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Gênesis 25:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Abraão tomou outra mulher, chamada Cetura, "

Gênesis 25:1

menu_book Versículo no contexto

1 Abraão tomou outra mulher, chamada Cetura,

2 que lhe deu à luz Zanrã, Jecsã, Madã, Madiã, Jesboc e Sué.

3 Jecsã gerou Sabá e Dadã (dos quais foram filhos os assurim, os latussim e os laomim).

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auto_stories Comentário Bible Guided

Abraão viveu trinta e cinco anos depois do casamento de Isaque, e apenas alguns versículos nos dizem o que aconteceu nesse período. Não lemos mais sobre aparições especiais de Deus nem sobre grandes provas para Abraão. Mesmo os melhores e maiores crentes não têm, o tempo todo, dias exteriormente notáveis; muitos dias passam em silêncio e sem registro. Esses foram os últimos anos tranquilos de Abraão.

Primeiro, somos informados sobre os filhos que ele teve com Quetura, a esposa que tomou depois da morte de Sara. Ele já havia sepultado Sara e casado Isaque, os dois grandes companheiros de sua vida, e agora estava só. Precisava de cuidado na velhice, sua casa precisava de uma mulher que a administrasse, e não era bom que permanecesse sozinho. Por isso, casou-se com Quetura, provavelmente a principal de suas servas, nascida em sua casa ou comprada por dinheiro. O casamento não é proibido na velhice. Por meio dela teve seis filhos, e neles se cumpria em parte a promessa de Deus de multiplicar grandemente a descendência de Abraão. É provável que ele tivesse essa promessa em mente ao casar-se novamente. A força que ele recebeu por meio da promessa ainda permanecia nele, mostrando como a promessa de Deus é muito maior do que a força natural.

Em segundo lugar, Abraão colocou sua casa em ordem, com sabedoria e justiça (Gênesis 25:5, 25:6). Depois que esses filhos nasceram, ele organizou cuidadosamente seus assuntos. Fez de Isaque seu herdeiro, como era obrigado a fazer, tanto por justiça para com Sara, sua primeira e principal esposa, como para com Rebeca, que se casou com Isaque entendendo que ele era o herdeiro (Gênesis 24:36). O que ele deu a Isaque pode ter incluído a promessa da terra de Canaã e da continuidade da linhagem da aliança. Ou então, como Deus já havia feito de Isaque o herdeiro da promessa, Abraão também o fez herdeiro de seus bens. Nosso amor e nossos presentes devem acompanhar a escolha de Deus.

Ele também deu presentes aos outros filhos, tanto a Ismael, embora tivesse sido antes despedido sem nada, como aos filhos de Quetura. Isso era justo, porque os pais devem prover para os filhos, e quem não faz isso é pior do que um descrente. Também foi sábio enviar esses filhos para longe de Isaque, para que não reivindicassem parte da herança nem se tornassem um peso para ele. Note-se que Abraão fez isso ainda em vida, para que não ficasse por fazer, ou fosse mal feito, depois. Em muitos casos, é prudente que a própria pessoa cuide de seus negócios enquanto pode, e faça sem demora o que precisa ser feito.

Esses filhos das concubinas foram enviados para o oriente de Canaã, e seus descendentes ficaram conhecidos como os filhos do oriente, famosos por serem muito numerosos (Juízes 6:5, 6:33). A grandeza dessa linhagem foi resultado da promessa de Deus a Abraão de multiplicar sua semente. Na forma como Deus reparte suas bênçãos, ele age de modo semelhante a Abraão. Ele dá bênçãos comuns aos filhos deste mundo, como fez com os filhos da escrava, mas as bênçãos da aliança reserva para os herdeiros da promessa. Tudo o que ele tem pertence a eles, porque são seus “Isaques”, e os demais serão separados deles para sempre.

Em terceiro lugar, somos informados sobre a idade e a morte de Abraão (Gênesis 25:7, 25:8). Ele viveu 175 anos, sendo 100 anos depois de chegar a Canaã. Todo esse tempo ele viveu como estrangeiro em terra alheia. Embora tenha vivido muito e vivido bem, embora tenha feito muito bem e fosse difícil abrir mão dele, ainda assim morreu no fim. Sua morte é descrita com cuidado.

Ele entregou o espírito. Sua vida não foi tirada à força, mas ele a entregou voluntariamente. Confiou o seu espírito nas mãos do Pai dos espíritos. Morreu em boa velhice, como Deus lhe havia prometido. Sua morte o libertou das aflições da velhice, pois um ancião não deve esperar viver para sempre neste mundo. Ao mesmo tempo, foi a honra coroando sua velhice. Ele estava farto de dias, ou cheio de vida, isto é, possuía todas as consolações e bênçãos que esta vida podia dar. Não viveu até que o mundo se cansasse dele, mas até que ele se cansasse do mundo. Teve o bastante desta vida e não desejava mais. Um homem piedoso, mesmo que não morra idoso, morre “farto de dias”, satisfeito com esta vida e desejoso de uma melhor.

Ele foi reunido ao seu povo. Seu corpo foi reunido aos mortos, e sua alma, aos bem-aventurados. A morte nos reúne ao nosso povo. Aqueles que são o nosso povo enquanto vivemos, pertencendo a Deus ou ao mundo, serão o povo ao qual a morte nos reunirá.

Em quarto lugar, somos informados sobre o seu sepultamento (Gênesis 25:9, 25:10). Nada é dito sobre pompa ou cerimônia em seu funeral. Apenas somos informados sobre quem o sepultou e onde. Isaque e Ismael, seus filhos, o sepultaram. Esse foi o último ato de respeito que podiam prestar ao bom pai. Antes houvera distância entre Isaque e Ismael, mas Abraão provavelmente os aproximara ainda em vida, ou então foi sua morte que os reconciliou.

Eles o sepultaram em seu próprio lugar de sepultura, o campo que havia comprado, onde já tinha sepultado Sara. Aqueles que foram queridos um ao outro em vida podem, com razão, desejar ser sepultados juntos, para não serem separados na morte, e como sinal da esperança de ressuscitarem juntos.

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