Versículo em destaque
Isaías 31:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Ai daqueles que vão ao Egito buscar socorro, que contam com a cavalaria, que confiam no grande número de carros e no valor dos cavaleiros, em vez de voltarem o olhar para o Santo de Israel e consultarem o Senhor. "
Isaías 31:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Ai daqueles que vão ao Egito buscar socorro, que contam com a cavalaria, que confiam no grande número de carros e no valor dos cavaleiros, em vez de voltarem o olhar para o Santo de Israel e consultarem o Senhor.
2 Entretanto, ele também é sábio e faz vir o mal; não retira sua palavra e se levanta contra a casa dos maus e contra a ajuda daqueles que praticam o mal.
3 O egípcio é homem, e não deus; seus cavalos são carne, e não espírito. Quando o Senhor estender a mão, o protetor cambaleará, e o protegido cairá. E eles perecerão juntos.
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Este é o último de quatro capítulos que começam com a palavra “ai”. Cada um se levanta contra pecadores que se encontram entre o próprio povo que se diz de Deus: os bêbados de Efraim (Isaías 28:1), Ariel, isto é, Jerusalém (Isaías 29:1), os filhos rebeldes (Isaías 30:1) e, aqui, os que descem ao Egito em busca de socorro. Estar situado no meio da “igreja visível” não protege ninguém do juízo de Deus se a pessoa vive contra os seus mandamentos.
Veja primeiro qual é o pecado repreendido aqui, em Isaías 31:1. Eles idolatravam os egípcios e buscavam o favor deles, como se bem-aventurado fosse o povo que tivesse o Egito por amigo e aliado. Em toda crise, desciam ao Egito para buscar ajuda, como se adoradores de falsos deuses tivessem melhor acesso ao céu e mais sucesso na terra do que os servos do Deus vivo. O que os atraía ao Egito eram os muitos carros, cavalos e cavaleiros, que pareciam fortes o suficiente para ajudá-los a enfrentar o rei da Assíria e seu grande exército. Seus reis tinham sido proibidos de multiplicar cavalos e carros, e advertidos quão tolo é confiar neles (Salmo 20:7), mas eles se julgavam mais sábios do que a própria Escritura.
Eles também mostravam desprezo pelo Deus de Israel. Não atentavam para o Santo de Israel, como se ele não merecesse qualquer atenção na hora da angústia. Não pediam o seu conselho, não buscavam o seu favor, nem procuravam fazer as pazes com ele.
Esse pecado era profundamente insensato. Eles ignoravam aquele a quem deveriam temer, caso se recusassem a confiar. Não buscavam o Senhor, embora ele também seja sábio, como diz Isaías 31:2. Corriam ansiosos para assegurar o apoio do Egito porque o Egito tinha fama de habilidade e astúcia política. Mas Deus não é também sábio? Será que a sabedoria infinita, a seu favor, não lhes seria mais útil do que toda a estratégia do Egito?
Eles se davam ao trabalho de descer ao Egito, uma longa viagem, quando poderiam ter recebido melhor conselho e melhor socorro apenas levantando os olhos ao céu. Mas, se recusam pedir que a sabedoria de Deus atue em favor deles, acabarão descobrindo essa mesma sabedoria atuando contra eles. Deus é sábio, e sábio demais para que possam enganá‑lo. Ele trará mal sobre os que o insultam. Ele não volta atrás na sua palavra como os homens, porque os homens são inconstantes e tolos. Em vez disso, ele se levantará contra a casa dos malfeitores, esse grupo que desce ao Egito. Deus os desmascarará, exatamente como anunciou, e se oporá ao socorro que esperam receber dos que praticam o mal. Alguns entendem que os egípcios faziam da adoração aos seus deuses uma condição de aliança, e os israelitas aceitavam. Se assim foi, ambos são com justiça chamados malfeitores e praticantes da iniquidade.
Eles também confiavam em pessoas incapazes de ajudá‑los e que logo mostrariam isso, como diz Isaías 31:3. Os egípcios, em quem confiavam tanto, são homens e não Deus. É bom que o ser humano se lembre de que é apenas homem (Salmo 9:20), e é bom também lembrar que aqueles a quem amamos e em quem confiamos são apenas humanos. Os homens nada podem sem Deus, nada podem contra ele, nada se iguala a ele. São mutáveis e mortais, hoje estão aqui, amanhã se vão. Portanto, não devemos transformá-los em deuses tratando‑os como nossa esperança e confiança, esperando deles aquilo que pertence somente a Deus.
Os egípcios tinham cavalos muito fortes, mas ainda assim eram carne e não espírito. Por mais fortes que fossem, podiam cansar‑se numa longa marcha, ser feridos na batalha ou morrer e deixar seus cavaleiros indefesos. Todos sabem que os egípcios não são Deus e que seus cavalos não são espírito, mas aqueles que buscam ajuda neles não param para pensar nisso. Se pensassem, não depositariam tamanha confiança neles. Os pecadores podem ser demonstrados tolos pelas verdades mais simples, verdades que não podem negar, mas se recusam a crer.
