Versículo em destaque
Isaías 25:6 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" O Senhor dos exércitos preparou para todos os povos, nesse monte, um banquete de carnes gordas, um festim de vinhos envelhecidos, de carnes gordas e com tutano, de vinhos envelhecidos e purificados. "
Isaías 25:6
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
4 Porque tu és refúgio para o fraco, refúgio para o pobre em sua tribulação, abrigo contra a tempestade e sombra contra o calor. Porque o sopro dos tiranos é como uma tempestade de inverno,
5 como o calor sobre uma terra árida. Tu fazes cessar o clamor dos tiranos, assim como cessa o calor à sombra de uma nuvem. O canto triunfal dos tiranos se extinguirá.
6 O Senhor dos exércitos preparou para todos os povos, nesse monte, um banquete de carnes gordas, um festim de vinhos envelhecidos, de carnes gordas e com tutano, de vinhos envelhecidos e purificados.
7 Nesse monte, tirará o véu que encobre todos os povos, a cortina que recobre todas as nações,
8 e fará a morte desaparecer para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e tirará de toda a terra o opróbrio que pesa sobre seu povo, porque o Senhor o disse.
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Se tomarmos esta passagem, como muitos fazem, para falar da grande alegria em Sião e em Jerusalém quando o exército assírio foi derrotado por um anjo, ou quando os judeus foram libertos do cativeiro babilônico, ou ainda de algum outro livramento extraordinário, mesmo assim precisamos olhar mais adiante. Ela aponta para a graça do evangelho e para a glória que é a coroa e a consumação dessa graça. O sentido pleno se cumprirá na nossa ressurreição em Cristo, quando, como Paulo diz, “a morte será tragada na vitória” (1 Coríntios 15:54). Isso ajuda a explicar o restante das promessas ligadas a este texto. Assim, trata-se de uma profecia da salvação e da graça trazidas por Jesus Cristo, graça essa que os profetas investigaram cuidadosamente (1 Pedro 1:10).
A graça do evangelho é descrita como um banquete real para todos os povos. Não é como o banquete de Assuero, o rei da Pérsia, que tinha o propósito de exibir a grandeza do rei (Ester 1:4). Este banquete tem por objetivo abençoar os convidados, de modo que tudo aqui é para o bem real, não apenas aparência. No Novo Testamento, Deus muitas vezes descreve a recepção dada aos pecadores arrependidos como um banquete, como em (Mateus 22:1 em diante), e essa imagem parece ter sua raiz nesta profecia.
O próprio Deus é o Mestre do banquete, e podemos ter certeza de que Ele prepara tudo de modo compatível com a sua grandeza. O Senhor dos Exércitos, o Senhor que comanda exércitos celestiais, é quem faz este banquete. Os convidados são todos os povos, gentios assim como judeus, pois o evangelho deve ser pregado a toda criatura. Há provisão suficiente para todos, e quem quiser pode vir e participar livremente, inclusive aqueles trazidos dos caminhos e atalhos.
O lugar é o monte Sião. O evangelho começa ali, e os pregadores devem iniciar em Jerusalém. A igreja do evangelho é a Jerusalém de cima, e é ali que esse banquete é preparado. Todos os que são convidados precisam vir até ela. A provisão é rica, e tudo é da melhor qualidade. É um banquete, o que indica abundância e variedade. É um banquete duradouro para os crentes, contanto que façam uso dele.
É um banquete de “animais gordos” e “tutanos gordos”, isto é, os consolos do evangelho são ricos, satisfatórios e fortalecedores para aqueles que os recebem. O filho pródigo, ao voltar, foi recebido com o bezerro cevado, e Davi encontrou, na comunhão com Deus, uma satisfação comparável à da medula e da gordura. É também um banquete de vinhos velhos, bem purificados, isto é, o melhor vinho, guardado por muito tempo e depois refinado. O evangelho contém aquilo que, como o vinho bem usado, alegra o coração e eleva o espírito.
Isso é especialmente apropriado para os que estão abatidos, convictos de pecado e chorando por causa dele. Eles podem beber e esquecer a sua miséria, no sentido em que o vinho pode revigorar quem precisa dele. Provérbios diz que o vinho é para os que estão perecendo e para os que estão em amargura de coração (Provérbios 31:5–6). No evangelho eles podem tomar ânimo, saber que seus pecados são perdoados e tornar-se fortes para a obra e a guerra espiritual, como um homem reanimado pelo vinho.
