Versículo em destaque
Efésios 1:3 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, do alto do céu, nos abençoou com toda bênção espiritual em Cristo,
Efésios 1:3
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
2 A vocês, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!
3 Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, do alto do céu, nos abençoou com toda bênção espiritual em Cristo,
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
Ele começa com ações de graças e louvor, e então derrama, com grande calor e abundância, as preciosas bênçãos que desfrutamos por meio de Jesus Cristo. Os grandes privilégios da fé se encaixam naturalmente em louvor a Deus. Aqui ele primeiro bendiz a Deus em geral pelas bênçãos espirituais (Efésios 1:3), chamando-o de Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Como Mediador, Cristo tem o Pai como seu Deus; e, como Deus, a segunda pessoa da bendita Trindade, Deus é seu Pai.
Isso mostra a profunda união entre Cristo e os crentes. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é também o Deus e Pai deles, nele e por meio dele. Todas as bênçãos vêm de Deus como Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Nenhum bem pode ser esperado de um Deus santo e justo para com pessoas pecadoras senão por meio da mediação de Cristo. Ele nos abençoou com todas as bênçãos espirituais. Bênçãos espirituais são as melhores bênçãos que Deus concede, e são aquelas pelas quais devemos louvá-lo. Ele nos abençoa dando-nos aquilo que realmente nos torna bem-aventurados, embora não possamos retribuir na mesma medida. Só podemos louvá-lo, engrandecê-lo e falar bem dele por esses dons.
Aqueles a quem Deus abençoa com qualquer bênção espiritual, ele os abençoa com todas as bênçãos espirituais. A quem ele dá Cristo, com ele livremente dá todas as coisas. Não é assim com as bênçãos temporais. Alguns têm saúde e não têm riqueza, outros têm riqueza e não têm saúde. Mas, quando Deus abençoa com bênçãos espirituais, ele as dá por completo. São bênçãos espirituais “nos lugares celestiais”, isto é, alguns entendem, na igreja, que é separada do mundo e chamada para fora dele. Ou a expressão pode significar “coisas celestiais”: realidades que vêm do céu, que nos preparam para o céu e garantem nossa acolhida ali. Devemos, portanto, fixar nossa mente nas coisas espirituais e celestiais como as principais, e nas bênçãos espirituais e celestiais como as melhores bênçãos. Sem elas não podemos ser felizes; com elas não podemos ser verdadeiramente miseráveis. Não ponham o coração nas coisas terrenas, mas nas coisas do alto. Recebemos essas bênçãos em Cristo, porque assim como todo o nosso serviço sobe a Deus por meio de Cristo, assim todas as nossas bênçãos nos vêm por meio dele, pois ele é o Mediador entre Deus e nós.
O apóstolo então nomeia várias bênçãos espirituais, e muitas delas são longamente explicadas aqui. A primeira é a eleição e a predestinação, que são as fontes ocultas de onde as demais fluem (Efésios 1:4, 1:5, 1:11). Eleição, ou escolha, olha para a grande massa da humanidade, da qual alguns são escolhidos e separados. Predestinação olha para as bênçãos que lhes são designadas, especialmente a adoção, pela qual os crentes são feitos filhos de Deus para terem os direitos e a herança de filhos. Esse ato de amor se deu antes da fundação do mundo, não apenas antes de o povo de Deus existir, mas antes de o próprio mundo começar. Eles foram escolhidos no conselho de Deus desde toda a eternidade.
Isso torna essas bênçãos ainda maiores, porque procedem de um propósito eterno. Dádivas concedidas de repente podem ser generosas, mas a provisão que um pai planeja longamente para seus filhos é mais profunda e solene. Assim também, a escolha eterna de Deus manifesta seu amor e ao mesmo tempo assegura as bênçãos para o seu povo escolhido, porque o propósito de Deus segundo a eleição permanece firme. Ele concede bênçãos espirituais em conformidade com seu propósito eterno. Ele nos abençoou segundo a sua escolha em Cristo, o grande cabeça do povo eleito, que é chamado o escolhido de Deus. No Redentor escolhido, Deus colocou o seu favor sobre eles.
O grande objetivo dessa escolha também aparece aqui: que sejamos santos, não porque Deus tenha previsto antecipadamente que seríamos santos, mas porque determinou nos tornar santos. Todos os que são escolhidos para a felicidade como fim, são escolhidos para a santidade como caminho. Sua santificação, isto é, serem tornados santos, é tanto resultado do amor divino quanto sua salvação. E “irrepreensíveis perante ele” significa que essa santidade não deve ser apenas exterior, de modo que as pessoas não encontrem falha em nós. Precisa ser interior e real, do tipo que o próprio Deus, que vê o coração, reconhece como verdadeira. É uma santidade que procede do amor a Deus e do amor ao próximo, pois o amor é a raiz da verdadeira santidade. A palavra original aponta para uma espécie de inocência contra a qual nenhuma acusação razoável pode ser levantada. Alguns, portanto, entendem isso como a perfeição de santidade que os crentes terão na vida futura, quando estiverem para sempre na presença imediata de Deus.
