Versículo em destaque
Deuteronômio 21:18 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" “Se um homem tiver um filho indócil e rebelde, que não obedeça às ordens de seu pai nem de sua mãe e permaneça insensível às suas correções, "
Deuteronômio 21:18
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
16 esse homem, no dia em que repartir os seus bens entre os seus filhos, não poderá dar o direito de primogenitura ao filho da mulher amada em detrimento do primogênito, filho da mulher desprezada.
17 Mas reconhecerá como primogênito o filho da mulher desprezada, dando-lhe uma porção dupla de todos os seus bens, porque esse filho é o primeiro fruto de seu vigor; é a ele que pertence o direito de primogenitura.”
18 “Se um homem tiver um filho indócil e rebelde, que não obedeça às ordens de seu pai nem de sua mãe e permaneça insensível às suas correções,
19 seu pai e sua mãe o tomarão e o levarão aos anciãos da cidade, à porta da localidade onde moram,
20 e lhes dirão: ‘Este nosso filho é indócil e rebelde; não nos ouve e vive na embriaguez e na dissolução’.
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
Aqui temos uma lei para o castigo de um filho rebelde. Na lei anterior, Deus protegia os filhos de serem privados do que era de direito deles. Aqui, ele também protege os pais de filhos que recusam a honra e a obediência que lhes são devidas. A lei de Deus é justa para ambos os lados.
O filho descrito aqui é contumaz e rebelde (Deuteronômio 21:18). Isso não fala de uma criança lenta para aprender ou de entendimento fraco, mas de alguém voluntarioso, decidido a seguir o próprio caminho. Ele age com arrogância para com os pais, despreza a autoridade deles, rejeita a correção, desobedece ordens dadas para o seu próprio bem e se recusa a ser formado. Ele traz vergonha à família, parte o coração dos pais, desperdiça os bens deles e ameaça arruinar o patrimônio com uma vida desregrada.
Ele é especialmente descrito como comilão e beberrão (Deuteronômio 21:20). Isso pode indicar que esses pecados eram precisamente aqueles contra os quais seus pais o tinham advertido com mais insistência, de modo que sua recusa evidenciava desobediência clara. Lemuel recebeu advertência semelhante de sua mãe (Provérbios 31:4). Os pais devem se esforçar diligentemente para advertir cedo os filhos contra a embriaguez, afastá‑los das ocasiões que levam a isso e ensiná‑los desde novos a odiar esse pecado vergonhoso e a negar a si mesmos. Ou pode significar que a embriaguez alimentava o orgulho e a teimosia dele contra os pais. A embriaguez arrasta as pessoas para todo tipo de mal e as endurece nele. Quando alguém se entrega à bebida, esquece a lei, inclusive o dever de honrar pai e mãe (Provérbios 31:5).
Seu próprio pai e sua própria mãe devem apresentar a acusação contra ele (Deuteronômio 21:19-20). Eles não podem executar a sentença de morte por conta própria; precisam levar o caso aos anciãos da cidade. Mesmo assim, a queixa vem carregada de dor: “Este nosso filho é contumaz e rebelde.” Os que se entregam ao vício e recusam correção acabam perdendo o afeto natural até dos parentes mais próximos. Aqueles que lhes deram a vida tornam‑se os que trazem sua culpa à luz. Filhos que esquecem seu dever devem culpar a si mesmos, e não aos pais, se o afeto se esfria. E, no juízo final de Deus, todo afeto natural será plenamente governado pelo amor divino, de tal maneira que até pais muito ternos concordarão com a condenação de filhos rebeldes, porque Deus será glorificado nisso para sempre.
A punição era o apedrejamento público pelos homens da cidade (Deuteronômio 21:21). Isso sustentava a autoridade dos pais e mostrava que Deus, nosso Pai comum, é zeloso por essa autoridade. Ela é uma das primeiras e mais antigas formas de poder que procedem dele. Se aplicada corretamente, essa lei removeria depressa o ímpio da terra (Salmo 101:8). Conteria a corrupção logo no início, cortando a parte podre cedo, pois quem é mau membro da família nunca será bom membro da comunidade. Também infundiria temor nos filhos e os moveria a obedecer aos pais. Então todo o Israel ouviria. Os judeus dizem que os anciãos que condenavam tal homem deviam enviar notícia por toda a nação, para que o juízo fosse conhecido em toda parte.
