Versículo em destaque
2 Reis 24:8 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" Tinha Joaquim dezoito anos de idade quando começou a reinar, e reinou três meses em Jerusalém; e era o nome de sua mãe, Neusta, filha de Elnatã, de Jerusalém. "
2 Reis 24:8
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
6 E Jeoiaquim dormiu com seus pais; e Joaquim, seu filho, reinou em seu lugar.
7 E o rei do Egito nunca mais saiu da sua terra; porque o rei de babilônia tomou tudo quanto era do rei do Egito, desde o rio do Egito até ao rio Eufrates.
8 Tinha Joaquim dezoito anos de idade quando começou a reinar, e reinou três meses em Jerusalém; e era o nome de sua mãe, Neusta, filha de Elnatã, de Jerusalém.
9 E fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizera seu pai.
10 Naquele tempo subiram os servos de Nabucodonosor, rei de babilônia, a Jerusalém; e a cidade foi cercada.
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Esta passagem introduz aquilo que deveria ser a história do reinado de Joaquim, mas se torna, na verdade, o relato de seu cativeiro, como é chamado em outra parte da Escritura (Ezequiel 1:2). Ele subiu ao trono não para desfrutar de sua honra, mas para perdê-la em vergonha. Entrou para logo em seguida ser forçado a sair.
Seu reinado foi curto e de pouca relevância. Reinou apenas três meses em Jerusalém, e então foi deposto e levado cativo para a Babilônia, exatamente como provavelmente teria acontecido com seu pai, Jeoaquim, se este tivesse vivido um pouco mais. Foi um rei jovem e infeliz, lançado sobre uma casa em ruínas e um trono que afundava. Teve um pai egoísta, que nada lhe deixou de herança senão a própria miséria. E, no entanto, esse jovem rei reinou tempo suficiente para mostrar que verdadeiramente sofria pelos pecados de seu pai, porque andou nos mesmos caminhos (2 Reis 24:9). Fez o que era mau aos olhos do Senhor, como eles haviam feito. Não fez nada para interromper a corrente de maldição nem para remover os pesados fardos de sua coroa; assim, seu próprio pecado e o pecado de seu pai precisavam ser contados juntos.
Os problemas que caíram sobre ele, sua família e seu povo logo no início de seu reinado foram muito pesados. Jerusalém foi cercada pelo rei da Babilônia (2 Reis 24:10, 2 Reis 24:11). Ele já havia enviado seu exército para devastar a terra (2 Reis 24:2). Agora veio em pessoa e sitiou a cidade. Nisso cumpriu-se a palavra de Deus (Deuteronômio 28:49 e seguintes), de que o Senhor traria de longe uma nação, de rosto feroz, que primeiro consumiria o fruto da terra e depois os cercaria em todas as suas cidades.
Joaquim rendeu-se de imediato. Assim que soube que o próprio rei da Babilônia tinha vindo contra a cidade, e que seu nome se tornara temível, tratou de fazer acordo e saiu ao seu encontro (2 Reis 24:12). Se tivesse feito paz com Deus, e seguido o mesmo caminho que Ezequias seguiu em perigo semelhante, não teria precisado temer o rei da Babilônia. Poderia ter permanecido firme com coragem, honra e bom êxito, pois um só poderia perseguir mil, se cresse. Mas, como lhe faltavam a fé e a piedade de um verdadeiro israelita, faltou-lhe também a coragem de homem, de soldado e de rei. Ele, sua família real, sua mãe e suas mulheres, seus servos e oficiais, todos se entregaram como prisioneiros de guerra. Esse foi o resultado de serem escravos do pecado.
Nabucodonosor esvaziou os tesouros tanto da casa do Senhor quanto da casa do rei, levando a prata e o ouro de ambas (2 Reis 24:13). Assim se cumpriu a palavra de Isaías (2 Reis 20:17), de que tudo o que havia na casa do rei seria levado para a Babilônia. Até os utensílios do templo que Salomão havia mandado fazer e guardar para uso futuro, quando os antigos se gastassem, ele levou do templo. A princípio começou a quebrá‑los, mas depois passou a guardá‑los para seu próprio uso, pois mais adiante vemos Belsazar bebendo vinho neles (Daniel 5:2, Daniel 5:3).