Eles seriam destruídos junto com os egípcios em quem confiavam, como também declara Isaías 31:3. Quando o Senhor apenas estende a mão, pode fácil e plenamente envergonhar a confiança depositada no Egito e envergonhar os egípcios por terem incentivado essa confiança. O auxiliador e o auxiliado cairão juntos, e a aliança deles se tornará sua ruína comum. O próprio Egito em breve seria julgado, como se vê na “carga do Egito” (Isaías 19), e então aqueles que ali buscaram abrigo cairiam com ele. Ninguém escapa dos juízos de Deus. O mal acompanha os pecadores, e é justo que Deus faça do próprio ídolo da pessoa a vara que a fere.
Eles também tentavam fazer a obra de Deus em lugar de Deus. Alegavam estar zelosos em proteger Jerusalém por meio de uma aliança com o Egito. Quando outros não aprovavam seu plano, invocavam o argumento da autopreservação e iam ao Egito por conta própria. Mas o profeta anuncia que Jerusalém seria preservada sem o socorro do Egito, e que os que permanecessem na cidade estariam seguros, enquanto os que fugissem para o Egito seriam destruídos. Jerusalém já estava sob a proteção de Deus, não havia necessidade de colocá‑la sob a proteção do Egito. Por trás de toda a nossa volta pecaminosa dos cuidados de Deus para as criaturas está uma desconfiança prática da suficiência de Deus.
O profeta declara ter recebido isso diretamente do Senhor: “Assim me disse o Senhor”. Eles podiam estar certos, em primeiro lugar, de que Deus se levantaria contra os inimigos de Jerusalém com a força ousada de um leão sobre a sua presa, conforme Isaías 31:4. Quando um leão sai para agarrar a presa, um grupo de pastores pode juntar‑se contra ele. É o que os vizinhos costumam fazer quando pessoas ou bens estão em perigo. Porém, os pastores não ousam chegar perto. Tudo o que podem fazer é gritar, tentando espantar o leão. Mas o leão não se importa. Não se assusta com as vozes deles, nem se abaixa para parar ou apressar o passo por causa deles.
Assim o Senhor dos Exércitos descerá para pelejar por Sião com determinação inabalável. Nada o moverá. Ele destruirá o exército assírio com a mesma facilidade e certeza com que um leão despedaça um cordeiro. Quem se levanta contra Deus é como um bando de pobres pastores indefesos gritando contra um leão. Ele despreza o barulho deles e nem sequer muda o passo por causa disso. Quem tem tal protetor não precisa descer ao Egito em busca de ajuda.
Em segundo lugar, Deus apareceria em favor dos amigos de Jerusalém com a ternura de uma ave sobre os seus filhotes, como diz Isaías 31:5.
Deus estava pronto a ajuntar Jerusalém, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas (Mateus 23:37). Mas aqueles que confiavam nos egípcios não seriam ajuntados. O Senhor dos Exércitos defenderia Jerusalém com o mesmo cuidado que as aves mostram quando voltam aos ninhos, esvoaçam sobre os filhotes e espantam tudo o que os ameaça.
Assim como a águia desperta seus filhotes quando estão em perigo, depois os toma e os carrega sobre as asas, assim o Senhor conduziu Israel para fora do Egito (Deuteronômio 32:11-12). Ele ainda tinha a mesma terna preocupação por seu povo, de modo que não havia necessidade de fugir de volta ao Egito em busca de segurança. Ele os defenderia e os livraria, e sua proteção seria duradoura. Não os guardaria por pouco tempo para depois deixá‑los expostos. “Eu defenderei esta cidade, e a salvarei” (Isaías 37:35).
Quando o texto diz que ele “a amparará, passando por cima dela”, alude à história da Páscoa (Êxodo 12:12, 12:23, 12:27). Ali, o anjo destruidor passou por cima das casas dos israelitas quando feriu os primogênitos dos egípcios. Do mesmo modo, o exército assírio seria derrotado por um anjo destruidor que passaria sobre Jerusalém. Embora Jerusalém merecesse juízo, o anjo feriria apenas o exército que a sitiava. Os atacantes morreriam de peste, mas nenhum dos que estavam dentro da cidade seria atingido. Assim, o Senhor novamente passaria por sobre as casas do seu povo e as guardaria em segurança.
Deste capítulo
Isaías 31:2
"Entretanto, ele também é sábio e faz vir o mal; não retira sua palavra e se levanta contra a casa dos maus e contra a ajuda daqueles que praticam o mal."
Isaías 31:3
"O egípcio é homem, e não deus; seus cavalos são carne, e não espírito. Quando o Senhor estender a mão, o protetor cambaleará, e o protegido cairá. E eles perecerão juntos."
Isaías 31:4
"Eis, pois, o que o Senhor me diz: “Assim como ruge um leão, um leão jovem que defende sua presa, ainda que contra ele se reúna um tropel de pastores, sem se deixar intimidar pelos gritos deles nem recuar diante do número, assim o Senhor dos exércitos descerá para combater sobre o monte de Sião e sobre sua colina."
Isaías 31:5
"Como aves que voam, o Senhor dos exércitos protegerá Jerusalém, abrigando-a, libertando-a, poupando-a e salvando-a”."
Isaías 31:6
"Voltem, pois, filhos de Israel, para aquele de quem vocês estão tão profundamente separados."
Isaías 31:7
"Naquele dia, cada um lançará fora seus ídolos de prata e seus ídolos de ouro, obras das mãos criminosas de vocês."
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