Versículo em destaque
2 Reis 6:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E disseram os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face, nos é estreito. "
2 Reis 6:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 E disseram os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face, nos é estreito.
2 Vamos, pois, até ao Jordão e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar para habitar. E disse ele: Ide.
3 E disse um: Serve-te de ires com os teus servos. E disse: Eu irei.
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Algumas coisas podem ser observadas aqui.
Primeiro, considere os filhos dos profetas, sua condição e seu caráter. Esta escola provavelmente era a de Gilgal, onde Eliseu estava hospedado (2 Reis 4:38), perto do rio Jordão. Parece que, onde quer que Eliseu morasse, o maior número possível de filhos dos profetas se reunia ao seu redor, porque desejavam o benefício de seu ensino, de seus conselhos e de suas orações. Quem espera ensinar outros deve se empenhar ao máximo para ter, antes, a melhor oportunidade possível de aprender.
O número deles havia crescido tanto que precisavam de mais espaço: “Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face, nos é estreito” (2 Reis 6:1). Isso era um bom sinal, porque mostrava que muitos estavam sendo acrescentados. Os milagres de Eliseu provavelmente atraíram muitos, e talvez tenham crescido ainda mais depois que Geazi foi afastado e um homem mais honesto foi colocado em seu lugar para administrar os suprimentos. Parece que Geazi não tinha sido o único a se ressentir da generosidade de seu senhor, como já havia ficado claro no relato anterior (2 Reis 4:43).
Esses homens eram humildes e não se importavam com nada vistoso ou grandioso. Quando precisaram de mais espaço, não falaram de cedros, mármores ou de mestres de obras habilidosos. Queriam apenas conseguir uma viga cada um, para erguer uma cabana ou casa simples. É apropriado que os filhos dos profetas, que esperam por grandes coisas na vida futura, se contentem com coisas modestas nesta vida.
Eles também eram pobres e não tinham influência junto aos grandes deste mundo. Esse era o tempo de Jorão, rei de Israel, e Jezabel ainda exercia seu domínio por meio de sua influência maligna; se os filhos dos profetas precisassem de ajuda do governo, teriam de pedi-la. Mas os profetas de Deus raramente são os favoritos do mundo. Eram tão pobres que não podiam contratar trabalhadores. Precisaram deixar seus estudos e fazer o trabalho com as próprias mãos, e ainda tiveram de tomar emprestadas as ferramentas de seus vizinhos. A pobreza não é impedimento para servir como profeta.
Eram homens diligentes, dispostos a se esforçar. Não queriam viver como parasitas ociosos, nem como monges preguiçosos, à custa do trabalho de outros. Apenas pediram permissão a seu líder para trabalharem por si mesmos. Os filhos dos profetas não devem estar tão voltados para o estudo e para a oração a ponto de se tornarem incapazes de agir, e menos ainda se permitir cair na preguiça e fugir do trabalho. Quem precisa comer precisa trabalhar, como Paulo diz (2 Tessalonicenses 3:8, 10). Ninguém deve considerar o trabalho honesto um peso ou uma vergonha.
Eles também tinham profundo respeito por Eliseu. Embora fossem profetas, ainda assim o honravam muito. Não quiseram começar a construção sem sua permissão (2 Reis 6:2). É prudente que todos desconfiem um pouco do próprio julgamento, mesmo quando acham ter fortes motivos para confiar nele, e busquem o conselho dos mais sábios e experientes. É especialmente adequado que os filhos dos profetas mantenham perto de si o pai espiritual e ajam, nas questões importantes, sob sua direção, com a permissão de seus superiores.
Eles também não quiseram ir cortar madeira sem a presença dele. “Contenta-te em ires com os teus servos” (2 Reis 6:3). Queriam que não apenas os aconselhasse se algo desse errado, mas também mantivesse a boa ordem entre eles, para que, estando sob seu olhar, se comportassem de maneira adequada. Bons discípulos desejam permanecer sob boa disciplina.
Eram homens honestos, cuidadosos em dar a cada um o que é seu. Quando um deles, ao golpear, deixou o ferro do machado cair na água, não se desculpou dizendo que fora apenas um acidente, nem culpou o cabo, nem tratou a perda com indiferença. Pelo contrário, clamou aflito: “Ai, meu senhor! Porque era emprestado” (2 Reis 6:5). Se o machado fosse seu, ele já ficaria triste por não poder mais ajudar seus irmãos; mas, como era emprestado, ficou ainda mais angustiado por não poder ser justo com o dono, a quem devia não apenas justiça, mas também gratidão. Devemos cuidar do que tomamos emprestado tanto quanto cuidaríamos do que é nosso, para não causar dano. Devemos amar o próximo como a nós mesmos e fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem. Esse profeta provavelmente era pobre e não tinha como repor o machado, o que tornava a perda ainda mais difícil. Para pessoas honestas, o pior da pobreza muitas vezes não é a própria falta ou humilhação, mas a impossibilidade de pagar aquilo que justamente devem.
Agora considere Eliseu, pai dos profetas. Ele mostrou grande humildade e compaixão, porque foi com os filhos dos profetas ao bosque quando eles pediram sua companhia (2 Reis 6:3). Ninguém, especialmente nenhum ministro de Deus, deve se achar importante demais para se abaixar a fim de fazer o bem. Ele também era um homem de grande poder, pois fez o ferro flutuar, contrariando sua inclinação natural (2 Reis 6:6). O Deus que fez a natureza não está preso às leis comuns da natureza. Eliseu não repetiu a perda lançando também o cabo na água, mas cortou um pedaço novo de madeira e o lançou ao rio. Não é necessário imaginar que a madeira afundou e ergueu o ferro; bastou que servisse como sinal da ordem de Deus para que o ferro subisse.
Da mesma forma, a graça de Deus pode erguer um coração que se tornou como ferro pesado, afundado na lama deste mundo. Ela também pode elevar nossos pensamentos e desejos naturais para as coisas do alto, celestiais.
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Deste capítulo
2 Reis 6:2
"Vamos, pois, até ao Jordão e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar para habitar. E disse ele: Ide."
2 Reis 6:3
"E disse um: Serve-te de ires com os teus servos. E disse: Eu irei."
2 Reis 6:4
"E foi com eles; e, chegando eles ao Jordão, cortaram madeira."
2 Reis 6:5
"E sucedeu que, derrubando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor! ele era emprestado."
2 Reis 6:6
"E disse o homem de Deus: Onde caiu? E mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro."
2 Reis 6:7
"E disse: Levanta-o. Então ele estendeu a sua mão e o tomou."
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