Baruc 6:1
É por causa dos pecados que vocês cometeram contra Deus que vocês vão ser deportados para a Babilônia como prisioneiros por Nabucodonosor, rei dos babilônios.
Entenda os temas principais e aplique Baruc 6 na sua vida hoje
73 versículos | Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
É por causa dos pecados que vocês cometeram contra Deus que vocês vão ser deportados para a Babilônia como prisioneiros por Nabucodonosor, rei dos babilônios.
Quando vocês chegarem à Babilônia, será para ficarem lá por muito tempo, durante longos anos, até sete gerações. Depois disso, porém, farei com que vocês voltem em paz.
Vocês verão na Babilônia deuses de prata, ouro e madeira, deuses que são carregados nos ombros e que, não obstante, inspiram temor aos pagãos.
Quanto a vocês, previnam-se! Não imitem esses estrangeiros, deixando que também o temor desses deuses se aposse de vocês.
Quando vocês virem a multidão comprimir-se em torno deles para adorá-los, digam no silêncio de seus corações: “É somente a ti, Senhor, que devemos adorar”.
Porque meu anjo estará ao lado de vocês e poderia vingar-se na vida de vocês.
A língua desses deuses é polida por um artista. Mas, apesar de dourados e prateados, são falsos e incapazes de falar.
Como se fosse para uma donzela apaixonada por enfeites, eles pegam ouro
e confeccionam coroas para serem colocadas nas cabeças de suas divindades. Acontece até que os sacerdotes roubam o ouro e a prata para utilizá-los em proveito próprio,
ou para presentear prostitutas que mantêm em suas casas. Eles enfeitam com lindas vestes, como se fossem homens, (esses deuses) de prata, de ouro ou madeira,
enquanto estes nem sequer são capazes de defender-se contra a ferrugem e os vermes. Vestem-nos de púrpura;
precisam, porém, tirar-lhes do rosto a poeira que neles se acumula.
O deus possui um cetro como se fosse governador de província, mas é incapaz de condenar à morte aqueles que se rebelam contra ele.
Ostenta na mão o machado e a espada, mas nem pode proteger-se contra um inimigo ou um ladrão. Disso se pode concluir que não são deuses. Vocês não têm por que temê-los.
Quando a ferramenta de um homem se quebra, perde a utilidade. Assim também acontece com seus deuses.
Se vocês os colocarem em um templo, os olhos deles se encherão da poeira levantada pelos pés dos visitantes.
Quando um homem ofende o rei, as portas da prisão se fecham atrás dele, porque será conduzido à morte. Assim, os sacerdotes defendem os templos por meio de portas munidas de fechaduras e ferrolhos, a fim de impedir que ladrões venham roubar os deuses.
E acendem mais luzes do que eles mesmos precisam, enquanto os deuses não podem vê-las,
porque são apenas como vigas de seu templo, cujo coração também está corroído. E eles nem percebem os vermes que fervilham no solo e que vêm devorá-los, assim como suas vestes.
A fumaça que se desprende do templo escurece-lhes o rosto.
Morcegos, andorinhas e outras aves esvoaçam em torno de seus corpos, e gatos saltam sobre eles.
De tudo isso vocês podem concluir que não são deuses e que não lhes devem respeito algum.
O ouro que os reveste serve, sem dúvida, para embelezá-los, mas, se o ouro não for polido, eles não brilham. E nem sentiram quando foram fundidos.
Foram comprados por preço exorbitante, embora neles nem sequer exista um sopro de vida.
Como não possuem pés, devem ser carregados nos ombros, revelando assim a todos a sua ignomínia. Muito mais, porém, seus servos deveriam envergonhar-se,
pois, se algum deus vier a cair por terra, não poderá levantar-se por si mesmo; alguém virá colocá-lo novamente de pé, pois ele é incapaz de qualquer movimento. E, se o colocarem obliquamente, não poderá endireitar-se. São como cadáveres diante das oferendas que lhes trazem.
Os sacerdotes, porém, vendem essas ofertas em proveito próprio, e suas mulheres as preparam sem repartir nada com os pobres e os infelizes.
As mulheres em seu estado de impureza e as que deram à luz tocam nesses sacrifícios. Portanto, vocês podem reconhecer muito bem que não são deuses. Não tenham, pois, respeito algum por eles.
Como poderiam eles ser chamados deuses? Pois há mulheres que tomam parte no culto desses ídolos de prata, de ouro e de madeira!
E, nos templos deles, os sacerdotes sentam-se com as vestes rasgadas, a cabeça descoberta e os cabelos e as barbas raspados!
Gritam e clamam diante de seus ídolos, como se estivessem no festim de um morto.
E roubam-lhes as vestimentas e com elas presenteiam suas mulheres e seus filhos.
São incapazes de retribuir, quer lhes façam o bem, quer o mal. Nem mesmo poderiam aclamar um rei ou destroná-lo.
Nem podem dar ricos presentes, nem (a mais vil) moeda. Se alguém não cumprir os votos que lhes fez, eles nem podem protestar.
Tampouco lhes é dado proteger alguém da morte ou arrancar o fraco das mãos do mais forte.
Não possuem o poder de dar vista ao cego, nem de salvar alguém da miséria.
Não se compadecem da viúva e não fazem bem algum ao órfão.
Como pedras da montanha são esses ídolos de madeira, dourada ou prateada, e seus servos deveriam envergonhar-se deles.
Como, pois, crer em tais deuses e assim chamá-los?
Os próprios caldeus os afrontam. Quando lhes apresentam um mudo, levam-no a Bel, suplicando-lhe que dê voz ao mudo, como se o deus pudesse ouvir alguma coisa.
E, embora saibam muito bem disso, não conseguem deixar de agir assim, tão falhos de inteligência são.
Mulheres, cingidas de cordas, vão sentar-se à beira dos caminhos e ali fazem fumaça, queimando sementes.
Quando uma delas é levada por um transeunte e dorme com ele, zomba da vizinha por não ter recebido semelhante honra e por sua corda não ter sido rompida.
É apenas mentira tudo quanto se faz diante deles. Como se poderá, então, acreditar e proclamar que sejam deuses?
Foram confeccionados por artífices e ourives e não poderiam ser diferentes daquilo que seus artífices quiseram que fossem.
E, se estes não chegam à idade avançada,
como poderia ser diferente a obra de suas mãos? Assim, deixam a seus descendentes apenas engano e vergonha.
Sobrevenham guerras ou calamidades, e eis que os sacerdotes entram em conciliábulos a fim de saber onde deverão ocultar-se com seus ídolos.
Como acreditar, então, que sejam deuses aqueles que são incapazes de salvar-se da guerra ou de qualquer outra calamidade?
Mais tarde se saberá que os ídolos de madeira dourada ou prateada são apenas engano. E, aos olhos de todos os povos e de todos os reis, ficará evidente que não são deuses, mas obras de mãos humanas, já que nada de divino se encontra neles.
Estudo do capítulo por email
Receba Escritura, oração e um próximo passo simples conectado a este capítulo.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.