Versículo em destaque
2 Samuel 17:22 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Davi partiu com todos os seus homens, e eles atravessaram o Jordão. Ao amanhecer, não havia um só homem que não tivesse atravessado o rio. "
2 Samuel 17:22
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
20 Os enviados de Absalão entraram na casa dessa mulher e perguntaram: “Onde estão Aquimaás e Jônatas?” Ela respondeu: “Atravessaram o regato”. Eles começaram a procurar, mas, como não encontraram ninguém, voltaram para Jerusalém.
21 Depois que eles partiram, os jovens saíram da cisterna e foram levar a notícia ao rei Davi, dizendo: “Vão! Atravessem depressa as águas, porque Aquitofel deu o seguinte conselho contra vocês”.
22 Davi partiu com todos os seus homens, e eles atravessaram o Jordão. Ao amanhecer, não havia um só homem que não tivesse atravessado o rio.
23 Aquitofel, vendo que seu conselho não havia sido seguido, selou seu jumento e tomou o caminho de sua casa, em sua cidade. Pôs em ordem seus negócios e se enforcou. Depois de morto, foi enterrado no túmulo de seu pai.
24 Davi chegou a Maanaim quando Absalão atravessou o Jordão com os israelitas.
Explore estudos bíblicos guiados
Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores
As Bem-Aventuranças (5 Dias)
Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.
Prévia da sessão 1:
Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram
6 min
Salmos de Consolo (5 Dias)
Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.
Prévia da sessão 1:
O Cuidado do Pastor
5 min
Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões
Criar conta grátisComentário Bible Guided
Aqui vemos Davi e seus homens atravessando o Jordão, seguindo o conselho que havia recebido de seus amigos em Jerusalém (2 Samuel 17:22). Ele e todos os que estavam com ele passaram de noite; não é dito se por botes ou pelos vaus. A narrativa destaca que nenhum deles se perdeu. Ninguém abandonou Davi, embora sua aflição fosse grande; ninguém ficou para trás por motivo de doença ou cansaço, e nenhum foi levado pelas águas na travessia.
Alguns veem aqui uma figura do Messias, que em momento difícil declarou que não perdera nenhum daqueles que o Pai lhe dera. Depois de atravessar o Jordão, Davi marchou muitos quilômetros até Maanaim, cidade dos levitas na tribo de Gade, perto do limite daquele território e não longe de Rabá, principal cidade dos amonitas. Foi a cidade que Is-Bosete, filho de Saul, fizera antes sua capital (2 Samuel 2:8), e que Davi agora tomou por quartel-general (2 Samuel 17:24). Ali ele teve tempo para reunir um exército, enfrentar os rebeldes e ir ao encontro deles com força.
Lemos também sobre a morte de Aitofel (2 Samuel 17:23). Ele morreu por sua própria mão, suicidando-se, enforcando-se porque seu conselho não fora seguido. Sentiu-se insultado, como se sua sabedoria tivesse sido rejeitada e sua reputação profundamente prejudicada. Não suportou a ideia de ver a opinião de outro homem considerada superior à sua, e o orgulho dele se transformou em ressentimento tão amargo que preferiu a morte a viver com tal humilhação.
Além disso, ele achou que sua vida corria perigo. Como seu conselho não tinha sido aceito, concluiu que a causa de Absalão fracassaria e, então, acreditou que ele, como principal culpado e como aquele que aconselhara Absalão a se deitar com as concubinas de seu pai, seria entregue à justiça. Assim, para evitar a vergonha pública e a execução, resolveu fazer justiça com as próprias mãos. Com isso, trouxe sobre si mesmo uma desonra muito maior do que qualquer humilhação que o conselho de Absalão lhe tivesse causado, e seu nome, Aitofel, “irmão de um tolo”, combinou com seu fim. Nada mostra a loucura com mais clareza do que tirar a própria vida.
Note-se a forma deliberada como ele agiu. Não foi um impulso repentino de ira. Ele voltou para sua cidade e para sua casa para executar seu plano, e ainda tomou tempo para pensar no que faria. Para mostrar que estava em pleno juízo quando o fez, primeiro pôs em ordem sua casa, organizou seu testamento, acertou sua herança e regularizou suas contas. No entanto, aquele que teve juízo suficiente para fazer tudo isso não teve juízo para revogar a sentença que o orgulho e a paixão haviam decretado contra si mesmo, nem ao menos esperar para ver qual seria o desfecho da rebelião de Absalão.
Nisso vemos a sabedoria humana sendo humilhada. O homem conhecido acima de tudo pela habilidade política agiu de forma mais insensata do que qualquer outro. Que nenhum sábio se glorie na sua sabedoria quando vê um grande conselheiro morrer como um tolo. Também vemos a justiça de Deus sendo exaltada. Quando os perversos são enredados nas próprias tramas e caem no fosso que cavaram, o Senhor é conhecido pelo juízo que executa, e devemos atentar para isso e refletir (Salmo 7:15-16).
