Versículo em destaque

1 Coríntios 7:25 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Bíblia BibleGuided — Português Brasileiro

A respeito das pessoas virgens, não tenho mandamento do Senhor; porém, dou meu conselho, como homem que recebeu da misericórdia do Senhor a graça de ser digno de confiança.

1 Coríntios 7:25

menu_book Versículo no contexto

auto_stories

Explore estudos bíblicos guiados

Sessões estruturadas com notas, perguntas e insights de orientadores

Micro-Study 5 dias

As Bem-Aventuranças (5 Dias)

Cinco encontros curtos com as bênçãos de Jesus e o caráter do reino de Deus.

Prévia da sessão 1:

Bem-Aventurados os Humildes e os que Choram

schedule 6 min

Micro-Study 5 dias

Salmos de Consolo (5 Dias)

Cinco encontros curtos nos Salmos, pensados para dias pesados em que há pouco tempo e pouca energia.

Prévia da sessão 1:

O Cuidado do Pastor

schedule 5 min

lock_open Crie uma conta grátis para salvar notas, acompanhar progresso e desbloquear todas as sessões

person_add Criar conta grátis

auto_stories Comentário Bible Guided

O apóstolo retoma o assunto e passa a dar conselho às virgens, isto é, às pessoas solteiras. Ele diz: “Ora, quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor” (1 Coríntios 7:25). Ele não quer dizer que Cristo não tenha deixado direção alguma, mas que não havia uma lei direta, geral, dada pelo Senhor Jesus exatamente sobre esse ponto. Por isso Paulo apresenta o seu parecer como alguém que “alcançou misericórdia do Senhor para ser fiel”, isto é, fiel no seu apostolado.

Paulo foi fiel no seu ministério, e por isso o seu conselho devia ser recebido como regra de Cristo para eles. Ainda que Cristo não tivesse dado antes um mandamento universal sobre esse assunto, agora fala por meio de um apóstolo inspirado. A fidelidade no ministério vem da graça e da misericórdia de Cristo. O próprio Paulo sempre reconhecia isso: “trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo” (1 Coríntios 15:10). É grande misericórdia quando Deus torna alguém fiel na sua Palavra, seja em uma função comum, seja em um chamado especial.

A conclusão de Paulo, tendo em vista a “presente angústia”, era que permanecer solteiro era melhor. “Bom é para o homem o estar assim”, isto é, continuar sem se casar. Ele fala com brandura, como quem diz: “Penso que isto é o melhor”, mas ainda assim fala com autoridade apostólica. Não é mera opinião privada. É o juízo do Espírito de Deus dado por meio de um apóstolo, embora Paulo o exponha com humildade. Ele faz isso para dar mais peso às suas palavras. Aqueles que já desconfiavam de Paulo poderiam rejeitar esse conselho se ele falasse de modo duro ou autoritário. Os ministros não perdem autoridade quando falam com sabedoria e flexibilidade. Devem fazer-se de tudo para com todos, a fim de realizar um bem maior.

Paulo diz que isso é bom “por causa da angústia presente”. No início da fé cristã, os crentes sofriam forte perseguição. Os inimigos eram cruéis e frequentemente os tratavam com muita brutalidade. Os cristãos estavam sempre em risco de serem lançados no sofrimento. Por causa dessa situação, Paulo não julgava prudente que os solteiros mudassem de condição, se pudessem permanecer como estavam. O casamento traria mais cuidados e fardos (1 Coríntios 7:33-34), e essas preocupações extras poderiam tornar a perseguição mais pesada e mais difícil de suportar. O cristão, ao decidir seu modo de vida, não deve perguntar apenas o que é lícito, mas também o que é sábio e proveitoso para si.

Mesmo assim, Paulo toma cuidado para não condenar o casamento nem chamá‑lo de pecado. Se alguém está livre de mulher — seja solteiro, viúvo, virgem ou viúva — Paulo diz para não se precipitar em casar. Mas se alguém já está ligado a uma esposa, não deve tentar romper esse vínculo. Seu dever é permanecer no casamento e cumprir as responsabilidades dessa aliança. Um crente pode enfrentar dificuldades especiais se a perseguição vier, mas isso não lhe dá permissão para abandonar o dever. O dever deve ser cumprido, e Deus deve ser confiado quanto ao resultado. Se o dever é negligenciado, colocamo‑nos fora do abrigo do cuidado de Deus.

