Baruc 2:1
Assim, o Senhor executou a ameaça que havia pronunciado contra nós e contra os nossos chefes que governavam Israel, os nossos reis e príncipes e todo Israel e Judá;
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35 versículos | Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Assim, o Senhor executou a ameaça que havia pronunciado contra nós e contra os nossos chefes que governavam Israel, os nossos reis e príncipes e todo Israel e Judá;
a ameaça de lançar sobre nós calamidades tais como nunca, sob o céu, ocorreram semelhantes ao que se passou em Jerusalém. Viu-se realizar o que se encontra na Lei de Moisés:
cada um de nós chegou a comer a carne do filho ou da filha.
Entregou-os ao domínio de todos os reinos que nos cercavam e os tornou objeto de opróbrio e maldição para todos os povos em cujo meio o Senhor os havia dispersado.
Assim, passaram a ser súditos em vez de senhores, porque pecamos contra o Senhor, nosso Deus, e não atendemos à sua voz.
O Senhor, nosso Deus, é justo. Nós é que hoje devemos corar de vergonha, assim como nossos pais.
Aconteceram todas as calamidades com que o Senhor nos havia ameaçado.
E nós não tentamos abrandar a cólera do Senhor contra nós, renunciando aos pensamentos perversos de nosso coração.
E assim, o Senhor, que velava sobre a calamidade, desencadeou-a sobre nós. Todavia, o Senhor é justo em todos os acontecimentos que nos impôs
porque não prestamos nenhuma atenção ao seu aviso, que consistia em seguir os mandamentos que o Senhor nos havia imposto.
E agora, Senhor, Deus de Israel, que fizeste teu povo sair do Egito pela força de tua mão, com milagres e prodígios, por efeito do poder de teu braço, e criaste um nome que permanece até hoje:
pecamos, é verdade, e procedemos como ímpios, Senhor, nosso Deus, praticando o mal contra todos os teus preceitos.
Digna-te desviar de nós a tua cólera, porque não passamos de uns poucos restantes entre as nações pelas quais nos dispersaste!
Atende, Senhor, à nossa prece suplicante e, por teu amor, salva-nos. Faz-nos encontrar perdão diante dos olhos daqueles que nos deportaram,
a fim de que o mundo saiba que tu és o Senhor, nosso Deus. Porventura, não é de teu nome que provém o de Israel e de sua linhagem?
Lança, Senhor, teu olhar sobre nós, lá do alto de tua morada santa, e atende à nossa voz. Inclina teus ouvidos, Senhor, a fim de nos ouvir.
Abre teus olhos e volta-os sobre nós! Não são os mortos das moradas subterrâneas, cujo sopro se desprendeu de suas entranhas, que rendem glória ao Senhor e louvam sua justiça,
mas sim a alma viva, por mais oprimida que esteja pela tristeza, aquele que caminha curvado e exausto, com o olhar desfalecido e a alma sofrendo de fome — estes te rendem glória e louvam a tua justiça, ó Senhor.
Não é em nome dos méritos de nossos pais e reis que te apresentamos nossa súplica, Senhor, nosso Deus.
Pois (é com razão) que desencadeaste sobre nós a tua cólera e teu furor, como predisseste por intermédio dos profetas, teus servos.
‘Assim diz o Senhor: dobrem a cerviz e sirvam ao rei da Babilônia; assim vocês permanecerão na terra que dei aos pais de vocês.
Se vocês não atenderem ao aviso que o Senhor, Deus de vocês, lhes deu, de se submeterem ao rei da Babilônia,
farei calar, nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, os gritos de alegria e júbilo, o cântico do noivo e da noiva, e a terra inteira se transformará em um deserto inabitável.’
Entretanto, não escutamos teu apelo para que nos submetêssemos ao rei da Babilônia. E executaste a ameaça que havias ordenado que os profetas, teus servos, proferissem: que os ossos de nossos reis e pais fossem arrebatados de suas sepulturas.
E lá estão eles, expostos ao calor dos dias e ao frio das noites, após a morte de nossos pais no sofrimento cruel da fome, da espada e da peste.
Assim, foi por causa da malícia da casa de Israel e de Judá que reduziste o povo que de ti recebeu o nome ao estado em que hoje se encontra.
E ainda, foi por tua bondade e misericórdia, Senhor, nosso Deus, que agiste conosco,
como declaraste por intermédio de teu servo Moisés, no dia em que o impeliste a gravar por escrito a tua Lei na presença dos israelitas:
“Se vocês não escutarem a minha voz, esta grande e vasta multidão será reduzida a um punhado de homens entre as nações pelas quais os dispersarei.
Bem sei que não me escutam. É um povo recalcitrante. Contudo, na terra do exílio, tomarão esse caso a peito,
reconhecendo que sou eu o Senhor e Deus. Então lhes darei um coração apto a compreender e ouvidos dóceis.
E lá, na terra do exílio, eles me renderão louvores e se recordarão de meu nome.
Diante da lembrança do destino de seus pais, que pecaram contra o Senhor, renunciarão às suas obstinações e ao seu procedimento perverso.
Então eu os trarei para a terra que, sob juramento, havia prometido a seus pais, Abraão, Isaac e Jacó. Dela retomarão posse, e eu os multiplicarei ali, e seu número não mais diminuirá.
Com eles estabelecerei uma aliança eterna; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. E jamais expulsarei Israel, meu povo, da terra que lhe outorguei”.
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