Versículo em destaque
2 Reis 14:23 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" No décimo quinto ano de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, começou a reinar em Samaria, Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel, e reinou quarenta e um anos. "
2 Reis 14:23
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
21 E todo o povo de Judá tomou a Azarias, que já era de dezesseis anos, e o fizeram rei em lugar de Amazias, seu pai.
22 Este edificou a Elate, e a restituiu a Judá, depois que o rei dormiu com seus pais.
23 No décimo quinto ano de Amazias, filho de Joás, rei de Judá, começou a reinar em Samaria, Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel, e reinou quarenta e um anos.
24 E fez o que era mau aos olhos do Senhor; nunca se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fez pecar a Israel.
25 Também este restituiu os termos de Israel, desde a entrada de Hamate, até ao mar da planície; conforme a palavra do Senhor Deus de Israel, a qual falara pelo ministério de seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, o qual era de Gate-Hefer.
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Aqui começa o relato do reinado de Jeroboão II. O próprio nome do rei já mostra o quanto a família de Jeú se prendeu aos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, aquele que fez Israel pecar, pois chegaram ao ponto de dar ao herdeiro do trono o mesmo nome. Consideravam esse nome honroso, embora a Palavra de Deus o marque com vergonha.
Seu reinado foi longo, o mais longo entre todos os reis de Israel: quarenta e um anos. Seu contemporâneo, Azarias, rei de Judá, reinou ainda mais, cinquenta e dois anos. Este Jeroboão reinou tanto quanto Asa tinha reinado em Judá (1 Reis 15:10), mas um fez o que era bom e o outro o que era mau. Não se pode julgar o caráter de um homem pela duração da sua vida nem pelo tamanho de sua prosperidade. O mesmo fim vem sobre o justo e o ímpio.
Seu caráter foi igual ao dos outros reis de Israel. Ele fez o que era mau (2 Reis 14:24), porque não se desviou dos pecados de Jeroboão. Manteve o culto aos bezerros e nunca o abandonou, pensando que não havia mal nisso, já que seus antepassados também o tinham feito. Mas um pecado não é menos perverso aos olhos de Deus por ser antigo e costumeiro. É uma desculpa fraca para rejeitar o bem dizer que estamos acostumados ao mal.
Apesar disso, ele prosperou mais do que a maior parte daqueles reis, porque, embora fizesse o mal em um ponto, podia haver nele algum bem em outros aspectos, e Deus lhe mostrou favor. Deus fez isso, em primeiro lugar, por meio da profecia. Ele levantou Jonas, filho de Amitai, um homem da Galileia, o que mostra o erro daqueles que afirmaram que da Galileia não poderia vir profeta (João 7:52). Por meio de Jonas, Deus manifestou sua misericórdia para com Israel, ainda que tivessem pecado contra ele. Deus animou Jonas a apoiar o esforço do reino para recuperar seu antigo território, e essa promessa divina fortalecia suas vitórias. É sinal de que Deus não rejeitou o seu povo quando ainda lhes envia ministros fiéis. Quando Eliseu, que havia fortalecido Joás, foi tirado, Jonas foi enviado para encorajar o filho de Joás. Bem-aventurada é a terra que, geração após geração, tem profetas ao lado de seus reis, para que a palavra do Senhor permaneça para sempre.
Sabemos muito mais sobre esse Jonas no pequeno livro que leva o seu nome. É provável que, quando Deus o enviou a Nínive, ele ainda fosse jovem e disposto a enfrentar tal missão. Também é possível que ainda não estivesse há muito tempo acostumado às visões de Deus quando mais tarde agiu tão mal e se perturbou tanto. Se assim foi, seu ministério posterior em Israel é um claro sinal de que Deus havia perdoado suas faltas e tolices anteriores. O próprio fato de alguém ser novamente comissionado ao serviço de Deus pode ser um indício de perdão. Quem conheceu a misericórdia apesar de suas falhas está mais apto a encorajar outros a esperar misericórdia também. Alguns começam mal, com imprudência e temperamento exaltado, e até manejam seu trabalho de modo desastrado no início, mas depois se tornam úteis e respeitados. As pessoas não devem ser descartadas por qualquer falta.
