Versículo em destaque
Isaías 48:9 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Eu continha minha cólera por minha honra, dominava-a, sem ferir você, por causa de minha glória. "
Isaías 48:9
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
7 Foram criados agora, e não antigamente; até aqui, você nunca ouviu falar disso, de modo que não poderá dizer: “Eu já sabia”.
8 Não, você nada sabia, não suspeitava disso, eu ainda não lhe havia feito a confidência, porque sabia que você era desleal, chamado rebelde desde seu nascimento.
9 Eu continha minha cólera por minha honra, dominava-a, sem ferir você, por causa de minha glória.
10 Passei você no cadinho como a prata, provei você no crisol da tribulação;
11 ajo unicamente preocupado com minha honra: como tolerar que meu nome seja profanado? Não posso ceder minha glória a ninguém.
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O livramento do povo de Deus do cativeiro na Babilônia era algo tão improvável que eles precisavam ser repetidamente encorajados a crer nisso. Havia dois grandes motivos para desânimo: a própria pecaminosidade deles e os muitos obstáculos à frente. Aqui, ambos os temores são respondidos. Deus declara que os salvará, não porque mereçam, mas “por amor do [seu] nome”, por causa da sua própria glória (Isaías 48:9-11).
É verdade que eles haviam provocado profundamente a ira de Deus, e o cativeiro foi a justa punição por seus pecados. Se Deus os tivesse deixado definhar e perecer na Babilônia, e sua terra permanecesse para sempre arruinada, ainda assim estariam recebendo apenas o que seus pecados mereciam. Mas Deus diz, em outras palavras, que conterá a sua ira. Ele mostrará que é tardio em irar-se e não derramará sobre eles todo o juízo que mereciam, para que não sejam eliminados como povo. Ele faz isso por amor do seu nome, porque eles trazem o seu nome e o confessam. Se fossem destruídos, seus inimigos blasfemariam contra o nome de Deus.
Deus também declara que os purificará e os tornará aptos para a misericórdia que planeja lhes conceder. Quando ele diz: “Eu te purifiquei”, é como se dissesse: Eu te tornei um vaso preparado para honra. Ele não os encontrou prontos para o seu favor, mas os tornaria prontos. Isso explica por que os levou à aflição e os manteve ali por tanto tempo. Não foi para destruí-los, mas para lhes fazer bem. Ele os refinaria, ainda que não como a prata é refinada, porque, se lidasse com eles com essa severidade, permaneceriam para sempre na fornalha. Eles eram todos como escória, o resíduo do metal, e podiam com justiça ser rejeitados como prata sem valor (Salmo 119:119; Jeremias 6:30). Em vez disso, Deus os tomou como estavam, apenas parcialmente purificados. Ele os escolheu “na fornalha da aflição”, isto é, fez deles o seu povo escolhido por meio do bem que o sofrimento produziu neles. Muitas pessoas se voltam para Deus e começam uma verdadeira obra de graça justamente no meio da aflição.
Eles tampouco podiam alegar que mereciam uma bondade tão grande como a libertação da Babilônia, que lhes traria tanta honra e alegria. Por isso Deus diz: “Por amor de mim, por amor de mim, o farei” (Isaías 48:11). A ênfase repetida mostra que essa razão é infalível. Deus agirá, não porque esteja em dívida com eles, mas para defender a honra do seu próprio nome. Ele não permitirá que os gentios, as nações pagãs, se gloriem como se tivessem triunfado sobre o Deus de Israel. Esse era o espírito por trás do banquete de Belsazar, quando ele desonrou os vasos santos do templo de Deus enquanto louvava seus ídolos (Daniel 5:2, 4), e por trás da cruel provocação dos babilônios: “Cantai-nos uma das canções de Sião” (Salmo 137:3). Deus libertará o seu povo porque não permitirá que a sua glória seja dada a outro.
Moisés muitas vezes apresentou esse mesmo argumento diante de Deus, perguntando: “Que dirão os egípcios?” O ponto é claro: Deus zela profundamente pela honra do seu próprio nome e não deixará que a ira humana vá além do que ele mesmo determina. Isso é consolo para o povo de Deus. Aconteça o que acontecer, Deus guardará a honra do seu nome e, na medida em que isso exigir, trará ajuda e livramento.
Há também prova de que Deus é capaz de fazer isso, mesmo quando eles nada podem fazer por si mesmos e a tarefa parece impossível. Jacó e Israel, isto é, o povo escolhido de Deus, deveriam ouvir e tomar ânimo. Eles são o povo que Deus chamou, chamados segundo o seu propósito, primeiro para fora do Egito (Oséias 11:1) e agora para fora da Babilônia. Ele os chama pelo nome, com especial favor, e eles lhe pertencem. Sendo o seu povo chamado, ele cuidará deles. Ele os libertará por amor de si mesmo e o fará com o seu próprio poder.
Eles não precisam temer nem a própria incapacidade, nem os inimigos, porque só o Senhor é Deus, e ele é o Deus eterno (Isaías 48:12). Ele declara: “Eu sou o mesmo”, isto é, eu sou aquele que pode fazer o que quiser e fará o que é melhor. Ninguém pode se comparar a ele, muito menos resistir-lhe. “Eu sou o primeiro, e também eu sou o último.” Ninguém vem antes dele, e ninguém o sucederá. Ele permanecerá no controle até que todo inimigo seja abatido. Se ele começa a obra, certamente a concluirá bem. Sua obra é perfeita.
