Versículo em destaque

Efésios 3:14 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

Por esta causa dobro os joelhos na presença do Pai,

Efésios 3:14

menu_book Versículo no contexto

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

Agora entramos na segunda parte deste capítulo, que contém a oração intensa e afetuosa de Paulo a Deus pelos amados efésios. A expressão “por causa disto” pode se referir ao versículo imediatamente anterior, onde ele os exorta a não desanimarem, e outros pontos ligados a isso. Mais provavelmente, Paulo está retomando a oração que começou no versículo 1, depois de ter interrompido o raciocínio por um momento.

Observe, em primeiro lugar, a quem ele ora: a Deus como Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (ver Efésios 1:3). Note também a sua postura externa em oração, humilde e reverente: “me ponho de joelhos”. Quando nos aproximamos de Deus, devemos honrá‑lo em nosso coração e demonstrar esse respeito também em um comportamento exterior adequado.

Tendo mencionado Cristo, Paulo não consegue prosseguir sem falar do seu amor. Toda a igreja depende do Senhor Jesus Cristo: “do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome” (Efésios 3:15). Os judeus costumavam gloriar‑se em Abraão como seu pai, mas agora judeus e gentios são igualmente chamados a partir de Cristo, conforme alguns entendem. Outros entendem que se fala dos santos no céu, que já recebem a coroa de glória, e dos santos na terra, que ainda estão crescendo em graça aqui.

Ambos os grupos formam uma só família, uma só casa. De Cristo recebem o nome de cristãos, e de fato o são, pois reconhecem sua dependência dele e sua relação com ele. Em seguida, Paulo pede a Deus bênçãos espirituais, que são as melhores bênçãos e aquelas que mais devemos buscar para nós e para nossos irmãos.

Primeiro, ele pede força espiritual para a obra e o dever aos quais eles foram chamados e nos quais já estavam empenhados: que Deus lhes conceda, segundo as riquezas da sua graça, serem fortalecidos. O “homem interior” significa o coração ou a alma. Ser fortalecidos com poder significa serem feitos muito fortes, muito além do que eram naquele momento, com uma alta medida de graça e capacidade espiritual para o dever, para resistir à tentação, suportar a perseguição e assim por diante.

Paulo diz que isso deve se dar “segundo as riquezas da sua glória”, isto é, de acordo com suas gloriosas riquezas, proporcionais à grande plenitude de graça, misericórdia e poder que pertencem a Deus e manifestam sua glória. Isso é realizado pelo seu Espírito, que opera a graça diretamente na alma do povo de Deus. Devemos notar que a força vinda do Espírito de Deus no homem interior é a melhor e mais desejável força: força na alma, força da fé e de outras graças, força para servir a Deus, cumprir nosso dever e perseverar na vida cristã com energia e alegria. Devemos notar também que a obra da graça não é apenas iniciada pelo Espírito Santo, mas também continuada e completada por ele.

Em segundo lugar, Paulo ora pela habitação de Cristo no coração deles (Efésios 3:17). Cristo é dito habitar em seu povo porque está sempre presente com ele por sua influência e obra cheias de graça. É algo bem‑aventurado ter Cristo habitando em nosso coração. Se a lei de Cristo está escrita ali, e o amor de Cristo é derramado ali, então Cristo ali habita. Ele é morador na alma de todo verdadeiro cristão.

Onde o seu Espírito habita, ali ele está em casa. Ele habita no coração pela fé, por meio do exercício constante da fé nele. A fé abre a porta da alma para receber Cristo, dá‑lhe boas‑vindas e se submete a ele. Pela fé somos unidos a Cristo e temos parte nele.

Em terceiro lugar, Paulo ora para que afeições santas e piedosas sejam firmemente estabelecidas na alma: “que, estando arraigados e fundados em amor”. Isso significa estar firmemente estabelecido no amor a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, e a todos os santos, que são amados pelo Senhor Jesus Cristo. Muitos têm algum amor por Deus e por seus servos, mas é apenas um clarão, como o crepitar dos espinhos debaixo da panela: faz muito barulho, mas logo se apaga.

Devemos desejar intensamente que boas afeições sejam profundamente enraizadas em nós, a fim de que sejamos arraigados e fundados em amor. Alguns entendem isso como estar firmes e estabelecidos no senso do amor de Deus por nós, o que despertaria um amor mais forte por ele e uns pelos outros. Como é desejável ter um senso estável e constante do amor de Deus e de Cristo para com nossa alma, de forma que possamos dizer em todo tempo: “Ele me amou”.

O melhor caminho para alcançar isso é ter cuidado em manter um amor constante por Deus em nosso próprio coração. Isso será a prova do amor de Deus por nós. “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro.” Com esse fim, Paulo ora, em quarto lugar, para que eles conheçam o amor de Cristo pela experiência. Quanto mais de perto conhecemos o amor de Cristo por nós, mais o nosso amor fluirá para ele e para aqueles que lhe pertencem, por causa dele.

