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2 Coríntios 1:7 - Significado e aplicacao

Entenda como este versiculo fala com o que voce esta vivendo e como aplica-lo hoje

Traducao: Almeida Corrigida Fiel

" E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação. "

2 Coríntios 1:7

menu_book Versiculo no contexto

5

Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.

6

Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos;

7

E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.

8

Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos.

9

Mas já em nós mesmos tínha- mos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos;

auto_stories Comentario Bible Guided

Nesses versículos, o apóstolo fala para encorajar e fortalecer os coríntios. No versículo 7, ele diz que tem certeza de que eles receberão benefício das tribulações que ele e seus cooperadores enfrentaram em seus trabalhos e viagens. A fé deles não seria enfraquecida, mas o seu consolo aumentaria.

Para explicar isso, ele primeiro lhes fala como foi o sofrimento que enfrentaram, como diz no versículo 8: não queria que ficassem sem saber da aflição que sofreram. As igrejas devem conhecer o que seus ministros padecem, porque isso ajuda a entender o custo da obra do evangelho. Não nos é dito exatamente que tribulação na Ásia ele tem em mente, se o tumulto causado por Demétrio em Éfeso (Atos 19), a luta com feras em Éfeso mencionada na primeira carta (1 Coríntios 15:32), ou alguma outra dificuldade. Seja o que for, foi uma grande angústia. Eles foram pressionados muito além do que a força humana comum, ou mesmo a força cristã comum, poderia suportar, a ponto de perderem a esperança de continuar vivos.

Em segundo lugar, ele diz o que fizeram nessa aflição: confiaram em Deus. Foram levados a esse ponto tão baixo para que não confiassem em si mesmos, mas em Deus (2 Coríntios 1:9). Deus muitas vezes conduz o seu povo a situações difíceis para que veja sua própria fraqueza e aprenda a apoiar-se totalmente em seu poder. Quando chegamos ao fim de nossas forças, Deus se mostra pronto a ajudar. Podemos confiar com segurança no Deus que ressuscita os mortos (2 Coríntios 1:9). Ressuscitar mortos prova o seu poder onipotente. Aquele que pode fazer isso pode fazer qualquer coisa, e é digno de confiança em todo tempo. A fé de Abraão se firmava nessa mesma verdade, que Deus vivifica os mortos (Romanos 4:17). Mesmo que sejamos abatidos a ponto de desesperar da própria vida, ainda podemos confiar no Deus que pode nos trazer de volta não só à beira da morte, mas das próprias garras da morte.

Em terceiro lugar, Paulo declara qual livramento receberam. A esperança deles não foi em vão, e ninguém que confia em Deus será envergonhado. Deus os havia livrado, e continuava a livrá-los (2 Coríntios 1:10). Como Paulo diz mais adiante, ele recebera socorro de Deus e permanecia firme até aquele dia (Atos 26:22).

Em quarto lugar, ele mostra como usaram esse livramento. Eles esperavam que Deus continuasse a livrá-los (2 Coríntios 1:10), até o fim, preservando-os para o seu reino celestial. Os socorros passados devem fortalecer a fé para as provações futuras. Se desconfiamos de Deus em novos testes, depois de ele já nos ter ajudado antes, deixamos de honrar o que ele fez. Davi, ainda jovem e com poucas experiências a seu favor, raciocinou da mesma maneira (1 Samuel 17:37).

Em quinto lugar, Paulo diz o que desejava em retorno da parte dos coríntios: que o ajudassem, a ele e a seus cooperadores, por meio das orações (2 Coríntios 1:11). Ele tem em mente a oração em comum, com corações unidos em favor deles. Confiar em Deus não substitui os meios que ele mesmo estabeleceu, e a oração é um desses meios. Devemos orar por nós mesmos e uns pelos outros. O próprio Paulo tinha grande liberdade de acesso ao trono da graça, e ainda assim pedia a ajuda das orações de outros. Se nos ajudamos mutuamente em oração, muitos também poderão dar graças quando a oração for respondida. Nosso dever é não só ajudar uns aos outros em oração, mas também em louvor e em ações de graças a Deus pelas bênçãos que recebemos.

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