Versículo em destaque
Atos 7:51 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Homens de dura cerviz e de corações e ouvidos incircuncisos! Vocês sempre resistem ao Espírito Santo. Assim como procederam os pais de vocês, vocês também procedem! "
Atos 7:51
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
49 O céu é o meu trono, e a terra, o escabelo dos meus pés. Que casa vocês me edificarão? — diz o Senhor. Qual é o lugar do meu repouso?
50 Por acaso não foi minha mão que fez tudo isto?
51 Homens de dura cerviz e de corações e ouvidos incircuncisos! Vocês sempre resistem ao Espírito Santo. Assim como procederam os pais de vocês, vocês também procedem!
52 A qual dos profetas os pais de vocês não perseguiram? Mataram os que prediziam a vinda do Justo, do qual vocês agora têm sido traidores e homicidas.
53 Vocês, que receberam a Lei pelo ministério dos anjos e não a guardaram...”.
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Estevão vinha caminhando para mostrar que, assim como o templo passaria, também o serviço ligado ao templo chegaria ao fim. A glória de ambos deveria ceder lugar à adoração do Pai em espírito e em verdade, estabelecida no reino do Messias, livre das cerimônias vistosas da antiga lei. Mas ele percebeu que eles não suportariam ouvir isso, então interrompeu esse raciocínio e passou a uma repreensão mais incisiva.
Eles tinham ouvido com paciência enquanto ele contava a história do Antigo Testamento, pois era um tipo de conhecimento do qual se orgulhavam. Porém, quando Estevão deu a entender que o poder e o controle deles precisavam cair, e que a igreja deveria ser governada por santidade, amor e uma mente voltada para o céu, não quiseram mais escutá-lo. Então, cheio de sabedoria, coragem e poder, ele expôs o verdadeiro caráter deles. Se não aceitassem o evangelho como testemunho a favor deles, o evangelho se tornaria testemunho contra eles.
Como seus pais, eram obstinados e não queriam ser transformados pelos muitos meios que Deus usou para recuperá-los e reformá-los. Eram de dura cerviz, isto é, não queriam inclinar sua vontade ao governo de Deus, como um novilho que se recusa a aceitar o jugo (Atos 7:51). Uma cerviz dura é o mesmo que um coração endurecido, fixo em seu próprio caminho e resistente a se submeter. Essa marca de dureza já acompanhava a nação de Israel há muito tempo (Êxodo 32:9; Êxodo 33:3; Êxodo 33:5; Êxodo 34:9; Deuteronômio 9:6; Deuteronômio 9:13; Deuteronômio 31:27; Ezequiel 2:4).
Eles também eram incircuncisos de coração e ouvidos. Exteriormente eram judeus, portadores do sinal da circuncisão, mas interiormente eram como gentios, com coração e ouvidos não consagrados a Deus (Jeremias 9:26). Seus desejos pecaminosos impediam que ouvissem a voz de Deus, e o coração se mantinha duro contra aquilo que era mais solene e mais comovente. Não possuíam a circuncisão interior, feita sem mãos, isto é, o despojar da natureza pecaminosa (Colossenses 2:11).
Não apenas permaneciam inalterados diante dos esforços de Deus para reformá-los; eles se irritavam contra esses esforços. Estevão declara: “Vós sempre resistis ao Espírito Santo.” Resistiam ao Espírito Santo quando ele falava pelos profetas, a quem eles se opunham, zombavam, odiavam e perseguiam. É principalmente isso que ele quer dizer aqui, como mostram as palavras seguintes: “A qual dos profetas vossos pais não perseguiram?” Ao perseguirem e silenciarem aqueles que falavam pelo Espírito Santo, resistiam ao próprio Espírito Santo.
Seus pais tinham resistido ao Espírito Santo nos profetas enviados por Deus, e eles faziam o mesmo com os apóstolos e ministros de Cristo, que falavam pelo mesmo Espírito. Na verdade, esses mensageiros posteriores tinham dons ainda maiores, e mesmo assim eram resistidos ainda mais. Eles também resistiam ao Espírito Santo quando ele agia em suas consciências. Não aceitavam as convicções e advertências interiores. O Espírito de Deus lutava com eles, como havia lutado com o povo antes do dilúvio, mas eles continuavam preferindo seus desejos corruptos às convicções e se rebelavam contra a luz.
