Versículo em destaque
Gênesis 22:11 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" O anjo do Senhor, porém, gritou-lhe do céu: “Abraão! Abraão!” “Eis-me aqui!” "
Gênesis 22:11
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
9 Quando chegaram ao lugar indicado por Deus, Abraão construiu um altar, colocou nele a lenha, amarrou Isaac, seu filho, e o pôs sobre o altar, em cima da lenha.
10 Depois, estendeu a mão e pegou a faca para imolar seu filho.
11 O anjo do Senhor, porém, gritou-lhe do céu: “Abraão! Abraão!” “Eis-me aqui!”
12 “Não estenda a mão contra o menino e não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, pois não me recusou seu próprio filho, seu filho único.”
13 Abraão levantou os olhos e viu atrás dele um cordeiro preso pelos chifres entre os espinhos. Então o tomou e o ofereceu em holocausto no lugar de seu filho.
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Até aqui, o relato era profundamente doloroso e parecia caminhar para um fim trágico. Mas, neste ponto, o céu de repente se abre, o sol volta a brilhar e uma cena de grande consolo aparece. A mesma mão que havia ferido e humilhado agora cura e exalta, pois, ainda que Deus traga tristeza, também se compadece. O anjo do Senhor, isto é, o próprio Deus, o Verbo eterno e Anjo da aliança, que seria o grande Redentor e Consolador, intervém e conduz essa prova a um desfecho de alegria.
Isaque é poupado (Gênesis 22:11; Gênesis 22:12). A ordem de oferecê-lo em holocausto tinha o propósito de ser apenas uma prova, e agora que a prova demonstrou que Abraão amava a Deus mais do que a Isaque, o objetivo foi alcançado. Assim, o mandamento é retirado, sem que isso signifique qualquer mudança nos planos imutáveis de Deus: “Não estendas a tua mão sobre o moço”. Muitas vezes, nossas bênçãos tendem a permanecer mais firmes conosco quando estamos mais dispostos a entregá‑las à vontade de Deus. O tempo em que Deus socorre o seu povo é justamente quando este chega ao ponto mais agudo da necessidade. Quanto mais iminente o perigo, e quanto mais perto ele está de se cumprir, tanto mais admirável e bem-vindo é o livramento.
Abraão não apenas é aprovado, mas também louvado. Ele recebe um claro testemunho de que teme a Deus. Deus já sabia disso, mas agora Abraão apresentou uma prova memorável de seu temor. Não era preciso que fizesse mais nada. O que ele já havia feito bastava para mostrar sua reverência a Deus e à autoridade divina. Quando Deus, em sua providência, nos impede de levar até o fim planos sinceros para o seu serviço, ele aceita bondosamente o coração disposto como se fosse a própria obra, ainda que o trabalho fique inacabado. A melhor prova de que tememos a Deus é estarmos prontos a servi‑lo e honrá‑lo com aquilo que nos é mais querido, e a renunciar a tudo por ele ou por causa dele.
Outro sacrifício é provido em lugar de Isaque (Gênesis 22:13). Agora que o altar já estava construído e a lenha preparada, algo precisava ser oferecido. Em primeiro lugar, Deus devia ser agradecido pelo livramento de Isaque, e isso deveria ocorrer imediatamente, enquanto o altar ainda estava pronto. Em segundo lugar, as palavras de Abraão precisavam cumprir‑se: “Deus proverá para si o cordeiro”. Deus não frustra as esperanças que ele mesmo desperta em seu povo. Conforme a fé deles, assim lhes será feito. O que eles determinam segundo essa fé é confirmado por Deus.
Tudo isso aponta também para o Messias prometido, a bendita Descendência. Cristo foi sacrificado em nosso lugar, assim como aquele carneiro foi oferecido em lugar de Isaque, e sua morte assegurou a nossa libertação. Foi como se dissesse: “Eis‑me aqui; deixai estes irem”. Embora essa Descendência bendita tivesse sido prometida e, de certo modo, representada por Isaque, sua entrega em sacrifício só ocorreria na plenitude dos tempos. Enquanto isso, os sacrifícios de animais seriam aceitos, como este carneiro, como sinal daquela expiação, isto é, daquele pagamento pelo pecado que um dia seria realizado pelo sacrifício maior. Vale notar que o templo, lugar de sacrifício, foi mais tarde construído nesse monte Moriá (2 Crônicas 3:1), e o monte Calvário, onde Cristo foi crucificado, não ficava muito distante dali.
É dado um novo nome a esse lugar, para honrar a Deus e encorajar todos os crentes a confiarem nele com alegria no caminho da obediência até o fim dos tempos: Jeová-Jiré, isto é, “O Senhor proverá” (Gênesis 22:14). Isso provavelmente retoma as palavras anteriores de Abraão: “Deus proverá para si o cordeiro” (Gênesis 22:8). Não foi fruto de algum plano engenhoso de Abraão, nem resposta apenas à sua oração, embora ele fosse um notável intercessor. Foi inteiramente obra do Senhor.
Fique registrado para as gerações futuras que o Senhor verá. Ele mantém sempre seus olhos sobre o seu povo em suas angústias e aflições, para conceder socorro oportuno no momento crítico. E fique também registrado que ele será visto, visto no monte, nos maiores apertos do seu povo. Ele não apenas manifestará sua sabedoria, poder e bondade, mas os engrandecerá por meio do livramento. Onde Deus vê e provê, ali ele deve ser visto e louvado. E talvez isso aponte também para Deus manifestado em carne.
Deste capítulo
Gênesis 22:1
"Depois disso, Deus pôs Abraão à prova e lhe disse: “Abraão!” “Eis-me aqui”, respondeu ele."
Gênesis 22:2
"Deus disse: “Tome seu filho, seu único filho, a quem você tanto ama, Isaac, e vá à terra de Moriá, onde você o oferecerá em holocausto sobre um dos montes que eu lhe indicar”."
Gênesis 22:3
"Na manhã do dia seguinte, Abraão selou seu jumento. Tomou dois servos e Isaac, seu filho, e, depois de cortar a lenha para o holocausto, partiu para o lugar que Deus lhe havia indicado."
Gênesis 22:4
"No terceiro dia, levantando os olhos, viu o lugar de longe."
Gênesis 22:5
"“Fiquem aqui com o jumento — disse ele aos seus servos. — Eu e o menino vamos até lá mais adiante para adorar e depois voltaremos a vocês.”"
Gênesis 22:6
"Abraão tomou a lenha do holocausto e a colocou sobre os ombros de seu filho Isaac, enquanto ele mesmo levava nas mãos o fogo e a faca. E, enquanto os dois caminhavam juntos,"
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