Há também aqui uma lei sobre o sepultamento dos corpos de malfeitores que fossem pendurados (Deuteronômio 21:22). Entre os judeus, enforcar até a morte não era o costume usual. Em vez disso, depois que certos criminosos, especialmente culpados de blasfêmia ou outros crimes gravíssimos, eram apedrejados, às vezes seus corpos já mortos eram pendurados por algum tempo como advertência pública. Isso expunha a vergonha do crime e fazia os outros temerem. Mas ainda assim, deviam ser retirados ao pôr do sol e sepultados. A lei, em essência, diz que isso já é punição suficiente. Que o crime e o criminoso sejam escondidos na sepultura.
Isso também manifestava respeito pelo corpo humano, mesmo no caso dos piores ofensores. O tempo de exposição do corpo era limitado pelo mesmo princípio que, em outra lei, limitava o número de açoites, para que um irmão não parecesse totalmente desonrado. Deus reserva para si o castigo além da morte. Para juízes humanos, nada mais pode ser feito. Por isso, é pertinente perguntar se pendurar corpos em correntes ou expor cabeças e membros seria compatível com cristãos que aguardam a ressurreição do corpo.
Havia ainda uma razão cerimonial para esse mandamento. Pela lei de Moisés, tocar em um cadáver tornava a pessoa cerimonialmente impura. Assim, corpos mortos não deviam ser deixados pendurados na terra, porque isso a contaminaria da mesma forma. Mas o versículo apresenta uma razão que aponta para Cristo: “maldito de Deus todo aquele que for pendurado no madeiro” significa que tal morte trazia a maior vergonha e humilhação públicas. Ela marcava um homem como estando sob a maldição de Deus, tanto quanto o castigo exterior podia mostrar. Quem o visse suspenso entre o céu e a terra pensaria nele como abandonado por ambos e indigno de qualquer um deles; por isso não devia permanecer ali a noite toda.
O apóstolo usa essa expressão quando diz que Cristo nos remiu da maldição da lei, fazendo‑se maldição por nós (Gálatas 3:13). Moisés, pelo Espírito, empregou a frase “maldito de Deus” para descrever uma morte extremamente vergonhosa. Mais tarde, ela pôde ser aplicada à morte de Cristo, mostrando que ele carregou por nós a maldição da lei. Isso exalta grandemente seu amor e fortalece poderosamente a nossa fé nele.
Como observa bem o bispo Patrick, essa passagem se aplica à morte de Cristo. Aponta para ele não só porque levou sobre si os nossos pecados e suportou vergonha pública, como aqueles criminosos que estavam sob a maldição de Deus, mas também porque foi tirado do madeiro maldito ao entardecer e sepultado. Os judeus tiveram um cuidado especial com isso, lembrando‑se dessa lei (João 19:31).
Isso mostrava que a culpa havia sido removida e a lei plenamente satisfeita, assim como se considerava satisfeita quando o criminoso ficava pendurado até o pôr do sol e nada mais era exigido. Então a maldição cessava, e assim acontece com os que pertencem a Cristo. Como a terra de Israel era purificada quando o corpo morto era sepultado, assim a igreja é lavada e purificada pela plena satisfação que Cristo realizou.
Deste capítulo
Deuteronômio 21:1
"“Quando, na terra que o Senhor, seu Deus, dará a você como possessão, for encontrado no campo o cadáver de um homem assassinado, sem que se saiba quem o feriu,"
Deuteronômio 21:2
"virão os seus anciãos e os seus juízes e medirão a distância entre o cadáver e as cidades dos arredores."
Deuteronômio 21:3
"Os anciãos da cidade mais próxima de onde a vítima foi encontrada tomarão uma novilha com a qual ainda não se tenha trabalhado e que ainda não tenha levado o jugo,"
Deuteronômio 21:4
"e a conduzirão a um vale banhado por um córrego cujas águas nunca sequem, onde não haja nem cultivo nem semeadura. Ali, no córrego, quebrarão a nuca da novilha."
Deuteronômio 21:5
"Em seguida, chegarão os sacerdotes levíticos, porque foi a eles que o Senhor, seu Deus, escolheu para serem seus ministros. Eles abençoarão em seu nome, pois são eles que julgam todo litígio e todo caso de ferimento."
Deuteronômio 21:6
"Então, todos os anciãos da cidade considerada a mais próxima do cadáver lavarão as mãos sobre a novilha cuja nuca quebraram no vale,"
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.