Versículo em destaque
Isaías 28:9 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" “A quem ele pretende ensinar a sabedoria? A quem quer fazer compreender as revelações? A meninos recém-desmamados, que acabam de deixar o seio? "
Isaías 28:9
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
7 Mas também estes cambaleiam sob o efeito do vinho e ficam alucinados pela bebida; sacerdotes e profetas cambaleiam na bebedeira. Estão afogados no vinho, desnorteados pela bebida, perturbados em sua visão e vacilantes em seus juízos.
8 Todas as mesas estão cobertas de vômito asqueroso; não há sequer um lugar limpo.
9 “A quem ele pretende ensinar a sabedoria? A quem quer fazer compreender as revelações? A meninos recém-desmamados, que acabam de deixar o seio?
10 É ordem sobre ordem, ordem sobre ordem, norma sobre norma, norma sobre norma, ora para cá, ora para lá!”
11 Pois bem, será por meio de gente que balbucia, será numa língua bárbara que o Senhor falará a esse povo!
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O profeta lamenta a triste estupidez deste povo. Eles não queriam aprender e não faziam uso dos meios de graça que tinham à disposição. Permaneciam como estavam: seus erros não eram corrigidos, seus corações não eram renovados e suas vidas não eram transformadas.
Em primeiro lugar, veja o que seus profetas e ministros procuravam fazer. Seu alvo era ensinar-lhes o conhecimento, o conhecimento de Deus e da sua vontade, e fazê-los entender a sã doutrina (Isaías 28:9). É assim que Deus trata com as pessoas: ele primeiro traz luz à mente por meio do conhecimento da sua verdade, e então ganha o coração e faz com que a vontade se conforme à sua lei. Dessa maneira ele entra pela porta, enquanto o ladrão e o salteador tentam subir por outro caminho.
Note também o método que usavam para cumprir esse propósito. Lançavam mão de todos os meios possíveis para fazer bem ao povo. Ensinavam como se ensina crianças, pequeninos que estão apenas começando a aprender, ou como aqueles que são tirados do peito materno para o livro (Isaías 28:9). Entre os judeus era comum as mães amamentarem os filhos até cerca de três anos, quando já estavam quase prontos para a escola. É bom começar cedo com as crianças, ensinando-lhes o bom conhecimento do Senhor assim que são capazes de recebê-lo, mesmo quando acabaram de ser desmamadas do leite.
Os profetas os ensinavam como se ensina crianças. Eram constantes e diligentes em instruí-los. Cuidavam com grande atenção e ensinavam com sabedoria, dando a instrução conforme a necessidade e a capacidade de suportar (Isaías 28:10). Era “mandamento sobre mandamento”. Ou seja, lhes transmitiam uma regra após outra; tinham sido ensinados, como crianças que aprendem a ler, regra após regra, e a escrever, linha após linha. Era um pouco aqui e um pouco ali, com variedade pensada para ser agradável e convidativa. Também era um pouco em um tempo e um pouco em outro, para que a memória não fosse sobrecarregada. E era um pouco de um profeta e um pouco de outro, para que cada um pudesse se satisfazer ouvindo aquele de quem mais gostava.
Esse ainda é o modo pelo qual precisamos aprender as coisas de Deus. Um mandamento deve seguir outro, e uma linha deve sustentar a outra. A regra da justiça deve vir junto com a regra da piedade, e a regra do amor junto com a regra da justiça. A mesma verdade também precisa ser repetida muitas vezes, para que a entendamos melhor e a guardemos com mais facilidade quando dela precisarmos. Os mestres devem ajustar o ensino à capacidade do aprendiz, dando o que é mais necessário e o que pode ser melhor assimilado, e dando isso pouco a pouco (Deuteronômio 6:6-7).
Os profetas também se esforçavam para persuadir o povo a aprender (Isaías 28:12). Deus, por meio de seus profetas, dizia-lhes: “Este caminho que mostramos é o descanso, o único descanso, no qual podeis dar descanso ao cansado, e assim vossas próprias almas serão refrigeradas, e a vossa terra terá descanso da guerra e de outros males que há tanto tempo a oprimem.” A palavra de Deus nos chama apenas para aquilo que é verdadeiramente bom para nós. Servir a Deus é o único descanso real para os que estão cansados de servir ao pecado, e não há verdadeiro refrigério senão debaixo do jugo suave do Senhor Jesus.
