Versículo em destaque

Deuteronômio 29:10 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" seus filhos e suas mulheres, o estrangeiro que mora no acampamento, desde o cortador de lenha até o carregador de água; "

Deuteronômio 29:10

menu_book Versículo no contexto

8 Vocês observarão, pois, as palavras dessa aliança e as colocarão em prática, para serem bem-sucedidos em todos os seus empreendimentos.

9 Hoje, todos vocês estão na presença do Senhor, seu Deus: seus chefes, suas tribos, seus anciãos, seus oficiais, todos os homens de Israel,

10 seus filhos e suas mulheres, o estrangeiro que mora no acampamento, desde o cortador de lenha até o carregador de água;

11 (vocês estão todos) para entrar na aliança do Senhor, seu Deus, na aliança garantida com juramento, que o Senhor, seu Deus, faz neste dia com você,

12 a fim de fazer de você o seu povo, e ele próprio ser o seu Deus, como prometeu a você e jurou aos seus pais, Abraão, Isaac e Jacó.

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

As palavras de Moisés aqui são mais longas, completas e intensas do que de costume, porque ele está perto do fim de seu discurso. Ele fala com muita insistência e deseja que esse povo negligente sinta o peso do que está ouvindo. Para ligá‑los mais firmemente a Deus e ao dever, ele fala com grande solenidade e, por assim dizer, renova a aliança deles com o Senhor. Isso toma o lugar daquela cerimônia externa usada em (Êxodo 24:4 e seguintes), e é uma aliança que Deus não esquecerá, embora eles também jamais devam esquecê‑la.

Moisés não pede um novo voto formal do povo. Ele apresenta o assunto com clareza diante deles e o deixa diante de Deus e de suas próprias consciências. A aliança é com o Senhor, o Deus deles, e eles precisam entregar‑se inteiramente a ele. Isso exige sinceridade, seriedade, humildade e reverência, porque estão tratando com um grande Deus, que os conhece completamente e tem plena autoridade sobre eles.

Todo o povo é trazido para dentro dessa aliança. Seus líderes, os chefes das tribos, anciãos e oficiais não devem pensar que é abaixo de sua honra se submeter ao governo de Deus. Pelo contrário, devem ir à frente e dar bom exemplo aos que estão sob sua liderança. As mulheres e as crianças também são incluídas, embora não fossem contadas da mesma forma, e também os pequeninos que podiam ser carregados no colo. Até as crianças pequenas são aptas a ser trazidas para dentro da aliança com Deus e devem ser levadas juntamente com seus pais.

O estrangeiro que está no arraial também é incluído, se tiver deixado os ídolos para servir ao Deus verdadeiro. Isso já mostra, desde cedo, uma certa bondade para com as nações de fora de Israel e aponta para a misericórdia que Deus mais tarde demonstraria aos gentios, isto é, aos povos não judeus. Até os trabalhadores de condição mais baixa, rachadores de lenha e tiradores de água, não são deixados de fora. Ninguém é grande demais para ficar fora da aliança, e ninguém é insignificante demais para deixar de participar de suas bênçãos. Em Cristo, não há diferença entre escravo e livre (Colossenses 3:11), e quem foi chamado por Deus sendo servo não deve se preocupar com isso (1 Coríntios 7:21).

Essa aliança também abrange os que não estavam fisicamente ali naquele dia. Isso inclui os que ficaram em casa por causa de doença ou de alguma necessidade, pois participavam das bênçãos comuns da nação e, por isso, também estavam ligados a essa aliança. Ela abrange ainda as gerações futuras, até mesmo as que ainda não tinham nascido. Desse modo, a aliança aponta para a frente, como figura da aliança da graça, o acordo salvador de Deus com o seu povo, e dá forte testemunho do Mediador, aquele que nos traz essa aliança e que é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

O coração da aliança é simples: Deus os toma para si como seu povo, e eles devem viver como povo dele. Devem ser estabelecidos para ele, dedicados a ele e dependentes dele. Em troca, ele será o Deus deles, conforme a aliança feita com os pais, Abraão, Isaque e Jacó, que são apresentados como exemplos de fé e obediência. Se as pessoas considerarem com seriedade sua relação com Deus e o dever que acompanha pertencer a ele, isso já é suficiente para conduzi‑las tanto às obrigações quanto aos consolos da aliança.

