Versículo em destaque
1 Samuel 17:1 - Significado e aplicação
Entenda como este versículo fala com o que você está vivendo e como aplicá-lo hoje
Tradução: Almeida Corrigida Fiel
" E os filisteus ajuntaram as suas forças para a guerra e congregaram-se em Socó, que está em Judá, e acamparam-se entre Socó e Azeca, no termo de Damim. "
1 Samuel 17:1
Versículo no contexto
Entender os versículos ao redor evita interpretações incorretas:
1 E os filisteus ajuntaram as suas forças para a guerra e congregaram-se em Socó, que está em Judá, e acamparam-se entre Socó e Azeca, no termo de Damim.
2 Porém Saul e os homens de Israel se ajuntaram e acamparam no vale do carvalho, e ordenaram a batalha contra os filisteus.
3 E os filisteus estavam num monte de um lado, e os israelitas estavam num monte do outro lado; e o vale estava entre eles.
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Não fazia muito tempo que os filisteus haviam sido seriamente derrotados diante de Israel, e provavelmente teriam sido completamente destruídos se a precipitação de Saul não tivesse interrompido aquela vitória. Agora os vemos novamente ajuntando suas forças. Eles avançaram para dentro da terra de Israel e, ao que tudo indica, tomaram posse de parte dela, pois acamparam em território que pertencia a Judá. Exércitos filisteus jamais teriam conseguido estabelecer-se ali se Israel tivesse permanecido fiel a Deus.
É possível que os filisteus tivessem ouvido que Samuel, o profeta que orientava Saul, havia se afastado dele e já não o ajudava nem aconselhava. Talvez também soubessem que Saul estava abatido e incapaz de exercer bem sua função. Isso deve tê-los encorajado a tentar mais uma vez recuperar a honra que haviam perdido recentemente. Os inimigos do povo de Deus são rápidos em aproveitar a ocasião quando aqueles que deveriam proteger o povo afastam de si o Espírito de Deus e os seus profetas.
Saul reuniu seu exército e saiu ao encontro deles. Naquele momento, o espírito maligno havia se afastado de Saul (1 Samuel 16:23). A harpa de Davi lhe trouxera algum alívio, e talvez as pressões da guerra também impedissem, por um tempo, o retorno daquele tormento. O trabalho pode ser um bom auxílio contra a tristeza, porque ocupa a mente com algo fora de si mesma. Em misericórdia para com Israel, Deus conteve o juízo por algum tempo. Os negócios públicos teriam ficado em situação terrível se o próprio rei estivesse fora de si nesse momento.
Davi, por enquanto, tinha voltado a Belém e deixado a corte. Saul já não precisava tanto dele para acalmar sua angústia, embora Davi tivesse sido ungido e tivesse bons motivos para permanecer por perto, inclusive exercendo o papel de escudeiro de Saul. Ainda assim, ele voltou para casa e retornou ao cuidado das ovelhas de seu pai. Isso foi um raro exemplo de humildade em um jovem com tantas oportunidades de promoção. Ele sabia recuar depois de já ter começado a subir. Preferia a tranquilidade da vida de pastor a todos os prazeres da corte real. Ninguém estava mais preparado para a honra, nem mais digno dela, e ainda assim ninguém era menos apegado a ela.
Os filisteus também desafiaram Israel por meio de seu campeão, Golias, a quem eles estimavam quase tanto quanto ele se estimava a si mesmo. Esperavam que ele pudesse restaurar a reputação e o poder que haviam perdido. É possível que o exército de Israel fosse maior e mais forte, e que por isso os filisteus evitassem um confronto generalizado, preferindo apostar em um combate singular. Tendo um campeão daquele porte, desejavam vencer por meio de uma única luta decisiva.
A estatura de Golias era extraordinária. Ele descendia dos anaquins, o povo de gigantes que havia permanecido em Gate desde os dias de Josué (Josué 11:22). Media seis côvados e um palmo, uma altura monstruosa, calculada aqui em cerca de três metros e meio (1 Samuel 17:4). Se sua força e coragem correspondiam ao seu tamanho, de fato causaria grande pavor. Sua armadura aumentava ainda mais esse terror. Ele usava um capacete de bronze, uma couraça de escamas feita de placas de bronze sobrepostas, caneleiras de bronze nas pernas e um dardo de bronze entre os ombros (1 Samuel 17:5-7). Diz-se que sua couraça pesava cinco mil siclos, um peso enorme, embora alguns entendam que esse número possa se referir ao seu valor. Sua lança era como uma lançadeira de tecelão, algo que só um braço muito poderoso poderia manejar. Até o seu escudeiro parecia carregar o escudo mais para exibição do que por necessidade, já que Golias estava praticamente todo coberto de bronze.
