Versículo em destaque

Isaías 26:12 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Senhor, proporciona-nos a paz! Pois tu nos tens tratado segundo o nosso procedimento. "

Isaías 26:12

menu_book Versículo no contexto

10 Porém, se o ímpio for perdoado, ele não aprenderá a justiça; na terra da retidão, ele se entregará ao mal e não verá a majestade do Senhor.

11 Senhor, tua mão está levantada sem que o percebam. Que vejam teu ardente amor por teu povo e sejam confundidos; e que o fogo, bom para os teus inimigos, os devore.

12 Senhor, proporciona-nos a paz! Pois tu nos tens tratado segundo o nosso procedimento.

13 Senhor, nosso Deus, outros senhores, além de ti, têm nos dominado, mas não queremos reconhecer outro senão a ti.

14 Os mortos não reviverão, as sombras não ressuscitarão, porque tu os castigaste e destruíste e apagaste até a memória deles.

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

Nesses versículos, o profeta olha para trás, para o que Deus já havia feito por seu povo em misericórdia e em juízo. Ele agradece a Deus por ambas as coisas e, em seguida, olha para frente, para aquilo que ainda espera que Deus faça por eles. Suas reflexões são misturadas, porque ele enxerga tanto a bondade quanto as repreensões de Deus na história do povo de Deus.

Em primeiro lugar, ele vê que Deus tinha sido muito gracioso com eles e tinha feito grandes coisas a favor deles. De modo geral, ele diz: “Tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras” (Isaías 26:12). Qualquer boa obra feita por nós vem, antes de tudo, da graça de Deus operando em nosso interior. É Ele quem põe em nossos corações bons pensamentos e desejos corretos, e quem opera em nós tanto o querer quanto o realizar, segundo o seu beneplácito. Se agimos, é porque antes fomos movidos por Ele. E, se algum favor nos é mostrado ou se algum de nossos negócios vai bem, é Deus quem fez isso acontecer para nós.

Em particular, ele diz: “Tu, Senhor, acrescentaste à nação” (Isaías 26:15). Um povo pequeno tornou‑se numeroso. No Egito eles se multiplicaram grandemente e, mais tarde, em Canaã, encheram a terra. Nisso Deus foi honrado, porque a grandeza de um povo é a glória de seu governante. Ele também estava demonstrando a sua fidelidade à aliança feita com Abraão, quando prometera fazê‑lo pai de muitas nações. O povo de Deus foi destinado a crescer, e esse crescimento traz honra ao próprio Deus. O aumento da igreja, essa nação santa, é motivo de alegria, porque significa que mais pessoas estão aprendendo a glorificar a Deus neste mundo.

Contudo, o profeta também se lembra de que Deus os tinha colocado debaixo de suas repreensões. Em certos períodos, as nações vizinhas os haviam oprimido e dominado (Isaías 26:13). Ele se volta para o Senhor, que é o único que tem direito de governar o seu povo, e lamenta: “Outros senhores têm tido domínio sobre nós, além de ti.” Isso aconteceu nos dias dos juízes e também depois, quando Deus muitas vezes os entregou nas mãos de seus inimigos. Em certo sentido, eles se venderam por causa de seus pecados (Isaías 52:3-5). Quando se tornaram descuidados no serviço de Deus, Ele permitiu que seus inimigos os dominassem, para que aprendessem a diferença entre servi‑lo e servir aos reinos ao redor.

Isso também pode ser lido como confissão de pecado. Eles haviam servido a outros deuses e seguido os costumes religiosos falsos de seus vizinhos. Esses ídolos eram chamados de senhores; assim, de fato, outros senhores os governaram além do verdadeiro Deus. Agora, eles prometem que será diferente: “Por ti somente celebraremos o teu nome.” Querem dizer que adorarão somente a Deus, e somente do modo que Ele ordenou. Isso também deve ser verdade para nós quando nos arrependemos. Outros senhores, além de Deus, muitas vezes têm dominado sobre nós. Cada desejo pecaminoso tentou ser nosso senhor, e nós o seguimos por tempo demais. Por isso, nossa resolução séria deve ser pertencer somente a Deus, manter‑nos perto dEle e nunca nos afastarmos do nosso dever.

Eles também tinham sido levados cativos diante de seus inimigos (Isaías 26:15). A nação que Deus inicialmente havia multiplicado e fixado na terra foi depois diminuída, arrancada e espalhada até os confins da terra, exatamente como havia sido advertido em (Deuteronômio 30:4) e (Deuteronômio 28:64). Mesmo assim, repare que, entre a menção do aumento da nação e de sua remoção, o texto diz: “Tu és glorificado.” Deus é honrado tanto quando abençoa o seu povo quanto quando o castiga por seus pecados. Seus juízos glorificam o seu nome tanto quanto as suas misericórdias.

