Versículo em destaque
1 Samuel 14:16 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro
As sentinelas de Saul, que estavam em Gabaá de Benjamim, viram a multidão de fugitivos dispersando-se por todos os lados.
1 Samuel 14:16
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
16 As sentinelas de Saul, que estavam em Gabaá de Benjamim, viram a multidão de fugitivos dispersando-se por todos os lados.
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Aqui vemos como a grande vitória que Jônatas e seu escudeiro obtiveram sobre os filisteus foi levada adiante e ampliada em seu proveito.
Primeiro, os filisteus foram voltados uns contra os outros pelo poder de Deus. Eles se desfaziam como neve ao sol e continuavam a ferir-se mutuamente (1 Samuel 14:16), pois, como o versículo seguinte diz, a espada de cada um se voltou contra o seu companheiro (1 Samuel 14:20). Quando fugiram apavorados, não se voltaram contra os que os perseguiam; tratavam como inimigo qualquer um que estivesse em seu caminho. Antes, sentiam-se seguros porque todas as espadas e lanças estavam em suas mãos, enquanto Israel não tinha armas, exceto Saul e Jônatas. Mas Deus mostrou quão tola era essa confiança, fazendo com que as próprias armas deles se tornassem instrumentos de sua ruína, mais mortíferas em suas mãos do que se tivessem sido empunhadas por Israel. O mesmo se vê em (Juízes 7:22) e (2 Crônicas 20:23).
Isso também despertou os israelitas a lutarem com mais coragem. As sentinelas de Saul, os vigias em Gibeá, logo perceberam o que estava acontecendo (1 Samuel 14:16). Viram o arraial inimigo em grande confusão e um grande massacre entre eles. Ao verificarem, perceberam que ninguém de Israel havia desaparecido, a não ser Jônatas e o seu servo (1 Samuel 14:17). Isso deve tê-los encorajado muito, pois mostrava que aquilo só podia ser obra do Senhor. Dois homens haviam feito, contra um grande exército, o que nenhuma força meramente humana poderia realizar.
Saul então começou a buscar orientação de Deus, mas logo interrompeu. Seu coração ainda não se humilhara o suficiente para procurar Samuel, embora ele provavelmente estivesse por perto, já que (1 Samuel 13:15) diz que Saul tinha vindo a Gibeá de Benjamim. Em vez disso, Saul mandou trazer a arca (1 Samuel 14:18), querendo saber se era seguro atacar os filisteus agora que o arraial deles estava em confusão. Muitos se dispõem a consultar a Deus quanto à própria segurança, mas nunca o consultam quanto ao seu dever. Quando, porém, os batedores de Saul relataram que o tumulto no arraial inimigo aumentava, ele ordenou ao sacerdote que parasse imediatamente: “Retira a tua mão” (1 Samuel 14:19), isto é, pare de consultar e não espere mais pela resposta. Se ele quis dizer, como alguns pensam, que o sacerdote deveria parar de orar, isso foi muito insensato. Josué não mandou que Moisés baixasse as mãos quando Israel lutava contra Amaleque. Mais provavelmente, Saul estava ordenando que se interrompesse a consulta ao Senhor, ou porque julgava que a resposta já não era necessária, ou porque não queria esperar por ela. Ele estava com tanta pressa de atacar um inimigo já derrotado, que não quis completar o ato de adoração nem aguardar a resposta de Deus. Uma mente descuidada e mundana é facilmente desviada da oração. O verdadeiro crente não age com essa pressa, nem considera que exista tarefa tão urgente que não permita levar Deus consigo.
Então Saul e o pequeno exército que tinha reunido fizeram um forte ataque ao inimigo, e todo o povo foi convocado (1 Samuel 14:20). Eles não tinham trombetas de prata para tocar a rebate na batalha, como Deus havia ordenado em (Números 10:9), por isso se congregaram aos gritos. O número deles não era tão grande que não pudesse ser reunido rapidamente. Agora mostravam coragem, mas o trabalho mais árduo já havia sido feito por outros. De modo semelhante, nosso Senhor Jesus já venceu nossos inimigos espirituais e os pôs em fuga. Seria grande covardia de nossa parte não tomar as armas agora, quando somos chamados apenas a perseguir a vitória e a participar do despojo.
Então todo hebreu, até mesmo aqueles de quem menos se esperaria, voltou sua mão contra os filisteus. Alguns dos que haviam passado para o lado do inimigo e estavam entre eles, agora lutaram contra eles (1 Samuel 14:21). Alguns entendem que esses seriam prisioneiros de guerra obrigados a servir, que naquele momento se tornaram como espinhos nos lados dos filisteus. Parece mais provável, porém, que tivessem se aliado voluntariamente aos filisteus, mas, ao verem a queda deles, recuperaram o espírito de israelitas e lutaram corajosamente por sua pátria. Outros haviam fugido da batalha e se escondido nas montanhas. Agora voltaram às suas posições e se juntaram à perseguição (1 Samuel 14:22), esperando que um grande zelo naquele momento, depois que o perigo já havia passado e a vitória estava assegurada, compensasse em parte sua covardia anterior. Não havia muito mérito em aparecerem só então, mas teria sido ainda mais vergonhoso permanecerem afastados. Mostram-se realmente descuidados e fracos aqueles que não querem agir por Deus quando a causa dele está em avanço, assim como quando ela é apenas justa. Assim, toda mão se levantou contra os filisteus, e cada israelita matou tantos quantos pôde, mesmo sem espada ou lança. Ainda assim, o capítulo termina dizendo que foi o Senhor quem salvou Israel naquele dia (1 Samuel 14:23). Ele os salvou por meio deles, pois, sem ele, nada poderiam fazer. A salvação pertence ao Senhor.
Deste capítulo
1 Samuel 14:1
"Um dia, Jônatas, filho de Saul, disse ao seu escudeiro: “Venha, passemos até o acampamento dos filisteus que está do outro lado”. Mas nada disse ao seu pai."
1 Samuel 14:2
"Saul estava acampado na extremidade de Gabaá, debaixo da romãzeira de Magron, com uma tropa de aproximadamente seiscentos homens."
1 Samuel 14:3
"Aías, filho de Aquitob, irmão de Icabod, filho de Fineias, filho de Heli, o sacerdote do Senhor em Silo, levava o efod. O povo ignorava a saída de Jônatas."
1 Samuel 14:4
"Ora, no desfiladeiro que Jônatas tentava atravessar para chegar à guarnição dos filisteus, havia rochedos altos, em forma de dentes, de um e de outro lado; um deles se chamava Boses, e o outro, Sene."
1 Samuel 14:5
"Um deles se elevava ao norte, diante de Macmas, e o outro, ao sul, do lado de Gabaá."
1 Samuel 14:6
"Jônatas disse, então, ao seu escudeiro: “Venha, ataquemos a guarnição desses incircuncisos; talvez o Senhor combata por nós. Nada impede que ele dê a vitória tanto a poucos como a muitos”."
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