Versículo em destaque
Deuteronômio 2:8 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Passamos, portanto, longe de nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir, evitando o caminho da planície, assim como Elat e Asiongaber. Voltamos e tomamos o caminho em direção ao deserto de Moab. "
Deuteronômio 2:8
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
6 Comprarei deles, a preço de dinheiro, o necessário para alimentar vocês, e vocês pagarão até mesmo pela água que beberem,
7 porque o Senhor, seu Deus, abençoou você em todos os seus empreendimentos e cuidou de você durante sua marcha através desse vasto deserto. Já faz quarenta anos que o Senhor, seu Deus, está com você, e nada lhe faltou’.
8 Passamos, portanto, longe de nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir, evitando o caminho da planície, assim como Elat e Asiongaber. Voltamos e tomamos o caminho em direção ao deserto de Moab.
9 Então o Senhor me disse: ‘Não ataque os moabitas nem entre em guerra contra eles, porque não darei a você nada da terra deles; foi aos filhos de Ló que dei Ar como herança.
10 Antigamente, os emim habitavam nessa terra. Eram um povo grande, numeroso e de alta estatura, como os enacim.
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Moisés, ao falar dos edomitas, chama-os de “nossos irmãos, os filhos de Esaú” (Deuteronômio 2:8). Eles não haviam tratado Israel com bondade, pois recusaram passagem segura pelo seu território, mas, mesmo assim, Moisés usa a linguagem de parentesco. Mesmo quando parentes falham conosco, ainda devemos lembrar o vínculo que existe e cumprir o nosso dever, tanto quanto for possível diante de Deus.
Nessa parte do relato, Moisés apresenta o pano de fundo dos povos que está mencionando: moabitas, edomitas e amonitas. Em outras partes da Escritura já se sabe de quem eles descendem, mas aqui se explica como chegaram a habitar aquelas terras. Eles não foram os primeiros moradores daqueles lugares. Os moabitas passaram a viver numa terra que antes pertencia aos emins, um povo numeroso e temível, alto como os anaquins, ou talvez ainda mais terrível (Deuteronômio 2:10, 11). Os edomitas expulsaram os horitas do monte Seir e tomaram o seu território (Deuteronômio 2:12, 22; Gênesis 36:20). Os amonitas também se apossaram de uma região que pertencera a gigantes chamados zomzins, provavelmente os mesmos zuzins de Gênesis 14:5 (Deuteronômio 2:20, 21).
Moisés menciona ainda um caso mais antigo. Os caftorins, parentes dos filisteus (Gênesis 10:14), expulsaram os avins e se estabeleceram em seu lugar (Deuteronômio 2:23). Há quem entenda que esses avitas mais tarde possam ter migrado para a Assíria e se tornado o povo citado em 2 Reis 17:31. Todos esses acontecimentos são registrados por diversos motivos.
Primeiro, mostram como o mundo foi rapidamente repovoado depois do dilúvio. Em algumas regiões, a terra já estava tão disputada que um povo precisava desalojar outro para se estabelecer. Segundo, mostram que rapidez e força não determinam, em última análise, o resultado. Gigantes foram vencidos por povos de estatura comum. É provável que, como os gigantes antes do dilúvio (Gênesis 6:4), seu orgulho e sua maldade tenham atraído o juízo de Deus, e sua grande força não pôde protegê-los. Terceiro, lembram como as posses terrenas são instáveis. A propriedade muda de mãos com o tempo, à medida que uma família declina e outra cresce.
Quarto, essa história tinha o propósito de encorajar Israel enquanto avançava em direção a Canaã. Se a providência de Deus fizera isso em favor de moabitas e amonitas, então a promessa de Deus certamente bastaria para o seu povo especial. Ela também desmascara a incredulidade daqueles que temiam os filhos de Anaque, já que esses outros gigantes, comparáveis a eles, haviam sido derrotados (Deuteronômio 2:11, 21).
Moisés então descreve a caminhada de Israel rumo a Canaã. Eles passaram pelo deserto de Moabe (Deuteronômio 2:8) e mais adiante atravessaram o ribeiro ou vale de Zerede (Deuteronômio 2:13). Nesse ponto Moisés destaca que o aviso de Deus estava se cumprindo. O Senhor havia declarado que nenhum dos homens contados no monte Sinai veria a terra prometida (Números 14:23). Agora, quando Israel enfim se voltava para Canaã e praticamente já podia avistá-la, Moisés observa que toda a geração antiga havia morrido, e não restava sequer um homem (Deuteronômio 2:14).
Na vida comum, cerca de trinta e oito anos já bastam para que surja uma geração nova enquanto a antiga, em grande parte, desaparece. Aqui, porém, a substituição foi total. Somente Calebe e Josué restaram da primeira geração, porque a mão do Senhor estava contra os demais (Deuteronômio 2:15). Aqueles a quem Deus resiste vão se consumindo até desaparecerem. Israel não foi chamado a lutar contra os cananeus enquanto todos os antigos soldados, acostumados às durezas e treinados para a guerra no Egito, não tivessem morrido (Deuteronômio 2:16). Assim, quando um exército novo, formado e treinado no deserto, conquistasse Canaã, ficaria evidente que o poder pertencia a Deus, e não aos homens.
Moisés também adverte Israel a não afligir os moabitas nem os amonitas, nem tomar parte alguma de sua terra. “Não os molestes nem contendas com eles” (Deuteronômio 2:9). Mesmo que os moabitas tivessem desejado a destruição de Israel (Números 22:6), Israel não devia procurar a sua ruína. Se outros intentam o mal contra nós, isso não nos autoriza a retribuir-lhes o mal.
Moisés apresenta duas razões para que moabitas e amonitas fossem deixados em paz. Primeiro, eram descendentes de Ló, o homem justo que manteve sua integridade em Sodoma (Deuteronômio 2:9, 19). Muitas vezes, os filhos recebem bênçãos terrenas por causa da piedade dos pais, ainda que eles próprios não sigam plenamente a mesma fé. Segundo, a terra em que viviam lhes fora dada por Deus, e não estava destinada a Israel. Mesmo os ímpios têm direito às posses externas que Deus lhes permite conservar, e ninguém deve roubá-los. Como o joio que permanece no campo até a ceifa, eles recebem um lugar por algum tempo. Deus concede e mantém bens materiais até mesmo aos ímpios, para mostrar que essas coisas não são os melhores bens. Ele reservou coisas muito melhores para seus próprios filhos.
Deste capítulo
Deuteronômio 2:1
"“Partindo dali, fomos para o deserto em direção ao mar Vermelho, segundo a ordem do Senhor, e andamos muito tempo ao redor do monte Seir."
Deuteronômio 2:2
"Então o Senhor me disse:"
Deuteronômio 2:3
"‘Basta de andar em volta deste monte; dirijam-se para o norte."
Deuteronômio 2:4
"Ordene ao povo: vocês atravessarão o território de seus irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir. Eles têm medo de vocês;"
Deuteronômio 2:5
"mas tenham cuidado para não entrar em luta contra eles, porque não darei a vocês nada da terra deles, nem mesmo a medida de um pé; foi a Esaú que dei a propriedade das montanhas de Seir."
Deuteronômio 2:6
"Comprarei deles, a preço de dinheiro, o necessário para alimentar vocês, e vocês pagarão até mesmo pela água que beberem,"
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