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Amós 5:4 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" Porque assim diz o Senhor à casa de Israel: Buscai-me, e vivei. "

Amós 5:4

menu_book Versículo no contexto

2 A virgem de Israel caiu, e não mais tornará a levantar-se; desamparada está na sua terra, não há quem a levante.

3 Porque assim diz o Senhor DEUS: A cidade da qual saem mil conservará cem, e aquela da qual saem cem conservará dez, para a casa de Israel.

4 Porque assim diz o Senhor à casa de Israel: Buscai-me, e vivei.

5 Mas não busqueis a Betel, nem venhais a Gilgal, nem passeis a Berseba, porque Gilgal certamente será levada ao cativeiro, e Betel será desfeita em nada.

6 Buscai ao Senhor, e vivei, para que ele não irrompa na casa de José como um fogo, e a consuma, e não haja em Betel quem o apague.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Esta é uma mensagem de Deus para a casa de Israel. Ele lhes mostra onde erraram, para que reconheçam a necessidade de se arrepender e mudar. Assim, quando forem chamados a voltar, não precisarão perguntar: “Como havemos de voltar?” (Amós 5:12).

Quando refletimos seriamente sobre nossos pecados, devemos vê-los como Deus os vê em seu justo juízo, e como Ele os verá naquele grande dia. Primeiro, nossos pecados são muitos. São muitas transgressões, pecados de vários tipos, repetidos muitas vezes. Quantos pensamentos vãos e maus se amontoam em nosso interior. Quantas palavras tolas e pecaminosas já falamos. De quantas formas seguimos nossos desejos e paixões corrompidos. E em quantas ocasiões deixamos de fazer o que sabíamos ser o certo. Ninguém consegue entender plenamente os próprios erros, nem contar quantas vezes ofende. Deus sabe exatamente quantos são os nossos pecados, e nenhum deles escapa ao seu olhar. Já sabemos que são pecados demais para contarmos, mais numerosos do que os cabelos da cabeça. Isso deveria nos mostrar o perigo que trouxemos sobre nós mesmos, e o quanto devemos em arrependimento, por causa de nossos muitos pecados diários.

Em segundo lugar, alguns pecados são muito graves. São pecados poderosos, agravados tanto pela sua própria natureza quanto pela ousadia com que são cometidos. São pecados contra a luz natural, crimes abertos que bastam para calar a consciência e fazer cair sobre nós o juízo de Deus.

O profeta então cita alguns desses grandes pecados. Eles corromperam o culto a Deus e se voltaram para os ídolos. Olhavam para Betel, onde estava um dos bezerros de ouro. Iam a Gilgal, lugar escolhido para idolatria justamente porque, nos dias de Josué, fora famoso pelas grandes obras de Deus em favor do seu povo. Berseba, que fora célebre nos dias dos patriarcas, tornou-se outro ponto de reunião para a idolatria. Chegavam a viajar até lá, embora ficasse distante, na terra de Judá. Depois de tamanha infidelidade vergonhosa para com Deus, deveriam ter ficado profundamente tocados a fim de voltar para Ele.

Eles também perverteram a justiça entre si. Transformaram o juízo em absinto, tornando-o amargo e odioso para Deus e para os homens. A justiça, quando corretamente exercida, é uma das maiores bênçãos. Mas nada é mais prejudicial, e nada é mais detestável, do que praticar o mal fingindo fazer o bem. O que é melhor, quando corrompido, torna-se o pior. Agiam como se os que praticavam o mal respondessem apenas ao céu, e não às autoridades e juízes na terra. Assim, as coisas se pareciam com os dias anteriores ao dilúvio, quando a terra estava cheia de violência.