O principal motivo para renovar a aliança aqui era protegê‑los da idolatria, o culto a falsos deuses. Outros pecados podiam destruí‑los, mas esse era o mais perigoso para arruiná‑los como nação. Moisés relembra o perigo a que estavam expostos: eles tinham vivido no Egito, uma terra cheia de idolatria, e talvez ainda restassem entre eles vestígios daquela influência. Também tinham passado por outras nações, como edomitas e moabitas, e visto suas práticas abomináveis e seus ídolos. Alguns poderiam ter sido atraídos para aqueles deuses visíveis, feitos de madeira ou pedra, justamente por poderem vê‑los, em vez de adorarem o Deus invisível, que nunca tinham visto.

Moisés lhes dá um aviso bem claro. Se se desviarem de Deus para os ídolos, o farão por sua própria conta e risco. Se os mandamentos da aliança não forem suficientes para contê‑los, então as maldições da aliança o serão. A idolatria traria ruína primeiro à pessoa individualmente e depois à sua família. O perigo começa no coração, no desviar interior de Deus. Uma pessoa vai deixando o Deus vivo por ídolos mortos por causa da incredulidade e da atração de desejos e imaginações pessoais. Quando se começa a negligenciar a Deus, facilmente se é levado atrás de outros deuses. E, ao escolher outros deuses, na prática se está abandonando o Deus verdadeiro, porque ele não repartirá o seu lugar com rivais. Ele será tudo, ou nada.

Em segundo lugar, o falso adorador é como uma raiz que produz veneno amargo, fel e absinto. Ele é uma pessoa perigosa, envenenada por crenças e desejos malignos. Alimenta um desprezo oculto pelo Deus de Israel e pelos mandamentos de Deus, enquanto admira os deuses das nações. Por isso, procura de todas as maneiras corromper outros e levá‑los à idolatria, ao culto de falsos deuses. Seu fruto é como a meimendro, como diz (Oséias 10:4), e como o absinto. Isso provoca profunda indignação em Deus e terminará em grande amargura para todos os que forem enganados por ele.

O apóstolo adverte contra o mesmo tipo de perigo em (Hebreus 12:15). Pessoas assim são como ervas daninhas num campo. Se forem deixadas em paz, espalham‑se por todo o terreno. Um pouco de fermento faz levedar toda a massa. Assim também, um pouco de falso ensino pode contaminar toda uma comunidade.

Em terceiro lugar, esse homem se sente seguro “ao sol”, isto é, promete a si mesmo paz enquanto continua vivendo em pecado. Em (Deuteronômio 29:19) ele ouve as palavras da maldição, de modo que não pode alegar ignorância. Mesmo assim, abençoa a si mesmo em seu coração. Imagina que ficará fora do alcance da ira do Deus de Israel porque confia em seus ídolos. Na prática, diz: “Terei paz”, embora siga a obstinação do seu próprio coração em vez do mandamento de Deus. A expressão “para acrescentar a embriaguez à sede” significa ir acumulando um pecado sobre o outro.

Os idólatras muitas vezes eram como beberrões. Eram fortemente apegados a seus ídolos e se esforçavam muito para atrair outros também. Seu culto normalmente vinha acompanhado de desregramento e banquetes (1 Pedro 4:3); por isso, essa advertência atinge também os beberrões, em especial os beberrões de Efraim. Eles voltam ao seu pecado, mesmo depois de já terem sentido o dano que ele causa (Provérbios 23:35). Os que se embriagavam em honra aos ídolos estavam entre os piores bêbados. Muitos vivem debaixo da maldição de Deus e ainda assim se abençoam a si mesmos, mas apenas se enganam. As pessoas estão perto da ruína, e dificilmente se arrependerão, quando se convenceram de que terão paz enquanto continuam no pecado. A embriaguez endurece o coração e embota a consciência tanto quanto qualquer outro pecado. Também exerce um tipo estranho de atração, mesmo depois de a pessoa ter sofrido por causa dela, e frequentemente leva quem bebe a arrastar outros consigo (Habacuque 2:15). A idolatria é igualmente aprisionadora.

