Versículo em destaque
2 Pedro 2:3 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. "
2 Pedro 2:3
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
2 E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
3 E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.
4 Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;
5 E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, a oitava pessoa, o pregoeiro da justiça, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;
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As pessoas muitas vezes pensam que demora no castigo significa que, no fim, virá um perdão. Se o juízo não acontece logo, concluem que nunca acontecerá. Mas o apóstolo afirma que os falsos mestres podem parecer bem-sucedidos por um tempo, porém o juízo sobre eles é certo. Deus já decidiu há muito tempo como irá tratar tais pessoas. Aqueles incrédulos que procuram afastar outros da fé já estão condenados, e a ira de Deus permanece sobre eles.
O justo Juiz em breve trará justiça. O dia da desgraça deles está chegando, e a sua ruína avança rapidamente. Para provar isso, o apóstolo nos apresenta vários exemplos do justo juízo de Deus sobre os pecadores. Esses exemplos existem para nos fazer refletir com seriedade e para servir de advertência.
Primeiro, veja como Deus tratou os anjos que pecaram. Nenhuma grandeza pode proteger um pecador do castigo. Se anjos, que são muito mais fortes e sábios do que nós, transgridem a lei de Deus, a sentença contra eles será executada. Deus não os poupou. Quanto maior o ofensor, mais severo pode ser o castigo. Esses anjos tinham a honra de uma natureza mais elevada que a nossa, mas foram punidos imediatamente, sem demora e sem misericórdia.
O pecado também rebaixa e envergonha quem o comete. Os anjos do céu foram lançados de sua posição elevada e despojados de sua glória e honra quando desobedeceram. Quem peca contra Deus prejudica a si mesmo abertamente. Todos os que se rebelam contra o Deus do céu serão lançados no inferno. Não há lugar intermediário seguro entre as alturas da glória e as profundezas da miséria.
O pecado é obra das trevas, e as trevas são o seu salário. As trevas da miséria e do tormento seguem as trevas do pecado. Os que se recusam a andar na luz da lei de Deus serão cortados da luz do seu favor e do consolo de sua presença. Assim como o pecado coloca as pessoas sob castigo, a miséria e o tormento as mantêm sob esse castigo. As trevas de sua condição as retêm no sofrimento, de modo que elas não podem escapar. Ainda assim, a medida completa do tormento não será derramada antes do dia do juízo. Os anjos pecadores já estão no inferno, mas continuam reservados para o juízo do grande dia.
Agora considere como Deus tratou o mundo antigo, de modo semelhante. Ele não poupou o mundo antes do dilúvio. O grande número de ofensores não atrai o favor de Deus, assim como a posição ou a grandeza também não o fazem. Se o pecado se espalha, o castigo pode se espalhar igualmente. Porém, se houver apenas alguns justos, eles serão preservados. Deus não destrói o justo junto com o ímpio. Mesmo em sua ira, ele se lembra da misericórdia.
Os que proclamam a justiça em tempos de profunda corrupção, e que vivem de forma irrepreensível e piedosa, serão guardados em segurança em tempos de destruição geral. Deus também pode usar as próprias coisas que criou para o bem como instrumentos de juízo quando pune pecadores. Ele destruiu o mundo antigo pela água. Mas a causa desse juízo era clara: um mundo cheio de gente ímpia. A impiedade coloca as pessoas fora da proteção de Deus e as deixa expostas à destruição.
Considere ainda como Deus tratou Sodoma e Gomorra. Elas estavam numa região comparável a um jardim do Senhor, fértil e abundante, mas cheias de pecado. Deus pode, de repente, transformar uma terra frutífera em desolação, e um país bem regado em pó e cinzas. Nenhuma aliança política, nenhum acordo público pode proteger um povo pecador do juízo. Sodoma e as cidades ao redor não estavam mais seguras por terem um governo organizado do que os anjos estavam por causa de sua natureza mais elevada, ou o mundo antigo por causa de sua grande população.
Deus pode usar meios opostos para castigar pecadores endurecidos. Ele destruiu o mundo antigo pela água e Sodoma pelo fogo. O mesmo Deus que impede que fogo e água prejudiquem o seu povo (Isaías 43:2) pode usar um ou outro contra seus inimigos. Por isso, eles nunca estão realmente seguros. Os piores pecados atraem os juízos mais pesados. Aqueles que foram mais vergonhosos em sua perversidade também foram assinalados por pragas mais terríveis. Quem peca de modo especialmente grave diante do Senhor deve esperar a vingança mais espantosa.
Os castigos de épocas anteriores foram deixados como advertência para os que vêm depois. Devemos seguir o exemplo deles apenas neste sentido: aprendendo com suas vidas e evitando seus caminhos. Quem continua vivendo no pecado deve enxergar o que o aguarda, se perseverar nessa trilha. Aprendamos com cada exemplo de juízo de Deus registrado nas Escrituras, para que não nos enganemos imaginando que escaparemos do castigo enquanto insistimos em permanecer no pecado.
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Deste capítulo
2 Pedro 2:1
"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição."
2 Pedro 2:2
"E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade."
2 Pedro 2:4
"Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;"
2 Pedro 2:5
"E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, a oitava pessoa, o pregoeiro da justiça, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;"
2 Pedro 2:6
"E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;"
2 Pedro 2:7
"E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis"
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