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2 Reis 11:4 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E no sétimo ano enviou Joiada, e tomou os centuriões, com os capitães, e com os da guarda, e os colocou consigo na casa do Senhor; e fez com eles uma aliança e ajuramentou-os na casa do Senhor; e mostrou-lhes o filho do rei. "

2 Reis 11:4

menu_book Versículo no contexto

2 Mas Jeoseba, filha do rei Jorão, irmã de Acazias, tomou a Joás, filho de Acazias, furtando-o dentre os filhos do rei, aos quais matavam, e o pôs, a ele e à sua ama na recâmara, e o escondeu de Atalia, e assim não o mataram.

3 E esteve com ela escondido na casa do Senhor seis anos; e Atalia reinava sobre o país.

4 E no sétimo ano enviou Joiada, e tomou os centuriões, com os capitães, e com os da guarda, e os colocou consigo na casa do Senhor; e fez com eles uma aliança e ajuramentou-os na casa do Senhor; e mostrou-lhes o filho do rei.

5 E deu-lhes ordem, dizendo: Isto é o que haveis de fazer: Uma terça parte de vós, que entrais no sábado, fará a guarda da casa do rei.

6 E outra terça parte estará à porta de Sur; e a outra terça parte à porta detrás dos da guarda; assim fareis a guarda desta casa, afastando a todos.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Atalia governou como tirana durante seis anos. Não nos é dado um relato detalhado de seu reinado, mas não há dúvida de que foi conforme o seu início. Enquanto Jeú destruía o culto a Baal em Israel, ela o fortalecia em Judá, como mostra (2 Crônicas 24:7). A corte e o reino de Judá já tinham sido corrompidos pela aliança com a casa de Acabe, e agora um membro daquela família se tornou maldição e desgraça para ambos os reinos. Amizades pecaminosas nunca terminam bem.

Durante todo esse tempo, Joás, o herdeiro legítimo do trono, permaneceu escondido. Tinha direito à coroa e fora destinado a ela, mas, na prática, estava como que sepultado vivo no esquecimento. Os filhos de Deus agora também estão escondidos do mundo, que não os conhece (1 João 3:1), mas há um tempo determinado em que hão de aparecer em glória. Joás foi apresentado em seu sétimo ano, quando já era grande o suficiente para ser mostrado, não mais um bebê, dando seus primeiros passos rumo à maturidade. Naquele momento, o povo também já estava cansado do governo de Atalia e disposto a aceitar uma mudança.

Joiada, o sacerdote, provavelmente o sumo sacerdote, ou ao menos seu substituto, foi o homem que dirigiu essa grande obra. Por nascimento e ofício, era um homem de autoridade, e a lei ordenava que o povo desse ouvidos a ele, sobretudo quando não havia um rei legítimo no trono (Deuteronômio 17:12). Pelo casamento, ele estava ligado à família real, e, se de fato toda a descendência real tivesse sido destruída, sua esposa, como filha de Jorão, teria um direito melhor à coroa do que Atalia. Seus dons e sua piedade o habilitavam a servir à sua nação, e ele não poderia fazê-lo de modo mais excelente do que livrando-a da usurpação de Atalia, isto é, da tomada ilegítima do poder. Temos bons motivos para crer que ele não agiu antes de buscar a direção de Deus, por meio de profetas ou do Urim, talvez de ambos.

Joiada conduziu o assunto com grande sabedoria, como convinha a um homem tão piedoso. Ele reuniu os capitães de cem e os chefes, homens com autoridade religiosa, civil e militar, e os trouxe à casa do Senhor. Ali expôs a eles as aflições presentes, prendeu-os ao segredo mediante um juramento e, percebendo que estavam dispostos a ajudar, mostrou-lhes o filho do rei (2 Reis 11:4). A confiança deles em Joiada era tão grande que não tinham motivo para duvidar da veracidade do que lhes era apresentado. Podemos imaginar a alegria dos fiéis entre eles, que temiam que a linhagem de Davi tivesse sido totalmente cortada, quando viram essa última centelha ainda viva entre as cinzas.

