Versículo em destaque
2 Samuel 15:7 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Aconteceu, pois, ao cabo de quarenta anos, que Absalão disse ao rei: Deixa-me ir pagar em Hebrom o meu voto que fiz ao Senhor. "
2 Samuel 15:7
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
5 Sucedia também que, quando alguém se chegava a ele para se inclinar diante dele, ele estendia a sua mão, e pegava dele, e o beijava.
6 E desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; assim furtava Absalão o coração dos homens de Israel.
7 Aconteceu, pois, ao cabo de quarenta anos, que Absalão disse ao rei: Deixa-me ir pagar em Hebrom o meu voto que fiz ao Senhor.
8 Porque, morando eu em Gesur, na Síria, fez o teu servo um voto, dizendo: Se o Senhor outra vez me fizer tornar a Jerusalém, servirei ao Senhor.
9 Então lhe disse o rei: Vai em paz. Levantou-se, pois, e foi para Hebrom.
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Aqui vemos a rebelião de Absalão explodindo depois de um longo tempo de preparação. O texto diz que foi “ao cabo de quarenta anos” (2 Samuel 15:7), mas não fica claro a partir de que momento esse período é contado. Provavelmente não é desde o início do reinado de Davi, pois isso colocaria o acontecimento perto do fim da vida dele. Pode ser contado a partir da primeira unção de Davi por Samuel, ou desde o tempo em que Israel pediu um rei pela primeira vez.
Absalão escolheu Hebrom como o lugar onde seus seguidores se reuniriam. Hebrom era sua cidade natal, e também foi o lugar onde Davi começou a reinar. Isso dava à pretensão de Absalão certa aparência de legitimidade, já que Hebrom era cidade real e ficava em Judá, a tribo onde ele provavelmente pensava ter apoio. Pessoas ambiciosas costumam escolher lugares e circunstâncias que façam seus planos parecerem justos, legais e bem estabelecidos.
A justificativa que ele apresentou para ir até lá, e para convidar outros, foi o desejo de oferecer um sacrifício a Deus, cumprindo um voto que dizia ter feito no exílio (2 Samuel 15:7-8). Há bons motivos para duvidar de que ele realmente tivesse feito esse voto. Mas alguém disposto a cometer assassinato e traição não hesitaria em mentir para obter vantagem. E, dizendo que se tratava de um voto, ninguém poderia facilmente provar o contrário.
Essa desculpa convenceu Davi. Ele ficou contente ao ouvir que o filho parecia disposto a voltar-se para Jerusalém, a cidade de Deus, e a servir ao Senhor. Davi até aceitou que Absalão oferecesse o sacrifício em Hebrom, e não em Sião ou em Gibeão, porque se alegrou com a suposta devoção em si. Pais sensíveis costumam ser rápidos em acreditar o melhor sobre os filhos, mesmo quando esses já deram muitos motivos para desconfiança. Mas filhos podem facilmente usar a confiança de um bom pai para encobrir más intenções com uma aparência de religiosidade.
Absalão também levou com ele duzentos homens, provavelmente líderes de Jerusalém (2 Samuel 15:11). Eles foram de boa vontade e sinceramente, sem suspeitar de qualquer plano maligno. Absalão não tentou envolvê-los diretamente em sua trama, pois sabia que eram leais a Davi. Em vez disso, usou sua presença como vitrine pública, para que outros pensassem que ele tinha o apoio de homens importantes. Não é novidade que pessoas ímpias usem gente boa e coisas boas para encobrir más ações. Quando a religião é transformada em fachada para sedição e busca de poder, alguns sinceros acabam enganados e, sem perceber, dão apoio ao que na verdade detestariam.
O plano mais amplo era que ele fosse proclamado rei em todo Israel assim que o sinal fosse dado (2 Samuel 15:10). Absalão enviou espias adiante para estarem preparados em cada região, a fim de acolherem a notícia com grande entusiasmo e convencerem o povo de que devia aderir ao novo rei. Quando a proclamação se espalhasse, alguns pensariam que Davi havia morrido, e outros, que ele tinha renunciado ao trono. Nessa confusão, muitos se colocariam ao lado de Absalão sem compreender o que de fato estava acontecendo. Homens ambiciosos usam muitos artifícios para atingir seus objetivos, e, tanto na política quanto na religião, não se deve aceitar qualquer declaração sem examiná-la.
A pessoa que Absalão desejava especialmente conquistar era Aitofel, um conselheiro sábio e astuto, antigo conselheiro e amigo íntimo de Davi (Salmo 55:13; Salmo 41:9). Aitofel fora alguém em quem Davi confiara profundamente, mas agora se mantinha afastado da vida pública, talvez por alguma desavença com o rei. Absalão dificilmente poderia ter encontrado instrumento melhor para seus propósitos, pois Aitofel tinha grande juízo e experiência, mas estava insatisfeito com o governo atual. Enquanto ainda fingia adorar, Absalão mandou chamar Aitofel, mostrando como seu coração estava pouco voltado para a devoção. Sua ambição importava mais do que terminar seu sacrifício.
No fim, muita gente se juntou a ele, e a conspiração se fortaleceu e se tornou perigosa. Aqueles que ele havia bajulado e elogiado agora o seguiam, e muitos outros foram arrastados pela influência deles. Uma grande multidão não é critério seguro para discernir o que é certo. Já houve muitas ocasiões em que muitos se uniram para fazer o mal, e até um enorme número pode estar enganado. Se Absalão agiu apenas por orgulho e sede de poder, ou também por amargura contra o pai e desejo de vingança por seu exílio, não fica totalmente claro. Mas, em geral, quem estende a mão para tomar uma coroa, costuma fazê-lo à custa da cabeça que a está usando.
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Deste capítulo
2 Samuel 15:1
"E aconteceu depois disto que Absalão fez aparelhar carros e cavalos, e cinqüenta homens que corressem adiante dele."
2 Samuel 15:2
"Também Absalão se levantou pela manhã, e parava a um lado do caminho da porta. E sucedia que a todo o homem que tinha alguma demanda para vir ao rei a juízo, o chamava Absalão a si, e lhe dizia: De que cidade és tu? E, dizendo ele: De uma das tribos de Israel é teu servo;"
2 Samuel 15:3
"Então Absalão lhe dizia: Olha, os teus negócios são bons e retos, porém não tens quem te ouça da parte do rei."
2 Samuel 15:4
"Dizia mais Absalão: Ah, quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo o homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça!"
2 Samuel 15:5
"Sucedia também que, quando alguém se chegava a ele para se inclinar diante dele, ele estendia a sua mão, e pegava dele, e o beijava."
2 Samuel 15:6
"E desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; assim furtava Absalão o coração dos homens de Israel."
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