O profeta também se lembra de que, quando foram oprimidos e levados cativos, clamaram ao Senhor (Isaías 26:16). Isso era um bom sinal. Mostrava que não tinham se afastado completamente dEle, e que Ele também não os havia abandonado totalmente. Mostrava ainda que os juízos de Deus tinham um propósito misericordioso. Isso se repetiu muitas vezes na história de Israel, especialmente no tempo dos juízes. Quando outros senhores passaram a dominá‑los, eles se humilharam e disseram: “O Senhor é justo” (2 Crônicas 12:6).

Isso nos ensina a nossa necessidade das aflições. A angústia muitas vezes desperta a oração. Quando se diz: “Na angústia te buscaram”, isso sugere que, na facilidade e na prosperidade, eles permaneceram distantes de Deus. Quando a vida foi cômoda, pareciam pensar que tinham pouca necessidade de buscar o seu favor. Mas a aflição costuma nos trazer de volta a Ele. Ela nos desperta para o nosso dever e nos lembra o quanto dependemos dEle.

A aflição também costuma nos fazer um grande bem. Ela nos conduz a Deus, torna nossa oração mais séria e nos ensina a buscar a sua ajuda. Aqueles que antes o buscavam raramente passam a visitá‑lo com frequência. Tornam‑se íntimos dEle e derramam suas orações com liberdade. A expressão “derramaram uma oração em secreto” indica que a oração é um falar íntimo do coração com Deus. Não é verdadeira oração se o coração não fala. O sofrimento muitas vezes leva as pessoas à oração secreta, onde podem falar de modo mais livre e pleno do que em público. No aperto, os que tinham sido lentos em buscar a Deus muitas vezes o buscam de madrugada (Oséias 5:15). A dor pode tornar a oração mais intensa e mais fluente.

Ele diz que eles “derramaram uma oração quando o teu castigo estava sobre eles”, como as libações que são derramadas. Mas há aqui também um triste alerta: quando o castigo é retirado, as pessoas muitas vezes voltam à mesma negligência em que viviam antes.

Por fim, o profeta diz que os esforços deles para reconquistar a liberdade foram penosos e perigosos, mas não bem‑sucedidos (Isaías 26:17; Isaías 26:18). Eles tiveram as dores e angústias que temiam. Eram como uma mulher em trabalho de parto, clamando em suas dores de parto. Tentaram, com muita ansiedade e duro esforço, ajudar a si mesmos, e seus esforços apenas aumentaram os problemas, como quando Moisés veio para libertar Israel e a carga de tijolos foi dobrada. Suas orações se tornaram mais fervorosas porque o sofrimento era tão agudo, e clamavam com a força de uma mulher em trabalho de parto severo.

Ainda assim, consolavam‑se com o fato de que toda a sua miséria estava diante de Deus. “Assim temos sido diante de ti, ó Senhor.” Ele não ignorava a dor deles nem as suas orações. Isso era grande consolo em sua angústia. “Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não te é oculto” (Salmo 38:9). Sempre que se apresentavam diante de Deus com suas queixas e súplicas, estavam em agonia como mulher em trabalho de parto.

Eles também não alcançaram o êxito que esperavam. Podiam dizer: “Temos estado grávidos, cheios de esperança de um livramento rápido e feliz. Quando estávamos em dor, consolávamo‑nos pensando que a alegria do nascimento faria esquecer o sofrimento” (João 16:21). Mas, tristemente, deram à luz apenas vento. Sua esperança revelou‑se falsa, e todo o seu trabalho árduo resultou em nada. A dor deles foi mais parecida com dores de morte do que com dores de parto. Tinham um ventre que abortava e seios que não davam leite.

Todos os seus esforços falharam. “Não trouxemos salvação à terra”, nem para nós mesmos nem para nossos amigos e aliados. Ao contrário, apenas tornaram as coisas piores para ambos os lados. Os povos contra os quais lutavam, “os moradores do mundo”, não caíram diante deles, nem em força nem em ânimo. Continuaram tão orgulhosos e desafiadores como sempre.

Uma causa justa pode ser defendida fielmente em oração e em esforço, diante de Deus e diante dos homens, e, mesmo assim, permanecer oculta por muito tempo. A vitória pode não vir de imediato.

Mesmo assim, a perspectiva do profeta é de esperança. Em termos gerais, “Tu nos darás a paz” (Isaías 26:12). Isso abrange todo o bem de que nossa condição necessitada precisa. Qualquer paz que a igreja tem, ou espera ter, vem do governo de Deus. Podemos nos consolar com isto: qualquer tribulação que seja determinada para o povo de Deus por um tempo, ao fim, a eles será determinada a paz. O fim deles é paz.

Se Deus realiza em nós todas as nossas obras por meio de seu Espírito, então Ele também decretará paz para nós. A obra da justiça será paz. Essa é a paz verdadeira e duradoura, que o mundo não pode dar nem tirar. Deus é quem ordena esse tipo de paz; e, para aqueles que a possuem, ela permanecerá tão firme quanto a ordem fixa do dia e da noite.