Ele também levou cativa uma grande parte de Jerusalém, para enfraquecer a cidade, de modo a mantê-la sob domínio e impedir futuras rebeliões, e também para enriquecer‑se com os bens e o trabalho daqueles que levou. Alguns já haviam sido deportados oito anos antes, no primeiro ano de Nabucodonosor e no terceiro ano de Jeoaquim, entre eles Daniel e seus companheiros (Daniel 1:1, Daniel 1:6). Eles se mostraram tão úteis que esse rei astuto quis mais homens como eles. Agora levou consigo o próprio jovem rei e sua família (2 Reis 24:15), e depois ficamos sabendo que Joaquim permaneceu preso de perto durante trinta e sete anos (2 Reis 25:27-29). Levou também todos os principais homens, príncipes e oficiais, cujas riquezas tinham sido ajuntadas apenas para seu próprio dano (Eclesiastes 5:13), pois esse acúmulo os tornou alvo desejado pelo inimigo. Levou todos os soldados, os homens valentes (2 Reis 24:14), os poderosos da terra (2 Reis 24:15), os homens de força, todos aptos para a guerra (2 Reis 24:16). Eles não puderam defender a si mesmos, e o conquistador não os deixaria para defenderem seu país, mas sim para servirem a ele. Levou ainda todos os artífices e ferreiros que fabricavam armas de guerra e, ao tirá‑los, na prática desarmou a cidade, como antes haviam feito os filisteus (1 Samuel 13:19).
Nessa deportação, foi levado também Ezequiel, o profeta (Ezequiel 1:1, Ezequiel 1:2), e, mais tarde, ficamos sabendo que também Mordecai estava entre os exilados (Ester 2:6). Joaquim era também chamado Jeconias (1 Crônicas 3:16) e, em tom de desprezo, na profecia de seu cativeiro, Conias (Jeremias 22:24).
O rei da Babilônia nomeou então um sucessor no lugar de Joaquim. Deus já havia escrito de Joaquim que seria considerado sem filhos para o trono (Jeremias 22:30), por isso o governo foi entregue a seu tio. O rei da Babilônia fez de Matanias, filho de Josias, rei, e, para mostrar que ele passava a ser sua criatura, mudou-lhe o nome para Zedequias (2 Reis 24:17). Deus antes havia repreendido o povo por levantar reis sem consultá‑lo (Oséias 8:4) e, agora, em juízo, permitiu que o rei da Babilônia fosse aquele que determinasse quem reinaria sobre eles. Os que usam sua liberdade contra a autoridade de Deus são justamente privados dela. Zedequias foi o último rei de Judá. O nome dado a ele pelo rei da Babilônia significa “justiça do Senhor”, e apontava para a justiça de Deus que se manifestaria em sua própria ruína.
Vê-se quão ímpio foi Zedequias. Os juízos de Deus sobre seus três predecessores imediatos deveriam tê‑lo advertido a não seguir o mesmo exemplo, ainda assim ele fez o que era mau, como os demais (2 Reis 24:19). Vê-se também quão insensato foi. Como seu predecessor, perdeu não só a coragem, mas também a sabedoria, juntamente com sua fidelidade religiosa, quando se rebelou contra o rei da Babilônia (2 Reis 24:20), a quem pagava tributo. Desafiou um poder que não podia enfrentar, ainda que esse mesmo poder estaria disposto a protegê‑lo se tivesse permanecido leal. Essa foi a atitude mais insensata que poderia ter tomado e apressou a queda de seu reino. Tudo isso veio por causa da ira do Senhor, para que Ele os lançasse fora da sua presença. Quando aqueles que são responsáveis pelo conselho de uma nação agem sem sabedoria e contra o verdadeiro bem do povo, devemos reconhecer nisso o desagrado de Deus. Por causa dos pecados de um povo, Deus retira a palavra fiel dos que deveriam ser confiáveis, tira o entendimento dos anciãos e esconde de seus olhos as coisas que dizem respeito à paz pública. A quem Deus intenta destruir, deixa sem juízo.
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Deste capítulo
2 Reis 24:1
"Nos seus dias subiu Nabucodonosor, rei de babilônia, e Jeoiaquim ficou três anos seu servo; depois se virou, e se rebelou contra ele."
2 Reis 24:2
"E o Senhor enviou contra ele as tropas dos caldeus, as tropas dos sírios, as tropas dos moabitas e as tropas dos filhos de Amom; e as enviou contra Judá, para o destruir, conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de seus servos, os profetas."
2 Reis 24:3
"E, na verdade, conforme o mandado do Senhor, assim sucedeu a Judá, para o afastar da sua presença por causa dos pecados de Manassés, conforme tudo quanto fizera."
2 Reis 24:4
"Como também por causa do sangue inocente que derramou; pois encheu a Jerusalém de sangue inocente; e por isso o Senhor não quis perdoar."
2 Reis 24:5
"Ora, o mais dos atos de Jeoiaquim, e tudo quanto fez, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Judá?"
2 Reis 24:6
"E Jeoiaquim dormiu com seus pais; e Joaquim, seu filho, reinou em seu lugar."
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