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Deuteronômio 16:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" “No mês das espigas, cuide de celebrar a Páscoa em honra do Senhor, seu Deus, porque foi nesse mês que ele fez você sair do Egito, durante a noite. "

Deuteronômio 16:1

menu_book Versículo no contexto

1 “No mês das espigas, cuide de celebrar a Páscoa em honra do Senhor, seu Deus, porque foi nesse mês que ele fez você sair do Egito, durante a noite.

2 Você imolará ao Senhor, seu Deus, em sacrifício pascal, gado grande e miúdo, no lugar que ele tiver escolhido para aí residir o seu nome.

3 Você não comerá pão fermentado com essas vítimas; durante sete dias comerá pão sem fermento, um pão de aflição, porque saiu às pressas do Egito, para assim se lembrar, durante toda a sua vida, do dia de sua partida.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Grande parte da vida de Israel com Deus era mantida viva por meio das três grandes festas anuais. Essas festas, e as leis a respeito delas, já haviam sido dadas antes, mas são repetidas aqui. Elas mantinham a fé visível na nação e faziam o povo se lembrar, de modo concreto, das obras de Deus no meio deles.

A primeira festa é a Páscoa, um evento solene tão importante que deu peso a todo o mês. “Guarda o mês de Abibe” significa que eles deviam prestar atenção especial a esse mês (Deuteronômio 16:1). Embora apenas uma semana fosse separada como festa, os dias antes e depois deveriam ser marcados por séria preparação, reflexão e gratidão. Abibe, ou mês dos novos frutos, corresponde aproximadamente a parte de março e parte de abril, e Deus o fez o primeiro mês do ano para que nunca se esquecessem do livramento do Egito (Êxodo 12:2).

Eles deviam celebrar a Páscoa em memória da noite em que Deus os tirou do Egito. A menção de que foi “de noite” aponta para aquela noite de livramento, ainda que eles não devessem sair de suas casas até pela manhã (Êxodo 12:22). Em seguida, a lei da festa é explicada em detalhes.

Em primeiro lugar, o sacrifício pascal só poderia ser oferecido no lugar que Deus escolhesse (Deuteronômio 16:2), e em nenhum outro lugar (Deuteronômio 16:5-7). A própria Páscoa era um sacrifício; por isso Cristo, nossa Páscoa, é dito como tendo sido sacrificado por nós (1 Coríntios 5:7). Outros sacrifícios também eram oferecidos durante os sete dias da festa (Números 28:19 e seguintes), e estes estão incluídos aqui. O povo não era livre para inventar sua própria forma de culto. Precisavam ir ao lugar onde Deus colocara o seu nome, e isso os mantinha voltados para ele, e não para si mesmos (Deuteronômio 16:2, 6).

Terminada a festa, podiam voltar para as suas tendas (Deuteronômio 16:7). Alguns entenderam isso como permissão para partir na manhã seguinte à refeição pascal, mas o primeiro dia da festa era em si mesmo uma santa convocação, não um dia para se dispersar (Levítico 23:7; Números 28:18). O sentido é melhor compreendido assim: depois de concluída toda a festa, deviam voltar para suas cidades. Na prática, eles permaneciam juntos durante toda a semana (2 Crônicas 35:17).

Em segundo lugar, deviam comer pães asmos por sete dias, e não se devia ver fermento algum em toda a sua terra (Deuteronômio 16:3, 4, 8). Esse pão é chamado de “pão da aflição” por ser simples e duro, apropriado para um povo que se recordava da escravidão e da pressa. Ele os fazia lembrar do sofrimento do cativeiro e da urgência com que saíram do Egito, sem tempo para a massa levedar. Escritores judeus relatam que, na refeição pascal, o chefe da família partia esse pão e dava um pedaço a cada pessoa, dizendo, em essência: “Este pão representa o pão da aflição que os pais de vocês comeram no Egito.”

O apóstolo Paulo dá o sentido espiritual dessa festa à luz de Cristo (1 Coríntios 5:7). Já que Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós, devemos guardar a festa de maneira santa. Isso significa uma vida livre de maldade para com o próximo e de hipocrisia para com Deus, com sinceridade e amor semelhantes a um pão sem fermento. A festa tinha por objetivo fazê-los lembrar o dia em que saíram do Egito, não apenas uma vez por ano, mas ao longo de toda a vida (Deuteronômio 16:3). De modo semelhante, nós lembramos, em tempos determinados, da morte de Cristo, para que a tenhamos em mente sempre e vivamos para aquele que morreu e ressuscitou por nós.

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