Então veio o desafio de Golias. Os filisteus o haviam escolhido justamente para evitar o risco de uma batalha geral, e ele avançou para afrontar o exército de Israel (1 Samuel 17:8-10). Desceu ao vale entre os dois arraiais e gritou tão alto que todos podiam ouvi-lo. Ele exigiu que lhe apresentassem um homem para lutar com ele. Envaidecia-se por ser tão mais alto e forte do que todos ao seu redor. Desprezava Israel porque eles não tinham ninguém de tamanho semelhante para enfrentá-lo. Zombava deles por se colocarem em ordem de batalha, como se fosse tolice se opor aos filisteus. Também propôs que toda a guerra fosse decidida por esse duelo: se o campeão de Israel o matasse, os filisteus serviriam a Israel; se ele matasse o israelita, então Israel serviria aos filisteus.
Essa oferta era pura bravata. Nenhuma nação, de fato, se disporia sinceramente a arriscar tudo no combate de um único homem, e o próprio povo de Golias não manteve aquelas condições depois que ele foi morto. Quando ele se gabou dizendo que era filisteu e que eles eram servos de Saul, agiu como se fosse rebaixamento lutar contra um israelita, como se fosse um governante dignando-se a enfrentar escravos. A antiga paráfrase aramaica relata que ele se vangloriava de ter sido o responsável pela morte de Hofni e Finéias, os filhos ímpios de Eli, e pela tomada da arca, mas que os filisteus nunca o teriam recompensado à altura. Afirmava que Saul havia sido feito rei em reconhecimento a esse feito; portanto, agora o homem de Saul deveria aceitar o desafio.
Isso encheu Israel de medo. Saul e todo o exército ficaram grandemente atemorizados (1 Samuel 17:11). O povo provavelmente não teria ficado tão abalado se não tivesse visto antes o próprio Saul perder a coragem. Quando o líder se mostra covarde, não se pode esperar que o povo seja valente.
Vimos antes que, quando o Espírito do Senhor veio sobre Saul (1 Samuel 11:6), ninguém foi mais ousado ou mais pronto para enfrentar Naás, o amonita. Mas agora que o Espírito do Senhor havia se retirado dele, até as ameaças ruidosas de um único filisteu bastam para lhe tirar a coragem. Isso mostra o quanto uma pessoa depende de Deus para ter força e bravura.
E onde estava Jônatas durante tudo isso? Por que não se apresentou, ele que antes havia enfrentado tão corajosamente todo um destacamento filisteu na guerra anterior? Muito provavelmente, Deus não o moveu para essa tarefa como havia feito antes. Até mesmo as melhores e mais corajosas pessoas só são aquilo que Deus faz delas. Jônatas precisava esperar, porque a honra de enfrentar Golias estava reservada para Davi.
Em grandes e boas ações, o Espírito se move como quer. Nesse momento, os israelitas piedosos estavam entristecidos por causa do rompimento de seu rei com Samuel.
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Deste capítulo
1 Samuel 17:2
"Porém Saul e os homens de Israel se ajuntaram e acamparam no vale do carvalho, e ordenaram a batalha contra os filisteus."
1 Samuel 17:3
"E os filisteus estavam num monte de um lado, e os israelitas estavam num monte do outro lado; e o vale estava entre eles."
1 Samuel 17:4
"Então saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo."
1 Samuel 17:5
"Trazia na cabeça um capacete de bronze, e vestia uma couraça de escamas; e era o peso da couraça de cinco mil siclos de bronze."
1 Samuel 17:6
"E trazia grevas de bronze por cima de seus pés, e um escudo de bronze entre os seus ombros."
1 Samuel 17:7
"E a haste da sua lança era como o eixo do tecelão, e a ponta da sua lança de seiscentos siclos de ferro, e diante dele ia o escudeiro."
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