Paulo diz: “para poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos” (Efésios 3:18, Efésios 3:19). Isso significa entender mais claramente e crer mais firmemente no maravilhoso amor de Cristo por seu povo, o qual os santos já entendem e creem em certa medida, e entenderão mais plenamente depois. Os cristãos não devem pretender compreender mais do que todos os santos, mas devem se contentar com a medida de conhecimento que Deus dá a seu povo nesta vida.

Devemos desejar acompanhar os mais adiantados, mas não ir além da medida concedida aos demais santos. Chama a atenção quão ricamente Paulo fala do amor de Cristo. As dimensões do amor redentor são maravilhosas: sua largura, comprimento, profundidade e altura. Ao nomear essas quatro dimensões, Paulo quer mostrar a grandeza do amor de Cristo, suas riquezas insondáveis, mais alto do que o céu, mais profundo do que o abismo, mais longo do que a terra e mais largo do que o mar (Jó 11:8, Jó 11:9).

Alguns explicam essas dimensões assim: sua largura alcança todas as idades, nações e classes de pessoas. Seu comprimento se estende de eternidade a eternidade. Sua profundidade indica que ele se inclina até a condição mais baixa, com o propósito de socorrer e salvar os que estão mergulhados no pecado e na miséria. Sua altura significa que ele nos ergue e nos dá participação na felicidade e glória celestiais.

Devemos desejar compreender esse amor. Todos os santos têm essa marca: eles o fazem, pois todos encontram consolo e confiança no amor de Cristo. Paulo acrescenta: “e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento” (Efésios 3:19). Se excede todo entendimento, como podemos conhecê‑lo? Devemos orar e nos esforçar para conhecer algo desse amor, e ainda desejar conhecer mais e mais, embora ninguém possa abarcá‑lo por completo. Em sua plena extensão, ele está além da compreensão.

Os cristãos podem conhecer e sentir o amor de Cristo muito melhor do que normalmente sentem, mas não podem entendê‑lo totalmente antes do céu. Por fim, Paulo ora para que eles sejam “cheios de toda a plenitude de Deus”. Esta é uma expressão muito elevada, e não ousaríamos usá‑la se não a encontrássemos na Escritura.

Ela se aproxima daquelas outras expressões sobre sermos participantes da natureza divina e sermos perfeitos como o nosso Pai celestial é perfeito. Não devemos entendê‑la como se fosse a plenitude de Deus em si mesmo, como se pudéssemos conter o seu ser infinito. Trata‑se da plenitude de Deus em sua relação de aliança, como o Deus do seu povo.

É essa plenitude que Deus está pronto a conceder. Ele está disposto a encher os crentes até o limite da capacidade deles, com todo dom e graça que sabe que necessitam. Aqueles que recebem graça sobre graça da plenitude de Cristo podem ser ditos cheios de toda a plenitude de Deus, segundo a sua capacidade. Tudo isso conduz ao mais elevado conhecimento e gozo de Deus, e a uma vida plenamente moldada à sua semelhança.

O apóstolo encerra o capítulo com louvor em Efésios 3:20-21. É apropriado terminar nossas orações com louvor, e o nosso bendito Salvador nos ensinou a fazer assim. Observe como Paulo descreve a Deus e como lhe atribui glória.

Ele descreve Deus como aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos. A graça e a misericórdia de Deus são inesgotáveis, e as orações de todos os santos jamais poderão esgotá‑las. Tudo o que pedimos, ou mesmo podemos imaginar pedir, Deus ainda é capaz de fazer além, muito além, sem medida. Abra bem a sua boca, e ele ainda terá o suficiente para enchê‑la.

Quando oramos, devemos fortalecer a fé lembrando‑nos da completa suficiência de Deus e de seu poder onipotente. Paulo diz que isso é “segundo o poder que em nós opera”. Ele quer dizer que já temos prova do poder de Deus naquilo que ele fez em nós e por nós, quando nos vivificou pela sua graça e nos converteu a si. O poder que ainda opera em favor dos crentes é o mesmo que já operou neles. Sempre que Deus reparte da sua plenitude, ele também manifesta o seu poder.

Depois de descrever Deus, Paulo lhe dá glória. Ao pedir graça a Deus, devemos também dar‑lhe glória. A ele seja dada glória na igreja, por Cristo Jesus. Dar glória a Deus é honrar todas as suas excelências e perfeições, pois a glória é o resplendor de tudo aquilo que ele é.

Observe onde o louvor a Deus é encontrado: na igreja. A pouca adoração verdadeira que Deus recebe deste mundo vem da igreja, um povo santo separado para honrá-lo. Cada membro dessa igreja, tanto judeu como gentio, participa dessa obra de louvor. Jesus Cristo, o Mediador, aquele que aproxima Deus e as pessoas, é o canal por meio do qual esses louvores são oferecidos. Todos os dons de Deus nos alcançam por meio de Cristo, e todo o nosso louvor volta para Deus também por meio de Cristo.

Deus deve ser louvado assim em todas as gerações, para sempre. Ele sempre terá uma igreja que o glorifique, e sempre receberá dessa igreja o tributo de louvor que lhe é devido. Amém: assim seja, e certamente assim será.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Efésios 3:14 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

Sem cartão de crédito • Orientação bíblica • 15 créditos grátis para começar

Deste capítulo

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.