A regra e a fonte da eleição de Deus também são mencionadas: é “segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:5), não por algo que ele tenha previsto neles, mas porque foi sua própria vontade soberana e lhe agradou assim. É “segundo o seu propósito”, sua vontade firme e imutável, a vontade daquele que “faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1:11). Ele realiza com poder tudo quanto diz respeito ao seu povo escolhido, conforme planejou e decidiu de maneira sábia e livre. O fim último de tudo isso é a sua própria glória, “para louvor da glória da sua graça” (Efésios 1:6) e “para louvor da sua glória” (Efésios 1:12). Isto é, que vivamos de tal maneira que sua abundante graça seja conhecida, mostrada como gloriosa e exaltada ao máximo. Tudo é de Deus, por Deus e para Deus; por isso, tudo deve convergir para o seu louvor. A glória de Deus é o objetivo dele mesmo, e deve ser também o nosso em tudo o que fazemos.
Alguns entenderam essa passagem de outra forma, especialmente como se referindo à conversão desses efésios ao cristianismo. Quem desejar ver essa visão explicada pode consultar intérpretes que tratam detalhadamente desse ponto.
A próxima bênção espiritual que o apóstolo menciona é a aceitação por Deus por meio de Jesus Cristo: “pela graça nos fez agradáveis a si no Amado” (Efésios 1:6). Jesus Cristo é o Amado do Pai, assim como dos anjos e dos santos (Mateus 3:17). É um grande privilégio ser aceito por Deus. Isso significa que ele nos ama, cuida de nós e nos introduz em sua família. Não podemos ser aceitos por Deus senão em e por meio de Jesus Cristo. Deus ama o seu povo por causa do Filho amado.
A terceira bênção é o perdão dos pecados e a redenção pelo sangue de Jesus (Efésios 1:7). Não há perdão sem redenção. O pecado é o que nos mantinha cativos, e não podemos ser libertos desse cativeiro senão tendo nossos pecados perdoados. Temos essa redenção em Cristo, e esse perdão por meio de seu sangue.
A culpa e a mancha do pecado só podiam ser removidas pelo sangue de Jesus. Todas as nossas bênçãos espirituais nos chegam por esse “rio”. Esse grande dom nos vem gratuitamente, embora nosso bendito Senhor tenha pagado caríssimo por ele. Mesmo assim, tudo permanece em perfeita harmonia com as riquezas da graça de Deus.
O sacrifício de Cristo e a rica graça de Deus se ajustam perfeitamente na grande obra da redenção humana. Deus ficou satisfeito com Cristo como nosso substituto e fiador, isto é, aquele que ficou em nosso lugar e garantiu o que não podíamos cumprir. Mas ainda assim foi rica graça aceitar um fiador, quando Deus poderia ter executado todo o rigor da lei sobre o pecador. Foi também rica graça prover tal fiador como o seu próprio Filho, e oferecê-lo livremente, quando nada parecido poderia ter surgido em nosso pensamento, nem poderia ser encontrado para nós de qualquer outra forma.
Nisso, Deus mostrou não apenas rica graça, mas também que “fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência” (Efésios 1:8). Há sabedoria em planejar essa obra, e prudência em executar o propósito de sua vontade. Quão claramente aparecem a sabedoria e a prudência de Deus ao ajustar justiça e misericórdia de modo tão perfeito nesse grande assunto, preservando a honra de Deus e de sua lei, ao mesmo tempo em que torna certa a libertação e a salvação dos pecadores!
Outro privilégio pelo qual o apóstolo bendiz a Deus é a revelação divina: Deus nos fez conhecer o mistério da sua vontade (Efésios 1:9). Isso significa que revelou tanto de sua boa vontade para com os seres humanos, que por muito tempo estivera oculto e ainda permanece escondido para grande parte do mundo. Devemos isso a Cristo, que desde a eternidade estava no seio do Pai e veio revelar sua vontade aos homens. Isso foi segundo o seu beneplácito, seus planos secretos quanto à redenção humana, que ele propôs em si mesmo, não por algo que visse em nós.
Nessa revelação, e ao fazer conhecido o mistério da sua vontade, a sabedoria e a prudência de Deus brilham intensamente. O evangelho é chamado de palavra da verdade e evangelho da nossa salvação (Efésios 1:13). Cada palavra dele é verdadeira. Ele contém as verdades mais sérias e importantes, e é confirmado e selado pelo juramento de Deus. Por isso devemos recorrer a ele em toda busca pela verdade divina. É o evangelho da nossa salvação porque anuncia as boas-novas de salvação, oferece a salvação e mostra o caminho para ela. O bendito Espírito torna a leitura e a pregação desse evangelho eficazes para a salvação das almas.