Ele é também o Deus que fez o mundo, e aquele que o fez pode fazer qualquer coisa (Isaías 48:13). Se olhamos para baixo, vemos a terra firme sob nossos pés, e foi a sua mão que lhe lançou os fundamentos. Se olhamos para cima, vemos os céus estendidos sobre nós como um pálio, e foi sua mão que os estendeu com exata medida. Isso mostra a grandeza do seu poder e o alcance do seu propósito. Se a sua destra estendeu os céus, o que o seu braço estendido não poderá fazer?
Ele não apenas fez os céus e a terra, o que mostra que é todo-poderoso para nos socorrer (Salmo 124:8), mas também comanda todos os exércitos celestes. Quando os chama ao serviço e os envia em suas missões, eles se levantam juntos e vêm de uma vez. Respondem como servos prontos, dizendo: “Eis-nos aqui, que queres que façamos?” Estão sempre à disposição, não só honrando o Criador, mas também obedecendo-lhe. Agem em plena harmonia para servi-lo. Assim, se Deus decide libertar o seu povo, jamais lhe faltarão meios para isso.
Deus já havia anunciado o que aconteceria. Se ele conhecia tudo de antemão, também tinha poder para cumprir. Por isso diz, em resumo: “Ajuntai-vos todos, casa de Jacó, e ouvi isto para o vosso consolo. Qual dos deuses das nações, ou qual dos seus sábios, já anunciou tais coisas, ou poderia anunciá-las?” (Isaías 48:14). Eles não tinham verdadeira previsão de nada. Os que confiavam nesses deuses estavam certos de que a Babilônia reinaria para sempre e Israel permaneceria escravo para sempre. Seus falsos deuses não lhes deram nenhum aviso em contrário.
Em contraste, Deus havia avisado os judeus há muito tempo, por meio dos seus profetas, que iriam para o cativeiro e que Jerusalém seria destruída. E agora também lhes disse de antemão que seriam libertos (Isaías 48:15). Ele afirma: “Eu, eu mesmo, tenho falado.” Ele não teria falado se não pudesse cumprir. Ninguém enxerga mais longe do que ele, e ninguém o pode superar.
A pessoa escolhida para esse trabalho também é mencionada, e isso fortalece ainda mais a confiança de que acontecerá. Ciro é o homem que deve realizá-lo, e o plano de Deus para ele é firme e imutável. É grande consolo quando somos informados não só de que algo vai acontecer, mas também por meio de quem e de que maneira será feito.
Ciro é alguém a quem Deus, de modo especial, demonstra favor nesse assunto, pois foi escolhido para esse serviço: “O Senhor o amou” (Isaías 48:14). Deus lhe concedeu essa honra e o usou como instrumento para redimir o seu povo. Assim, Ciro também apontava para o grande Redentor, o Filho amado de Deus, em quem o Pai se compraz. Deus mostra grande bondade àqueles que ele usa no serviço da sua igreja.
Ciro é também alguém a quem Deus concede autoridade e uma clara comissão. Deus diz: “Eu o chamei”, isto é, deu-lhe uma ordem legítima e o respaldará. Deus igualmente o conduzirá por uma cadeia de eventos, trazendo-o de uma terra distante para atacar a Babilônia, indo além dos próprios planos de Ciro. Aqueles a quem Deus chama, ele também leva até a obra.
Ciro é aquele a quem Deus sustentará e fará prosperar. Ele cumprirá o propósito de Deus contra a Babilônia, abatendo os caldeus com o seu exército, que é também o braço de Deus (Isaías 48:14). Se Deus chama alguém e o guia, certamente fará o seu caminho prosperar (Isaías 48:15). Podemos esperar verdadeiro êxito quando seguimos o chamado e a direção de Deus.
Deste capítulo
Isaías 48:1
"Ouçam isto, casa de Jacó, vocês que têm o nome de Israel e que saíram das entranhas de Judá, vocês que juram pelo nome do Senhor e que invocam o Deus de Israel, mas sem sinceridade nem retidão,"
Isaías 48:2
"porque vocês se declaram da cidade santa e se apoiam no Deus de Israel, cujo nome é o Senhor dos exércitos."
Isaías 48:3
"O que passou, eu predisse com muita antecedência; depois me pus à obra, e tudo se realizou."
Isaías 48:4
"Sabendo bem que você é rígido, que sua cerviz tem músculos de ferro e que sua fronte é de bronze,"
Isaías 48:5
"eu lhe predisse os acontecimentos com muita antecedência; antes que acontecessem, eu o preveni, para que você não pudesse dizer: “Foi meu ídolo que os fez, foi minha estátua esculpida ou fundida que os provocou”."
Isaías 48:6
"Do que você ouviu, vê a realização: não deve atestá-lo? Pois bem, vou revelar-lhe agora novos acontecimentos, ainda mantidos em segredo e que você não conhece."
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