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2 Crônicas 24:15 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E envelheceu Joiada, e morreu farto de dias; era da idade de cento e trinta anos quando morreu. "

2 Crônicas 24:15

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13 E os que tinham o encargo da obra faziam com que o trabalho de reparação fosse crescendo pelas suas mãos; e restauraram a casa de Deus no seu estado, e a fortaleceram.

14 E, depois de acabarem, trouxeram ao rei e a Joiada o resto do dinheiro, e dele fizeram utensílios para a casa do Senhor, objetos para ministrar e oferecer, colheres, vasos de ouro e de prata. E continuamente sacrificaram holocaustos na casa do Senhor, todos os dias de Joiada.

15 E envelheceu Joiada, e morreu farto de dias; era da idade de cento e trinta anos quando morreu.

16 E o sepultaram na cidade de Davi com os reis; porque tinha feito bem em Israel, e para com Deus e a sua casa.

17 Porém, depois da morte de Joiada vieram os príncipes de Judá e prostraram-se perante o rei; e o rei os ouviu.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui começa o relato triste da decadência de Joás e de seu afastamento de Deus. Deus tinha feito grandes coisas por ele, e o próprio Joás também havia agido em favor da causa de Deus; mas agora se mostrou ingrato e quebrou as promessas que havia feito. É doloroso ver uma grande promessa espiritual se apagar dessa maneira.

A primeira causa de sua queda foi que o seu bom conselheiro foi tirado dele pela morte. Joiada viveu uma vida longa, chegando aos cento e trinta anos (2 Crônicas 24:15), o que indica que nasceu ainda no tempo de Salomão e atravessou seis reinados completos antes deste. Foi uma grande misericórdia para Joás e para o reino que Joiada tivesse vivido tanto, pois ele havia instruído o rei no caminho certo. Na sua morte, Joiada foi honrado sendo sepultado entre os reis, e o elogio que recebeu foi que fizera o bem em Israel. Judá é chamado aqui de Israel porque as outras tribos haviam se rebelado contra Deus, de modo que apenas Judá permanecia verdadeiramente israelita. É grande honra fazer o bem na própria geração, e aqueles que fazem o bem serão lembrados e bem falados por isso.

Joiada havia feito o bem para a casa de Deus, restaurando o culto no templo (2 Crônicas 23:8). É claro que ninguém pode acrescentar algo à grandeza de Deus, mas pode fazer o bem à obra de Deus entre as pessoas. Os que se gastam para promover a verdadeira religião fazem o maior bem possível à sua pátria. Contudo, quando Joiada morreu, a pouca religião que Joás tinha foi, por assim dizer, sepultada com ele, e tanto o rei quanto o reino logo declinaram. Isso mostra quanto um único líder fiel pode sustentar, e quão grande é a perda quando homens piedosos e úteis são tirados. Mostra também como é necessário ter fé interior, um princípio real no coração, para que perseveremos em meio a todas as mudanças. Assim, a morte de um pai, de um ministro ou de um amigo não se tornará também a morte da nossa religião.

Maus conselheiros então cercaram Joás. Eles conquistaram o afeto do rei, o bajularam, se curvaram diante dele e o felicitaram por estar livre da disciplina de Joiada. Diziam que ele não seria mais dominado por sacerdote nenhum e que agora poderia fazer o que bem entendesse. O triste é que foram os príncipes de Judá que o induziram ao mal (2 Crônicas 24:17). Seu pai e seu avô já haviam sido corrompidos pela casa de Acabe, o que era bastante grave. Mas o fato de os próprios príncipes de Judá se tornarem sedutores de seu rei foi uma perversidade profunda. Quem se dispõe a ouvir conselhos ímpios jamais ficará sem conselheiros ímpios ao seu redor. Eles lisonjeavam o rei, fazendo-o pensar que possuía poder absoluto, que sua vontade podia virar lei, ainda que em contradição com o mandamento de Deus. Joás deu ouvidos a eles porque suas palavras lhe agradavam mais do que o ensino de Joiada. Muitos príncipes e muitas pessoas comuns têm sido arruinados assim, iludidos por promessas de liberdade e honra que acabam em vergonha e escravidão.

