II Macabeus 11:1
Depois de algum tempo, Lísias, tutor e parente do rei, regente do reino, sentindo grande pesar pelo que havia acontecido,
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38 versículos | Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
Depois de algum tempo, Lísias, tutor e parente do rei, regente do reino, sentindo grande pesar pelo que havia acontecido,
reuniu cerca de oitenta mil homens e toda a sua cavalaria e partiu contra os judeus. Estava decidido a transformar Jerusalém numa cidade grega,
submeter o templo a um imposto semelhante ao dos templos pagãos e leiloar, a cada ano, a dignidade de sumo sacerdote.
Sem considerar o poder de Deus, enchia-se de orgulho por causa da multidão de sua infantaria, de seus milhares de cavaleiros e de seus oitenta elefantes.
Entrando, pois, na Judeia, aproximou-se de Betsur, que é uma praça forte, a cerca de cinco esquenos das proximidades de Jerusalém, e a sitiou.
Mas, assim que Macabeu e os que estavam com ele souberam que Lísias sitiava suas fortalezas, rogaram ao Senhor, juntamente com o povo, entre gemidos e lágrimas, que ele se dignasse enviar um bom anjo para salvar Israel.
O próprio Macabeu foi o primeiro a pegar em armas, encorajando os demais a se exporem ao perigo com ele para socorrer seus irmãos. Todos atacaram com ânimo resoluto.
Ainda não haviam se afastado de Jerusalém quando apareceu diante deles um cavaleiro vestido de branco, empunhando armas de ouro.
Então todos juntos bendisseram o Senhor e, cheios de coragem, sentiram-se prontos para transpassar não somente os homens, mas também os animais mais ferozes e até muralhas de ferro.
Marcharam, pois, em ordem de batalha, com esse auxiliar enviado do céu pelo Senhor misericordioso.
Como leões, lançaram-se sobre os inimigos, mataram onze mil soldados de infantaria e seiscentos cavaleiros e obrigaram os demais a fugir.
A maior parte destes, feridos e sem armas, conseguiu se salvar. O próprio Lísias salvou-se, fugindo vergonhosamente.
Mas Lísias era inteligente. Refletiu sobre a derrota e concluiu que os hebreus eram invencíveis, porque o Deus poderoso combatia com eles.
Enviou-lhes uma proposta em condições justas, prometendo persuadir o rei a tornar-se amigo deles.
Macabeu aceitou todas as propostas de Lísias, vendo nisso apenas utilidade, porque o rei havia concedido tudo o que ele mesmo pedira por carta a Lísias em favor dos judeus.
Lísias escreveu aos judeus nestes termos:
“Lísias ao povo judeu, saudações! João e Absalão, mensageiros de vocês, entregaram-me suas propostas e rogaram-me que as cumprisse.
Expus, portanto, ao rei tudo o que devia comunicar-lhe, e ele concordou com tudo o que era possível.
Portanto, se vocês mantiverem essas boas disposições para com o Estado, continuarei, de agora em diante, a obter favores para vocês.
Encarreguei os mensageiros de vocês e os meus de tratar com vocês as cláusulas da proposta e os pormenores.
Passem bem. Ano cento e quarenta e oito, aos vinte e quatro do mês de Dióscoro”.
Este era o conteúdo da carta do rei: “O rei Antíoco a seu irmão Lísias, saudações!
Tendo nosso pai partido para junto dos deuses, desejamos que os povos que pertencem ao nosso reino possam dedicar-se tranquilamente aos seus negócios.
Soubemos, no entanto, que os judeus resistem a adotar os costumes helênicos, conforme a decisão de nosso pai, mas preferem conservar suas tradições e pedem que lhes permitamos manter seus costumes.
Querendo, pois, que esse povo também viva em paz, decretamos que o templo lhes seja restituído e que possam viver segundo as leis de seus antepassados.
Você fará bem em lhes enviar mensageiros para concluir a paz com eles, de modo que, conhecendo nossas intenções, fiquem tranquilos e retornem sem receio aos seus afazeres”.
Esta é a carta do rei ao povo judeu: “O rei Antíoco, ao conselho dos anciãos e aos demais judeus, saudações!
Desejamos que vocês estejam passando bem. Nós também estamos com boa saúde!
Menelau nos contou que vocês desejam retornar aos seus negócios.
A todos os que vierem para o meio deles até o dia trinta do mês de Xântico, eu estenderei a mão.
Permito também aos judeus que usem seus próprios alimentos e sigam seus costumes, como antigamente. Nenhum deles será molestado por transgressões passadas.
Encarreguei Menelau de ir tranquilizar vocês.
Passem bem! Ano cento e quarenta e oito, no dia quinze do mês de Xântico”.
Do mesmo modo, os romanos enviaram aos judeus uma carta nestes termos: “Quinto Mêmio e Tito Mânio, legados romanos, ao povo judeu, saudações!
Damos nosso consentimento a tudo o que Lísias, parente do rei, concedeu a vocês.
Quanto ao que ele julgou necessário submeter ao rei, enviem-nos alguém sem demora, para que, depois de examinarmos a questão, possamos falar-lhe da maneira mais vantajosa para vocês, porque estamos indo para Antioquia.
Apressem-se, pois, em nos enviar mensageiros, para que saibamos bem quais são os desejos de vocês.
Passem bem! Ano cento e quarenta e oito, no dia quinze do mês de Xântico”.
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