Paulo afirma de forma clara: “Se, porém, te casares, não pecaste; e, se a virgem se casar, não pecou” (1 Coríntios 7:28). O casamento, em si mesmo, não é pecado. Mas naquele tempo o casamento podia acrescentar aflições e tornar mais duros os sofrimentos daquela época. Por isso Paulo considerava prudente que aqueles que podiam permanecer solteiros o fizessem. Ainda assim, ele não queria impor o celibato, o estado de solteiro, como um peso ou prender as pessoas a isso. Por isso diz: “Mas eu vos poupo.” Nesse ponto, Paulo é bem diferente de muitos mestres posteriores que proíbem o casamento a muitos e os prendem com votos de celibato, quer tenham capacidade para isso, quer não.

Paulo aproveita a ocasião para dar uma lição mais ampla a todos os cristãos: devem apegar‑se pouco às coisas deste mundo, com um santo desprendimento. Os que têm esposas devem ser como se não as tivessem. Isso não significa negligenciar os deveres conjugais. Significa não se agarrar demasiadamente aos confortos dessa relação. Eles não sabem quão rápido esse consolo pode ser tirado. O mesmo se aplica a todos os outros relacionamentos. Os que têm filhos devem ser como se os não tivessem, pois aqueles que hoje consolam podem depois se tornar motivo de tristeza. As alegrias mais doces da terra podem desaparecer de repente.

Ele diz o mesmo sobre as aflições. Os que choram devem ser como se não chorassem. Não devemos ser esmagados pelos problemas nem entregar‑nos à tristeza mundana. Devemos manter uma santa alegria em Deus mesmo no sofrimento, para que o coração siga alegre em meio à dor. “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” Se, no fim, chegarmos ao céu, toda lágrima será enxugada. A esperança desse futuro deve, desde agora, tornar mais moderada a nossa tristeza e diminuir nossa inclinação a ceder às lágrimas.

Paulo também fala da alegria deste mundo: os que se alegram devem ser como se não se alegrassem. Não devemos ficar satisfeitos demais com os confortos terrenos. Nossa alegria deve ser medida, e nosso coração deve permanecer desprendido até mesmo daquilo que mais apreciamos. Este mundo não é o nosso descanso, e essas coisas não são a nossa porção eterna. Portanto, o coração não deve fixar‑se nelas, nem devemos fazer delas a principal fonte de nossa paz ou felicidade.

Ele acrescenta uma palavra sobre negócios e compras: os que compram devem ser como se nada possuíssem. Quem vai bem nos negócios, acumula riquezas ou adquire bens deve segurar tudo isso com a mão leve. Fazer o contrário é fixar o coração no que não dura (Provérbios 23:5). Comprar e possuir não devem dominar nossa mente. Para muitos, essas preocupações os impedem de dar atenção à “melhor parte”. Aqueles convidados para a grande ceia foram impedidos por causa das terras e dos bois que haviam adquirido (Lucas 14:18-19). Mesmo quando essas coisas não afastam totalmente a pessoa, frequentemente a distraem muito de prosseguir em seu verdadeiro chamado. Quem deseja correr bem e alcançar o prêmio é ajudado quando livra a mente de fardos exteriores.

Por fim, Paulo dá uma regra ampla para todas as coisas deste mundo: os que usam deste mundo devem usá‑lo “como se dele não abusassem” (1 Coríntios 7:31). O mundo pode ser usado, mas não deve ser abusado. Há abuso quando não se usa as coisas para o fim para o qual Deus as deu, que é honrá‑lo e fazer o bem ao próximo. Há abuso quando essas coisas se tornam alimento para desejos pecaminosos, em vez de auxílio para a obediência. Há abuso quando o mundo se torna nosso senhor, nosso ídolo, tomando o lugar em nosso coração que pertence somente a Deus. Há grande perigo de abusar do mundo de todas essas formas, se o coração estiver fortemente preso a ele.

Devemos manter o mundo, tanto quanto possível, fora do coração, para não o usarmos mal quando o tivermos em nossas mãos. Paulo sustenta esse conselho com duas razões. Primeiro: o tempo é curto (1 Coríntios 7:29). Temos pouco tempo neste mundo, e apenas um breve período para possuir e desfrutar as coisas terrenas. É um tempo contraído, reduzido a um espaço estreito. Logo passará e será recolhido na eternidade. Não ponha, então, o coração nos prazeres mundanos, nem deixe que as preocupações deste mundo o esmaguem. Segure aquilo que em breve terá de deixar, sem permitir que isso o prenda.

Por que fixar profundamente o coração naquilo que tão depressa teremos de abandonar? Segundo: a aparência deste mundo passa (1 Coríntios 7:31). A forma, o aspecto e a figura exterior do mundo estão sempre mudando. Tudo está em movimento constante. Não é tanto um mundo sólido, mas a aparência de um. Tudo nele é espetáculo, e até esse espetáculo dura pouco. Esta é uma razão muito adequada e forte para o conselho anterior. É falta de juízo deixar‑se levar pelas figuras que se desfazem como num sonho. Em verdade, o homem anda como uma sombra vã (Salmo 39:6), em meio a aparências fracas e passageiras. Deve ele ser profundamente abalado ou grandemente perturbado por um cenário assim?