Há em nossos corações pecaminosos algo que sempre resiste ao Espírito Santo. A carne luta contra o Espírito e contra seus impulsos. Mas, no povo escolhido de Deus, quando chega o tempo determinado, essa resistência é vencida. Depois dessa luta, Cristo assume o trono na alma, e todo pensamento altivo que se levantava contra ele é trazido cativo à sua obediência (2 Coríntios 10:4; 2 Coríntios 10:5). Por isso, a graça que realiza essa mudança é melhor chamada de graça conquistadora do que apenas graça irresistível.
Como seus pais, eles perseguiam e matavam aqueles que Deus enviava para chamá-los ao dever e oferecer misericórdia. Seus pais tinham sido perseguidores constantes e cruéis dos profetas do Antigo Testamento (Atos 7:51). Não havia profeta que, em algum momento, não fosse atacado. Mesmo nos melhores reinados, quando os governantes não os perseguiam diretamente, uma parte hostil da nação zombava e os maltratava. A maioria acabou sendo morta, às vezes com aparência de legalidade, às vezes por explosões de fúria popular. O que agravava esse pecado era que os profetas haviam anunciado de antemão a vinda do Justo, revelando o benigno propósito de Deus de enviar o Messias no tempo certo. Homens que traziam notícias tão boas deveriam ter sido acolhidos e honrados, mas foram tratados como os piores criminosos.
Eles também foram traidores e homicidas do próprio Justo, como Pedro já havia declarado (Atos 3:14; Atos 3:15; Atos 5:30). Pagaram a Judas para trair Jesus e, na prática, pressionaram Pilatos até que o condenasse. Assim, a acusação recai com justiça sobre eles como traidores e assassinos. Mostraram ser verdadeiros filhos daqueles que mataram os profetas que haviam anunciado sua vinda, pois, ao matarem Jesus, provaram que teriam feito o mesmo com ele em uma época anterior. Desse modo, como Jesus havia advertido, trouxeram sobre si a culpa de todo o sangue dos profetas.
Eles também trataram com desprezo a revelação de Deus e se recusaram a ser guiados por ela. Isso tornava o pecado ainda maior, pois Deus havia dado a lei aos seus pais e o evangelho a eles, e ambos foram desperdiçados. Seus pais receberam a lei e não a guardaram (Atos 7:53). Deus lhes havia falado primeiro grandes verdades e depois as registrara por escrito, mas eles trataram a lei como algo estranho, como se não lhes dissesse respeito. Diz-se que a lei foi recebida por ministério de anjos porque estes participaram solenemente de sua promulgação, em meio a trovões, relâmpagos e som de trombeta.
A lei foi dada com grande honra. Foi ordenada por meio de anjos (Gálatas 3:19), e Deus é descrito como vindo com miríades de seus santos para dar a lei (Deuteronômio 33:2). Ela também foi anunciada por meio de anjos (Hebreus 2:2). Tudo isso conferia honra tanto à lei quanto ao Legislador, e deveria ter aprofundado o respeito deles por ambos.
Mesmo assim, os que receberam a lei não a guardaram. Quebraram-na imediatamente, de forma grave, ao fazerem o bezerro de ouro. Também receberam o evangelho, agora não transmitido por anjos, mas pelo Espírito Santo, não com som de trombeta, mas com o dom ainda mais impressionante de línguas. E, ainda assim, não o abraçaram.
Eles se recusaram a ceder à prova mais clara, assim como seus pais. Estavam decididos a não obedecer a Deus, fosse na sua lei ou no seu evangelho. É provável que Estevão ainda tivesse muito a dizer, e teria dito se o tivessem deixado. Mas ele lidava com homens ímpios e irracionais, incapazes de ouvir a razão, tanto quanto de falá-la.
Deste capítulo
Atos 7:1
"Então o sumo sacerdote lhe perguntou: “É realmente assim?”."
Atos 7:2
"Ele respondeu: “Irmãos e pais, escutem. O Deus da glória apareceu ao nosso pai Abraão quando ele estava na Mesopotâmia, antes de ir morar em Harã."
Atos 7:3
"E lhe disse: Saia do seu país e do meio da sua parentela, e vá para a terra que eu lhe mostrarei."
Atos 7:4
"Ele saiu da terra dos caldeus e foi morar em Harã. Dali, depois que seu pai faleceu, Deus o fez passar para esta terra, na qual vocês agora habitam."
Atos 7:5
"Não lhe deu nela propriedade alguma, nem sequer um palmo de terra, mas prometeu dá-la a ele como posse e, depois dele, à sua posteridade, quando ainda não tinha filho algum."
Atos 7:6
"Foi assim que Deus falou: Sua descendência habitará em terra estrangeira, será reduzida à escravidão e maltratada durante quatrocentos anos."
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