Vemos ainda a oração sendo respondida, e uma causa justa sendo ajudada até pelos seus inimigos. Como Davi havia pedido, o conselho de Aitofel se tornou loucura para ele mesmo. Lightfoot entendia que Davi escreveu o Salmo 55 por causa da participação de Aitofel na conspiração, e que esse seria o homem que fora seu igual, seu guia e amigo chegado. Se assim for, então o fim de Aitofel foi uma resposta imediata à oração de Davi ali, quando pediu que a morte os apanhasse de surpresa e descessem vivos ao Sheol (2 Samuel 17:13; Salmo 55:15). A morte de Aitofel também favoreceu a causa de Davi, porque, se ele tivesse mantido seu ressentimento e permanecido ao lado de Absalão, poderia mais tarde ter dado conselhos perigosos contra Davi. Foi misericórdia que aquela boca fosse calada e aquela mente removida, da qual só se podia esperar dano.
Parece que, naquela época, não se negava sepultura aos suicidas, pois Aitofel foi sepultado, muito provavelmente com honra, no sepulcro de seu pai, embora não merecesse nada melhor do que o enterro de um jumento. Veja (Eclesiastes 8:10).
Em seguida, vemos Absalão perseguindo o pai. Ele havia reunido todos os homens de Israel consigo, conforme Husai o aconselhara, e ele mesmo os conduziu através do Jordão (2 Samuel 17:24). Não se contentou em expulsar seu bom pai até a fronteira do reino, mas queria persegui-lo até tirar-lhe a vida. Acampou na terra de Gileade com todas as suas forças, preparado para travar batalha contra Davi (2 Samuel 17:26).
Absalão nomeou Amasa como comandante de seu exército (2 Samuel 17:25). O pai de Amasa, Jéter, era de nascimento ismaelita (1 Crônicas 2:17), mas pela fé se tornou israelita, sendo aqui chamado Itre. Provavelmente não apenas se converteu, mas, por ter se casado com uma parente próxima de Davi, foi reconhecido publicamente como israelita. A mãe de Amasa era Abigail, irmã de Davi. A irmã dela, Zeruia, era a mãe de Joabe (1 Crônicas 2:16), de modo que Amasa se relacionava com Davi de modo semelhante a Joabe. Em honra à família, ainda que em rebelião contra o próprio pai, Absalão o fez comandante de todas as suas tropas. Jessé é aqui chamado Naás, ou porque alguns tinham dois nomes, ou porque esse era o nome da esposa dele.
Por fim, Davi encontrou bondade mesmo naquela terra distante. Sobi, um irmão mais novo da família real dos amonitas, demonstrou-lhe benevolência (2 Samuel 17:27). É provável que ele tivesse se envergonhado da afronta que seu irmão Hanum fizera aos mensageiros de Davi e, por isso, tivesse recebido favores de Davi, que agora retribuía. Aqueles que hoje se julgam seguros em seu sucesso não sabem quando poderão precisar da bondade de pessoas que agora estão sob seu poder. Essa é uma razão pela qual devemos fazer o bem a todos, sempre que tivermos oportunidade, pois quem rega será também regado quando chegar o tempo.
Maquir, filho de Amiel, era o homem que havia sustentado Mefibosete, neto de Saul, até que Davi o livrou desse encargo (2 Samuel 9:4). Agora Davi, homem generoso, parece recompensá-lo por isso, como frequentemente agia ao socorrer príncipes em aflição. Barzilai será mencionado novamente mais adiante.
Esses homens se compadeceram de Davi e de seu povo, cansados depois de longa marcha. Por isso trouxeram provisões para sua casa: camas, vasilhas e alimento para sua mesa, como trigo e cevada (2 Samuel 17:28-29). Davi não os tributou nem os obrigou a sustentá-lo, muito menos os saqueou. Eles deram de boa vontade, como sinal de respeito por ele e de sincera preocupação com a sua angústia.
Daqui aprendemos a estar prontos a ser generosos e ajudar, conforme nossas possibilidades, especialmente aqueles em aflição. Isso é ainda mais apropriado em relação a pessoas em posições elevadas, cujo sofrimento costuma ser mais pesado, e a pessoas piedosas, que merecem melhor tratamento. Vemos também como Deus às vezes supre aos seus, por meio de estranhos, o consolo que lhes foi negado pelos próprios parentes.
Deste capítulo
2 Samuel 17:1
"Aquitofel disse a Absalão: “Deixe-me escolher doze mil homens, e ainda esta noite irei perseguir Davi."
2 Samuel 17:2
"Vou atacá-lo quando ele estiver extenuado de fadiga. Provocarei pânico, e todos os que estão com ele fugirão. O rei ficará sozinho, e então eu o ferirei."
2 Samuel 17:3
"Em seguida, reconduzirei a você todo o povo, assim como a esposa volta para o seu esposo. É apenas um homem que você procura, e todo o povo estará em paz”."
2 Samuel 17:4
"Esse conselho agradou a Absalão e a todos os anciãos de Israel."
2 Samuel 17:5
"No entanto, Absalão disse: “Chamem Cusai, o araquita, e ouçamos também o que ele tem a nos dizer”."
2 Samuel 17:6
"Quando Cusai chegou, Absalão lhe disse: “Eis o que Aquitofel propôs. Faremos o que ele disse? Se não, fale por sua vez!”"
Oração diária
Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail
Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.
Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.
Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.