Foram também muito duros com os pobres, tornando-os ainda mais pobres. Pisavam os necessitados, esmagavam-nos e tratavam os humildes como um escabelo para seus pés. Eram ásperos e brutais com os mansos e submissos. Não se importavam com a vergonha e a miséria que lançavam sobre pessoas das quais pouco podiam tirar. Os juízes só queriam se enriquecer, por isso tomavam dos pobres cargas de trigo, seja como suborno, seja como juros extorquidos à força. Os pobres não tinham como escapar de serem esmagados, a não ser entregando montes de cereal que deveriam alimentar suas próprias famílias, e eram obrigados a fazê-lo. Alguns entendem isso também como a cobrança de dívidas legítimas em trigo, devidas por aluguel ou por grão emprestado, mas exigidas com crueldade de pessoas incapazes de pagar, porque a providência de Deus as havia deixado em necessidade (Neemias 5:2, 5). Mesmo ao exigir uma dívida real, devemos cuidar para não agir com injustiça nem sem misericórdia.

Essa opressão é novamente lançada contra eles. Afligiam o justo usando a lei e a espada da justiça contra os inocentes e pacíficos na terra. Odiavam as pessoas por serem mais justas do que eles. Qualquer um que se afastasse do mal tornava-se presa deles. Também recebiam suborno dos ricos, para apoiá-los em esmagar os pobres. Quem tivesse dinheiro em mãos podia ter certeza de que a sentença seria a seu favor, não importando quão má fosse a sua causa. Dessa maneira afastavam o pobre da porta, onde as causas eram julgadas, e lhe tiravam o direito. Se o pobre recorria à justiça e não podia subornar os juízes, ou não queria fazê-lo ainda que pudesse, mesmo assim era repelido por uma sentença injusta e não conseguia alcançar o que lhe era devido. Por isso, o prudente se calava (Amós 5:13). Quando as pessoas são injustiçadas e sabem que falar nada adiantará, muitas vezes acham que o silêncio é o caminho mais seguro.

Eles também eram perseguidores maldosos dos fiéis servos de Deus e do seu povo. Seus corações estavam tão decididos a fazer o mal que não suportavam repreensão. Odiavam aquele que os repreendia à porta, seja à porta da casa do Senhor, seja nos tribunais, seja em lugares públicos onde a sabedoria levanta a voz (Provérbios 1:21). Odiavam aqueles que, por ofício, tinham de repreender, tratando-os como inimigos porque diziam a verdade, assim como Acabe odiava Micaías. Não apenas desprezavam tais pessoas, mas lhes desejavam o mal. Quem odeia a correção ama a própria ruína.

Também odiavam a conduta honesta dos seus vizinhos retos. Embora as coisas estivessem muito corrompidas, ainda havia alguns que falavam a verdade e cuidavam do que diziam. Isso era a honra deles, e a vergonha dos que falavam enganosamente. Dessa forma, os justos condenavam os perversos, assim como a fé de Noé condenou a incredulidade do mundo antigo. Por causa disso, eram detestados. Eram tão inimigos da honestidade que não suportavam ver um homem íntegro. Quem se importa com o bem da sociedade humana amará e valorizará os que falam a verdade, porque a verdade é o laço que mantém as pessoas unidas. Que grande loucura e insensatez é, então, quando as pessoas expulsam a justiça de seus próprios corações e querem que ela seja expulsa também do mundo. Isso transformaria a humanidade em um estado de guerra. No entanto, era isso que faziam, odiando o que fala a verdade. Por isso, o prudente se calará naquele tempo (Amós 5:13).

Os profetas, porém, não podem se calar. Estão sob um forte impulso interior, de modo que a prudência humana não consegue detê-los. Precisam clamar e não poupar. Mas outros homens sábios e bons podem ficar em silêncio, e até considerar esse silêncio como prudência, porque o tempo é mau.

Primeiro, podem achar perigoso queixar-se, e por isso nada dizem. Um dos modos pelos quais os ímpios oprimiam os justos era distorcendo palavras simples e fazendo as pessoas parecerem culpadas por dizerem a coisa errada (Isaías 19:21). Assim, os cuidadosos, sábios como as serpentes, precisavam vigiar cada palavra. Não sabiam como seus dizeres poderiam ser torcidos ou usados contra eles, e, em tal tempo, o silêncio parecia mais seguro. Quando os tempos são corruptos, muitas vezes as pessoas boas ficam escondidas, e as pessoas boas ficam caladas. Esse silêncio pode ser sábio, porque o pouco que se diz é mais fácil de reparar. Ainda assim, é consolo saber que, quando não podem falar livremente com mais ninguém, ainda podem falar livremente com Deus.