Além disso, o que Deus já fez por nós no passado nos dá motivo para esperar que continuará a nos fazer o bem. “Tens ouvido o desejo dos mansos; logo o ouvirás” (Salmo 10:17). E quando essa paz nos é concedida, então “por ti somente celebraremos o teu nome” (Isaías 26:13). Daremos toda a glória somente a Deus, e a mais ninguém, e dependeremos unicamente de sua graça até mesmo para fazer isso. Não podemos louvar o nome de Deus senão pela força que Ele mesmo concede.

O profeta consola a igreja especialmente com duas coisas.

Primeiro, o profeta fala da grande ruína dos inimigos de Sião (Isaías 26:14). “Estão mortos aqueles outros senhores que dominaram sobre nós.” O poder deles foi quebrado de modo irremediável. Estão completamente cortados e destruídos. Não tornarão a viver, nem voltarão a se levantar em poder. Como estão sentenciados a uma ruína final, é o próprio Deus que os visita com ira, como justo juiz. Ele extermina não só os homens, mas apaga até a memória deles. Eles e seus nomes são sepultados juntos no pó.

Toda lembrança deles é feita desaparecer. Ou são totalmente esquecidos, ou só são lembrados com repulsa. A causa que se levanta contra Deus e contra o seu reino entre os homens pode até prosperar por algum tempo, mas certamente cairá ao fim, e todos os que se apegarem a essa causa perecerão com ela.

Os mestres judeus, comparando isso com Isaías 26:19, entenderam que a ressurreição dos mortos pertence apenas aos judeus, e que os de outras nações não ressuscitariam. Mas sabemos melhor. Sabemos que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho de Deus. Este versículo fala da destruição final dos inimigos de Cristo, que é a segunda morte.

Depois, ele fala do surpreendente levantar-se de novo dos amigos de Sião (Isaías 26:19). Embora a igreja não pareça alegrar-se com o nascimento do Filho prometido, mas, pelo contrário, pareça ter dado à luz apenas vento (Isaías 26:18), a decepção será compensada de maneira correspondente. “Os teus mortos viverão.” Aqueles tidos por mortos, os que já tinham em si mesmos a sentença de morte, os lançados de lado como se estivessem mortos em corpo, aparecerão de novo na sua força anterior.

Um espírito de vida vindo de Deus entrará nas testemunhas abatidas, e elas profetizarão outra vez (Apocalipse 11:11). Os ossos secos viverão e se tornarão um grande exército em extremo (Ezequiel 37:10). “Juntamente com o meu corpo morto ressuscitarão.” Se cremos na ressurreição dos mortos, inclusive na ressurreição do nosso próprio corpo no último dia, como Jó cria e como o profeta afirma aqui, torna‑se mais fácil crer também na restauração prometida da honra e da força da igreja neste mundo.

Quando chegar o tempo de Deus, por mais baixo que a igreja tenha caído, ela se levantará, até mesmo Jerusalém, a cidade de Deus, que agora jaz como um corpo morto, como uma carcaça em torno da qual se ajuntam as aves de rapina. Deus ainda a reconhece como sua, e o profeta também. Mas ela tornará a erguer‑se, será reedificada e voltará a florescer. Por isso, que o pobre, desolado e aflito restante do povo, que habita como se estivesse no pó, desperte e cante. Verão Jerusalém, a cidade das suas santas solenidades, tornar‑se novamente uma habitação tranquila (Isaías 33:20).

O orvalho do favor de Deus será para ela como o orvalho da tarde sobre as ervas crestadas pelo calor do dia. Ele as revigorará e refrigerará. E como o orvalho da primavera que rega a terra e faz com que as ervas enterradas brotem e desabrochem, assim Jerusalém tornará a florescer, e a terra lançará fora os mortos, do mesmo modo que faz brotar as plantas a partir de suas raízes. O próprio solo onde pareciam perdidos ajudará a trazê‑los de volta à vida.

Quando a igreja e os seus interesses forem restaurados, nem o orvalho do céu nem a fertilidade da terra faltarão para cooperar nessa obra. Isso, como a visão de Ezequiel explica, pode ser também aplicado de forma apropriada, em primeiro lugar, ao ressurgimento espiritual dos que estavam mortos em seus pecados, pelo poder do evangelho de Cristo e da sua graça. Lightfoot aplica assim (Hor. Hebr. em João 12:24): “Os gentios viverão; com o meu corpo ressuscitarão.” Isto é, serão chamados após a ressurreição de Cristo, ressuscitarão com ele e se assentarão com ele nas regiões celestiais. Ele chega a dizer: “ressuscitarão o meu corpo”, no sentido de que se tornarão o corpo místico de Cristo e se levantarão como parte dele.

Em segundo lugar, isso pode referir‑se à ressurreição final, quando os santos mortos viverão e ressuscitarão juntamente com o corpo morto de Cristo. Ele ressuscitou como as primícias, e os crentes ressuscitarão porque estão unidos a ele e participam da sua ressurreição.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Isaías 26:12 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

✓ Sem cartão de crédito • ✓ 100% privado • ✓ 15 créditos grátis para começar

Deste capítulo

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.