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2 Crônicas 22:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
" Em seu lugar, os habitantes de Jerusalém proclamaram rei Ocozias, seu filho mais jovem, pois o bando de árabes que havia invadido o acampamento tinha assassinado os mais velhos. Assim, Ocozias, filho de Jorão, rei de Judá, tornou-se rei. "
2 Crônicas 22:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 Em seu lugar, os habitantes de Jerusalém proclamaram rei Ocozias, seu filho mais jovem, pois o bando de árabes que havia invadido o acampamento tinha assassinado os mais velhos. Assim, Ocozias, filho de Jorão, rei de Judá, tornou-se rei.
2 Tinha vinte e dois anos quando começou a reinar e reinou durante um ano em Jerusalém. Sua mãe se chamava Atalia, filha de Amri.
3 Ele também seguiu os caminhos da família de Acab, pois era impelido ao mal por sua mãe, que era sua conselheira.
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Este capítulo relata o reinado de Acazias, que foi muito curto, apenas um ano. Ainda assim, já foi tempo suficiente para mostrar o mal do seu governo. Em outros lugares ele também é chamado de Jeoacaz (2 Crônicas 21:17). Aqui é chamado de Acazias, forma em que os elementos do nome aparecem invertidos.
O texto diz que ele tinha quarenta e dois anos quando começou a reinar (2 Crônicas 22:2), mas isso não pode ser correto, pois seu pai, que reinou antes dele, tinha apenas quarenta anos quando morreu, e outro relato afirma que Acazias tinha vinte e dois anos ao começar a reinar (2 Reis 8:26). Muitos entendem que o número em 2 Crônicas 22:2 se refere à idade de sua mãe, Atalia, já que a forma hebraica permite esse entendimento, e que isso é dito de modo a envergonhá‑lo, por mostrar o domínio que ela exercia sobre ele. Na prática, era ela quem governava, e ele mal passava de um rei de título. Outros entendem que um copista registrou quarenta e dois em vez de vinte e dois, e que o erro foi sendo reproduzido. Muitas traduções antigas trazem vinte e dois nesse ponto, e o próprio sentido da passagem torna essa leitura fácil de aceitar.
O reinado de Acazias é resumido em poucas linhas. Sua mãe e a família dela o aconselharam a fazer o mal, e isso o levou à ruína. Ele procedeu perversamente. Deus o havia preservado com vida quando todos os seus irmãos foram mortos, e ele era o mais moço, de modo que tinha todo motivo para ser agradecido. Os moradores de Jerusalém ainda o fizeram rei depois de enterrarem seu pai em desonra, esperando que ele aprendesse com aquela perda e reinasse melhor. Mas ele não correspondeu nem à misericórdia de Deus nem à benevolência dos homens. Em vez disso, seguiu os caminhos da casa de Acabe e fez o que era mau aos olhos do Senhor, como eles (2 Crônicas 22:3-4).
Ele adorou Baal e Astarote, deuses falsos das nações ao redor. Alguns pensavam nesses ídolos como seres inferiores que poderiam aproximá‑los do Deus supremo, ou como ajudantes espirituais mais “acessíveis” na vida diária. Isso já era gravíssimo, mas é provável que houvesse algo ainda pior: parece que começaram a considerar o Senhor, o Deus de seus pais, apenas como mais um deus, ao lado desses Baalins, e talvez até menos atraente, porque o culto ao Senhor proibia os prazeres imorais que a idolatria incentivava.
Acazias foi conduzido a esse pecado por sua mãe e por seus parentes. Sua mãe era sua conselheira (2 Crônicas 22:3), e, depois da morte de seu pai, o restante da casa de Acabe continuou a empurrá‑lo na mesma direção (2 Crônicas 22:4). Enquanto seu pai ainda vivia, eles trabalhavam para mantê‑lo preso à idolatria. Depois da morte do pai, temendo que o fim vergonhoso dele o afastasse desse caminho, intensificaram a pressão. Jovens muitas vezes são arruinados pelos conselhos dos ímpios justamente no início da vida. Acazias poderia ter recebido orientações melhores dos príncipes, juízes, sacerdotes e levitas que, nos dias de seu avô, haviam ensinado o conhecimento de Deus. Mas ele preferiu as lisonjas da casa de Acabe, entregou‑se à influência deles e fez o que eles queriam.
Esse conselho o levou à destruição. Quem nos incita ao mal, ao mesmo tempo nos empurra para a ruína. Essas pessoas podem nos bajular e se mostrar amigas, mas, na realidade, são nossos piores inimigos. Aqueles que corrompem os jovens acabam por destruí‑los. Já era grave o fato de Acazias ter sido levado ao perigo ao se associar a Jorão, rei de Israel, na campanha contra Ramote-Gileade, em que Jorão foi ferido. Maus conselhos na esfera religiosa também acabam levando pessoas a agir de forma insensata em seus negócios comuns, se elas continuam seguindo tais orientações.
E houve ainda mais. Ao se ligar intimamente a Jorão, Acazias passou a compartilhar da queda da casa de Acabe. Ele foi visitar Jorão (2 Crônicas 22:6) exatamente quando Jeú executava o juízo de Deus contra aquela família idólatra, e assim Acazias foi eliminado junto com eles (2 Crônicas 22:7-9). Isso serve de alerta quanto ao perigo de más companhias e de nos unirmos a pecadores. Mesmo que não participemos diretamente de sua corrupção, ainda assim podemos acabar participando de sua destruição. Saia‑se de Babilônia, daquela casa em queda (Apocalipse 18:4).
Vemos também aqui a justiça de Deus. Sua providência levou Acazias a encontrar‑se com Jorão justamente no pior momento, para que caísse com ele, como se estivesse preso numa armadilha. Isso já havia sido relatado em outro lugar (2 Reis 9:27-28). Aqui também é dito que Acazias recebeu um sepultamento digno, ao contrário de Jorão, cujo corpo foi lançado no campo de Nabote (2 Reis 9:26). A razão é que Acazias era filho, na verdade neto, do bom Josafá, que havia buscado o Senhor de todo o coração. Assim, mesmo depois de morto, a memória de Josafá continuou sendo honrada, e certo respeito foi demonstrado a seus descendentes indignos por causa dele. A memória do justo é abençoada, mas o nome dos ímpios apodrecerá.
Deste capítulo
2 Crônicas 22:2
"Tinha vinte e dois anos quando começou a reinar e reinou durante um ano em Jerusalém. Sua mãe se chamava Atalia, filha de Amri."
2 Crônicas 22:3
"Ele também seguiu os caminhos da família de Acab, pois era impelido ao mal por sua mãe, que era sua conselheira."
2 Crônicas 22:4
"Fez o mal aos olhos do Senhor, como tinham feito os da casa de Acab, que, depois da morte de seu pai, o arrastaram à perda por influência deles."
2 Crônicas 22:5
"Foi seguindo o conselho destes que se dirigiu a Ramot de Galaad com Jorão, filho de Acab, rei de Israel, para guerrear contra Hazael, rei da Síria. Ferido pelos sírios,"
2 Crônicas 22:6
"Jorão voltou a Jezrael para tratar das feridas recebidas em Ramot, na batalha contra Hazael, rei da Síria. Ocozias, filho de Jorão, rei de Judá, desceu a Jezrael para visitar Jorão, filho de Acab, durante a enfermidade."
2 Crônicas 22:7
"Foi da vontade de Deus que, para sua perda, Ocozias fosse visitar Jorão. De fato, depois de chegar lá, saiu com Jorão para combater Jeú, filho de Namsi, a quem o Senhor tinha ungido para exterminar a casa de Acab."
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