Em seguida, Joiada colocou os sacerdotes e levitas, que estavam sob sua direção, nas entradas do templo para fazer a guarda, e os pôs debaixo do comando dos capitães (2 Reis 11:9). Davi havia dividido os sacerdotes em turnos de serviço. Cada sábado de manhã um novo grupo assumia, mas o grupo anterior só se retirava no fim do sábado, de modo que, no sábado, havia mãos extras para o serviço mais intenso. Joiada aproveitou esses homens para essa tarefa urgente e os armou, a partir dos depósitos do templo, com as lanças e escudos de Davi, quer fossem as armas pessoais de Davi, quer fossem as que ele tomara de inimigos e dedicara à honra de Deus (2 Reis 11:10). Ainda que fossem armas antigas ou simples, serviriam para lembrar aos homens que estavam defendendo a aliança que Deus fizera com Davi.

Eles receberam duas responsabilidades. Em primeiro lugar, deviam proteger o jovem rei de qualquer afronta ou ataque. Deviam guardar a casa do rei (2 Reis 11:5), ficar ao redor do rei e estar com ele (2 Reis 11:8), protegendo-o dos partidários de Atalia, pois alguns ainda desejavam sangue real. Em segundo lugar, deviam impedir que o templo fosse profanado pela multidão que se reuniria para esse evento (2 Reis 11:6). Deviam guardar a casa para que não fosse arrombada ou danificada e para que nenhum estranho ou impuro irrompesse para dentro. Joiada estava ansioso pela reforma necessária, mas não deixou que o zelo pelo reino o fizesse esquecer a reverência devida a Deus. Mesmo nos momentos mais movimentados, ainda é preciso cuidar para que a casa de Deus não sofra dano. Também vale notar que Joiada designou a cada pessoa um lugar e uma tarefa (2 Reis 11:6; 2 Reis 11:7), porque a boa ordem contribui muito para o êxito de qualquer grande plano. Quando cada um conhece seu posto e o guarda fielmente, a obra avança com rapidez.

Uma vez que os guardas estavam em seus lugares, o rei foi trazido para fora (2 Reis 11:12). A filha de Sião podia exultar grandemente, pois seu rei aparecia em seu santo lugar. Ele era apenas uma criança, mas não alguém que traria ruína à terra, pois era filho de Davi e filho de pais nobres (Eclesiastes 10:17). Era jovem, mas tinha um bom tutor e, acima disso, um Deus bondoso para cuidar dele. Joiada, então, imediatamente passou a coroar o jovem rei. Embora Joás ainda não estivesse preparado para governar sozinho, ele cresceria para isso, passo a passo.

A cerimônia foi conduzida com grande solenidade (2 Reis 11:12). Primeiro, Joiada colocou a coroa sobre sua cabeça, como sinal de que lhe era conferido o poder real, ainda que a coroa provavelmente fosse grande e pesada demais para ele. Os objetos reais provavelmente eram guardados no templo, por isso a coroa estava logo à mão. Em segundo lugar, Joiada lhe deu o testemunho, a lei de Deus, como sinal de que o rei deveria governar segundo a lei e fazer da palavra de Deus o seu guia. Ele deveria lê-la todos os dias de sua vida (Deuteronômio 17:18, 17:19). Em terceiro lugar, ele o ungiu, mostrando que recebia o Espírito de Deus para capacitá-lo a esse grande chamado. A Escritura destaca a unção de reis especialmente quando a linhagem havia sido interrompida, como aqui e no caso de Salomão, embora seja bem provável que todos os reis da casa de Davi fossem ungidos. O reinado deles apontava para Cristo, que seria ungido acima de todos, acima de todos os filhos de Davi.

Por fim, o povo demonstrou que o aceitava e se submetia ao seu governo. Bateram palmas de alegria e clamaram: “Viva o rei!”. Assim o fizeram rei, ou melhor, concordaram com a escolha de Deus e a receberam publicamente. Tinham todo motivo para se alegrar porque a tirania de Atalia chegava ao fim e a verdadeira religião poderia ser restaurada e fortalecida sob um rei guiado por um homem tão piedoso como Joiada. Tinham todo motivo para receber no trono aquele que realmente tinha direito a ele e desejar que vivesse, pois ele lhes vinha como vida dentre os mortos, e por meio dele a casa de Davi viveria. Do mesmo modo, o reino de Cristo deve ser recebido em nossos corações com alegria, quando seu trono é estabelecido neles e Satanás, o usurpador, é derrubado.

Hosana, bendito o que vem. Batam palmas e digam: “Viva o Rei Jesus, viva para sempre e reine na minha alma e em todo o mundo”. É isso o que foi prometido em (Salmo 72:15): ele viverá, e sobre ele se fará oração continuamente.

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