A apostasia em si consistiu nisto: abandonaram a casa de Deus e serviram aos bosques e aos ídolos (2 Crônicas 24:18). É provável que os príncipes pedissem ao rei licença para restaurar o culto pagão, mas só depois da morte de Joiada, quando imaginaram que ninguém se levantaria contra isso. Estavam cansados do culto simples do templo e queriam seus ídolos de volta. Joás não apenas permitiu, como se uniu a eles. O rei e os príncipes, que há pouco estavam reparando o templo, agora o abandonavam. Aqueles que antes tinham derrubado bosques e ídolos, agora os serviam. Isso mostra quão instável é a natureza humana e como se deve desconfiar dela.

Este pecado se agravou porque Deus enviou profetas para adverti-los e chamá-los de volta para si (2 Crônicas 24:19). Essa é a tarefa dos ministros: não atrair as pessoas para si, mas conduzi-las de volta a Deus. Mesmo nos tempos mais corrompidos, Deus não deixou de dar testemunho de si. Embora o povo tivesse procedido falsamente com ele, Deus ainda enviou profetas para lhes mostrar o pecado e anunciar o que aconteceria se persistissem. Deus prefere que o pecador se converta e viva, em vez de continuar e morrer; por isso, os que perecem ficarão sem desculpa.

Os profetas cumpriram o seu dever, mas quase ninguém recebeu sua mensagem. Rejeitaram todos os profetas e não quiseram escutar. Estavam tão apegados aos ídolos que nenhuma advertência, repreensão, ameaça ou outro esforço foi capaz de trazê-los de volta. Poucos os ouviam, menos ainda lhes davam atenção, e menos ainda criam ou obedeciam. Pior: mataram um dos profetas mais notáveis, Zacarias, filho de Joiada, e talvez outros também. Antes disso, Zacarias se havia colocado no átrio do templo, provavelmente num dia de festa solene, e falou claramente movido pelo Espírito de profecia. Não atacou pessoas em particular nem anunciou juízos específicos; antes, lembrou com brandura o que já estava escrito na lei.

Ele lhes disse, em essência, que, ao servirem bosques e ídolos, estavam transgredindo os mandamentos do Senhor e prejudicando a Deus e a si mesmos. Advertiu também que, se a palavra de Deus era verdadeira, eles não poderiam esperar prosperidade vivendo daquele modo. Ninguém pode praticar o mal e ainda assim esperar que tudo lhe vá bem. Na verdade, já tinham visto que, por terem abandonado o Senhor, o Senhor também os abandonara, exatamente como ele havia advertido (Deuteronômio 29:25; 31:16,17). Este é o trabalho dos ministros: usar a palavra de Deus como lâmpada e luz para revelar o pecado humano e explicar as providências divinas.

O assassinato de Zacarias foi especialmente cruel porque foi resposta direta à sua advertência fiel. Por trama dos príncipes, ou de alguns de seus aliados, e por ordem do rei, apedrejaram-no até a morte ali mesmo. Não chegaram sequer a fingir que agiam debaixo da lei, chamando-o de blasfemo, traidor ou falso profeta. Em vez disso, mataram-no num tumulto público, no pátio da casa do Senhor, um dos atos mais perversos registrados na história dos reis.

Cada aspecto desse pecado o tornava maior. O homem era santo, um sacerdote. O lugar era santo, o átrio interior do templo, entre o pórtico e o altar. A mensagem era ainda mais santa, e eles provavelmente sabiam que vinha pelo Espírito de profecia. Sua repreensão foi justa, sua advertência foi suave, e ambas eram sustentadas pela Escritura. Mesmo assim, foram tão ousados em desafiar o próprio Deus que nada menos que o sangue do profeta pareceu satisfazê-los. Foi uma maldade chocante, praticada por israelitas contra o que era justo, honroso e sagrado. Um rei em aliança com Deus deveria proteger um homem assim, não ordenar a sua morte.

