Versículo em destaque
Atos 2:5 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Estavam então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. "
Atos 2:5
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
3 Então apareceu a eles uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.
4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5 Estavam então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu.
6 Ao ouvir aquele ruído, muita gente se reuniu e se maravilhava com o fato de que cada um os ouvia falar em sua própria língua.
7 Profundamente impressionados, manifestavam sua admiração: “Por acaso, não são galileus todos estes que estão falando?
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Aqui vemos a atenção pública que se volta para esse dom extraordinário que os discípulos receberam de repente. Havia em Jerusalém, por causa da festa de Pentecostes, uma multidão maior do que o comum. Entre eles estavam judeus piedosos, homens de fato tementes a Deus, e também prosélitos, isto é, gentios que haviam se unido à fé de Israel.
Alguns desses prosélitos eram membros plenos da congregação judaica, tendo sido circuncidados. Outros eram chamados “prosélitos da porta”: tinham abandonado a idolatria e adoravam o Deus verdadeiro, mas não assumiam todo o jugo da lei cerimonial. Tinham vindo de muitas terras, praticamente de todas as regiões do mundo então conhecido, de modo que Jerusalém estava cheia de visitantes de lugares distantes.
Somos informados de várias regiões de onde vinham: Partos, medos, elamitas e os que habitavam na Mesopotâmia, povos do oriente. Depois é mencionado o povo da Judeia, embora ali também se notassem diferentes sotaques locais. Em seguida, aparecem os da Capadócia, do Ponto e da província chamada Ásia, junto com a Frígia e a Panfília, regiões mais ao oeste.
Havia ainda visitantes do Egito, das partes da Líbia próximas de Cirene, de Creta e da Arábia. Alguns eram judeus de nascimento, dispersos entre essas nações. Outros eram naturais dessas terras, que tinham se convertido à religião judaica. Como já observaram intérpretes antigos, os judeus estavam espalhados pela terra inteira, e dificilmente havia nação onde não se encontrasse ao menos alguns deles.
O que os trazia a Jerusalém nesse tempo não era apenas uma visita rápida por causa da festa. O texto diz que “estavam habitando” ali. Circulava uma expectativa geral de que o Messias estava para se manifestar, pois as “semanas” de Daniel haviam se cumprido, o cetro já tinha passado de Judá, e muitos esperavam que o reino de Deus estivesse prestes a irromper (Lucas 19:11).
Isso fez com que os mais zelosos e devotos se dirigissem a Jerusalém, desejosos de estar ali desde o princípio, quando o reino do Messias e suas bênçãos viessem. Então se segue o espanto desses estrangeiros ao ouvirem os discípulos falando em suas próprias línguas. A notícia do fenômeno parece ter se espalhado antes de todos se ajuntarem, e foi justamente essa notícia que atraiu a multidão, especialmente os que vinham de outras terras.
Eles notaram que os que falavam eram todos galileus, gente tida como simples e sem instrução, de quem não se esperava discurso refinado. Deus costuma escolher as coisas fracas e desprezadas para envergonhar as sábias e poderosas. O próprio Cristo era tido como galileu, e seus discípulos, de fato, eram galileus, homens sem formação escolar.
Mesmo assim, falavam com clareza e fluência nas línguas nativas dos ouvintes. Cada pessoa ouvia os apóstolos falando na língua em que havia nascido (Atos 2:8). Os partos ouviam o seu idioma, os medos o deles, e assim sucessivamente. Todos diziam: “Nós os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus” (Atos 2:11).
Essas “grandezas de Deus” eram as grandes obras de sua graça e do seu poder. É provável que os apóstolos estivessem anunciando a Cristo, a redenção por meio dele e as bênçãos do evangelho. Eles exaltavam a Deus por essas grandes obras e instruíam o povo a respeito delas na língua dos ouvintes. Isso tornava a mensagem mais compreensível e mostrava um cuidado especial de Deus para com esses visitantes.
Ao mesmo tempo, apontava para a futura propagação da verdade de Deus entre as nações. Os registros sagrados das maravilhas de Deus não foram dados para permanecer confinados a um único idioma. As Escrituras devem ser lidas, e o culto público prestado, nas línguas comuns dos povos. Esse dom de línguas era um sinal para os incrédulos, assim como é explicado que as línguas são para sinal (1 Coríntios 14:22).
O povo ficou atônito, e a forma de descrever isso mostra que ficaram profundamente impressionados e confusos. Não sabiam como explicar o que viam e ouviam, e perguntavam uns aos outros o que aquilo poderia significar. Muitos se perguntavam se não seria o início do reino do Messias. A cena era tão marcante que, como Moisés diante da sarça ardente, sentiam-se compelidos a se aproximar e observar o que era aquele grande acontecimento.
Alguns naturais da Judeia e de Jerusalém zombaram do que acontecia, muito provavelmente escribas, fariseus e principais sacerdotes, que frequentemente resistiam ao Espírito Santo. Eles diziam: “Estes homens estão cheios de mosto”, insinuando que os apóstolos haviam bebido demais na ocasião da festa (Atos 2:13). Não eram tão insensatos a ponto de imaginar que o vinho pudesse dar a uma pessoa o poder de falar línguas que nunca estudara.
Na verdade, esses judeus nativos não compreendiam, como os estrangeiros compreendiam, que os apóstolos falavam línguas reais de outras nações. Por isso trataram o que ouviam como barulho e conversa sem sentido, o tipo de fala confusa que às vezes se encontra nos bêbados, esses “tolos em Israel”. Assim como, tendo decidido não crer na obra do Espírito nos milagres de Cristo, explicavam-na dizendo: “Ele expulsa os demônios por acordo com o príncipe dos demônios”, agora, recusando-se a crer na voz do Espírito na pregação dos apóstolos, descartavam-na dizendo: “Estes homens estão cheios de mosto.” Se chamaram o Senhor da casa de amigo de bebedores de vinho, não é de estranhar que dissessem o mesmo daqueles que pertencem à sua casa.
Deste capítulo
Atos 2:1
"Quando chegou o dia de Pentecostes, todos estavam reunidos no mesmo lugar."
Atos 2:2
"De repente, veio do céu um ruído, como se um vento impetuoso soprasse, e encheu toda a casa onde estavam sentados."
Atos 2:3
"Então apareceu a eles uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles."
Atos 2:4
"Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem."
Atos 2:6
"Ao ouvir aquele ruído, muita gente se reuniu e se maravilhava com o fato de que cada um os ouvia falar em sua própria língua."
Atos 2:7
"Profundamente impressionados, manifestavam sua admiração: “Por acaso, não são galileus todos estes que estão falando?"
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