Versículo em destaque
Gênesis 37:31 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Então pegaram a túnica de José, mataram um cabrito e a mergulharam no sangue dele. "
Gênesis 37:31
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
29 Rúben voltou à cisterna, mas José já não estava ali.
30 Então rasgou suas vestes e voltou para junto dos seus irmãos: “O menino desapareceu – disse ele. E eu, para onde irei?”.
31 Então pegaram a túnica de José, mataram um cabrito e a mergulharam no sangue dele.
32 E mandaram levá-la ao seu pai com esta mensagem: “Foi isto que encontramos: veja se não é a túnica do seu filho”.
33 Jacó a reconheceu e exclamou: “É a túnica de meu filho! Uma fera o devorou! José foi despedaçado!”.
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José logo seria sentido como ausente, e as pessoas começariam a perguntar onde ele estava. Por isso, seus irmãos planejaram mais uma mentira, querendo fazer todos acreditarem que uma fera o tinha despedaçado. Fizeram isso, em primeiro lugar, para se livrar de qualquer suspeita, para que ninguém desconfiasse que tinham levantado a mão contra ele. Todos nós parecemos ter aprendido com Adão a esconder o próprio pecado (Jó 31:33). Quando o diabo leva alguém a um pecado, muitas vezes o ensina a encobri‑lo com outro, como roubo e homicídio encobertos com mentira e falso testemunho. Mas quem encobre o seu pecado não prosperará por muito tempo.
Os irmãos de José guardaram seu segredo por algum tempo, mas, no fim, a maldade deles foi trazida à luz. Aqui ela é exposta ao mundo, e a lembrança desse ato vergonhoso passa de geração em geração. Em segundo lugar, eles fizeram isso para ferir deliberadamente o bom pai, Jacó. Parecem querer castigá‑lo por amar mais a José do que aos demais filhos. Enviaram a Jacó a túnica de José, agora manchada de sangue (Gênesis 37:32). Disseram que a haviam encontrado no campo e, com frieza, perguntaram: “Reconheces esta túnica de teu filho?” O que era sinal da honra de José tornou‑se sinal de sua suposta morte, e, ao ver a túnica ensanguentada, Jacó apressadamente concluiu que ele tinha sido despedaçado.
O amor é rápido em temer o pior a respeito de quem se ama, a não ser que seja um amor tão aperfeiçoado que lance fora o medo. Quem conhece o coração de um pai pode imaginar a angústia de Jacó e, de certo modo, colocar‑se em seu lugar. Ele não parava de imaginar o sofrimento terrível de José. Dormindo ou acordado, via em sua mente a fera atacando o filho, ouvia os gritos, estremecia ao pensar no animal o despedaçando e deixando apenas a túnica para trazer de volta a triste notícia. E certamente agravava sua dor o fato de ter sido ele mesmo quem enviara José sozinho naquela jornada perigosa, que tivera um desfecho tão infeliz. Isso o feriu profundamente, e ele mal podia deixar de sentir que, de algum modo, contribuíra para a morte do filho.
Tentaram consolá‑lo. Os próprios filhos, com hipocrisia, procuraram fazê‑lo (Gênesis 37:35), mas foram consoladores miseráveis. Se realmente quisessem consolá‑lo, podiam ter lhe dito a verdade: “José está vivo. Foi vendido para o Egito, e não seria difícil mandar buscá‑lo e resgatá‑lo.” Isso teria tirado depressa o pano de saco de seus ombros e enchido seu coração de alegria. É espantoso que o rosto deles não os tenha traído, ou que conseguissem fingir luto com Jacó pela morte de José sabendo que ele vivia. O pecado endurece o coração de maneira impressionante.
Mas todo o esforço foi inútil. Jacó recusou‑se a ser consolado (Gênesis 37:35). Firmou‑se no luto e decidiu descer à sepultura pranteando. Não foi um desabafo repentino, como as palavras de Davi: “Quem me dera eu tivesse morrido por ti, meu filho!”; foi antes, como no caso de Jó, uma decisão de se manter agarrado à tristeza. Grande amor por qualquer criatura costuma trazer grande dor quando ela é tirada de nós ou se torna motivo de aflição. Um amor desmedido quase sempre termina em um pesar igualmente desmedido. Quanto mais o pêndulo vai para um lado, mais fortemente volta para o outro.
Quem decide de antemão permanecer no luto não cuida do consolo da própria alma nem da honra de sua fé. Não devemos dizer: “Descerei à sepultura lamentando”, porque não sabemos quantos dias de alegria Deus ainda pode nos conceder. É mais sábio e melhor entregar‑se à providência de Deus. Muitas vezes nos atormentamos com tristezas imaginárias. Julgamos as coisas piores do que realmente são e, assim, sofremos mais do que seria necessário. Com frequência, o que falta é apenas uma visão mais clara da verdade. É bom alimentar a esperança de um desfecho melhor.
Os ismaelitas e midianitas haviam comprado José apenas para lucrar com ele, e agora ele foi vendido outra vez, desta vez a Potifar, oficial egípcio (Gênesis 37:36). Jacó chorava a perda da vida do filho. Se soubesse de tudo, choraria também, embora com menos desespero, a perda da liberdade de José. Quão cedo a terra do Egito se tornou casa de servidão para os descendentes de Jacó! O filho livre de Jacó acabou trocando a melhor túnica de sua família pelo uniforme de um senhor egípcio, com todos os sinais de servidão.
Isso lembra que os pais não devem criar os filhos com excessivo mimo e delicadeza, pois não sabem que dificuldades e humilhações Deus pode permitir que eles enfrentem antes de morrer. Jacó jamais teria imaginado que seu amado José seria um dia comprado e vendido como servo.
Deste capítulo
Gênesis 37:1
"Jacó morou na região onde seu pai havia vivido, na terra de Canaã."
Gênesis 37:2
"Esta é a história da descendência de Jacó: José, ainda jovem, aos dezessete anos, apascentava o rebanho com seus irmãos, os filhos de Bala e os filhos de Zelfa, mulheres de seu pai; e ele contou ao seu pai as más conversas dos irmãos."
Gênesis 37:3
"Israel amava José mais do que todos os outros filhos, porque ele era o filho de sua velhice; e havia mandado fazer para ele uma túnica de várias cores."
Gênesis 37:4
"Seus irmãos, vendo que seu pai o preferia a eles, começaram a odiá-lo e já não podiam tratá-lo com bons modos."
Gênesis 37:5
"José teve um sonho e o contou aos seus irmãos, que passaram a detestá-lo ainda mais. José lhe disse:"
Gênesis 37:6
"“Ouçam o sonho que tive:"
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