O pecado ainda se agravou pelo fato de Zacarias ser filho de Joiada, que tinha feito tanto bem em Israel e fora como um pai para Joás. A afronta mais profunda não foi apenas contra Deus e a religião, mas contra a memória de Joiada. Joás esqueceu a bondade do pai e mandou matar o filho por cumprir seu dever, o mesmo dever que Joiada teria cumprido se estivesse vivo. É difícil falar coisa pior de alguém do que dizer que é ingrato.

As últimas palavras de Zacarias foram um apelo à justiça de Deus: “O Senhor o veja e o requeira”. Não era amargura vingativa, mas palavra profética. Ele estava dizendo que Deus pediria contas do sangue derramado, assim como o sangue de Abel clamou contra Caim. O Senhor, que tem o direito de vingar, certamente o fará, porque é justo.

Esse sangue logo foi cobrado de Joás. Também pesou no juízo que, mais tarde, veio sobre Jerusalém pelos caldeus, pois o abuso aos profetas trouxe uma ruína sem cura (2 Crônicas 36:16). Além disso, Jesus declarou que os perseguidores dele e de seu evangelho seriam tidos por responsáveis também pelo sangue desse Zacarias (Mateus 23:35). O sangue dos mártires clama por muito tempo, e não ficará sempre sem resposta. É como o clamor das almas debaixo do altar: “Até quando não julgas e vingas o nosso sangue?” (Apocalipse 6:10).

Os juízos de Deus então alcançaram Joás por essa grande culpa. Primeiro, um pequeno exército da Síria tomou Jerusalém, matou os príncipes, saqueou a cidade e levou o despojo para Damasco. Quando o povo de Deus andava perto dele, muitas vezes vencia até exércitos maiores. Agora, aconteceu o contrário. Um pequeno grupo de sírios derrotou um exército muito maior de israelitas porque estes haviam abandonado o Senhor, o Deus de seus pais. Deus não apenas os deixou, mas se pôs contra eles. Os sírios foram apenas instrumentos na mão de Deus para executar juízo contra Joás, embora eles mesmos não tivessem consciência disso (Isaías 10:6-7; Deuteronômio 32:30).

Em segundo lugar, Deus feriu Joás com graves enfermidades, afetando seu corpo, sua mente ou ambos. Ele pode ter pensado que, uma vez que os sírios se retirassem, se restabeleceria. Mas, antes mesmo de partirem, Deus já o havia ferido. Quando o juízo de Deus segue um homem, um problema apenas puxa outro.

Terceiro, os próprios servos de Joás conspiraram contra ele. Ele talvez tivesse esperança de melhorar de sua doença, pois ainda era um homem de meia-idade. Mas quem é tirado da cova ainda pode cair no laço. Quando pensou escapar da morte pela enfermidade, encontrou a morte pela espada. Mataram-no em sua cama por causa do sangue dos filhos de Joiada, o que sugere que ele não apenas havia mandado matar Zacarias, mas também outros da família de Joiada. Mesmo que os executores de Joás tenham agido como vingadores daquele sangue, Deus ainda assim estava cumprindo seu próprio propósito por meio deles. Os que derramam o sangue dos santos receberão de volta o próprio sangue, porque assim merecem. Os assassinos são nomeados no relato, e vale notar que ambas as mães deles eram estrangeiras, uma amonita e a outra moabita.

Quarto, o povo não o sepultou entre os reis, porque ele havia manchado sua honra com um governo perverso. “Não seja ele incluído entre os justos” (Salmo 69:28). Essas punições são chamadas de fardos colocados sobre ele, porque a ira de Deus é um peso esmagador, pesado demais para qualquer homem suportar. A palavra também pode se referir às advertências que os profetas proclamaram contra ele, já que tais mensagens também são chamadas de fardos. Deus muitas vezes põe sinais especiais de desaprovação sobre os apóstatas ainda nesta vida, como advertência a todos, para que se lembrem da mulher de Ló.

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