Deus também mostrou favor por meio de sua providência, dirigindo os acontecimentos conforme a sua palavra. Os exércitos de Jeroboão tiveram êxito, e ele restaurou os limites de Israel. Recuperou as cidades e regiões fronteiriças desde Hamate, no norte, até o mar da planície, isto é, o mar Morto ou mar de Sodoma, no sul, que os sírios haviam tomado (verso 25). Duas razões são apresentadas para explicar por que Deus concedeu essas vitórias. Primeiro, a aflição deles era muito grande, e isso moveu à compaixão do Senhor (verso 26). Ainda que não se mencione aqui nenhum sinal claro de arrependimento, Deus viu a amargura de sua dor. Os que viviam sob domínio inimigo eram duramente oprimidos e não tinham nada de seu que estivesse seguro. Os demais provavelmente estavam exaustos de tantas incursões, despojados de seus bens e mantidos em constante medo. Não havia quem escapasse, nem preso nem livre; cidades e campos estavam saqueados, e não surgia socorro. Tinham sido muito abatidos em muitas partes do país no início do reinado de Jeroboão, e Deus, por pura piedade, atendeu ao clamor de sua angústia, não a qualquer clamor de oração que aqui se registre. Ele os livrou pela mão de Jeroboão. Os que se encontram em dores e aflições sem saída podem consolar-se com a compaixão de Deus. Lemos que ele é de ternas misericórdias e grande em benignidade (Isaías 63:15; Jeremias 31:20; Salmo 86:15).
Em segundo lugar, ainda não havia saído o decreto para a destruição total de Israel. Deus ainda não tinha dito que apagaria o nome de Israel (2 Reis 14:27), e, porque não o tinha dito, não o faria. Se isso se refere à posterior dispersão das dez tribos, então ele de fato o disse e o executou. Ainda assim, esse nome permanece debaixo do céu em Israel segundo o evangelho, e permanecerá até o fim dos tempos. Como ainda traziam o nome que fora destinado a honra duradoura, Deus lhes mostrou essa bondade, e também o fez por causa da antiga honra ligada a esse nome (2 Reis 13:23).
Assim terminou o reinado de Jeroboão. Lemos sobre o seu poder e suas guerras (2 Reis 14:28), mas ele dormiu com seus pais (2 Reis 14:29). Até os mais fortes devem ceder à morte, e não há dispensa nesse combate. Israel tinha visto muitos profetas ao longo dos anos, uma sucessão constante deles em todas as épocas, mas nenhum havia posto por escrito suas profecias até que, neste período, alguns começaram a fazê-lo. Suas palavras passaram a fazer parte das Escrituras. No reinado de Jeroboão, Oséias começou a profetizar, e foi o primeiro a registrar suas profecias, razão pela qual a palavra do Senhor por meio dele é chamada de princípio da palavra do Senhor (Oséias 1:2). Nesse mesmo tempo, Amós também profetizou e escreveu sua profecia, e logo depois veio Miqueias, e então Isaías, nos dias de Acaz e Ezequias. Assim, Deus nunca se deixou sem testemunho. Mesmo nos tempos mais escuros e corrompidos da igreja, ele levantou alguns que foram luzes ardentes e brilhantes para sua geração por meio de sua pregação e de sua vida, e alguns poucos, por seus escritos, para trazer luz até nós, sobre quem já vieram os fins dos séculos.
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Deste capítulo
2 Reis 14:1
"No segundo ano de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, começou a reinar Amazias, filho de Joás, rei de Judá."
2 Reis 14:2
"Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e vinte e nove anos reinou em Jerusalém. E era o nome de sua mãe Joadã, de Jerusalém."
2 Reis 14:3
"E fez o que era reto aos olhos do Senhor, ainda que não como seu pai Davi; fez, porém, conforme tudo o que fizera Joás seu pai."
2 Reis 14:4
"Tão-somente os altos não foram tirados; porque o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos."
2 Reis 14:5
"Sucedeu que, sendo já o reino confirmado na sua mão, matou os servos que tinham matado o rei, seu pai."
2 Reis 14:6
"Porém os filhos dos assassinos não matou, como está escrito no livro da lei de Moisés, no qual o Senhor deu ordem, dizendo: Não matarão os pais por causa dos filhos, e os filhos não matarão por causa dos pais; mas cada um será morto pelo seu pecado."
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