Segundo, podem achar inútil repreender os outros. Veem o mal sendo praticado, e seus corações se agitam, como o de Paulo em Atenas. Ainda assim, julgam ser prudente não protestar abertamente, porque isso não trará resultado. As pessoas estão presas aos seus ídolos; então, que sejam deixadas. Não é preciso discutir sem cessar com todos, nem lançar pérolas aos porcos. Homens cautelosos podem até dizer a um repreensor ousado o que Erasmo disse a Lutero: “Vai para o teu quarto e clama: ‘Tem misericórdia de mim, Senhor!’”. Deixem advertências mais sérias e conselhos para pessoas melhores e tempos melhores. Há tempo de calar e tempo de falar (Eclesiastes 3:7). Tempos maus não suportam o trato franco, isto é, pessoas más não o suportam. Quando homens sábios e bons concluem que é inútil e perigoso falar com elas, essas pessoas têm fortes motivos para se reconhecerem como muito más.

Eles também são advertidos sobre o perigo em que se encontram e sobre os juízos que seus pecados trouxeram para perto. Primeiro, os lugares de sua idolatria seriam arruinados antes de qualquer outra coisa (Amós 5:5). Gilgal, centro de seu culto idólatra, iria para o cativeiro, junto com seus habitantes e seus ídolos. Betel, com o seu bezerro de ouro, seria reduzida a nada. O inimigo conquistador faria ali uma obra rápida. Seria tão completamente saqueada que ficaria sem valor algum. Os ídolos sempre foram coisas vãs, sem valor, e isso ficará evidente quando Deus se levantar para destruí-los.

Em segundo lugar, toda a nação corre o risco de ser arruinada junto com os ímpios (Amós 5:6). Se não buscarem o Senhor em tempo, ele pode irromper como fogo na casa de José e devorá-la. Deus é Juiz justo, fogo consumidor; Israel, como gente culpada, é como palha seca diante dele. Ai dos que se tornam combustível para o fogo da ira de Deus. O texto diz que não haverá quem o apague em Betel. Ali estavam os seus ídolos, com seus sacerdotes idólatras. Ali levavam seus sacrifícios e faziam suas orações. Mas, quando o fogo do juízo de Deus viesse, todos os deuses servidos em Betel seriam impotentes. Não poderiam deter o juízo, nem trazer alívio debaixo dele. Os que fazem do mundo um ídolo descobrirão que ele não pode protegê-los quando Deus os chamar a prestar contas de sua falsa adoração.

Em terceiro lugar, o que eles tinham ajuntado por opressão e engano lhes seria tirado (Amós 5:11). Construíram casas de pedras lavradas, imaginando que durariam muito. Porém não morariam nelas, porque os inimigos as queimariam, as tomariam ou os levariam cativos. Plantaram vinhas agradáveis e as planejaram com cuidado, esperando muitos dias de prazer ali. Mas seriam forçados a partir e jamais beberiam o vinho delas. A lei, com bondade, permitia que um homem fosse dispensado da guerra se havia acabado de construir casa ou plantar vinha (Deuteronômio 20:5, 6). Mas agora a necessidade seria tão urgente que isso já não seria permitido. Todos teriam de ir à batalha, e muitos que haviam recentemente edificado e plantado morreriam na guerra, sem jamais desfrutar o fruto do seu trabalho. O que não é adquirido honestamente dificilmente será desfrutado por muito tempo.

Eles também são instruídos quanto ao seu dever e recebem fortes razões para cumpri-lo com verdadeiro zelo. Os deveres aqui são devoção a Deus e justiça para com o próximo: oração séria e procedimentos honestos. Cada dever lhes é apresentado com motivos adequados.