O mundo também seria libertado das trevas da ignorância e do erro, nas quais por muito tempo esteve perdido e sepultado (Isaías 25:7). Deus destruirá, neste monte, a coberta lançada sobre todos os povos, o véu que os impede de ver o caminho e de cumprir o seu dever. Por causa desse véu, andam em confusão. Seus rostos estão cobertos como os de homens condenados ou mortos. Um véu está estendido sobre todas as nações, pois todas jazem em trevas. E não admira que isso fosse assim, já que até os judeus, entre os quais Deus era conhecido, tinham um véu sobre o coração (2 Coríntios 3:15).
Mas o Senhor destruirá esse véu pela luz do seu evangelho brilhando no mundo e pelo poder do seu Espírito abrindo os olhos das pessoas para o receberem. Ele trará à vida espiritual aqueles que por muito tempo estiveram mortos em delitos e pecados. A própria morte será vencida; seu poder será quebrado, e seu domínio, mudado: “Aniquilará a morte para sempre” (Isaías 25:8).
Cristo triunfará primeiro sobre a morte em sua própria ressurreição. Ele romperá suas prisões e cadeias e desfará todos os seus laços. O sepulcro pareceu tragá-lo, mas, na verdade, foi Ele quem tragou o sepulcro. A felicidade dos santos ficará então fora do alcance da morte, que põe fim a todos os prazeres terrenos e os estraga. Os crentes já podem triunfar sobre a morte e vê-la como inimiga derrotada: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”
Quando os corpos dos santos forem ressuscitados naquele grande dia, e o que é mortal for absorvido pela vida, então a morte será tragada para sempre na vitória. É o último inimigo. O pranto também será afastado, e haverá alegria perfeita e sem fim. “O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todos os rostos.” Os que choram por causa do pecado serão consolados, e suas consciências serão aquietadas.
Na aliança da graça, Deus proveu o suficiente para contrabalançar todas as tristezas desta vida presente, para enxugar nossas lágrimas e nos restaurar. Os que sofrem por Cristo encontrarão consolo especialmente à medida que seus sofrimentos aumentam. No entanto, essa promessa só se cumpre plenamente no céu, e em nenhum lugar antes do céu. Ali Deus enxugará dos olhos toda lágrima (Apocalipse 7:17; Apocalipse 21:4). Não haverá mais dor, porque não haverá mais morte. A esperança disso já agora deve enxugar nossas lágrimas em excesso, até mesmo aquele tipo de pranto que nos impede de semear.
Por fim, toda a vergonha lançada sobre a verdadeira religião e sobre os crentes sinceros será removida para sempre. O opróbrio do seu povo, os insultos que por tanto tempo suportaram, as mentiras e falsos relatos usados para manchá-los, e o orgulho e a crueldade de seus perseguidores, que os pisaram, tudo isso será tirado. Sua justiça brilhará como luz diante de todo o mundo, e todos serão obrigados a reconhecer que eles não eram aquilo que seus inimigos diziam. Desse modo, a sua salvação de tais injúrias será plenamente consumada.
Às vezes Deus faz isso ainda nesta vida, tirando a vergonha do seu povo diante dos homens. Mas, de todo modo, isso será realizado de forma completa no último dia, pois o Senhor o disse, e Ele pode e o fará. Portanto, suportemos com paciência agora a dor e a vergonha e usemos bem ambas, porque em breve as duas passarão.
Deste capítulo
Isaías 25:1
"Senhor, tu és meu Deus; eu te exaltarei e celebrarei teu nome, porque executaste maravilhosos desígnios, concebidos há muito tempo, com firme constância."
Isaías 25:2
"Reduziste a cidade a um monte de pedras e a fortaleza a um amontoado de ruínas. A cidadela dos orgulhosos está aniquilada e jamais será reconstruída."
Isaías 25:3
"Por isso, um povo forte te glorifica, e a sociedade das nações valentes te venera."
Isaías 25:4
"Porque tu és refúgio para o fraco, refúgio para o pobre em sua tribulação, abrigo contra a tempestade e sombra contra o calor. Porque o sopro dos tiranos é como uma tempestade de inverno,"
Isaías 25:5
"como o calor sobre uma terra árida. Tu fazes cessar o clamor dos tiranos, assim como cessa o calor à sombra de uma nuvem. O canto triunfal dos tiranos se extinguirá."
Isaías 25:7
"Nesse monte, tirará o véu que encobre todos os povos, a cortina que recobre todas as nações,"
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