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2 Crônicas 30:13 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

" Grandes multidões afluíram a Jerusalém para celebrar a festa dos Ázimos no segundo mês. Foi uma imensa afluência de povo. "

2 Crônicas 30:13

menu_book Versículo no contexto

11 Contudo, alguns homens de Aser, de Manassés e de Zabulon se humilharam e foram para Jerusalém.

12 Também em Judá, a mão de Deus operou sobre os habitantes para lhes dar um mesmo desejo de cumprir o mandato do rei e de seus chefes, conforme a palavra do Senhor.

13 Grandes multidões afluíram a Jerusalém para celebrar a festa dos Ázimos no segundo mês. Foi uma imensa afluência de povo.

14 Eles começaram a destruir os altares que se encontravam em Jerusalém, a destruir todos os altares dos perfumes, e os atiraram na torrente do Cedron.

15 Imolaram a Páscoa no décimo quarto dia do segundo mês. Os sacerdotes e os levitas, cheios de confusão, tinham se santificado e ofereceram holocaustos no templo.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Quando chegou o tempo da Páscoa, ajuntou-se em Jerusalém uma multidão muito grande para celebrar a festa (2 Crônicas 30:13). Vemos aqui o preparo que fizeram para a festa, e foi um bom preparo. Eles removeram todos os ídolos e altares idólatras que encontraram, não só no templo, mas também em Jerusalém (2 Crônicas 30:14). Antes de celebrarem a festa, tiraram esse “fermento velho”. A melhor maneira de nos prepararmos para a Páscoa do evangelho é lançar fora nossos pecados e nossas idolatrias espirituais.

Também vemos como a Páscoa foi celebrada. O povo estava tão disposto e zeloso, que os sacerdotes e levitas, servos do templo, ficaram envergonhados de ver o povo comum à frente deles. O povo estava mais pronto para trazer sacrifícios do que os sacerdotes para oferecê-los. Isso levou os sacerdotes e levitas a se consagrarem, isto é, a se separarem para o serviço de Deus, para que a obra não parasse por falta de trabalhadores (2 Crônicas 30:15). Quando vemos o zelo de outros crentes, isso deve envergonhar nossa frieza e nos despertar a cumprir nosso dever, e a cumpri-lo bem. Eles exerceram os deveres do seu ofício (2 Crônicas 30:16), aspergindo o sangue sobre o altar, o que apontava para Cristo, nossa Páscoa, sacrificado por nós.

Houve também algumas irregularidades nesse solene acontecimento. O principal foi feito de maneira correta e com muita devoção, mas a festa foi realizada um mês depois do tempo habitual. Em primeiro lugar, os levitas mataram o cordeiro pascal, o que normalmente cabia apenas aos sacerdotes (2 Crônicas 30:17). Eles também ajudaram mais do que a lei normalmente permitia na oferta dos outros sacrifícios, especialmente os necessários para purificar pessoas que estavam cerimonialmente impuras, e havia muitos casos assim naquela ocasião. Alguns entendem que os levitas tomaram para si a parte do serviço que costumava ser feita pelos próprios ofertantes, e não a que era exclusiva dos sacerdotes. Em geral, cada homem matava o seu próprio cordeiro, mas agora os levitas o faziam por aqueles que estavam sob contaminação cerimonial.

Em segundo lugar, muitos foram autorizados a comer a Páscoa sem terem sido purificados com o rigor que a lei exigia (2 Crônicas 30:18). Já era o segundo mês, e não havia justificativa para adiar ainda mais até o terceiro. Se tivesse sido no primeiro mês, a lei permitiria transferir para o segundo; mas já estavam nesse limite. Os líderes não quiseram proibir totalmente a participação deles, para não desanimar os que estavam se voltando para o Senhor, nem mandá-los embora murmurando, quando o desejo era que fossem embora se alegrando. Grotius observa, a partir disso, que regras cerimoniais devem ceder lugar não só à necessidade pública, mas também ao bem público.

Ezequias orou a Deus pedindo perdão por essas irregularidades. Seu zelo havia reunido o povo com tanta rapidez, e ele não queria que ninguém sofresse por ter havido pouco tempo para se preparar. Assim, ele intercedeu por aqueles que comeram a Páscoa de um modo que não seguia plenamente o que estava escrito na lei, pedindo que o furor do Senhor não viesse sobre eles. Sua oração foi curta, mas foi direta ao ponto: “O bom Senhor perdoe a cada um” que dispôs, firmou ou preparou o coração para buscar a Deus, mesmo que tivesse faltado a devida preparação cerimonial.

O principal que Deus requer em nosso culto é que preparemos o coração para o buscar. Devemos ser sinceros e retos no que fazemos, com o nosso interior realmente envolvido. Sem isso, todo o resto nada vale. Deus quer verdade no íntimo. Ezequias não estava pedindo que a sinceridade substituísse todos os outros deveres, nem que se ignorasse a falta de preparo do coração. Ele afirmava que esse compromisso interior é a coisa necessária: que busquemos a Deus, o seu favor e a sua honra, e firmemos o coração nesse propósito.

Mesmo onde essa sinceridade existe, ainda podem haver muitas falhas e fraquezas. Nosso espírito pode não ser tão puro quanto deveria, nossos pensamentos podem não permanecer firmes, nossos desejos podem não arder com a intensidade devida, e nossa fé pode não atuar como convém. Pode haver falta em nossa santificação, em nosso processo de sermos tornados santos. Nada é perfeito neste mundo, e não há justo na terra que faça o bem e nunca peque. Esses defeitos precisam da graça perdoadora e restauradora de Deus, porque falhas no dever também são pecados, assim como recusar-se totalmente a cumprir o dever. Se Deus lidasse conosco com estrita justiça, segundo as nossas melhores obras, estaríamos perdidos.

O caminho para receber perdão por nossas falhas no dever, e pelos pecados que mancham as nossas coisas santas, é pedir isso a Deus em oração. O perdão não é dado de maneira solta, como se viesse sem ser buscado, mas deve ser procurado em oração e por meio do sangue de Cristo. Em tal oração, devemos apelar para a bondade de Deus: “O bom Senhor perdoe”. Quando Deus revelou a sua bondade, destacou especialmente o perdoar a iniquidade, a rebeldia e o pecado.

Também é dever daqueles que têm responsabilidade sobre outros, não apenas vigiar a si mesmos, mas também zelar pelos que estão sob seus cuidados, ver o que falta e orar por eles, como fez Ezequias. Veja (Jó 1:5). O Senhor ouviu Ezequias, se agradou da sua piedosa preocupação pela congregação e respondeu à sua oração, sarando o povo (2 Crônicas 30:20). Ele não lançou o pecado deles em conta, mas aceitou graciosamente o serviço deles, apesar de suas falhas. Aqui, “curar” significa não só perdoar (Isaías 6:10; Salmo 103:3), mas também consolar e trazer paz (Isaías 57:18; Malaquias 4:2).

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