Em primeiro lugar, são exortados a ser sinceros e dedicados ao se achegarem a Deus (Amós 5:4). Deus diz à casa de Israel: “Buscai-me”. E isso é coerente, pois acaso um povo não deve buscar o seu próprio Deus? (Isaías 8:19). A quem mais poderiam recorrer senão àquele que os guarda? Israel foi príncipe com Deus; que seus descendentes busquem ao Senhor como ele o fez, e eles também serão abençoados. Para isso, devem se afastar dos seus ídolos. Deus não é verdadeiramente buscado se não for buscado sozinho, pois não repartirá o seu lugar com rivais. “Buscai ao Senhor, e não busqueis a Betel” (Amós 5:5). Não procurem orientação nos santuários idólatras, nem recorram aos sacerdotes de Betel em busca de ajuda. Não confiem no bezerro de ouro de lá para proteção, nem levem mais suas orações e sacrifícios ali, nem a Gilgal. Persistir nessas mentiras seria jogar fora a sua própria misericórdia. Buscai ao Senhor, e buscai-o com empenho (Amós 5:6, 8). Informai-vos dele, invocai-o. Buscai conhecer a sua vontade para a cumprirdes, e buscai o seu favor como a vossa verdadeira felicidade.

Para fortalecer esse chamado, somos levados a considerar o que se ganha ao buscar a Deus: será a nossa vida. Se o encontrarmos, seremos felizes nele. Deus o diz claramente aqui: “Buscai-me e vivei” (Amós 5:4). Os que buscam deuses mortos perecerão com eles (Amós 5:5), mas os que buscam o Deus vivo viverão com ele. Serão livrados dos juízos mortais ameaçados contra eles. Sua nação viverá e se reerguerá de sua atual fraqueza. Suas almas viverão; serão santificadas, consoladas e abençoadas para sempre. Viverão.

Também somos informados sobre que tipo de Deus é aquele a quem devemos buscar (Amós 5:8, 9). Primeiro, ele é Deus de todo-poder. Os ídolos eram coisas impotentes: não podiam fazer nem bem nem mal; era loucura temê-los ou confiar neles. Mas o Deus de Israel faz todas as coisas e pode fazer qualquer coisa; por isso devemos buscá-lo. Ele exige a nossa adoração porque todo o poder está em suas mãos, e é para o nosso bem tê-lo ao nosso lado. São então apresentados vários sinais de seu poder na criação, onde ele fez e governa o mundo natural (compare com Amós 4:13). As estrelas são obra de suas mãos. Aquelas mesmas estrelas que os gentios adoravam (Amós 5:26), as estrelas do “vosso deus”, são na verdade criaturas e servas de Deus.

Ele fez as Sete-Estrelas (as Plêiades) e Órion, dois conjuntos notáveis de astros que Amós, como boieiro, provavelmente contemplava enquanto cuidava do gado à noite. Deus as fez no princípio e ainda as conserva em seu lugar e ordem. Ele também pode, como diz Jó, influenciar a doce influência das Plêiades e de Órion (Jó 38:31; 9:9). Amós parece remontar àquelas manifestações iniciais da glória de Deus, anteriores ao tempo em que ele se deu a conhecer como o Deus de Israel.

Em segundo lugar, o curso fixo do dia e da noite está sob o governo de Deus. Ele transforma a noite escura, como sombra da morte, em manhã, fazendo o sol nascer. Em seguida torna o dia novamente escuro ao pôr do sol, e pode usar esse mesmo poder em favor de pecadores humilhados. Pode rapidamente transformar aflição e tristeza em paz e alegria, e com a mesma rapidez converter o êxito dos pecadores orgulhosos em trevas, até em trevas espessas.

Em terceiro lugar, a subida e a descida da chuva obedecem ao seu mandado. Ele chama as águas do mar, e o sol faz subir delas os vapores. Estes se reúnem em nuvens e depois caem sobre a terra para regá-la e torná-la frutífera. Esta é a bênção que Deus havia recentemente retido deles (Amós 4:7), por isso deveriam ter olhado somente para ele em busca dela. Os falsos deuses das nações não podiam mandar chuva, e nem mesmo o céu, por si, podia dar aguaceiros (Jeremias 14:22). É Deus quem fez todas essas coisas, e Jeová é o seu nome, o nome com o qual o Deus da natureza, o Deus de toda a terra, se deu a conhecer a Israel e entrou em aliança com eles.

