não ficariam sem castigo. Em termos gerais, eles se expuseram à ira de Deus, que queimaria como fogo e se espalharia como fumaça. A maldade queimaria como fogo. A ira de Deus contra o pecado consumiria os próprios pecadores, que se tornaram como espinhos e gravetos diante do fogo. A indignação do Senhor dos Exércitos, o Deus poderoso, passaria e os queimaria juntos. O fogo também subiria em fumaça e escureceria a terra. Estariam em aperto e não veriam saída. O povo seria como lenha para o fogo. A ira de Deus se agarra apenas àqueles que se fazem combustível para ela, e então eles sobem como fumaça de sacrifícios, tornando‑se vítimas da justiça divina.
Deus também levantaria poderes vizinhos contra eles. Naquele tempo Israel estava aliado com a Síria contra Judá. Mas os assírios, inimigos da Síria, conquistariam a Síria e depois invadiriam Israel. Deus os moveria a fazer isso e uniria os inimigos de Israel contra ele, ainda que esses inimigos apenas buscassem seus próprios interesses e não reconhecessem a mão de Deus nessa aliança. Quando inimigos são levantados e unidos contra um povo, é preciso reconhecer a mão de Deus nisso. Os que se unem no pecado, como Síria e Israel atacando Judá, devem esperar compartilhar o castigo do pecado. Até a Síria, seu aliado presente, se tornaria um açoite para eles. Não é coisa estranha que aqueles que pecaram juntos acabem rompendo entre si. Um inimigo atacaria pela frente e outro pelo lado ou pela retaguarda, de modo que ficariam cercados por todos os lados e devorados com boca escancarada.
Os filisteus não eram então vistos como uma ameaça séria, e os sírios eram considerados amigos firmes. Ainda assim, ambos devorariam Israel. Quando os caminhos de um povo desagradam ao Senhor, ele pode até voltar contra eles os seus próprios amigos.
Deus também tiraria as pessoas em quem confiavam e de quem esperavam socorro. Porque não buscaram a Deus, aqueles aos quais correram não lhes seriam de nenhuma utilidade. O Senhor cortaria a cabeça e a cauda, o ramo e o junco, como o versículo seguinte explica.
Seus governantes, honrados por causa de sua linhagem e de seu cargo, eram as lideranças das quais esperavam direção e força. Mas esses mesmos líderes fizeram o povo errar, por isso seriam cortados. Sua posição e seu poder não os protegeriam, porque o abuso que fizeram dessa posição e poder fora uma grande ofensa. Também é um juízo sobre um povo perder seus príncipes, mesmo quando esses príncipes não eram o que deveriam ser.
Seus profetas, isto é, seus falsos profetas, eram a cauda e o junco, a parte mais inútil de todas. Um ministro ímpio é o pior tipo de pessoa. Quando o que é melhor se corrompe, torna‑se a pior coisa. Os cegos guiavam cegos, e ambos caíam no buraco, mas os líderes cegos caíam primeiro e desciam primeiro.
A ruína seria tão ampla quanto a corrupção havia sido, e ninguém escaparia. Ninguém seria poupado por favoritismo. O Senhor não teria prazer em seus jovens, que estavam no vigor da idade, e não diria: “Poupem‑nos por minha causa.” Não, cairiam com os demais, e a próxima geração pereceria com eles.
Também ninguém seria poupado por compaixão. Ele não teria misericórdia dos órfãos e das viúvas, embora seja especialmente o protetor de tais pessoas. Eles tinham corrompido o seu caminho como todos os outros. Se a condição de pobreza e desamparo não os impediu de pecar, não poderiam esperar que os protegesse do juízo.
Eles ainda se voltariam uns contra os outros e ajudariam a provocar a própria ruína. Agiriam como canibais contra si mesmos e uns contra os outros. Ninguém pouparia o irmão, se ele estivesse no caminho de sua ambição ou ganância, ou se visse uma oportunidade de se vingar. E como poderiam esperar que Deus os poupasse quando não mostravam misericórdia entre si? A ira e a crueldade das pessoas umas contra as outras despertam a ira de Deus contra todas elas, e são prova de que ele já está irado. A guerra civil rapidamente leva um reino à ruína.
Nesses conflitos internos, as pessoas se apoderariam de tudo quanto pudessem e ainda assim continuariam famintas. Comeriam até a carne de seu próprio braço, isto é, se destruiriam a si mesmas pela fome ou devorariam os parentes mais próximos, que lhes eram como a própria carne (Isaías 9:20). Isso mostra grande fome e escassez. Mesmo depois de tomarem tudo o que pudessem, ainda não teriam o bastante. Também mostra grande roubo e saque. A proteção da propriedade seria derrubada, e cada um acharia que tinha direito a tudo o que conseguisse agarrar. Contudo, quando as pessoas tomam o que não é delas, ainda assim não ficam satisfeitas. O desejo ganancioso nunca se farta, e o ganho injusto traz consigo esta maldição: nunca dá certo.
Esses conflitos não ficariam restritos a pessoas e famílias particulares. Espalhar‑se‑iam entre as próprias tribos (Isaías 9:21). Manassés devoraria Efraim, e Efraim, Manassés, embora tivessem se aliado contra Judá. Aqueles que conseguiram se unir contra Judá não foram capazes de permanecer unidos entre si. Sua aliança pecaminosa contra o próximo, que vivia em segurança ao lado deles, foi justamente castigada por sua divisão interna. Ou então Judá, tendo pecado como Manassés e Efraim, não só sofreria com eles, mas também sofreria por meio deles.
O ódio mútuo entre as tribos do Israel de Deus é um pecado que as prepara para a ruína, e é um sinal triste de que essa ruína se aproxima rapidamente. Se Efraim se volta contra Manassés, e Manassés contra Efraim, e ambos contra Judá, logo se tornarão um alvo fácil para o inimigo comum.
Mesmo depois de todos esses juízos, Deus não desistiu da causa que tinha contra eles. Este é o peso deste cântico, repetido em (Isaías 9:12), (Isaías 9:17) e (Isaías 9:21): “Por tudo isso não se aparta a sua ira, mas a sua mão ainda está estendida”. Isso significa, em primeiro lugar, que eles não faziam nada para afastar a ira de Deus. Não se arrependiam, nem se reformavam. Não se humilhavam nem oravam. Ninguém se colocava na brecha, ninguém respondia aos chamados de Deus, ninguém se submetia ao que a sua providência estava fazendo. Em vez disso, permaneciam endurecidos e confiantes em si mesmos.
Assim, a ira de Deus continuava acesa contra eles, e a sua mão permanecia estendida. A razão por que os juízos de Deus se prolongam é que ainda não cumpriram o seu propósito, porque os pecadores ainda não foram levados ao arrependimento por meio deles. O povo não se volta para aquele que o fere, por isso ele continua a ferir. Quando Deus julga, ele prevalece, e o pecador mais orgulhoso e mais forte acabará se curvando ou se quebrando.
Deste capítulo
Isaías 9:1
"O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz."
Isaías 9:2
"Tu suscitas um grande regozijo, provocas uma imensa alegria; eles se alegram diante de ti como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos."
Isaías 9:3
"Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, tu os quebraste, como no dia de Madiã."
Isaías 9:4
"Porque todo calçado usado na batalha e todo manto manchado de sangue serão lançados ao fogo e se tornarão presa das chamas;"
Isaías 9:5
"porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz."
Isaías 9:6
"Seu império será grande, e a paz não terá fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos."
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