Mas tudo isso produziu muito pouco efeito no povo. Eram tão incapazes de aprender quanto crianças recém-desmamadas, e era quase impossível fazer algo permanecer em sua mente (Isaías 28:9). Na verdade, seria preferível tentar ensinar uma criança de dois anos do que tentar ensiná-los, porque eles não tinham apenas a fraqueza de uma criança, mas também um preconceito contra a verdade. Como crianças, precisavam de leite e não podiam suportar alimento sólido (Hebreus 5:12).
Eles não queriam ouvir, nem mesmo aquilo que lhes traria descanso e refrigério (Isaías 28:12). Não tinham desejo de escutar. A palavra de Deus exigia sua atenção séria, mas não a conseguia. Estavam presentes onde ela era pregada, mas faziam ouvidos surdos. O que entrava por um ouvido saía pelo outro. Também não davam atenção prática ao que ouviam. Para eles era “mandamento sobre mandamento” e “linha sobre linha” (Isaías 28:13). Mantinham o costume exterior de ouvir o profeta pregar, e a mensagem continuava a soar em seus ouvidos, mas era só isso. Não deixava marca alguma. Tinham a letra do mandamento, mas nenhum de seu poder ou espírito. A palavra os atingia, mas não penetrava.
Parece até que zombavam da pregação do profeta e faziam troça dela. A palavra do Senhor lhes soava como uma rima, “tsau latsau, kau lakau”. No original, tem som de cantiga, e eles transformavam as palavras do profeta em música para cantar quando estivessem embriagados. Davi foi “a canção dos bêbados”. É grande pecado e ousada afronta a Deus fazer brincadeira com coisas sagradas e falar levianamente daquilo que deveria nos tornar sérios.
Deus lidaria severamente com eles por isso. Tiraria deles a bênção da pregação clara e lhes falaria por lábios gaguejantes e por outra língua (Isaías 28:11). Os que se recusam a entender o que é claro e fácil para eles, e o consideram baixo e inútil, com justiça recebem algo que está além de sua compreensão. Ou isso pode significar que Deus enviaria exércitos estrangeiros entre eles, falando uma língua que não podiam entender, para destruir sua terra. Aqueles que não querem ouvir a voz consoladora da palavra de Deus serão obrigados a ouvir a voz terrível de sua vara.
Essas palavras também podem indicar a bondade de Deus em lidar com eles. Ele lhes havia falado de modo adequado à sua fraqueza, como uma ama que balbucia para uma criança, usando lábios que “gaguejam” para atraí-los. Mudou o tom de voz e tentou um modo após o outro. O apóstolo toma isso como expressão de misericórdia (1 Coríntios 14:21), aplicando-o ao dom de línguas, e ainda observa que, mesmo com tudo isso, eles não quiseram ouvir.
Ele também traria ruína completa sobre eles. Pelo desprezo grosseiro a Deus e à sua palavra, corriam apressadamente para sua própria destruição e se preparavam para ela. Isso os levaria a ir e cair para trás, a piorar cada vez mais, a se afastar cada vez mais de Deus, e a seguir de pecado em pecado, até que fossem totalmente quebrados, enlaçados, presos e arruinados (Isaías 28:13). Tinham “um pouco aqui, um pouco ali” da palavra de Deus. Julgaram que isso já era demais e disseram aos videntes: “Não vejais.” Mas o pouco que tinham era insuficiente para transformá-los, e bastaria para condená-los. Se a palavra não se torna aroma de vida para vida, torna-se aroma de morte para morte.
Deste capítulo
Isaías 28:1
"Ai da coroa pretensiosa dos embriagados de Efraim e da flor murcha que ostenta seu ornato, dominando o vale fértil de homens vencidos pelo vinho."
Isaías 28:2
"Eis que vem, por ordem do Senhor, um homem forte e poderoso como uma chuva de pedras, um furacão destruidor. Como trombas-d’água que se abatem com violência, ele precipita tudo por terra."
Isaías 28:3
"A coroa pretensiosa dos embriagados de Efraim será pisada aos pés,"
Isaías 28:4
"e também a flor murcha que ostenta seu ornato, dominando o vale fértil. Será como o figo prematuro, antes do verão, que alguém vê, logo colhe e, mal o tem na mão, já o devora."
Isaías 28:5
"Naquele dia, o Senhor dos exércitos será uma coroa resplandecente, um diadema esplêndido para o restante do seu povo,"
Isaías 28:6
"um espírito de justiça para o juiz que faz parte do tribunal, e de valentia para aqueles que rechaçam o inimigo às portas."
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