Sendo o Deus de todo-poder, ele também concede força e poder ao seu povo que o busca. Renova as forças dos que as perderam, se esperam nele. Assim, em (Amós 5:9), ele fortalece o fraco contra o forte de tal modo que o fraco pode marchar contra a fortaleza e atacar com ousadia aqueles que o oprimiram. Isso é grande encorajamento para buscar o Senhor. Se o fizerem, ele pode restaurar a sua condição mesmo quando tiverem chegado ao ponto mais baixo. Ainda que sejam fracos e seus inimigos fortes, se Deus estiver ao seu lado, se reerguerão tão plenamente que, da próxima vez, serão eles os atacantes e até os vencedores, tomando a fortaleza de volta e fazendo justas exigências contra seus opressores.

Eles também são exortados a ser honestos e justos em seus negócios com o próximo (Amós 5:14-15). O dever é claro: buscai o bem e não o mal. Odiai o mal, amai o bem e estabelecei o juízo na porta, isto é, restabelecei a justiça onde ela tinha sido expulsa (Amós 5:7). As coisas não estão tão ruins que não possam ser melhoradas se forem dados os passos certos. Não devemos desesperar de corrigir injustiças e abusos. A justiça ainda pode prevalecer onde antes predominou a injustiça.

Para isso, é preciso amar o bem e procurá-lo. Devemos amar bons princípios e firmeza neles. Devemos amar fazer o bem e praticá-lo com frequência. Devemos amar pessoas piedosas, boa conversa e bons deveres. Tudo o que fazemos de bom deve vir do amor, da escolha e com prazer. Os que amam o bem o buscarão. Procurarão oportunidades de fazer o bem e se esforçarão para fazer o máximo possível. E odiarão o mal, terão aversão até à ideia de fazer o que é errado e evitarão até a aparência do mal. É inútil afirmar que buscamos a Deus no culto, se não buscamos o bem em todo o nosso modo de viver.

As razões apresentadas são claras. Em primeiro lugar, este é o caminho certo para a nossa própria felicidade e para a permanência da presença de Deus conosco. Buscai o bem e não o mal, e vivereis. Escapareis do castigo que acompanha o mal que escolheis, pois a justiça livra da morte. Também tereis o favor de Deus, que é a vossa verdadeira vida e melhor do que a própria vida. Tereis paz interior e vossa vida produzirá fruto para o bem. Viverão, porque o Senhor Deus dos Exércitos estará convosco e será a vossa vida. Os que permanecem no caminho do dever têm Deus com eles como o Deus dos Exércitos, o Deus de todo-poder. Ele estará convosco “como dizeis”, isto é, como tendes alardeado. Tereis de fato o que antes apenas parecíeis ter e do que vos gabáveis enquanto ainda andáveis na injustiça. Quando as pessoas verdadeiramente se arrependem e se reformam, começam a desfrutar o consolo que antes só imaginavam. Ou, se tendes orado por isso, então vivei de modo condizente com as vossas orações, e recebereis o que pedistes.

Em segundo lugar, este também é o caminho mais provável para trazer bênção à nação. Se você amar e buscar o que é bom, pode ajudar a livrar a terra da ruína. Pode ser que o Senhor, o Deus dos Exércitos, mostre bondade ao remanescente de José, àquela pequena parte sobrevivente da nação. Ainda que reste apenas um remanescente, se Deus for gracioso para com ele, ainda assim pode voltar a crescer e tornar-se novamente uma grande nação.

Se algumas pessoas se converterem do pecado, especialmente se a justiça for restaurada às portas da cidade, então, embora não possamos ter certeza, há forte motivo para esperar que os negócios públicos tomem um rumo melhor e que tudo melhore à medida que as pessoas melhoram sua maneira de viver. As promessas referentes a esta vida muitas vezes são dadas com um “talvez seja assim”, e nossas orações devem ser feitas com o mesmo espírito de humildade.

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