Paulo reforça ainda mais o seu conselho geral, advertindo contra o peso excessivo das preocupações terrenas: “E bem quisera eu que estivésseis sem cuidados” (1 Coríntios 7:32). Ser descuidado é errado, pois a atenção sábia às coisas da terra é um dever. Mas estar cheio de ansiedade e de inquietação por causa delas é pecado. Todo cuidado que perturba a mente e a desvia da adoração a Deus é prejudicial, pois Deus deve ser servido “sem distração” (1 Coríntios 7:35). A mente inteira deve estar fixa na adoração quando nos aproximamos de Deus. Essa obra é interrompida quando o coração é puxado em outras direções pelas preocupações exteriores.

É, portanto, sabedoria do cristão ordenar a sua vida externa e escolher o seu estado de vida de tal modo que esteja livre de cuidados distraidores. Assim poderá ocupar‑se do Senhor com um coração aberto e desimpedido. Esta é a regra principal que o apóstolo dá para a vida cristã. A sabedoria cristã deve aplicá‑la à situação de cada pessoa. A melhor condição para qualquer um é aquela que mais favorece a sua alma e o mantém mais livre dos cuidados e laços do mundo.

Com essa regra, Paulo responde à pergunta dos coríntios sobre se era prudente casar. Por causa da “presente aflição” e, talvez também, porque naquele tempo cristãos podiam acabar casando com incrédulos, ou até se ver pressionados a esse tipo de união caso resolvessem casar, permanecer solteiro muitas vezes seria melhor. Isso os livraria de cuidados e fardos adicionais e deixaria mais tempo para servir a Deus. Em geral, quanto menos estamos sobrecarregados com os cuidados deste mundo, mais liberdade temos para o serviço de Deus.

Naquele tempo, e talvez não só naquela época, o casamento trazia consigo mais preocupações ligadas a coisas terrenas. O homem casado se preocupa com as coisas do mundo, em como agradar à esposa (1 Coríntios 7:33). A mulher casada se preocupa com as coisas do mundo, em como agradar ao marido. Mas o homem e a mulher solteiros se ocupam mais das coisas do Senhor, para agradar ao Senhor e serem santos no corpo e no espírito (1 Coríntios 7:32, 1 Coríntios 7:34). Isso não significa que pessoas casadas não possam ser santas em corpo e espírito. O estado de solteiro, o celibato, não é em si mesmo mais puro ou mais santo do que o casamento. Mas, naquele tempo, os solteiros tinham mais condições de fazer da religião a sua ocupação principal, porque tinham menos distrações deste mundo.

O casamento sempre traz algum tipo de cuidado, embora em alguns momentos isso seja mais pesado do que em outros. Quem é casado precisa pensar constantemente em agradar o outro, ainda que isso, em certas fases e situações, seja mais difícil. Por isso, naquela conjuntura, Paulo aconselhou os solteiros a não se casarem, se não houvesse necessidade de mudar sua condição. Onde a mesma razão se aplica em outras épocas, a mesma regra se ajusta ali também. E a mesma regra deve orientar alguém em direção ao casamento quando as razões apontam nesse sentido, isto é, quando o estado de solteiro provavelmente o desviaria mais do serviço a Deus do que o casamento. Isso pode acontecer em muitos casos.

Essa é a regra geral, e a sabedoria de cada um deve aplicá-la ao seu próprio caso. Com base nela, o cristão deve procurar discernir se o casamento ou a permanência na solteirice lhe trará maior ajuda e menos impedimentos para servir a Deus e cuidar da própria salvação.

IA cristã que considera sua denominação

Aplique 1 Coríntios 7:25 na sua vida hoje

Receba orientação fundamentada nas Escrituras, que considera sua denominação e é personalizada para a sua situação.

1 Faça sua pergunta arrow_forward 2 Considere sua tradição arrow_forward 3 Aplique as Escrituras

Sem cartão de crédito • Orientação bíblica • 15 créditos grátis para começar

Deste capítulo

Oração diária

Receba uma reflexão bíblica diária por e-mail

Comece cada manhã com um versículo, uma oração e um próximo passo simples.

Grátis. Cancele quando quiser. Nunca compartilhamos seu email.

Aviso importante: Esta orientação bíblica não substitui cuidados profissionais de saúde mental. Se você estiver com sintomas de crise, ligue para 188 (CVV) no Brasil ou 988 nos EUA, ou procure ajuda profissional imediatamente.

Bible Guided oferece orientação baseada na fé e deve complementar, não substituir, apoio terapêutico profissional.