Em quarto lugar, o juízo de Deus contra tal pessoa é justo e severo, por causa tanto do pecado em si quanto da arrogância de dizer que terá paz enquanto prossegue na rebelião. Isso é como chamar a verdade eterna de mentira (Gênesis 3:4). Poucas advertências em toda a Escritura são mais terríveis do que esta. Os que pecam presunçosamente deveriam lê‑la e tremer. Não é um recurso para assustar crianças ou insensatos, mas uma declaração real da ira de Deus contra a perversidade humana e a conduta maligna (Deuteronômio 29:20, 21).

O Senhor não o poupará. Os dias de demora que ele abusou se esgotarão, e a misericórdia não será lembrada no meio do juízo. A ira e o zelo do Senhor, sua mais intensa indignação, fumegarão contra ele como uma fornalha. As maldições escritas na lei pousarão sobre ele; não apenas o atemorizarão por um momento, mas permanecerão sobre ele e o arrastarão ao mais profundo inferno (João 3:36). Seu nome será apagado, isto é, ele mesmo será eliminado, e sua memória se corromperá e desaparecerá com ele. Será separado para o mal, que é o sentido mais claro de maldição. Será cortado de toda a felicidade e de qualquer esperança dela, marcado para a miséria sem remédio. Tudo isso vem conforme as maldições da aliança, as mais temíveis de todas, porque são o juízo justo contra a graça desprezada.

A idolatria também arruinaria a nação. Trazendo pragas sobre a terra que permitiu crescer e se espalhar essa raiz de amargura. Na medida em que o pecado se espalhasse, o juízo também se espalharia. A ruína é descrita começando com pragas e enfermidades (Deuteronômio 29:22), como juízos menores, destinados a chamá‑los de volta. Se isso não surtisse efeito, terminaria em destruição total, como em Sodoma (Deuteronômio 29:23). A terra de Canaã antes havia sido como o jardim do Senhor em fertilidade, mas se tornaria desolada e estéril, como tem sido desde sua última devastação pelos romanos. O lago de Sodoma ficava perto da terra de Israel, de modo que eles tinham constantemente diante dos olhos um aviso contra a maldade de Sodoma. Mas, como não deram ouvidos a esse aviso, acabariam tornando‑se semelhantes a Sodoma, tanto na ruína quanto no pecado.

As gerações futuras haveriam de perguntar sobre a razão de tamanha destruição (Deuteronômio 29:22). Veriam que a nação se tornara o oposto daquilo que já fora, e ficariam espantadas ao comparar a história com a promessa. O estrangeiro e as nações ao redor, bem como indivíduos, perguntariam: “Por que o Senhor fez assim com esta terra?” (Deuteronômio 29:24). Grandes ruínas costumam deixar os que as contemplam atônitos (1 Reis 9:8, 9; Jeremias 22:8, 9). É hora de os vizinhos tremerem quando o juízo começa pela casa de Deus (1 Pedro 4:17).

A pergunta é incisiva: por que aconteceu isso com esta terra, esta boa terra, a glória de todas as terras, a terra que mana leite e mel? É lastimável que uma terra tão boa seja reduzida a desolação. Mas é mais que isso: trata-se da terra santa, a terra de Israel, um povo em aliança com Deus. É a terra de Emanuel, uma terra onde Deus era conhecido e adorado, e, ainda assim, foi devastada. Não é coisa inédita Deus trazer juízos devastadores sobre um povo que está tão perto dele em profissão exterior (Amós 3:2). Ele nunca faz isso sem justa causa. É correto buscar essa razão, para que se dê glória a Deus e se aprenda advertência para si mesmo.

