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Isaías 35:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" O deserto e a terra árida se regozijarão. A estepe vai se alegrar e florir. Como o lírio "

Isaías 35:1

menu_book Versículo no contexto

1 O deserto e a terra árida se regozijarão. A estepe vai se alegrar e florir. Como o lírio

2 ela florirá, exultará de júbilo e gritará de alegria. A glória do Líbano lhe será dada, o esplendor do Carmelo e de Saron; será vista a glória do Senhor e a magnificência do nosso Deus.

3 Fortaleçam as mãos desfalecidas, robusteçam os joelhos vacilantes.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Nestes versículos, vemos uma terra deserta florescendo. No capítulo anterior, um país rico e cheio de gente foi transformado em um terrível deserto. Aqui, em contraste, um deserto é transformado em boa terra. Quando Judá foi libertado do exército assírio, as partes do país que tinham sido tornadas como um deserto pela violência começaram a se recuperar e a florescer como a rosa.

Algo semelhante aconteceu quando o evangelho chegou às nações gentias, que por muito tempo tinham sido como um deserto e não produziam fruto para Deus. Então a alegria veio com ele (Salmo 67:3, 4; Salmo 96:11, 12). Quando Cristo foi anunciado em Samaria, houve grande alegria naquela cidade (Atos 8:8). Os que estavam assentados em trevas viram uma luz grande e cheia de alegria, e então floresceram, isto é, começaram a dar esperança de muito fruto. Esse era o alvo da pregação do evangelho: ir e produzir fruto (João 15:16; Romanos 1:13; Colossenses 1:6). As flores ainda não são fruto, e muitas vezes se perdem, mas existem em vista do fruto.

A graça salvadora de Deus transforma uma alma que era antes como um deserto em uma alma que se alegra com júbilo e canto, e floresce abundantemente. Esse deserto florescente receberá toda a glória do Líbano, com seus cedros fortes e majestosos, e a beleza do Carmelo e de Sarom, com seu cereal e seu gado. Tudo o que é verdadeiramente valioso em qualquer sistema é trazido para o evangelho. Toda a beleza da igreja judaica é assumida na igreja cristã e aparece em maior plenitude, como o apóstolo demonstra longamente em Hebreus. Tudo o que havia de excelente e desejável na lei de Moisés é levado à ordem do evangelho.

Vemos também o resplendor da glória de Deus se manifestando. “Verão a glória do Senhor.” Deus se revelará mais do que nunca em sua graça e amor para com os homens, e lhes dará olhos para ver e corações para sentir isso corretamente. É isso que faz o deserto florescer. Quanto mais vemos, pela fé, a glória do Senhor e a grandeza do nosso Deus, mais alegres e frutíferos seremos.

Então os fracos e temerosos são encorajados (Isaías 35:3, 4). Os profetas e ministros de Deus recebem especialmente a ordem de fortalecer as mãos fracas e confortar os que ainda estavam abalados pelo medo do exército assírio, com a promessa de que Deus voltaria a eles em misericórdia. Esse também é o propósito do evangelho. Ele fortalece os fracos e os firma. Mãos fracas não podem trabalhar nem lutar, e mal conseguem ser erguidas em oração. Joelhos vacilantes não conseguem ficar de pé, caminhar ou correr a carreira que nos está proposta. O evangelho nos dá fortes motivos para a coragem e mostra onde está depositada a nossa força.

Entre os verdadeiros cristãos, muitos ainda têm mãos fracas e joelhos vacilantes. São apenas crianças em Cristo. No entanto, é nosso dever fortalecer uns aos outros (Lucas 22:32), não somente suportar os fracos, mas fazer o que pudermos para torná-los firmes (Romanos 15:1; 1 Tessalonicenses 5:14). Também devemos fortalecer a nós mesmos, levantando as mãos cansadas (Hebreus 12:12) e usando a força que Deus já nos concedeu.

O evangelho também dá ânimo aos tímidos e desanimados. Ele fala aos que têm coração medroso porque conhecem a própria fraqueza e a força de seus inimigos. A palavra traduzida por “apressado” tem a ideia daqueles que são rápidos em fugir ao primeiro alarme e abandonar a causa, que dizem em seu pânico: “Estou cortado, estou perdido” (Salmo 31:22). O evangelho contém o suficiente para acalmar esses temores. Ele diz, e permite que eles digam a si mesmos e uns aos outros: “Sede fortes, não temais.” O medo nos enfraquece. Quanto mais lutamos contra ele, mais fortes nos tornamos, tanto para agir quanto para sofrer. E, para nosso encorajamento, Aquele que diz “sede fortes” já colocou socorro sobre um que é poderoso.

Por fim, recebemos a garantia de que um Salvador está vindo: “O vosso Deus virá com vingança.” Deus aparecerá em favor do seu povo contra seus inimigos e retribuirá tanto as injúrias feitas a eles quanto as perdas que sofreram. O Messias virá, na plenitude dos tempos, para julgar os poderes das trevas, despojá-los de sua força e expô-los publicamente em triunfo. Ele também recompensará os que choram em Sião com riquíssimo consolo. Ele virá e nos salvará. Os santos do Antigo Testamento fortaleceram suas mãos fracas com essa esperança.

Ele virá novamente no fim dos tempos em chama de fogo, para dar tribulação aos que atribularam o seu povo, e descanso aos que foram atribulados, descanso que será ao mesmo tempo o fim de todos os seus sofrimentos e a plena recompensa por eles (2 Tessalonicenses 1:6, 7). Aqueles cujos corações tremem pela arca de Deus e que se importam profundamente com a sua igreja no mundo podem aquietar seus temores com esta verdade: Deus tomará a obra em suas próprias mãos. “O vosso Deus virá”, aquele que defende a vossa causa e assume o vosso interesse, o próprio Deus, que sozinho é Deus.

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