Versículo em destaque
Isaías 41:21 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" “Pleiteiem sua causa” — diz o Senhor —; “façam valer seus argumentos” — diz o rei de Jacó. "
Isaías 41:21
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
19 Plantarei no deserto cedros e acácias, murtas e oliveiras; farei crescer nas estepes o cipreste, ao lado do olmo e do buxo,
20 a fim de que saibam com evidência e, pela observação, compreendam que foi a mão do Senhor que fez essas coisas, e o Santo de Israel quem as realizou.
21 “Pleiteiem sua causa” — diz o Senhor —; “façam valer seus argumentos” — diz o rei de Jacó.
22 Que se apresentem e nos predigam o que acontecerá. Do passado ou do que souberam predizer, a que tenhamos dado atenção? Ou então, anunciem-nos o futuro, para nos fazer conhecer o final.
23 Revelem o que acontecerá mais tarde, e admitiremos que vocês são deuses. Façam qualquer coisa, a fim de que possamos nos medir!
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O Senhor, por meio do profeta, repete o seu desafio aos adoradores de ídolos para que defendam os seus deuses. “Apresentai a vossa demanda” (Isaías 41:21), isto é, tragam seus argumentos mais fortes para afirmar que seus ídolos são deuses e merecem adoração. Nada mostra tão claramente a insensatez do pecado quanto as razões usadas para defendê-lo, pois muitas vezes essas mesmas razões o condenam.
Primeiro, os ídolos são desafiados a provar que possuem conhecimento e poder. Que se veja o que podem dizer e o que podem fazer. Entendimento e verdadeiro poder são marcas de uma pessoa, e quem quer que pretenda ser deus precisa tê-los em perfeição. Mas os ídolos já demonstraram algo assim? Não. Eles não conseguem dizer nada que não se soubesse antes; tão pouco sabem. São desafiados a explicar o que já aconteceu no passado: “Apresentem-nos as coisas passadas” (Isaías 41:22), e que tirem do pó do esquecimento os grandes feitos que esses deuses teriam realizado antigamente. Deus deu a Moisés o relato verdadeiro da criação, uma história que os deuses das nações nunca poderiam ter fornecido a seus seguidores.
Ou que os adoradores de ídolos nos digam quais obras poderosas seus deuses realizaram em tempos antigos. O que já fizeram que mereça ser notado? Que apontem uma única coisa, e ela será examinada cuidadosamente. Seu valor será pesado, e então comparado com o resultado. Se se mostrar tão grande quanto afirmam, então que recebam o crédito por isso.
O desafio também pede que anunciem o que acontecerá no futuro, que “anunciem as coisas vindouras” (Isaías 41:22) e novamente que “nos anunciem as coisas que estão para vir” (Isaías 41:23). Que provem possuir verdadeiro conhecimento mostrando que nada lhes está oculto, e que provem ter domínio e autoridade, declarando de antemão o que pretendem fazer. Que façam ao mundo essa gentileza, para que as pessoas possam se preparar. Se pudessem fazer isso, então se reconheceria que são deuses sobre nós, deuses para nós, dignos de adoração. Mas nenhuma criatura pode predizer o futuro com certeza, a menos que Deus o revele.
Esses ídolos também não podem fazer nada que nós mesmos não possamos fazer, de tão fracos e impotentes que são. O Senhor os desafia a fazer o bem ou o mal, a socorrer seus amigos ou castigar seus inimigos. Que pratiquem algo notável, algo que as pessoas percebam e temam. Que abençoem ou amaldiçoem com verdadeiro poder. Que enviem pragas como as que Deus mandou ao Egito, ou concedam bênçãos como as que deu a Israel. Que façam algo grandioso, e as pessoas ficariam maravilhadas, assim como muitos já foram levados a temer o verdadeiro Deus.
A acusação contra esses ídolos é que eles não são absolutamente nada (Isaías 41:24). Suas pretensões não repousam sobre fundamento algum. Não há motivo real para que sejam honrados. São nada, ou menos que nada. A obra que fazem é nada, e o alvoroço em torno deles também é nada. Tudo não passa de aparência vazia, um engano praticado sobre o mundo. Por isso, quem os escolhe e lhes dá o lugar de deus, ou, como outros entendem, quem neles se compraz, comete algo odioso. Um servo pode escolher seu senhor, mas a pessoa não é livre para escolher qualquer deus. Quem escolhe outro deus que não o Deus verdadeiro escolhe algo abominável, e sua escolha o torna assim.
Em seguida, Deus apresenta a prova de que somente ele é o verdadeiro Deus, e que não há outro. Ele traz as suas firmes razões. Seu poder é irresistível, e logo o mostraria levantando Ciro e fazendo dele uma figura de Cristo (Isaías 41:25). Ciro veio do norte e do nascente do sol. Por parte de pai era medo, e por parte de mãe, persa. Seu exército era composto de medos, cuja terra ficava ao norte, e de persas, cuja terra ficava ao leste, em relação à Babilônia. Deus o levantaria a grande poder, e ele viria contra a Babilônia com seus próprios planos em mente.