Devemos dar grande valor a esse glorioso evangelho e agradecer a Deus por ele. Ele é luz que resplandece em lugar escuro, e por isso devemos ser gratos por ele e dar-lhe toda a nossa atenção.
A união em Cristo e com Cristo é outro grande privilégio, uma bênção espiritual e a base de muitas outras bênçãos. Deus torna a congregar em Cristo todas as coisas (Efésios 1:10). Todas as linhas da revelação divina se encontram em Cristo, e toda religião verdadeira se centraliza nele. Judeus e gentios são unidos entre si porque ambos são unidos a Cristo. As coisas que estão nos céus e as que estão na terra são reunidas nele. A paz é feita e a comunhão entre o céu e a terra é estabelecida por meio dele.
A inumerável companhia de anjos torna-se uma só com a igreja em Cristo. Deus planejou isso em si mesmo, e este foi o seu propósito: que essa disposição fosse cumprida enviando Cristo na plenitude dos tempos, no exato momento que Deus havia determinado e fixado.
A herança eterna é a grande bênção que recebemos em Cristo: Nele, também, fomos feitos herança (Efésios 1:11). O céu é essa herança, e a sua felicidade é suficiente para satisfazer uma alma. Ela vem como herança, dádiva de um Pai a seus filhos. E, se filhos, também herdeiros. Todas as bênçãos que agora possuímos são pequenas em comparação com essa herança. O que é dado a um herdeiro enquanto ainda é pequeno não se compara ao que está reservado para ele quando atinge a maturidade.
Os cristãos são descritos como tendo obtido essa herança porque já possuem um direito presente a ela e até uma posse real dela em Cristo, seu cabeça e representante. O selo e o penhor do Espírito também estão entre essas bênçãos. Somos selados com o Espírito Santo da promessa (Efésios 1:13). O bendito Espírito é santo em si mesmo, e ele nos torna santos. É chamado de Espírito da promessa porque é o Espírito prometido. Por meio dele os crentes são selados, isto é, marcados, separados para Deus e declarados como pertencentes a ele.
O Espírito é o penhor da nossa herança (Efésios 1:14). Um penhor é o primeiro pagamento que garante o recebimento do valor total depois. Assim é com o dom do Espírito Santo. Toda a sua atuação em nós, ao nos santificar e consolar, é o céu já começando em nós, a glória em forma de semente e de botão. A luz que o Espírito comunica é penhor de luz eterna, a santificação é penhor de santidade perfeita, e os seus consolos são penhores de alegrias eternas.
Ele é chamado de penhor até à redenção da possessão de Deus. Pode-se falar em possessão aqui porque esse penhor torna a herança tão certa para os herdeiros como se já a possuíssem plenamente. Ela foi comprada para eles pelo sangue de Cristo. Fala-se em redenção porque essa herança fora hipotecada e perdida pelo pecado, e Cristo a restitui a nós, redimindo-a, numa alusão à lei da redenção. Disso devemos notar quão graciosa é a promessa que garante o dom do Espírito Santo àqueles que o pedem.
O apóstolo também menciona o grande propósito de Deus em conceder todos esses privilégios espirituais: para que sejamos para louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo, isto é, aqueles a quem o evangelho primeiro chegou e que primeiro foram levados a crer em Cristo, a esperar e confiar nele. Ser o primeiro na graça é uma grande honra. O apóstolo diz: aqueles que também antes de mim estavam em Cristo (Romanos 16:7). Os que conhecem a graça de Cristo há mais tempo têm um dever especial de glorificar a Deus. Eles devem ser fortes na fé e render-lhe ainda maior louvor, embora isso seja dever de todos.
Esse é o fim para o qual fomos criados e para o qual fomos redimidos, o grande propósito da nossa vida cristã e de tudo o que Deus fez por nós: para louvor da sua glória (Efésios 1:14). Ele quer que a sua graça, o seu poder e cada um de seus atributos se tornem claros e gloriosos por meio disso, e que os filhos dos homens o engrandeçam.
Deste capítulo
Efésios 1:1
"Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, aos cristãos de Éfeso e aos que creem em Jesus Cristo."
Efésios 1:2
"A vocês, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!"
Efésios 1:4
"e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante de seus olhos."
Efésios 1:5
"Em seu amor, nos predestinou para sermos adotados como seus filhos por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,"
Efésios 1:6
"para fazer resplandecer sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado."
Efésios 1:7
"Nesse Filho, por seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas de sua graça,"
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.