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2 Crônicas 14:1 - Significado e aplicação

Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje

Tradução: Almeida Corrigida Fiel

" E Abias dormiu com seus pais, e o sepultaram na cidade de Davi, e Asa, seu filho, reinou em seu lugar; nos seus dias esteve a terra em paz dez anos. "

2 Crônicas 14:1

menu_book Versículo no contexto

1 E Abias dormiu com seus pais, e o sepultaram na cidade de Davi, e Asa, seu filho, reinou em seu lugar; nos seus dias esteve a terra em paz dez anos.

2 E Asa fez o que era bom e reto aos olhos do Senhor seu Deus.

3 Porque tirou os altares dos deuses estranhos, e os altos; e quebrou as imagens, e cortou os bosques.

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auto_stories Comentário Bible Guided

Aqui vemos o caráter geral de Asa. Ele fez o que era bom e reto aos olhos do Senhor, seu Deus. Seu alvo era agradar a Deus e obter a aprovação dele. São bem-aventurados aqueles que usam essa regra: fazer o que é certo, não aos próprios olhos nem aos olhos do mundo, mas aos olhos de Deus.

Asa também tinha em mente que Deus o observava constantemente, e isso o ajudava a permanecer firme no que era bom e reto. Deus, com bondade, aceitou o que Asa fez e aprovou sua conduta como boa e reta.

Aqui também aparece a obra bendita de reforma que Asa começou assim que subiu ao trono. Ele removeu e destruiu a idolatria. Como Salomão havia permitido a idolatria no fim do seu reinado, nada tinha sido feito depois para detê-la, de modo que provavelmente se espalhou. Deuses estrangeiros eram adorados, com seus altares, imagens e bosques, enquanto muitos tinham negligenciado o culto no templo, embora os sacerdotes continuassem servindo ali (2 Crônicas 13:10).

Assim que teve autoridade nas mãos, Asa fez de sua tarefa derrubar aqueles altares e imagens idólatras (2 Crônicas 14:3, 2 Crônicas 14:5). Eles eram uma grande afronta ao Deus zeloso e um laço perigoso para os descuidados. Ele esperava que destruindo os ídolos pudesse reformar os idólatras, o que era o seu objetivo, mais do que simplesmente arruiná-los.

Ele também reacendeu e firmou o verdadeiro culto a Deus. Como os sacerdotes estavam cumprindo sua parte junto aos altares do Senhor, ele exigiu que o povo cumprisse a sua (2 Crônicas 14:4). Ordenou a Judá que buscasse o Senhor, Deus de seus pais, e não os deuses das nações, e que obedecesse à lei e aos mandamentos. Ou seja, deveriam praticar todos os modos de adoração estabelecidos por Deus, que muitos tinham abandonado por completo.

Como resultado, a terra ficou quieta diante dele (2 Crônicas 14:5). Embora o povo amasse muito seus ídolos e fosse lento em deixá-los, sua consciência concordava com as ordens de Asa, e por isso não conseguiam resistir com facilidade. Aqueles que têm poder e o usam com firmeza para conter a maldade e promover reforma de costumes muitas vezes enfrentam menos resistência do que temem. O mal, no fim, é astuto mas fraco, enquanto a virtude tem a melhor causa, de modo que toda maldade, por fim, tem de calar a boca (Salmo 107:42).

Nos dias de Asa a terra teve paz por dez anos (2 Crônicas 14:1). Não houve guerra com o reino de Israel, que não se reergueu logo do golpe recebido no reinado anterior. A vitória de Abias, alcançada por sua coragem debaixo da mão de Deus, lançou o fundamento da paz de Asa, e essa paz foi a recompensa da fé e da reforma de Asa. Embora Abias não fosse um homem profundamente piedoso, ainda assim ajudou a preparar o caminho para alguém que seria.

Se Abias não tivesse feito o que fez para sossegar a terra, Asa não teria podido fazer o que fez para reformá-la, porque no estrondo da guerra a voz da lei não é ouvida.

Asa também soube usar com sabedoria aquele tempo de sossego. A terra estava em descanso porque o Senhor lhe dera descanso. Se Deus dá quietude, quem pode perturbar? (Jó 34:29). Têm verdadeiro descanso aqueles a quem Deus dá descanso, e a verdadeira paz vem para aqueles a quem Cristo dá a paz, não a paz que o mundo oferece (João 14:27).

Primeiro, Asa reconheceu que aquele descanso era um dom de Deus. Ele disse que Deus lhes dera descanso em redor. Devemos agradecer a Deus pelo repouso que desfrutamos no corpo e na mente, na família e no país. Ele também via esse descanso como recompensa pela reforma iniciada. Porque tinham buscado o Senhor, seu Deus, ele lhes dera descanso.

Devemos notar tanto os tratos severos da providência, que nos afastam do mal, quanto os tratos bondosos da providência, que nos animam no que é bom. Pela experiência, o povo tinha aprendido que é bom buscar o Senhor, porque isso traz repouso. Quando corremos atrás do mundo, só encontramos aperto e aflição.

Segundo, Asa consultou seu povo, por meio de seus chefes, sobre como aproveitar bem aquele tempo de paz. Concordaram em duas coisas. Não deviam ser preguiçosos, mas ativos. Tempos de paz devem ser usados para trabalhar, pois sempre devemos ter algo útil a fazer. Nos anos em que não havia guerra, Asa disse: “Edifiquemos e continuemos a trabalhar.” Quando as igrejas tiveram descanso, foram edificadas (Atos 9:31). Quando a espada é guardada, é hora de empunhar a colher de pedreiro.

Também não deviam ser descuidados, mas se preparar para a guerra. Em tempos de paz, devemos nos preparar para a aflição, esperá-la e ajuntar o que será necessário para enfrentá-la. Ele fortaleceu as principais cidades com muros, torres, portas e ferrolhos (2 Crônicas 14:7). “Façamos isso”, disse ele, “enquanto a terra ainda está diante de nós”, isto é, enquanto ainda tinham a oportunidade e a vantagem de fazê-lo. Falou como quem esperava que, um dia, surgisse problema, quando já seria tarde demais para fortificar, e quando desejariam ter feito isso antes. Assim, edificaram e prosperaram.

Ele também tinha um bom exército pronto, se fosse necessário (2 Crônicas 14:8), não um exército permanente de tempo integral, mas a milícia, os homens treinados do país. Judá e Benjamim foram contados separadamente. Benjamim, antes chamado de “pequeno Benjamim” (Salmo 68:27), tinha quase tantos soldados quanto Judá, chegando perto na proporção de 28 para 30, o que mostra como aquela tribo tinha crescido. A bênção de Deus pode fazer de um pequeno um milhar.

Parece que essas duas tribos estavam armadas de maneira diferente, tanto para o ataque quanto para a defesa. Os homens de Judá carregavam escudos grandes, enquanto os homens de Benjamim usavam escudos menores (1 Reis 10:16, 1 Reis 10:17). Os homens de Judá usavam lanças para combater de perto, enquanto os homens de Benjamim usavam arcos para atingir o inimigo à distância. Ambos serviam bem, e nenhum podia dizer ao outro: “Não tenho necessidade de ti.” Dons e deveres diferentes são destinados ao bem de todos.

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