Essa razão é declarada claramente. Todos diriam que foi porque abandonaram a aliança do Senhor, Deus de seus pais (Deuteronômio 29:25). Deus nunca abandona um povo antes que esse povo o abandone primeiro. Os que se afastam do Deus de seus pais, com justiça são expulsos da herança de seus pais. Eles foram e serviram a outros deuses (Deuteronômio 29:26), deuses que não conheciam e aos quais nada deviam, nem em gratidão nem em dever. Deus não criou as criaturas para serem servidas por nós, mas para nos servirem. Mesmo o bem que recebiam delas vinha apenas porque Deus o tornava possível. Por isso, devemos nós mesmos ao Criador, não às criaturas. Por essa razão Deus se irou contra eles (Deuteronômio 29:27) e, em sua ira, os arrancou da terra (Deuteronômio 29:28). Assim, por mais terrível que tenha sido a desolação, o Senhor foi justo em tudo, como reconhece Daniel 9:11-14.

A lei de Moisés deixa os pecadores debaixo da maldição e os expulsa da terra do Senhor. Mas a graça de Cristo, para com pecadores arrependidos e crentes, os planta novamente em sua terra, e nunca mais serão arrancados, porque são guardados pelo poder de Deus (Amós 9:15).

Moisés encerra sua profecia sobre a rejeição de Israel de modo semelhante ao que Paulo mais tarde faz ao concluir seu ensino sobre o mesmo assunto, quando começou a cumprir-se: “Quão insondáveis são os juízos de Deus, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Romanos 11:33). Assim, aqui ele diz: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus” (Deuteronômio 29:29). Alguns entendem isso como uma única frase: as coisas secretas do Senhor nosso Deus são reveladas a nós e a nossos filhos, na medida em que precisamos conhecê-las, e ele não tratou assim as outras nações. Mas é melhor entender como duas sentenças distintas.

Em primeiro lugar, somos advertidos a não sondar os planos ocultos de Deus nem tentar resolvê-los por conta própria. Deus já deu uma resposta suficiente à pergunta: “Por que o Senhor fez assim com esta terra?”. Essa resposta basta para justificar a Deus e nos servir de advertência. Mas, se alguém perguntar além disso por que Deus escolheu empregar tantos milagres para formar tal povo, se já previa claramente sua rebelião e ruína, ou por que não impediu isso por sua graça onipotente, ou ainda o que ele ainda pretende fazer com eles, são questões que não podem ser respondidas e, portanto, não devem ser levantadas. É presunção esquadrinhar os mistérios do governo de Deus ou inquirir sobre desígnios que não nos compete conhecer (Atos 1:7; João 21:22; Colossenses 2:18).

Em segundo lugar, somos exortados a nos ocupar com o que Deus de fato revelou. “As coisas reveladas pertencem a nós e a nossos filhos.” Embora Deus tenha mantido grande parte do seu conselho em segredo, revelou o suficiente para nos satisfazer e salvar. Ele não reteve nada que seja realmente bom para nós sabermos, apenas aquilo que não seria bom que soubéssemos.

Devemos aprender essas verdades reveladas e também ensiná-las a nossos filhos. Não apenas nos é permitido examiná-las, mas somos responsáveis por fazê-lo. Elas nos dizem respeito profundamente. São as regras segundo as quais devemos viver e as promessas nas quais devemos confiar. Por isso, precisamos aprendê-las com cuidado e transmiti-las com cuidado a nossos filhos.

Todo o nosso conhecimento deve resultar em prática. Esse é o propósito da revelação divina: não nos encher de ideias engenhosas ou de conversa interessante para nós e nossos amigos, mas levar-nos a cumprir todas as palavras desta lei e ser abençoados no que fazemos.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique Deuteronômio 29:10 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

✓ Sem cartão de crédito • ✓ 100% privado • ✓ 15 créditos grátis para começar

Deste capítulo

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.