Ainda assim, Ciro honraria o nome de Deus, ou, como o texto permite entender, o proclamaria. Ele tornaria conhecido o nome do Deus de Israel. Fez isso de modo impressionante ao ordenar que os judeus voltassem do cativeiro e declarar que o Senhor, Deus de Israel, era o Deus do céu. Também se pode dizer que invocou o nome de Deus ao incentivar a reconstrução do templo e, muito provavelmente, ao orar ao próprio Deus (Esdras 1:2-3). Toda oposição cairia diante dele. Ele atacaria os príncipes da Babilônia e todos os que se colocassem em seu caminho, como quem pisa argamassa, e os esmagaria como o oleiro pisa o barro. Assim, serviria aos propósitos de Deus. Cristo, como homem, foi levantado do norte, pois Nazaré ficava na parte norte de Canaã. Como o Anjo da aliança, veio do oriente. Honrou o céu, invocando o nome de Deus, e quebrou o poder do inferno, esmagando o príncipe das trevas como argamassa debaixo de seus pés.
Deus também possui conhecimento seguro do futuro. Ele não apenas faria isso, como já o havia anunciado por meio de seu profeta. Os falsos deuses não podiam fazê-lo nem podiam perceber o que viria. O Senhor pergunta se algum desses supostos deuses ou seus adivinhos haviam anunciado isso antes (Isaías 41:26). “Quem desde o princípio o anunciou?” Se alguém pudesse ser nomeado, então seria aceito como verdadeiro e justo, com um caso comprovado e direito claro a ser adorado. Isso corresponde ao desafio já apresentado em (Isaías 41:22-23).
Deus então reivindica a honra tanto de realizar quanto de predizer (Isaías 41:27). “Eu sou o primeiro” pode ser entendido assim: eu sou o primeiro a dizer a Sião: “Eis que estão aí”, isto é, eis que os libertadores prometidos estão perto. Havia pessoas que perceberam isso pelos livros, os livros de Deus, e sabiam que o tempo estava próximo (Daniel 9:2). Deus é também quem dá a Jerusalém um mensageiro com boas novas, a notícia de sua libertação.
Isso aponta para a obra da redenção, na qual o Senhor se manifestou muito mais claramente do que no livramento dos judeus da Babilônia. Ele planejou nossa salvação, a executou e nos deu as boas novas da reconciliação.
Em seguida, é proferida a sentença nesse julgamento: nenhum dos ídolos havia predito essa grande obra, nem poderia tê-la previsto.
Outras nações além de Israel também foram libertas debaixo do domínio de Babilônia por meio de Ciro, ou pelo menos foram profundamente afetadas pela mudança de poder quando o reino passou aos persas. No entanto, nenhuma delas recebera qualquer aviso prévio de seus deuses ou profetas. Ninguém mostrou, ninguém anunciou, ninguém deu sequer o menor indício. Nenhuma nação podia dizer que ouvira de seus deuses palavras como Israel ouvira do Senhor por meio dos profetas (Salmo 147:20). Nenhum dos deuses das nações mostrara a seus adoradores o caminho da salvação, que Deus revelaria por meio do Messias. As boas novas que o Senhor traria no evangelho eram um mistério guardado em silêncio por longas eras e gerações (Romanos 16:25-26).
Nenhum defensor desses ídolos conseguiu apresentar qualquer prova de conhecimento ou poder que ao menos se parecesse com evidência de que fossem deuses. Todos os seus apoiadores ficaram em silêncio diante desse desafio: “Olhei, e não havia ninguém que pudesse dar testemunho em favor deles, nem mesmo entre seus mais fiéis admiradores. Não havia conselheiro, ninguém que pudesse dizer algo em sua defesa. Mesmo entre os próprios ídolos, não havia quem tivesse sabedoria suficiente para dar conselho na menor questão, embora fossem consultados nas causas mais importantes e difíceis. Quando lhes perguntei o que tinham a dizer em sua própria defesa, permaneceram calados. O caso contra eles era tão claro que ninguém pôde responder palavra” (Isaías 41:28). Portanto, a sentença precisava ser dada contra eles. Nada têm a dizer em sua defesa. Permanecem mudos, como o homem no banquete de casamento que não tinha resposta adequada (Mateus 22:12).
Assim, o veredito é dado de acordo com a acusação apresentada: “Eis que todos são vaidade” (Isaías 41:29). São falsos e enganosos. Não são o que afirmam ser, e seus adoradores não encontrarão neles o que esperam. Suas obras são nada, sem poder e sem valor. Seus inimigos não têm motivo para temê-los, e seus adoradores não podem esperar deles bem algum. Suas imagens de fundição, e na verdade todas as suas imagens, são apenas vento e confusão, vazio e incômodo. Os que os adoram serão enganados, e depois olharão para sua própria loucura com profundo pesar.
Deste capítulo
Isaías 41:1
"Ilhas, silenciem para me ouvir, e que os povos renovem suas forças. Que venham tomar a palavra e pleitear comigo sua causa!"
Isaías 41:2
"Quem suscitou do Oriente aquele cujos passos são acompanhados de vitórias? Quem pôs então as nações à sua mercê e fez cair diante dele os reis? Sua espada os reduz a pó, seu arco os dispersa como se fossem palha."
Isaías 41:3
"Persegue-os e passa invulnerável, sem sequer tocar o caminho com os pés."
Isaías 41:4
"Quem, pois, realizou essas coisas? Aquele que, desde a origem, chama as gerações à vida: eu, o Senhor, que sou o primeiro e que ainda estarei com os últimos."
Isaías 41:5
"À sua vista, as ilhas são tomadas pelo temor, e os confins da terra tremem. Que se apresentem e venham."
Isaías 41:6
"Cada um ajuda o seu companheiro e diz ao seu irmão: “Coragem!”"
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