Versículo em destaque
Gálatas 4:8 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Outrora, é certo, por não conhecerem a Deus, vocês serviam aos que, na realidade, não são deuses. "
Gálatas 4:8
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
6 A prova de que vocês são filhos é que Deus enviou aos corações de vocês o Espírito de seu Filho, que clama: “Aba, Pai!’’.
7 , você já não é escravo, mas filho. E, se você é filho, então também é herdeiro por Deus.
8 Outrora, é certo, por não conhecerem a Deus, vocês serviam aos que, na realidade, não são deuses.
9 Agora, porém, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Deus, como é que vocês voltam aos rudimentos fracos e miseráveis, querendo novamente escravizar-se a eles?
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Nesses versículos, o apóstolo lembra aos gálatas como eles eram antes de crerem em Cristo e quão grande foi a mudança que o evangelho produziu neles. Ele faz isso para mostrar quão insensato era darem ouvidos a pessoas que queriam colocá‑los de volta debaixo da escravidão da lei de Moisés. A lei de Moisés era o sistema da antiga aliança dado a Israel, com seus mandamentos, sacrifícios e cerimônias.
Primeiro, ele os faz lembrar de seu estado passado. Antes que o evangelho lhes fosse anunciado, eles não conheciam a Deus. Eram profundamente ignorantes quanto ao verdadeiro Deus e quanto à maneira correta de adorá‑lo. Pior ainda, estavam presos ao pior tipo de escravidão, porque serviam àquilo que por natureza não são deuses. Entregavam‑se a muitas práticas supersticiosas e idólatras, adorando seres tidos por deuses, mas que na verdade eram apenas criaturas, ou até mesmo coisas feitas por mãos humanas, incapazes de ouvir ou socorrer.
Isso nos ensina duas coisas. As pessoas que não conhecem o Deus verdadeiro normalmente se voltam para deuses falsos. Quando alguém abandona o Deus que fez o mundo, mas ainda deseja algum tipo de “deus”, geralmente acaba adorando algo que ele mesmo fabricou. Também nos lembra que o culto religioso pertence somente àquele que é Deus por natureza. Quando Paulo fala contra o servir aos que por natureza não são deuses, deixa claro que somente o próprio Deus é o alvo legítimo da adoração.
Em seguida, Paulo os aponta para a feliz mudança que veio por meio do evangelho. Agora eles haviam chegado ao conhecimento de Deus, isto é, tinham sido conduzidos a conhecer o Deus verdadeiro e o seu Filho, Jesus Cristo, e assim foram libertos de sua antiga ignorância e escravidão. Ou, em sentido ainda mais profundo, eles haviam sido conhecidos por Deus. Essa mudança não começou neles; foi obra da graça livre e abundante de Deus. Já que ele os havia desviado dos ídolos para o Deus vivo e lhes dera a adoção como filhos, deveriam valorizar ainda mais a nova liberdade e apegar‑se firmemente a ela.
A verdade é que todo o nosso conhecimento de Deus começa com ele. Conhecemos a Deus porque primeiro ele nos conhece. Isso deve nos tornar humildes e agradecidos, e também vigilantes para não abandonarmos a graça que nos foi concedida.
A partir disso, Paulo pergunta como podiam ser tão irracionais a ponto de se deixarem reconduzir à escravidão. Ele fala como alguém profundamente surpreso e aflito. Como podiam, depois de aprender a adorar a Deus segundo o evangelho, aceitar novamente o caminho das cerimônias? Como podiam, depois de viverem sob uma mensagem de luz, liberdade e amor, submeter‑se outra vez a um sistema marcado por trevas, cativeiro e medo?
Eles tinham ainda menos motivo para isso porque nunca estiveram de fato debaixo da lei de Moisés como os judeus. Isso tornava o retrocesso deles mais censurável, e não menos. Aquilo a que estavam voltando eram apenas elementos fracos e pobres, coisas sem poder para purificar a alma ou trazer paz duradoura à mente. Foram instituídos apenas para a infância da igreja, um tempo de preparo e espera que já havia passado. Por isso era ainda mais grave que os gálatas se rendessem novamente a essas coisas e se unissem aos judeus na observância de dias, meses, tempos e anos especiais.
Isso nos adverte que alguém pode fazer uma forte profissão de fé e, ainda assim, mais tarde cair em erro sério. Era o que acontecia ali. Também mostra que, quanto maior tiver sido a misericórdia de Deus em conduzir uma pessoa ao conhecimento do evangelho, com sua liberdade e seus privilégios, tanto maior é o pecado e a insensatez de abandonar tudo isso. Paulo dá um peso especial a este ponto: depois de terem conhecido a Deus, ou antes, de terem sido conhecidos por Deus, agora queriam tornar a ser escravos dos fracos e pobres rudimentos da lei.
Por fim, Paulo mostra o temor que tinha por eles, de talvez ter trabalhado em vão. Ele havia se dedicado muito a lhes pregar o evangelho e a firmá‑los na sua verdade e liberdade. Mas agora, ao ver que estavam abandonando essas verdades, seu trabalho parecia não ter dado fruto. Ele não podia pensar nisso sem profunda tristeza.
Esta é uma realidade dolorosa para ministros fiéis: muito do seu trabalho pode acabar parecendo desperdiçado, e isso lhes traz grande aflição porque se importam com as almas. Seu trabalho é em vão quando as pessoas começam bem no Espírito, mas terminam na carne, parecendo iniciar corretamente e depois se desviando do evangelho. Aqueles que recebem um trabalho tão fiel e mesmo assim o rejeitam terão muito a responder diante de Deus.
Deste capítulo
Gálatas 4:1
"Explico: enquanto o herdeiro é menor, em nada difere do escravo, embora seja senhor de tudo,"
Gálatas 4:2
"mas está sob tutores e administradores até o tempo determinado por seu pai."
Gálatas 4:3
"Assim também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados pelos rudimentos do mundo."
Gálatas 4:4
"Mas, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma Lei,"
Gálatas 4:5
"a fim de remir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a sua adoção."
Gálatas 4:6
"A prova de que vocês são filhos é que Deus enviou aos corações de vocês o Espírito de seu Filho, que clama: “Aba, Pai!’’."
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