Versículo em destaque
2 Reis 7:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Eliseu lhe disse: “Ouçam o que diz o Senhor: ‘Amanhã, a esta mesma hora, uma medida de flor de farinha valerá um siclo à porta de Samaria, e duas medidas de cevada também valerão um siclo”. "
2 Reis 7:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Eliseu lhe disse: “Ouçam o que diz o Senhor: ‘Amanhã, a esta mesma hora, uma medida de flor de farinha valerá um siclo à porta de Samaria, e duas medidas de cevada também valerão um siclo”.
2 O oficial, em cujo braço o rei se apoiava, respondeu ao homem de Deus: “Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, seria possível semelhante coisa?”. “Você o verá com os seus olhos — respondeu Eliseu —, mas não comerá.”
3 Ora, havia quatro leprosos à porta da cidade, os quais disseram entre si: “Por que ficarmos aqui até morrermos?
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Aqui, Eliseu prediz que, embora Samaria estivesse em extrema aflição, dentro de vinte e quatro horas haveria de novo abundância (2 Reis 7:1). O rei de Israel já havia perdido a esperança e estava cansado de esperar, e é exatamente nesse momento que Eliseu fala. Ele fala quando a situação está no pior ponto, porque a impotência humana é justamente a ocasião em que o poder de Deus se manifesta com maior clareza. É quando o povo já não tem forças que Deus intervém em favor dele (Deuteronômio 32:36).
Quando eles já não esperavam ajuda, a ajuda veio. Jesus perguntou: “Quando vier o Filho do Homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8). O rei havia dito: “Por que esperaria eu mais pelo SENHOR?”, e alguns dos anciãos provavelmente pensavam da mesma forma. Eliseu lhes responde, em essência: “Vocês ouviram o que estes homens dizem; agora ouçam a palavra do SENHOR. Amanhã o cereal será vendido a preço normal à porta de Samaria.” Isso significa que o cerco seria levantado, pois a porta da cidade voltaria a se abrir e o comércio retomaria como antes. Em outro lugar, a volta da paz é descrita assim: “Então o povo do SENHOR desceu às portas” para comprar e vender ali (Juízes 5:11).
O resultado seria grande abundância. Com o tempo, isso poderia ser esperado, mas o fato de o mantimento se tornar tão barato em apenas um dia ia muito além de qualquer coisa que as pessoas pudessem imaginar. O rei de Israel acabara de ameaçar a vida de Eliseu, e mesmo assim Deus promete salvar tanto Eliseu quanto o povo. Onde o pecado se multiplica, a graça se manifesta em medida ainda maior.
Um nobre de Israel que estava presente declarou abertamente que não podia crer nessa profecia (2 Reis 7:2). Era um oficial da corte, muito estimado e profundamente confiável para o rei. O rei se apoiava em seu juízo e dependia de seus conselhos. Ele considerava a profecia impossível, a menos que Deus fizesse o cereal cair do céu, como um dia enviara o maná. Nada menos que uma repetição do milagre de Moisés o satisfaria, embora o milagre de Elias ao multiplicar a farinha na panela já fosse prova suficiente de que Deus podia realizar algo assim.
Por causa dessa incredulidade, é proferido contra ele um juízo justo: ele veria com os próprios olhos aquela grande abundância, mas não participaria dela. A incredulidade é um pecado grave. Ela desonra a Deus, o ofende e impede que as pessoas recebam as bênçãos que ele tencionava lhes dar. Os israelitas murmuradores viram a terra de Canaã, mas não puderam entrar nela porque não creram. Assim, como observa o bispo Patrick, acontecerá com aqueles que não creem na promessa da vida eterna. Podem contemplá-la de longe, como Abraão a viu de longe, mas jamais a provarão. Perdem o benefício da promessa porque se recusam a confiar na palavra de Deus.
Deste capítulo
2 Reis 7:2
"O oficial, em cujo braço o rei se apoiava, respondeu ao homem de Deus: “Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, seria possível semelhante coisa?”. “Você o verá com os seus olhos — respondeu Eliseu —, mas não comerá.”"
2 Reis 7:3
"Ora, havia quatro leprosos à porta da cidade, os quais disseram entre si: “Por que ficarmos aqui até morrermos?"
2 Reis 7:4
"Se formos para a cidade, morreremos, porque a fome reina ali; se ficarmos aqui, morreremos da mesma forma. Venham! Passemos ao acampamento dos sírios; quem sabe se eles nos pouparão a vida e viveremos? Se quiserem nos matar, pois bem, morreremos”."
2 Reis 7:5
"Ao anoitecer, partiram para o acampamento dos sírios, mas, ao chegarem aos limites do acampamento, viram que não havia mais ninguém."
2 Reis 7:6
"O Senhor tinha feito ouvir no acampamento dos sírios um estrondo de carros, de cavalaria e de um grande exército, e eles disseram uns aos outros: “Isso certamente é o rei de Israel, que contratou contra nós os reis dos hiteus e dos egípcios”."
2 Reis 7:7
"Levantaram-se, pois, ao anoitecer e fugiram, deixando ali suas tendas, seus cavalos e seus jumentos, abandonando o acampamento tal como estava e cuidando apenas de salvar a própria vida."
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